"Passagem" (Übergang) ?:
Transição da "Doutrina transcendental dos elementos" à "Doutrina transcendental do método"
1. DOUTRINA TRANSCENDENTAL DO MÉTODO (capítulos I, II. III e IV)
A distinção entre o “uso dogmático” da razão pura e o “dogmatismo” propriamente dito? Cf. Prefácio, B xxxv.
a) "A disciplina da razão pura" (A 708-712/B 736-740)
b) "A disciplina da razão pura no uso dogmático" (A 712-738/B 740-766)
Neste Capítulo I, destaco, da "Doutrina Transcendental do Método" e em sua Primeira seção, que significam, respectivamente, o substantivo “disciplina” e o adjetivo “dogmático”? Cf. A 709/B 737 e A 795/B 823.
Qual a tese da Primeira seção ("A disciplina da razão pura no uso dogmático") deste Capítulo 1, da "Doutrina Transcendental do Método"?
Qual o sentido de "pensar por conceitos" e "pensar por construção de conceitos"?
Por quê Kant se ocupa em estudar a relação na matemática e na filosofia o universal, o particular e o singular?
Qual a diferença entre juízo analítico, da filosofia, e o juízo sintético, da matemática para Kant?
Qual diferença entre os modos de conhecimento da filosofia e da matemática na Introdução, seção V, da Crítica da razão pura (B 14)
Analisando: (B 740-766)
2. A este estudo acrescento, do Capítulo II, "O cânone da razão":
Em Kant, pude reler em "Do ideal de sumo bem como um fundamento determinante do fim último da razão pura" (A 805-806; B833-834) que me motivou a escrever esse texto breve para reflexão pessoal:
"Todo o interesse da minha razão (tanto especulativa como prática) concentra-se nas seguintes três interrogações:
Que posso saber?
Que devo fazer?
Que me é permitido esperar?"
...
O que é o Homem?
-
A primeira questão é simplesmente especulativa. Esgotamos (e disso me ufano) todas as respostas possíveis e encontramos enfim aquela com a qual a razão é obrigada a contentar-se e, mesmo quando não se ocupa do interesse prático, também tem motivo para estar satisfeita; mas ficamos tão distanciados dos dois grandes fins para onde está orientado todo o esforço da razão pura, como se por comodidade tivéssemos renunciado desde o princípio a este trabalho. Se portanto, se trata do saber, é pelo menos seguro e está bem estabelecido que, em relação a estas duas perguntas, nunca poderemos saber algo.
A segunda interrogação é simplesmente prática. É certo que, como tal, pode pertencer à razão pura, mas não é transcendental, é moral, e, por conseguinte, não pode em si mesma fazer parte da nossa crítica.
A terceira interrogação: Se faço o que devo fazer, que me é permitido esperar? é ao mesmo tempo prática e teórica, de tal modo que a ordem prática apenas serve de fio condutor para a resposta à questão teórica e, quando esta se eleva, para a resposta à questão especulativa. Com efeito, toda a esperança tende para a felicidade e está para a ordem prática e para a lei moral, precisamente da mesma forma que o saber e a lei natural estão para o conhecimento teórico I das coisas. A esperança leva, por fim, à conclusão que alguma coisa é (que determina o fim último possível), porque alguma coisa deve acontecer; o saber, à conclusão que alguma coisa é (que age como causa suprema) porque alguma coisa acontece.
A felicidade é a satisfação de todas as nossas inclinações (tanto eNxtensive, quanto à sua multiplicidade, como intensive, quanto ao grau e também protensive, quanto à duração). Designo por lei pragmática (regra de prudência) a lei prática que tem por motivo a felicidade; e por moral (ou lei dos costumes), se existe alguma, a lei que não tem outro móbil que não seja indicar-nos como podemos tornar-nos dignos da felicidade. A primeira aconselha o que se deve fazer se queremos participar na felicidade; a segunda ordena a maneira como nos devemos comportar para unicamente nos tornarmos dignos da felicidade. A primeira funda-se em princípios empíricos; pois, a não ser pela experiência, não posso saber quais são as inclinações que querem ser satisfeitas, nem quais são as causas naturais que podem operar essa satisfação. A segunda faz abstração de inclinações e meios naturais de as satisfazer e considera apenas a liberdade de um ser racional em geral e as condições necessárias pelas quais somente essa liberdade concorda, segundo princípios, com a distribuição da felicidade e, por conseqüência, pode pelo menos repousar em simples idéias da razão pura e ser conhecida a priori.
Admito que há, realmente, leis morais puras que determinam completamente a priori o fazer e o não fazer (sem ter em conta os móbiles empíricos, isto é, a felicidade), ou seja, o uso da liberdade de um ser racional em geral e que estas leis comandam de uma maneira absoluta (não meramente hipotética, com o pressuposto de outros fins empíricos) e portanto são, a todos os títulos, absolutas. Posso pressupor esta proposição recorrendo não só às provas dos moralistas mais esclarecidos mas ao juízo moral de todo o homem, quando quer pensar claramente semelhante lei"
______.
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