Em andamento:
Acabei de reler, mais uma vez (1), e acrescento mais uma obra lançada recentemente 10.04.2026 (2) sobre o tema.
1. Li, uma edição atualizada, mas a obra, por oferecer um material bem abrangente e informativo sobre o período clássico da filosofia clássica alemã, tornou-se fundamental para os estudos e, desde que tive as primeiras informações sobre sua publicação, passou a ser, para mim, leitura obrigatória. Nela, Autores do período como: Kant, Fichte, Hegel e Schelling são apresentados e discutidos em detalhes, em conjunto com seus debates com contemporâneos como Hölderlin, Novalis e Schopenhauer.
Um livro que me obriguei a ler por tratar-se de reunião de vários estudiosos do Idealismo alemão e kantiano, discutindo sua relação ou divergências com o romantismo, o Iluminismo e a cultura da Europa dos séculos XVIII e XIX.
Bem me fez, ler a segunda edição, que oferece uma bibliografia mais atualizada e incluiu três novos capítulos, abordando questões estéticas e a natureza humana; a revolução química após Kant e o organismo e sistema no idealismo alemão.
Enfim, um empreendimento para essa semana que, com certeza, vou retomar várias vezes. Uma visão geral sobre o movimento filosófico do Idealismo alemão. Sem dúvidas, muito importante a todos que tem interesse por filosofia, literatura, teologia, estudos alemães e história das idéias. (23.09.2018)
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“Esta edição atualizada oferece um guia abrangente, penetrante e informativo para o que é considerado o período clássico da filosofia alemã.
Kant, Fichte, Hegel e Schelling são todos discutidos em detalhes, juntamente com contemporâneos como Hölderlin, Novalis e Schopenhauer, cuja influência foi considerável, mas cujo trabalho é menos conhecido no mundo de língua inglesa.
Os principais estudiosos traçam e exploram os temas unificadores do Idealismo Alemão e discutem sua relação com o Romantismo, o Iluminismo e a cultura da Europa dos séculos XVIII e XIX. Esta segunda edição oferece uma bibliografia atualizada e inclui três capítulos inteiramente novos, que abordam a reflexão estética e a natureza humana, a revolução química após Kant e o organismo e sistema no idealismo alemão. O resultado é uma visão geral esclarecedora de um movimento filosófico rico e complexo e atrairá uma ampla gama de leitores interessados em filosofia, literatura, teologia, estudos alemães e história das idéias.”
2. Lançado recentemente: "Filosofia clássica alemã: Kant, Hegel, Schelling, Fichte, Goethe".
Sinopse: “Entre as décadas de 1780 e de 1850 ocorreu na Alemanha um movimento filosófico cuja elevação especulativa não tem paralelo na história da civilização ocidental. Centrado inicialmente na Universidade de Jena e depois em Berlim, atingiu o apogeu na primeira década do século XIX, quando Fichte chegou à maturidade, Schelling publicou seus textos mais significativos e Hegel elaborou os fundamentos do seu sistema.
A despeito de defenderem diferentes abordagens, eles compartilhavam o mesmo ponto de partida, a filosofia de Kant. Ela abrira novos horizontes ao tentar compreender e legitimar o conhecimento que aspira a valer como verdade (Crítica da razão pura, 1781), como justiça (Crítica da razão prática, 1788) ou como beleza (Crítica do juízo,1790).
Cada um dos pensadores dessa época estudou Kant com paixão, tendo em vista suprir suas carências, reais ou supostas, e solucionar os problemas que ele havia enunciado. A meta comum era a criação de um sistema filosófico abrangente e homogêneo, baseado em fundamentos últimos e irrefutáveis.
Kant havia fornecido os prolegômenos para uma "metafísica futura", mas eram apenas alicerces. Isso não bastava. Era preciso chegar a uma clareza inequívoca. Todos compartilhavam a crença de que a razão humana podia edificar tal sistema ideal, o que lhes conferia um vigoroso otimismo filosófico e impulsionava um grande esforço criador.
A marcha em direção a um sistema unitário, tendo a ideia de totalidade como fundamento, foi o elemento característico dessas doutrinas. Vem daí o interesse que esse período da filosofia alemã desperta até hoje.” (César Benjamin)
E, acrescento mais um texto de César Benjamin: escreveu para o livro; https://www.contrapontoeditora.com.br/arquivos/artigos/a_revolucao_copernicana_de_Kant.pdf
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AMERIKS, Karl. The Cambridge Companion to German Idealism. Cambridge University Press; 2. ed., 2017.
BENJAMIN, César. Filosofia clássica alemã: Kant, Hegel, Shelling, Fichte, Goethe. Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 2025.
KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.
______. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994. (B 832-847)
______. A metafísica dos costumes. Trad. Clélia Aparecida Martins. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.
______. Lições sobre a Doutrina Filosófica da Religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/ São Francisco, 2019.
______. Lições de Metafísica. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/São Francisco, 2021
______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.
______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992.
______. A religião nos limites da simples razão. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2024.
______.Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).
______. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994. (B 832-847)
______. Crítica da razão pura. Tradução Valerio Rohden e Udo Moosburguer. Coleção Os Pensadores. São Paulo,Abril Cultural, 1983.
______. Crítica da razão pura. "Do ideal de Sumo Bem como um fundamento determinante do fim último da razão pura. Segunda seção". (A805, 806 - B833, 834). Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.
_____. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Tradução Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.
______. Cursos de Antropologia: a faculdade de conhecer (Excertos). Seleção, tradução e notas de Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Clandestina, 2017.
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______. Lições de Ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Feldhaus. São Paulo: Unesp, 2018.
______. Crítica da razão prática. Trad. Monique Hulshof. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.
______. Sobre a Pedagogia. Tradução de Francisco Cock Fontenella. Piracicaba, SP: Editora Unimep, 1996.
______. Sobre a Pedagogia. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2021.

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