sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXIX: "DOUTRINA TRANSCENDENTAL DO MÉTODO"


Estudando... elaborando... para aprender a filosofar na perspectiva kantiana.

"Passagem" (Übergang) ?:

Transição da "Doutrina transcendental dos elementos" à "Doutrina transcendental do método"


1. DOUTRINA TRANSCENDENTAL DO MÉTODO (capítulos I, II. III e IV)

A distinção entre o “uso dogmático” da razão pura e o “dogmatismo” propriamente dito? Cf. Prefácio, B xxxv.

a) "A disciplina da razão pura" (A 708-712/B 736-740)

b)  "A disciplina da razão pura no uso dogmático" (A 712-738/B 740-766)

Neste Capítulo I, destaco, da "Doutrina Transcendental do Método" e em sua Primeira seção, que significam, respectivamente, o substantivo “disciplina” e o adjetivo “dogmático”? Cf. A 709/B 737 e A 795/B 823

Qual a tese da Primeira seção ("A disciplina da razão pura no uso dogmático") deste Capítulo 1, da "Doutrina Transcendental do Método"?

Qual o sentido de "pensar por conceitos" e "pensar por construção de conceitos"? 

Por quê Kant se ocupa em estudar a relação na matemática e na filosofia o universal, o particular e o singular? 

Qual a diferença entre juízo analítico, da filosofia, e o juízo sintético, da matemática para Kant?

Qual diferença entre os modos de conhecimento da filosofia e da matemática na Introdução, seção V, da Crítica da razão pura (B 14)

Analisando: (B 740-766)

2. A este estudo acrescento, do Capítulo II, "O cânone da razão":

Em Kant, pude reler em "Do ideal de sumo bem como um fundamento determinante do fim último da razão pura" (A 805-806B833-834que me motivou a escrever esse texto breve para reflexão pessoal:

"Todo o interesse da minha razão (tanto especulativa como prática) concentra-se nas seguintes três interrogações:

Que posso saber?

Que devo fazer?

Que me é permitido esperar?"

...

O que é o Homem?

-

primeira questão é simplesmente especulativa. Esgotamos (e disso me ufano) todas as respostas possíveis e encontramos enfim aquela com a qual a razão é obrigada a contentar-se e, mesmo quando não se ocupa do interesse prático, também tem motivo para estar satisfeita; mas ficamos tão distanciados dos dois grandes fins para onde está orientado todo o esforço da razão pura, como se por comodidade tivéssemos renunciado desde o princípio a este trabalho. Se portanto, se trata do saber, é pelo menos seguro e está bem estabelecido que, em relação a estas duas perguntas, nunca poderemos saber algo.

segunda interrogação é simplesmente prática. É certo que, como tal, pode pertencer à razão pura, mas não é transcendental, é moral, e, por conseguinte, não pode em si mesma fazer parte da nossa crítica.

terceira interrogação: Se faço o que devo fazer, que me é permitido esperar? é ao mesmo tempo prática e teórica, de tal modo que a ordem prática apenas serve de fio condutor para a resposta à questão teórica e, quando esta se eleva, para a resposta à questão especulativa. Com efeito, toda a esperança tende para a felicidade e está para a ordem prática e para a lei moral, precisamente da mesma forma que o saber e a lei natural estão para o conhecimento teórico I das coisas. A esperança leva, por fim, à conclusão que alguma coisa é (que determina o fim último possível), porque alguma coisa deve acontecer; o saber, à conclusão que alguma coisa é (que age como causa suprema) porque alguma coisa acontece.

A felicidade é a satisfação de todas as nossas inclinações (tanto eNxtensive, quanto à sua multiplicidade, como intensive, quanto ao grau e também protensive, quanto à duração). Designo por lei pragmática (regra de prudência) a lei prática que tem por motivo a felicidade; e por moral (ou lei dos costumes), se existe alguma, a lei que não tem outro móbil que não seja indicar-nos como podemos tornar-nos dignos da felicidade. A primeira aconselha o que se deve fazer se queremos participar na felicidade; a segunda ordena a maneira como nos devemos comportar para unicamente nos tornarmos dignos da felicidade. A primeira funda-se em princípios empíricos; pois, a não ser pela experiência, não posso saber quais são as inclinações que querem ser satisfeitas, nem quais são as causas naturais que podem operar essa satisfação. A segunda faz abstração de inclinações e meios naturais de as satisfazer e considera apenas a liberdade de um ser racional em geral e as condições necessárias pelas quais somente essa liberdade concorda, segundo princípios, com a distribuição da felicidade e, por conseqüência, pode pelo menos repousar em simples idéias da razão pura e ser conhecida a priori.

Admito que há, realmente, leis morais puras que determinam completamente a priori o fazer e o não fazer (sem ter em conta os móbiles empíricos, isto é, a felicidade), ou seja, o uso da liberdade de um ser racional em geral e que estas leis comandam de uma maneira absoluta (não meramente hipotética, com o pressuposto de outros fins empíricos) e portanto são, a todos os títulos, absolutas. Posso pressupor esta proposição recorrendo não só às provas dos moralistas mais esclarecidos mas ao juízo moral de todo o homem, quando quer pensar claramente semelhante lei"

______.

ALLISON, Henry F. Kant`s Transcendental Idealism: an interpretation and defense. Yale University Press, 2004. ("Paralogismos", cap. 12).

______. O idealismo transcendental de Kant: interpretação e defesa. Petrópolis, RJ: Vozes, 2024. ("Paralogismos", cap. 12.

AMERIKS, Karl. The Cambridge Companion to German Idealism. Cambridge University Press; 2. ed., 2017.

ANTOGNAZZA, Maria Rosa. The Oxford Handbook of Leibniz. Oxford University Press, 2018.

BACON, Francis. O progresso do conhecimento. São Paulo: E. Unesp, 2007.

______. Novum Organum. São Paulo: Nova Cultural, 1997. (Col. "Os Pensadores")

BUTLER, J; CLARKE, S; HUTCHESON, F; MANDEVILLE, B; SHAFTESBURY, L; WOLLASTON, W. Filosofia moral britânica: Textos do Século XVIII. Campinas, SP: Ed. Unicamp, 2014.

CUNHA, Bruno. A Gênese da Ética de Kant: o desenvolvimento moral pré-crítico em sua relação com a teodiceia. São Paulo: LiberArs, 2017.

______; FELDHAUS, Charles. Estudo Introdutório. In: KANT, Immanuel. Lições de Ética. São Paulo: Unesp, 2018.

______. Estudo Introdutório. In: KANT, Immanuel. Lições sobre a Doutrina Filosófica da Religião. Petrópolis: Vozes/São Fransciso, 2019.

______. Estudo IntrodutórioIn: KANT, Immanuel. Lições de Metafísica. Petrópolis: Vozes/São Francisco, 2021.

DESCARTES, René. Discurso do MétodoIn:__________. Tradução de João Gama. Introdução e notas de Étienne Gilson. Lisboa: Edições 70, 1987.

FRIEDMAN, Michael. O a priori de Kant na ciência e na filosofia: disputas modernas. Канон+ РООИ "Реабилитация", 2025.

______. Kant's construction of nature: a reading of the metaphysical foundation of natural science: ‎ Cambridge University Press; Reprint, 2015.

GOY, Ina; WATKINS, Eric. Kant's theory of Biology. Berlin/Boston: De Gruyter/Reprint, 2016.

GRAPOTTE, Sophie (Org.); LEQUAN, Mai; RUFFING, Margit. Kant et les sciences: un dialogue philosophique avec la pluralité des savoirs. Paris: Vrin, 2011.

______; PRUNE-BRETINNET. Tinca, (dir.). Kant et Wolff: héritages et ruptures. Paris: Vrin, 2011.

______. RUFFING, Margit; TERRA, Ricardo. (dir.).  Kant - la raison pratique: concepts et héritages. Paris: Vrin, 2015.

GUYER, PAUL. The Cambridge companion to Kant. Cambrridge University Press, UK, 1992.

HÖFFE, Otfriede. Immanuel Kant. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

______. Immanuel Kant. München: C. H. Beck, 2004.

HULL, David l; RUSE, Michael. The Cambridge companion to the philosophy of biology. Cambridge University Press, 2007.

HUME, David. História natural da religião. Trad. apres. e notas Jaimir Conte. São Paulo: Ed. Unesp, 2005.

______. Trtatado da natureza humana. São Paulo: Ed. Unesp, 2009.

______. Uma investigação sobre os princípios da moral. Trad: José Oscar de Almeida Marques. Campinas, SP: Editora UNICAMP, 1995, p.19.

______. A arte de escrever Ensaios. São Paulo: Ed. Unesp, 2008.

______. Dissertação sobre as paixões: seguida de História natural da religião. Trad. Pedro Paulo Pimenta. São Paulo: Iluminuras, 2021.

______. Dissertação sobre as paixões Trad. Jaimir Conte. In: Revista Princípios. Natal, v.18, n.29, jan./jun. 2011, p. 371-399.

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. "Do ideal de Sumo Bem como um fundamento determinante do fim último da razão pura. Segunda seção". (A805, 806 - B833, 834). Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

______. Sobre a Pedagogia. Tradução de Francisco Cock Fontenella. Piracicaba, SP: Editora Unimep, 1996.

______. Sobre a Pedagogia. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2021.

______. Resposta à pergunta: o que é “esclarecimento”?. In: Immanuel Kant textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985.

______. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.

LEIBNIZ. G. W. Novos ensaios sobre o entendimento humano. Lisboa: Edições Colibri, 1993.

______. Ensaios de teodicéia. São Paulo: Estação Liberdade, 2013.

______; WOLFF, C; EULER, L.P; BUFFON, G.-L; LAMBERT, J. H; KANT, I. Espaço e pensamento: textos escolhidos. Organização de Márcio Suzuki (Org.). Tradução de Márcio Suzuki e Outros. São Paulo: Editora Clandestina, 2019. 286.

LOCKE, John. Ensaio sobre o entendimento humano. São Paulo: Martins Fontes, 2012. 

MARQUES, U. R. A. Kant e o problema da origem das representações elementares:apontamentos. In: Tras/Form/Ação. 13: 41-72, 1990.

PHILONENKO, Alexis. L'Oeuvre de Kant: la philosophie critique. Tome I. J. Vrin, 1996. (col. Bibliothèque d'histoire de la philosophie)

SANTOS, Leonel Ribeiro dos; LOUDEN, Robert B.; MARQUES, Ubirajara R. de Azevedo (organizadores). Kant e o a priori. Marília, SP: Oficina Universitária ; São Paulo : Cultura Acadêmica, 2017. 364 p. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

REFLEXÃO MATINAL CXIX: "DOUTRINA TRANSCENDENTAL DO MÉTODO"

Estudando... elaborando...  para aprender a filosofar na perspectiva kantiana. "Passagem" ( Übergang ) ?: Transição da "Doutr...