sábado, 17 de janeiro de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXX: SOBRE A "GLORÍOLA" OU SOBRE VÍCIOS E VIRTUDES

          

Esta foi, portanto, a reflexão matinal antes da retomada e intensificação do estudos cotidianos.

Apontamentos  para ajudar a memória na elaboração de um texto futuro: esboço.

Tentando retornar a trabalho, recuperar atrasos e prosseguir!

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Incluindo no projeto de  Serenidade [εὐροίας].

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Primeiras palavras: 

GIKOVATE, Flávio. "Vício dos vícios: um estudo sobre a vaidade humana. São Paulo: MG Editores associados, 1987.

O prazer de se exibir, chamar a atenção e se destacar que é como a vaidade é definida pelo autor participa de todas as ações do ser humano e é parte essencial em todo tipo de interação social. O livro defende que a serenidade e a boa qualidade de vida só serão possíveis para aqueles que não se deixaram escravizar pela vaidade."

Não me surpreendi ouvindo o próprio autor (In memoriam) dizer que este livro foi um fracasso de vendas.

Primeiro, porque ataca um vício tão comum, que precisamos superar.

Em segundo lugar, porque defende uma tese bastante interessante, que me agrada porque contraria visões contemporâneas herdadas de um autor que estou estudando atentamente.

E, por último, por se tornar em mais uma ferramenta de estudos sobre as paixões e vícios no blog pessoal.

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I. O que é virtude?

Tem sido comum as discussões sobre a virtude; não somente entre os estoicos, mas em meio à sociedade, em geral. E, não é raro que se ouçam dizer que o mundo atual tem se tornado tão vazio de sentido por não haver uma preocupação com essa questão. Nesse sentido, diria  Sêneca:

“A razão é igual à razão, tal como a rectidão é igual a si mesma; por conseguinte toda a virtude é igual à virtude, pois a virtude outra coisa não é senão a razão recta. Todas as virtudes são formas da razão; são formas da razão se forem todas rectas e se forem rectas são todas iguais. ” (LXVI.32)

Ou seja: “a virtude é a razão reta.”

Tenho estudado bastante e publicado aqui, alguns temas de teor filosófico diverso, nos quais me exercito. São diversos entre si, mas preservam uma linha tênue de relação: “ética”, “bioética”“filosofia da religião”, o “problema mente-corpo” e o “estoicismo”. Na verdade, publico-os aqui somente para manter salvos os textos e retomá-los num futuro com fins de correção e sistematização. E, entre estes temas está o da Virtude.

Um dia desses, no entanto, sem sair da temática já apontada e que tem sido constante, publiquei aqui uma frase, como tenho feito, exercitando como já disse, a redação. Ainda que fosse só um exercício despretensioso na direção do aperfeiçoamento da escrita, a frase, bem curta e sem muito "ineditismo" reforçava uma postura contrária que mantenho em relação aos nocivos “modismos contemporâneos”, e quem me conhece sabe do que digo. A frase, a que me refiro e sustento serenamente, não com argumentos complexos, que aliás me agradam; mas por mera posição pessoal foi essa: "A essência não só precede à existência como ainda sobreviverá a ela." (MARQUINHOS, 2017)

II. A ela acrescento uma frase de Epictetus e avanço numa breve reflexão:

"Proteja o bem que existe em você em tudo o que você fizer, e no que diz respeito a todo o resto, receba o que lhe for dado enquanto puder fazer uso sensato. Se não puder, não terá sorte, estará propenso a falhar, perturbado e limitado." (Epictetus)

Para a típica forma de pensar e filosofar dos estoicos haveria, em nós, algo que se preserva em certa medida na execução do pensamento lógico universal, e dessa forma estaria garantida uma coerência e um equilíbrio que auxiliariam na tarefa de cada ser humano no exercício prático e constante de tornar-se a cada dia uma pessoa melhor; uma boa pessoa que segundo o que diz Epictetus, por haver uma essência esta deve ser preservada em nós como uma centelha interior que não pode se extinguir.

As nossas ações, no entanto, devem ser pensadas e direcionadas de certa forma ao bem comum sob pena de ela, para nós perder força e nos enfraquecer nos juízos que nos sejam pedidos acerca de decisões e sobre uma ou outra necessidade de tomar como certo ou verdadeiros atos do nosso cotidiano. Não havendo tal possibilidade de se estabelecer limites, haveria sim se os que, ultrapassando essas barreiras avançassem na ação que prejudicasse a outrem ou a si mesmos. Enfim, Epictetus, recomenda que não percamos essa nossa essência; que façamos o que é certo, o nosso dever.

E, também o imperador e filósofo Marco Aurélio teria escrito em suas Meditações: “Se não é certo, não faça. Se não é verdade, não diga”.

Interessa ressaltar aqui que mesmo sendo um imperador ele fazia esse tipo de ponderação; preservando-se distante do comum dos homens de seu tempo e assegurando a proteção da sua própria essência, similar ao pensamento de Epictetus, ressalte-se; nunca agindo sem estar certo nem faltando com a verdade.

É certo que ao ler este brevíssimo texto, alguém irá esbravejar sobre a questão da liberdade e da possibilidade de podermos fazer o que quisermos das nossas ações e vivermos cada um a sua própria vida do jeito e forma que achar melhor. O problema é atingirmos ou prejudicarmos alguém. Também alertando para o fato de que ao preservarmos aquela essência estaremos mantendo a nossa própria individualidade de forma que não se apague. Reafirma Marco Aurélio: "Meu único medo é fazer algo contrário à natureza humana ;  a coisa errada, do jeito errado, ou no momento errado." (Meditações. 7.20)

Uma reflexão que, com certeza, vou retomar, corrigir e aprofundar e que, recentemente, me levou mais diretamente a partir da Ética das virtudes, a alguns livros de Philippa Foot, que acabei de ler. Seu pensamento, de herança aristotélica, tem me ajudado a refletir sobre alguns tópicos em relação às Virtudes, um dos temas centrais nesta página. Acrescentei abaixo três dos livros dela que li recentemente e, com o tempo vou publicando aqui breves “resenhas” sobre alguns trechos que me interessaram mais de perto e pretendo retomar. A isso somarei mais tarde, obras mais recentes sobre os desdobramentos de suas pesquisas e seu pensamento nos dias atuais.

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III. O novo livro: 

Virtudes e vícios da mente humana: uma antologia de ensaios sobre caráter intelectual"

 

O caráter tem sido há muito um objeto de estudo filosófico, porém só recentemente tornou-se assunto da epistemologia. O estudo epistemológico do caráter salienta que as pessoas podem formar ao longo da vida bons ou maus hábitos intelectuais, tais como raciocinar de maneira cuidadosa, julgar de maneira apressada, manter crenças de maneira supersticiosa, avaliar as evidências de maneira honesta, conceber cenários hipotéticos de maneira criativa e observar com atenção. Tais hábitos se assemelham em alguma medida a hábitos morais, tais como generosidade, covardia e injustiça, pois parecem em alguma medida contribuir para que uma pessoa se torne uma pessoa melhor ou pior. Por exemplo, julgar outras pessoas de maneira apressada pode gerar atitudes negativas que prejudicam essas pessoas e, em muitos casos, formar crenças de maneira cética ou cuidadosa pode ser crucial para salvar a vida de alguém. Mas, além dessa repercussão moral, hábitos intelectuais contribuem ainda mais obviamente para que a pessoa se torne melhor ou pior de um ponto de vista epistêmico. Por exemplo, o hábito de conceber cenários hipotéticos de maneira criativa pode ser crucial para fazer com que alguém avance seu conhecimento, enquanto o hábito de selecionar as evidências de maneira desonesta pode impedir alguém de diminuir ou sair de sua condição de ignorância. Este livro é a primeira antologia em língua portuguesa a ter no caráter intelectual seu objeto de estudo, buscando elucidar as características psicológicas desses hábitos, sua relevância no contexto educacional e sua gênese social mais ampla. O livro tem em vista não apenas promover o estudo filosófico do caráter intelectual no cenário lusófono e latino- americano, mas também pretende pavimentar caminho para pesquisas interdisciplinares futuras no assunto.

(Os Grifos e os Destaques são meus)

______.

ARRIANO FLÁVIO. As Diatribes de Epicteto. Livro I. Tradução, introdução e comentário Aldo Dinucci. Universidade Federal de Sergipe. Série Autores Gregos e Latinos Coimbra, Imprensa da universidade de Coimbra, 2020.

BORBA, Alexandre Ziani de; LOPES, Arthur. (Orgs.) Virtudes e vícios da mente humana: uma antologia de ensaios sobre caráter intelectual. Cachoeirinha, RS. Editora Fi, 2024.

COELHO, Humberto Schubert. O pensamento crítico: história e método. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF, 2022.

DESCARTES, René.  As paixões da alma. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

DINUCCI, A. Fragmentos menores de Caio Musônio Rufo; Gaius Musonius Rufus Fragmenta MinoraIn: Trans/Form/Ação. vol.35 n.3 Marília, 2012.

______. Introdução ao Manual de Epicteto. 3. ed. São Cristóvão: EdiUFS, 2012.

______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

FRANKL, Viktor. O sofrimento humano: Fundamentos antropológicos da psicoterapia. Trad. Bocarro, Karleno e Bittencourt, Renato. Prefácio, Marino, Heloísa Reis. São Paulo: É Realizações, 2019.

______. Em busca de sentido. 25. ed. - São Leopoldo, RS: Sinodal; Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Yes to Life: In spite of everything. Beacon Press, 2020.

______. Um sentido para a vida: psicoterapia e humanismo. Aparecida, SP: Ideias e letras, 2005.

GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

______. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W . Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

GAZOLLA, Rachel.  O ofício do filósofo estóico: o duplo registro do discurso da Stoa, Loyola, São Paulo, 1999.

GIKOVATE, Flávio. Vício dos vícios: um estudo sobre a vaidade humana. São Paulo: MG Editores associados, 1987.

______. O mal, o bem e mais além: egoístas, generosos e justos. São Paulo: MG Editores associados, 2005.

______. Mudar: caminhos para a transformação verdadeira. São Paulo: MG Editores associados, 2014.

_____. Os sentidos da vida. São Paulo: Editora Moderna, 2009.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

______. A filosofia como maneira de viver: entrevistas de Jeannie Carlier e Arnold I. Davidson. (Trad. Lara Christina de Malimpensa). São Paulo: É Realizações, 2016.

______. Exercícios espirituais e filosofia antiga. Trad. Flávio Fontenelle Loque, Loraine Oliveira. São Paulo: É Realizações, Coleção Filosofia Atual, 2014.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. (Q. 903-919 "paixões"; 893-906 “virtudes e vícios”e 920-933 "felicidade").

KING, C. Musonius Rufus: Lectures and Sayings. CreateSpace Independent Publishing Platform, 2011.

LUTZ, C. Musonius Rufus: the Roman Socrates. Yale Classical Studies 10 3-147, 1947.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Livro II. 1).

MASSI, C. D. As leis naturais e a verdadeira felicidade. Curitiba: Kardec Books, 2020.


[1] ARRIANO FLÁVIO. As Diatribes de Epicteto. Livro I. 2020. (p. 139)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXIX: "DOUTRINA TRANSCENDENTAL DO MÉTODO"


Estudando... elaborando... para aprender a filosofar na perspectiva kantiana.

"Passagem" (Übergang) ?:

Transição da "Doutrina transcendental dos elementos" à "Doutrina transcendental do método" 

Introdução:

Na  Doutrina Transcendental do Método, da Crítica da Razão Pura, Kant, explica como as ciências que produzem conhecimento sintético a priori (como a matemática e a física) alcançam certeza, focando no método de construção (matemática) e análise (filosofia), em contraste com a lógica formal. Ela detalha as condições de possibilidade do conhecimento puro”. Faz uma distinção entre o uso legítimo da razão (fenomênos) do seu uso ilegítimo (metafísica) para evitar ilusões (Cf. B 349 ), centrado em compreender como a razão organiza a experiência e o pensamento a partir das intuições puras (espaço/tempo) e categorias para gerar conceitos objetivos e garantir a validade das ciências. Assim, a Doutrina do Método apresenta as regras para que a razão, usando seus elementos puros (espaço, tempo, categorias), construa” e analise” o conhecimento evitando as armadilhas da metafísica fundamentado em certeza das ciências matemáticas e naturais, sempre limitado às condições de possibilidade na experiência.


1. DOUTRINA TRANSCENDENTAL DO MÉTODO (capítulos I, II. III e IV)

A distinção entre o “uso dogmático” da razão pura e o “dogmatismo” propriamente dito? Cf. Prefácio, B xxxv.

a) "A disciplina da razão pura" (A 708-712/B 736-740)

b)  "A disciplina da razão pura no uso dogmático" (A 712-738/B 740-766)

Neste Capítulo I, destaco, da "Doutrina Transcendental do Método" e em sua Primeira seção, que significam, respectivamente, o substantivo “disciplina” e o adjetivo “dogmático”? Cf. A 709/B 737 e A 795/B 823

Qual a tese da Primeira seção ("A disciplina da razão pura no uso dogmático") deste Capítulo 1, da "Doutrina Transcendental do Método"?

Qual o sentido de "pensar por conceitos" e "pensar por construção de conceitos"? 

Por quê Kant se ocupa em estudar a relação na matemática e na filosofia o universal, o particular e o singular? 

Qual a diferença entre juízo analítico, da filosofia, e o juízo sintético, da matemática para Kant?

Qual diferença entre os modos de conhecimento da filosofia e da matemática na Introdução, seção V, da Crítica da razão pura (B 14)

Analisando: (B 740-766)

2. A este estudo acrescento, do Capítulo II, "O cânone da razão":

Em Kant, pude reler em "Do ideal de sumo bem como um fundamento determinante do fim último da razão pura" (A 805-806B833-834que me motivou a escrever esse texto breve para reflexão pessoal:

"Todo o interesse da minha razão (tanto especulativa como prática) concentra-se nas seguintes três interrogações:

Que posso saber?

Que devo fazer?

Que me é permitido esperar?"

...

O que é o Homem?

-

primeira questão é simplesmente especulativa. Esgotamos (e disso me ufano) todas as respostas possíveis e encontramos enfim aquela com a qual a razão é obrigada a contentar-se e, mesmo quando não se ocupa do interesse prático, também tem motivo para estar satisfeita; mas ficamos tão distanciados dos dois grandes fins para onde está orientado todo o esforço da razão pura, como se por comodidade tivéssemos renunciado desde o princípio a este trabalho. Se portanto, se trata do saber, é pelo menos seguro e está bem estabelecido que, em relação a estas duas perguntas, nunca poderemos saber algo.

segunda interrogação é simplesmente prática. É certo que, como tal, pode pertencer à razão pura, mas não é transcendental, é moral, e, por conseguinte, não pode em si mesma fazer parte da nossa crítica.

terceira interrogação: Se faço o que devo fazer, que me é permitido esperar? é ao mesmo tempo prática e teórica, de tal modo que a ordem prática apenas serve de fio condutor para a resposta à questão teórica e, quando esta se eleva, para a resposta à questão especulativa. Com efeito, toda a esperança tende para a felicidade e está para a ordem prática e para a lei moral, precisamente da mesma forma que o saber e a lei natural estão para o conhecimento teórico I das coisas. A esperança leva, por fim, à conclusão que alguma coisa é (que determina o fim último possível), porque alguma coisa deve acontecer; o saber, à conclusão que alguma coisa é (que age como causa suprema) porque alguma coisa acontece.

A felicidade é a satisfação de todas as nossas inclinações (tanto eNxtensive, quanto à sua multiplicidade, como intensive, quanto ao grau e também protensive, quanto à duração). Designo por lei pragmática (regra de prudência) a lei prática que tem por motivo a felicidade; e por moral (ou lei dos costumes), se existe alguma, a lei que não tem outro móbil que não seja indicar-nos como podemos tornar-nos dignos da felicidade. A primeira aconselha o que se deve fazer se queremos participar na felicidade; a segunda ordena a maneira como nos devemos comportar para unicamente nos tornarmos dignos da felicidade. A primeira funda-se em princípios empíricos; pois, a não ser pela experiência, não posso saber quais são as inclinações que querem ser satisfeitas, nem quais são as causas naturais que podem operar essa satisfação. A segunda faz abstração de inclinações e meios naturais de as satisfazer e considera apenas a liberdade de um ser racional em geral e as condições necessárias pelas quais somente essa liberdade concorda, segundo princípios, com a distribuição da felicidade e, por conseqüência, pode pelo menos repousar em simples idéias da razão pura e ser conhecida a priori.

Admito que há, realmente, leis morais puras que determinam completamente a priori o fazer e o não fazer (sem ter em conta os móbiles empíricos, isto é, a felicidade), ou seja, o uso da liberdade de um ser racional em geral e que estas leis comandam de uma maneira absoluta (não meramente hipotética, com o pressuposto de outros fins empíricos) e portanto são, a todos os títulos, absolutas. Posso pressupor esta proposição recorrendo não só às provas dos moralistas mais esclarecidos mas ao juízo moral de todo o homem, quando quer pensar claramente semelhante lei"

______.

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PHILONENKO, Alexis. L'Oeuvre de Kant: la philosophie critique. Tome I. J. Vrin, 1996. (col. Bibliothèque d'histoire de la philosophie)

SANTOS, Leonel Ribeiro dos; LOUDEN, Robert B.; MARQUES, Ubirajara R. de Azevedo (organizadores). Kant e o a priori. Marília, SP: Oficina Universitária ; São Paulo : Cultura Acadêmica, 2017. 364 p. 

REFLEXÃO MATINAL CXX: SOBRE A "GLORÍOLA" OU SOBRE VÍCIOS E VIRTUDES

           Esta foi, portanto, a  reflexão matinal  antes da retomada e intensificação do estudos cotidianos. Apontamentos  para ajudar a me...