sexta-feira, 2 de outubro de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXLV: AINDA O PROBLEMA DA METAFÍSICA E "SORGE"

(Esboço e continuidade dos estudos)

O texto em que me empenho, doravante, como exigência de um curso e preparação para o próximo Colóquio, ainda em 2018, sobre o autor. 

Não estudo sistematicamente o autor, o interesse surgiu por nos sentirmos na necessidade de visitar uma crítica daquilo a que nos últimos anos estamos nos dedicando e aprender com o contrário. O fato de que o autor  investigou os conceitos de medo, angústia, nada e morte na filosofia da existência é que me levou até sua obra. Ou seja, não é meu objetivo ir muito longe nos estudos da obra de Heidegger, a não ser o quanto for preciso para um leitor de Kant, Hegel, Kiekegaard, Cassirer, entre outros, na busca do quanto de influência e afastamento da obra kierkegaardiana há no interior de Ser e Tempo. Também é bom dizer que o autor sempre dialoga com Kant, esse o motivo para estudá-lo, portanto.

Pretendo compreender o papel destes conceitos em relação aos fenômenos existenciais na passagem do Dasein (ser-aí) a partir da inautenticidade até a autenticidade do seu ser. E, como o Sorge unifica as dimensões do tempo.

Examina-se, portanto, os conceitos de angústia, de nada e de morte na analítica da existência de Heidegger, e em que medida estes conceitos tem um papel preponderante e estratégico na obra de Heidegger. A obra Ser e Tempo, recoloca a questão do sentido do ser, alegando um esquecimento do ser provocado pela metafísica ocidental. Assim, o percurso seguirá dois momentos:

  • compreender a proposta de Heidegger de uma filosofia da existência, seus principais momentos.
  • estudar, na analítica da existência, os temas da angústia, do nada e da morte. Aproximações e distanciamentos em relação à obra de Kierkegaard, principalmente na questão da angústia.
A obra em que se pretende examinar a filosofia de Heidegger como “filosofia da existência”, na forma como tratam os especialistas é Ser e Tempo, de 1927. No entanto, ressaltado já, de início, uma vez que estamos pensando no “existencialista” Kierkegaard, o fato de que Heidegger se recusava a se definir como um “existencialista”.
______.

HEIDEGGER, Martin. Kant e o problema da metafísica. Trad, Alexandre Franco de Sá, Marco Antonio Casanova. Rio de Jneito, RJ: Via Verita, 2019.

1. Tradução: André Rodrigues Ferreira Perez de Davoser.

"Disputa de Davos entre Ernst Cassirer e Martin Heidegger":

Link: https://revistas.usp.br/filosofiaalema/pt_BR/article/view/123440/130043

2. Tradução: Adriano R. Mergulhão. 

CASSIRER, E. Kant e o problema da metafísica. Comentário sobre a interpretação de Kant de Martin Heidegger. Disponível em: Kant e-Prints, Campinas, série 2, v. 16, n. 2, pp. 334-362, maio-ago. 2021. Acesso em: 20 de setembro de 2026.

Link: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/kant/article/view/8672308/31150

3. Tradução: Marco A. Werle.

HEIDEGGER, M. A questão da técnica. Disponível em: Scientiæ & Studia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 375-98, 2007. Acesso em: 20 de setembro de 2026.

Link: https://www.scielo.br/j/ss/a/QQFQSqx77FqjnxbGrNBHDhD/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

CASSIRER, Ernst. Kant, vida y doctrina. México: FCE, 2003.

______. Ciências da cultura. Rio de Janeiro, RJ: Contraponto, 2024.

FUCHS, Thomas. O cérebro: um órgão relacional.  Rio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2025. 
GADAMER, Hans-Georg. O mistério da saúde: o cuidado da saúde e a arte da medicina. Lisboa: Edições 70, 1993. 165p.

______. Über die Verborgenheit der Gesundheit. (O mistério da saúde). In: Erfahrungsheikunde, Acta medica empirica: Zeitschrift für sie ärztliche Praxis, vol. 40, nº 11, 1991, 804-808.

______. O caráter oculto da saúde. Petrópolis: Editora Vozes; 2006. In: FRAGELLI, Thaís Branquinho Oliveira. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 23(10):2517-2522, out, 2007.

HEIDEGGER, M. Sein und Zeit. Tübingen: M. Niemeyer, 1986.

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______. Kant y el Problema de la Metafísica. 3. ed. México: Fondo de Cultura Econômica, 1996.

______. Kant e o problema da metafísica. Rio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2020.

______. A questão da técnica. Scientiæ & Studia. São Paulo, v. 5, n. 3, p. 375-98, 2007.

______. Seminários de Zolikon. São Paulo: EDUC; Petrópolis: Vozes, 2001.

______. Conceitos fundamentais de metafísica: mundo, finitude e solidão. Rio de Janeiro, RJ: Forense Universitária, 2003.

JONAS, Hans. O princípio vida: fundamentos para uma biologia filosófica. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.

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______. Princípios metafísicos da ciência da natureza. Tradução Alexandre Hahn, Erick Lima, Joãozinho Beckenkamp, Robinson dos Santos. Edição, introdução e notas Patrícia Kauark-Leite. Petrópolis, RJ: Ed. Vozes, 2016.

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______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

______. Die Religion Innerhalb Der Grenzen Der Bloße Vernunft. Walter de Gruyter, 2010. (Editado por Ottfried Höffe)

______. Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft. W. de Gruyter, 1968.

______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992. 

______. Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Tradução e estudo de Vinicius de Figueiredo. São Paulo: Editora Clandestina, 2018.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 1993.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Lisboa: Edições 70, 2012.

KANTERIAN, Edward.  God and metaphysics: the secret thorn. Routledge, 2017.

KIERKEGAARD, Søren A. As obras do amor: algumas considerações cristãs em forma de discursos. Apresentação e tradução, Álvaro Luiz Montenegro Valls; revisão da tradução, Else Hagelund. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

______. Œuvres Complètes. Tome XX. Index Terminologique. Principaux concepts de Kierkegaard par Gregor Malantschuk. Traduit du danois, adapté e complété par Else-marie Jacquet-Tisseau. Paris, Éditions de L’orante, 1986.

______. O conceito de angústia: uma simples reflexão psicológico-demonstrativa direcionada ao problema dogmático do pecado hereditário de Virgilius Haufniensis. Tradução e Posfácio Álvaro Luiz Montenegro Valls. 3. edição, Petrópolis, Vozes, 2015. (Vozes de bolso)

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