terça-feira, 20 de dezembro de 2022

O LEGADO FILOSÓFICO KANTIANO NO IDEALISMO ALEMÃO: KANT, HEGEL E SEUS CONTEMPORÂNEOS

 

O objeto principal da obra é a análise do legado kantiano no Idealismo alemão.  

Immanuel Kant, o pensador prussiano na vanguarda do Iluminismo alemão, moldou decisivamente o que é indiscutivelmente o legado filosófico central de sua época, um legado de racionalidade crítica e autodeterminação ético-política. Em legados filosóficos, Daniel O. Dahlstrom traz bolsa estudos excepcional para um exame da diversidade e influência duradoura não só de Kant, mas também de alguns de seus críticos contemporâneos mais proeminentes. Dahlstrom faz um estudo minucioso de vários autores, como Johan Georg Hamann, Johann Gottfried Herder, Friedrich Heinrich Jacobi, Friedrich Schiller e, mais tarde, Friedrich Wilhelm Schelling e Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Ele mostra que o legado do idealismo alemão permanece inegavelmente relevante hoje. Ele examina diversos aspectos dos legados desses filósofos - legados que continuam a encontrar seu caminho nos debates filosóficos contemporâneos. Entre os muitos tópicos discutidos por Dahlstrom estão a relação da ciência com a ética e os diferentes modos e condições de conhecimento. Ele também considera a natureza e o alcance legítimo da estética; os fins da história e da arte; o lugar da consciência na vida ética; o significado religioso da filosofia e da arte e o potencial político da arte; as raízes da ética na vida sexual; a moralidade da igualdade de oportunidades; e a ideia especulativa de uma responsabilidade filosófica que não pode ser adiada. Os ensaios traçam cuidadosamente as histórias das influências de pensadores anteriores e seus legados sobre pensadores posteriores. Mas os ensaios abordam essas histórias com o objetivo de indicar, e em alguns casos ponderar criticamente, o significado desses legados - gerados por um dos períodos mais férteis do pensamento alemão - para o pensamento filosófico no presente.

______.

Immanuel Kant, the Prussian thinker at the forefront of the German Enlightenment, decisively shaped what is arguably the central philosophical legacy of his era, a legacy of critical rationality and ethico-political self-determination. In Philosophical Legacies, Daniel O. Dahlstrom brings exceptional scholarship to an examination of the diversity and lasting influence not only of Kant but also of some of his most prominent contemporary critics. Dahlstrom makes a thorough study of various authors such as Johan Georg Hamann, Johann Gottfried Herder, Friedrich Heinrich Jacobi, Friedrich Schiller, and later Friedrich Wilhelm Schelling and Georg Wilhelm Friedrich Hegel. He shows that the legacy of German Idealism remains undeniably relevant today. He examines diverse aspects of these philosophers' legacies--legacies which continue to find their way into contemporary philosophical debates. Among the many topics Dahlstrom discusses are the relation of science to ethics and the different modes and conditions of knowledge. He also considers the nature and legitimate reach of aesthetics; the ends of history and art; the place of conscience in ethical life; the religious significance of philosophy and art, and the political potential of art; the roots of ethics in sexual life; the morality of equal opportunity; and the speculative idea of a philosophical responsibility that cannot be deferred. The essays trace carefully the histories of the influences of earlier thinkers and their legacies upon later thinkers. But the essays engage these histories with a view to indicating, and in some cases critically weighing, the significance of these legacies--spawned by one of the most fertile periods of German thought--for philosophical thinking in the present.”

Sobre o autor:

Daniel O. Dahlstrom is professor of philosophy at Boston University.

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DAHLSTROM, Daniel O. Philosophical legacies: essays on the thought of Kant, Hegel, and their contemporaries. Catholic University of America Press, 2008.

______. Kant and his German Contemporaries: Volume 1, Logic, Mind, Epistemology, Science and Ethics. Cambridge University Press, 2018

DYCK, Corey W. Kant and his German Contemporaries: Volume 2, Aesthetics, History, Politics, and Religion. Cambridge University Press, 2018.

MENDELSSOHN, Moses.  Morning hours: lectures on God's existence. Translated by Daniel O. Dahlstrom and Corey Dyck. Dordrecht Heidelberg London New York: Springer, 2011.


 

ENTRE KANT, HEGEL: IDEALISMO ALEMÃO. "PENSAR E SER SI MESMO"

Algumas das obras de Dieter Henrich, as sonhadas e as que já tenho acesso; à medida que vou conseguindo acesso acrescento à bibliografia e às leituras urgentes.

De bastante relevância, para o que se pretende aqui nessa página e nas pesquisas, traz vários elementos da filosofia kantiana e hegeliana, e seus desdobramentos temáticos a que tenho me dedicado há algum tempo. Sobre isso tenho que refletir e preciso escrever em momento oportuno.

Como se lê na obra “Between Kant and Hegel: lectures on german idealism (2008)”:

Electrifying when they were first delivered in 1973, becoming legendary in the years since, as transcripts passed from hand to hand, Dieter Henrich’s lectures on German idealism were the first contact a major German philosopher had made with an American audience since the onset of World War II. They remain, to this day, one of the most eloquent interpretations of the central philosophical tradition of Germany and the way in which it relates to the concerns of contemporary philosophy. Thanks to the editorial work of David Pacini, one of the original auditors of Henrich's course, the lectures appear here with annotations that link them to the editions of the masterworks of German philosophy as they are now available. Henrich describes the movement that led from Kant to Hegel, beginning with an interpretation of the structure and tensions of Kant's system. He locates the Kantian movement and revival of Spinoza, as sketched by F. H. Jacobi, in the intellectual conditions of the time and in the philosophical motivations of modern thought. And he explains the motives behind Fichte's Doctrine of Science. Henrich connects this history to the poet Hölderlin's original philosophy and to the thought of the founders of Romanticism, Novalis and Friedrich Schlegel. He concludes with an interpretation of the basic design of Hegel's system.

(grifos e destaques são meus)

A imagem escolhida é do acervo do prof. Marco Aurélio Werle que autorizou o uso.

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HENRICH, Dieter. The unity of reason: essays on Kant's philosophy. Trad. Jeffrey Edwards. Richard L. Velkely (editor). Library of Congress Cataloging-in-Publication Data. Oxford University Press, 1994.

______. Between Kant and Hegel: lectures on german idealism. Harverd University Press: Cambridge, Massachusssets; London, England, 2008.

______. Grundlegung aus dem Ich: Untersuchungen zur Vorgeschichte des Idealismus. Tübingen – Jena 1790–1794. Suhrkamp Auflage, 2004.

______. Konstellationen: Probleme und Debatten am Ursprung der idealistischen Philosophie (1789-1795).  Klett-Cotta /J. G. Cotta'sche Buchhandlung Nachfolger, 1991.

______. Denken und Selbst: Vorlesungen über Subjektivität. Suhrkamp, 2016.

______. Pensar e ser si mesmo: preleções sobre a subjetividade. (Trad. Markus A. Hediger; Lucas Machado. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018.




 

domingo, 11 de dezembro de 2022

REFLEXÃO MATINAL CXIX: "LA FORMA DA REGRA" (KANT) E A "FILOSOFIA COMO MANEIRA DE VIVER" (ESTOICISMO)

 



Manhã bastante proveitosa; de muito estudo.

Dos que tive contato recente, por exemplo, em “La forme de la règle: Kant et la subjectivité” de David Zapero pode-se ler que “Caminhamos para a ética quando procuramos compreender o sentido que demos a esta ou aquela forma de conduzir a nossa vida. No entanto, na filosofia moderna, o questionamento ético foi cortado do campo das práticas que o antecedem. Tentámos instalar a ética a montante da vida: centramo-nos na questão do saber o que devemos fazer e muitas vezes num sentido muito abstrato de “dever”.

Este ensaio examina os caminhos que levam a tal concepção de ética. Para isso, interessa-se pela obra do mais importante representante dessa concepção, a saber, Immanuel Kant. Ao analisar as diversas escolhas teóricas e as concepções de subjetividade que estão na origem do projeto ético kantiano, A forma da regra identifica os impasses encontrados na tentativa de separar a necessidade ética de outras formas de necessidade humana.

O autor: David Zapero é um ex-aluno da Universidade de Oxford e da École Normale Supérieure. Possui doutorado pela Universidade de Paris 1 Panthéon Sorbonne e atualmente é pesquisador do Departamento de Filosofia da Universidade de Bonn.”

. ‘ .

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E, em outro desses que conheci recentemente: 

L'éthique comme maniere de vivre: Wittgenstein et Hadot” de Martin Arriola é possíver ler a perspectiva de que “Devemos nos reconectar com a antiga concepção de uma filosofia como arte de viver? Ou aceitar o consenso contemporâneo em torno de uma concepção fundamentalmente teórica e normativa da filosofia? Uma coisa é certa, o discurso filosófico pode ser tanto a expressão quanto o motor de um modo de vida. É o que Martin Arriola se propõe a mostrar a partir da obra do filósofo e historiador Pierre Hadot, e da noção de “vida filosófica” inspirada em modelos antigos. Para ilustrar a função ética do discurso filosófico, o caso de Wittgenstein é particularmente revelador: na leitura original proposta por Hadot, à luz do pensamento estóico, Wittgenstein possibilita conciliar ética teórica e ética vivida, e pensar a filosofia como uma transformação existencial do sujeito."

O autor

Martin Arriola é professor de filosofia no Collège de Bois-de-Boulogne em Montreal. É doutorado em filosofia pela Universidade de Montreal e pela EHESS em Paris.

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ARRIOLA, Martin. Ética como estilo de vida: Wittgenstein e Hadot. Paris. Vrin, 2022.

BLÖSER, Claudia; STAHL, Titus (eds.). The moral psychology of hope. Rowman and Littlefield, 2020. 302pp.

COELHO, Humberto Schubert. Genealogia do Espírito. Brasília, DF: 2012.

______. Filosofia perene: o modo espiritualista de pensar. São Paulo: Ed. Didier, 2014.

DESCARTES, René.  As paixões da alma. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

EPICTETO. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Book I. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

EPICTETUS. The Discourses of Epictetus as reported by ArrianFragments; Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard:Loeb Classical Library, 1928.

FOOT, Philippa. Natural goodness. Clarendon Press, 2003.

______. Moral dilemmas: and other topics in moral philosophy. Oxford University Press, 2003)

______. Virtues and Vices: and other essays in moral philosophy. OUP Oxford; Reprint, 2003). Informações sobre a a autora: https://pt.wikipedia.org/wiki/Philippa_Foot

FRANKL, Viktor. Um sentido para a vida: psicoterapia e humanismo. Aparecida, SP: Ideias e letras, 2005.

______. Yes to Life: In spite of everything. Beacon Press, 2020.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

______. A filosofia como maneira de viver: entrevistas de Jeannie Carlier e Arnold I. Davidson. (Trad. Lara Christina de Malimpensa). São Paulo: É Realizações, 2016.

______. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

______. Exercícios Espirituais e Filosofia Antiga. Trad. Flavio Fontenelle Loque e Loraine Oliveira. Prefácio de Davidson, Arnold. São Paulo: É Realizações, 2014.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Trad. Guillon Ribeiro, Brasília, DF: Feb, 2013. (“As virtudes e os vícios” - Q. 893-912; 907-912: "paixões"; 893-906: “virtudes e vícios” e 920-933: "felicidade")

ZAPERO, David; A forma da régra Kant, ética e subjetividade. Paris. Vrin, 2022.

OTFRIED HÖFFE: A MORALIDADE COMO PREÇO DA MODERNIDADE


 

“A hipótese deste estudo: as ciências não se tornaram nem essencialmente mais imorais nem, ao contrário, moralmente neutras: são características as mudanças em sua estrutura de ação, por causa das quais - isto é, devido a fatores endógenos - elas se apresentam como mais moralmente abertas, ainda mais moralmente suscetíveis. Principalmente aumentou a possibilidade não cometer os erros, mas tem ainda a oportunidade de cometer erros; em vez de falta de consciência, a falibilidade moral cresceu significativamente."

...

"Die Hypothese dieser Studie: Die Wissenschaften sind weder wesentlich unmoralischer noch im Gegenteil moralisch neutral geworden: charakteristisch sind Veränderungen ihrer Handlungsstruktur, derentwegen - also aufgrund endogener Faktoren - sie als moral-offener, sogar als moral-anfälliger sich darbieten. In erster Linie zugenommen haben nicht die Verfehlungen, sondern die Möglichkeiten, sich zu verfehlen; signifikant gewachsen ist statt der Gewissenlosigkeit weit mehr die moralische Fehlbarkeit."

______.

BENTO XVI. Instrução Dignitas Personae: sobre algumas questões de Bioética. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2009.

CUNHA, Bruno. A Gênese da Ética de Kant: o desenvolvimento moral pré-crítico em sua relação com a teodiceia. São Paulo: LiberArs, 2017.

______; FELDHAUS, Charles. Estudo Introdutório. In: KANT, Immanuel. Lições de Ética. São Paulo: Unesp, 2018.

______. Estudo Introdutório. In: KANT, Immanuel. Lições sobre a Doutrina Filosófica da Religião. Petrópolis: Vozes/São Fransciso, 2019.

______. Estudo IntrodutórioIn: KANT, Immanuel. Lições de Metafísica. Petrópolis: Vozes/São Francisco, 2021.

GABRIEL, Markus. Etica para tiempos oscuros valores universales para el siglo XXI. Editorial Pasado y Presente, 2021.

______. Eu não sou meu cérebro: filosofia do espíriot para o século XXI. Trad. Lucas Machado. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2018.

______. O sentido do pensar: a filosofia desafia a inteligência artificial. Trad. Lucas Machado. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2021. 

______. Ich ist nischt Gehirn: Philosophie des Geister für das 21 Jahrundert. Ullstein Taschenbuch, 2017.

______. I am not a brain:   philosophy of mind for the twenty-first century. Translated by Christopher Turner. Polity Press, 2017.

______. O sentido da existência: para um novo realismo ontológico. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.

______. El nuevo realismo: la filosofía del siglo XXI/ coordinado por Mario Teodoro Ramírez ; textos de Maurizio Ferraris [y otros siete]. - México, Cd. Mx: Siglo XXI Editores: Universidad Michoacana de San Nicolas de Hidalgo, 2016.

______. New Realism: problems and perspectives. Edited by Alexander Kane St. Kliment Ohridski University Press. Sofia 2019. 

HABERMAS, Jürgen. Dialética da secularização: sobre razão e religião. Aparecida, SP: Ideias & Letras, 2007.

______. O futuro da natureza humana. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

______. O discurso filosófico da modernidade. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

HENRICH, Dieter. The unity of reason: essays on Kant's philosophy. Trad. Jeffrey Edwards. Richard L. Velkely (editor). Library of Congress Cataloging-in-Publication Data. Oxford University Press, 1994.

______. Between Kant and Hegel: lectures on german idealism. Harverd University Press: Cambridge, Massachusssets; London, England, 2008.

______. Grundlegung aus dem Ich: Untersuchungen zur Vorgeschichte des Idealismus. Tübingen – Jena 1790–1794. Suhrkamp Auflage, 2004.

______. Konstellationen: Probleme und Debatten am Ursprung der idealistischen Philosophie (1789-1795).  Klett-Cotta /J. G. Cotta'sche Buchhandlung Nachfolger, 1991.

______. Denken und Selbst: Vorlesungen über Subjektivität. Suhrkamp, 2016.

HÖFFE, Otfried. Moral als Preis der Moderne: Ein Versuch über Wissenschaft, Technik und Umwelt (suhrkamp taschenbuch wissenschaft). Suhrkamp Verlag; Erstausgabe edition, 1993).

______. Otfried. Die hohe Kunst des Alterns: Kleine Philosophie des guten Lebens. 4. Ed. C. H. Beck, 2019.

______. Immanuel Kant. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

______. Immanuel Kant. München: C. H. Beck, 2004 (2014).

______. Breve historia ilustrada de la filosofia: el mundo de las ideas a través de 18o imágenes . Trad. de José Luis Gil Aristu. Barcelona: Ediciones Península, 2003.

______. Kleine Geschichte der Philosophie. 3. ed. München: Verlag C. H. Beck oHG, München, 2001 (2018).

______. Immanuel Kant: Metaphysische Anfangsgründe der Tugendlehre. Berlin/Boston: De Gruyter, 2019. [Klassiker auslegen, Bd. 58].

______. Kant: crítica da razão pura: os fundamentos da filosofia moderna. São Paulo: Edições Loyola, 2013.

KANT, Immanuel. Gesammelte Schriften. Vol. I-XXIX. Berlim: Reimer (DeGruyter) 1910-1983.

______. Lições de Ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Feldhaus. São Paulo: Unesp, 2018.

______. Lições sobre a Doutrina Filosófica da Religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/ São Francisco, 2019.

______.Lições de Metafísica. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/São Francisco, 2021.

RESPONSABILIDADE PELA SAÚDE E UMA INTRODUÇÃO À FILOSOFIA FORMAL DE HANSSON


1. Introduction to formal philosophy: 

“Este livro de graduação apresenta métodos-chave e examina as principais áreas da filosofia em que os métodos formais desempenham papéis fundamentais. A cobertura começa com uma introdução completa à formalização e às vantagens e armadilhas dos métodos formais na filosofia. Os capítulos seguintes mostram como usar métodos formais em uma ampla gama de áreas.

Ao longo, os colaboradores esclarecem as relações e interdependências entre noções formais e informais e construções. Seu foco principal é mostrar como tratamentos formais de problemas filosóficos podem nos ajudar a compreendê-los melhor. Métodos formais podem ser usados ​​para resolver problemas, mas também para expressar novos problemas filosóficos que nunca teriam visto a luz do dia sem o poder expressivo do aparato formal.

A filosofia formal funde o trabalho em diferentes áreas da filosofia, bem como lógica, matemática, ciência da computação, linguística, física, psicologia, biologia, economia, teoria política e sociologia. Este título oferece uma introdução acessível a esta nova área de pesquisa interdisciplinar para um amplo público acadêmico.”

“This Undergraduate Textbook introduces key methods and examines the major areas of philosophy in which formal methods play pivotal roles. Coverage begins with a thorough introduction to formalization and to the advantages and pitfalls of formal methods in philosophy. The ensuing chapters show how to use formal methods in a wide range of areas.

Throughout, the contributors clarify the relationships and interdependencies between formal and informal notions and constructions. Their main focus is to show how formal treatments of philosophical problems may help us understand them better. Formal methods can be used to solve problems but also to express new philosophical problems that would never have seen the light of day without the expressive power of the formal apparatus.

​Formal philosophy merges work in different areas of philosophy as well as logic, mathematics, computer science, linguistics, physics, psychology, biology, economics, political theory, and sociology. This title offers an accessible introduction to this new interdisciplinary research area to a wide academic audience.”

2. Responsibility for health:

“Este livro oferece uma perspectiva ampla sobre a responsabilidade pela saúde. Isso inclui responsabilidades na prevenção de doenças e acidentes e na criação de cuidados de saúde para todos.As responsabilidades profissionais de médicos e enfermeiras são exploradas, assim como as responsabilidades que todos temos com nossa própria saúde. Muitos dos problemas centrais na ética da saúde são discutidos de uma perspectiva de responsabilidade, por exemplo, paternalismo, consentimento informado, medicina baseada em evidências, medicina alternativa e uso de inteligência artificial na saúde. Para realizar esta análise, são fornecidas ferramentas conceituais para análise de responsabilidade, como a distinção entre responsabilidade de culpa e responsabilidade de tarefa e várias noções de causalidade que são relevantes para nossa compreensão de responsabilidade.”

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“This Element offers a broad perspective on responsibility for health. This includes responsibilities in the prevention of disease and accidents, and in the creation of healthcare for all. The professional responsibilities of physicians and nurses are explored, and so are the responsibilities that we all have for our own health. Many of the central problems in healthcare ethics are discussed from a responsibility perspective, for instance paternalism, informed consent, evidence-based medicine, alternative medicine, and the use of artificial intelligence in healthcare. In order to perform this analysis, conceptual tools for responsibility analysis are provided, such as the distinction between blame responsibility and task responsibility and various notions of causality that are relevant for our understanding of responsibility.

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HANSSON, Sven Oven. Responsibility for health: bioethics and neuroethics. Cambridge Universidade Press, 2022.

_____. Introduction to formal philosophy. Springer; Softcover Reprint of the Original 1st 2018 ed. edição (2 fevereiro 2019.

FRAASEN, Bas C. van. A imagem científica. Trad. Luiz Henrique de Araújo Dutra. São Paulo: Ed. Unesp, 2007.

______. The scientific image. Clarendon Press, 1980.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

MEDITAÇÃO RETROSPECTIVA NOTURNA LXVI: "MÁXIMO DE TÉDIO NO MÁXIMO DE CIVILIZAÇÃO" (II)

(IMAGEM: "Pinterest")


“Viver de acordo com a natureza corresponde a viver de acordo com o melhor de nossa natureza humana, que é o divino dentro de nós que nos inspira a viver vidas excelentes (virtuosas)”. (RUFUS)

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A frase, que usei como título: "Máximo de tédio no máximo de civilização", de um conto escrito por Eça de Queirós: “Civilização”; publicado em 1892, no Jornal de Notícias do Rio de Janeiro. O texto deu o mote para que, mais tarde, Eça de Queirós escrevesse seu romance “As cidades e as serras” (1901), obra em que retoma a ideia inicial que deu origem ao texto publicado naquele jornal.

Tanto no conto quanto no romance Eça de Queirós contrapõe o estilo de vida da “modernidade”, da "civilização" ao modo de vida no campo (nas serras). Mostra o homem “moderno” com as suas facilidades propiciadas pelo avanço das tecnologias e, por outro lado, a dificuldade que esse mesmo homem encontra em lidar com a solidão e com o vazio existencial: “o tédio moderno”.

“Na Terra tudo vive - e só o homem sente a dor e a desilusão da vida. E tanto mais as sente, quanto mais alarga e acumula a obra dessa inteligência que o torna homem, e que o separa da restante Natureza, impensante e inerte. É no máximo de civilização que ele experimenta o máximo de tédio. A sapiência, portanto, está em recuar até esse honesto mínimo de civilização, que consiste em ter um teto de colmo, uma leira de terra e o grão para nela semear.

Em resumo, para reaver a felicidade, é necessário regressar ao Paraíso - e ficar lá, quieto, na sua folha de vinha, inteiramente desguarnecido de civilização, contemplando o anho aos saltos entre o tomilho, e sem procurar, nem com o desejo, a árvore funesta da Ciência! Dixit!" (Eça de Queirós. In: 'Civilização')

Importante, no entanto, seguir em busca da Serenidade, do mínimo bom-senso. Ainda que esse tal “tédio” apareça a nos desafiar, prossigamos sem criar necessidades artificiais ou dar ensejo a uma "segunda natureza" dependente de fatores externos.

PS: E, hoje, 09 de dezembro de 2022 (Relendo), voltei a este pequeno texto que escrevi em 2018, para acrescentar algumas das últimas leituras da obra de Ortega y Gassset (lidas entre 2015 e 2020) que tocam em grande medida, o que estive pensando à época e atualmente. 

E, também acrescentei outras obras, de Heidegger que trata o tédio, da questão da técnica, numa outra abordagem. Mas, das leituras procurei extrair reflexões sobre este tema.

 Todos, textos aos quais voltarei, com certeza, mais de uma vez ainda...

______.

ÁRIO DÍDIMO. Epitome of stoic ethics. Tradução de Arthur J. Pomeroy. Atlanta: Society of Biblical Literature, 1999.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

BORGES, Maria. Borges. Razão e emoção em Kant. Pelotas, RS: Editora e Gráfica Universitária, 2012.

CÍCERO. On ends (The Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.

ESTOBEU. Florilegium. v. II. Ed. Augustus Meineke. Lipsiae: Taubner, 1855.

FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização e outros textos. São Paulo: Companhia das Letras. Vol. 18. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

HEIDEGGER, M. Sein und Zeit. Tübingen: M. Niemeyer, 1986.

______. Ser e Tempo. Trad. Fausto Castilho. Campinas - SP: Ed. Unicamp, 2012

______. Que é metafisica? Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1989. (Os Pensadores).

______. Kant y el Problema de la Metafísica. 3. ed. México: Fondo de Cultura Econômica, 1996.

______. A questão da técnica. Scientiæ & Studia. São Paulo, v. 5, n. 3, p. 375-98, 2007.

______. Seminários de Zolikon. São Paulo: EDUC; Petrópolis: Vozes, 2001.

______. Conceitos fundamentais de metafísica: mundo, finitude e solidão. Rio de Janeiro, RJ: Forense Universitária, 2003.

INWOOD, Brad. The Cambridge companion to the stoics.   Cambridge University Press, 2010.

JONAS, Hans. O princípio vida: fundamentos para uma biologia filosófica. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.

______. "Técnica, medicina e ética: sobre a prática do princípio responsabilidade". São Paulo: Paulus, 2013. (Ethos).

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Eine vorlesung Kants über ethik. [PHILOSOPHIA PRACTICA UNIVERSALIS; ETHICA.] MENZER, Paul. Im: Auftrage der Kantgesellschaft. Pan Verlag. R. Heise, 1924.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Trad. Guillon Ribeiro, Brasília, DF: Feb, 2013. (“As virtudes e os vícios” - Q. 893-912; 907-912: "paixões"; e 920-933: "felicidade"). “Da lei do progresso” (Cap. VII. Q. 776-802)

KIERKEGAARD, Søren A. As obras do amor: algumas considerações cristãs em forma de discursos. Apresentação e tradução, Álvaro Luiz Montenegro Valls; revisão da tradução, Else Hagelund. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

______. Œuvres Complètes. Tome XX. Index Terminologique. Principaux concepts de Kierkegaard par Gregor Malantschuk. Traduit du danois, adapté e complété par Else-marie Jacquet-Tisseau. Paris, Éditions de L’orante, 1986.

______. O conceito de angústia: uma simples reflexão psicológico-demonstrativa direcionada ao problema dogmático do pecado hereditário de Virgilius Haufniensis. Tradução e Posfácio Álvaro Luiz Montenegro Valls. 3. edição, Petrópolis, Vozes, 2015. (Vozes de bolso)

LONG, A. Arius Didymus and the exposition of stoic ethics. In:FORTENBAUGH, W. W. (Ed.). On stoic and Peripatetic ethics: the work of Arius Didymus. London: Transaction, 1983. p. 190-201.

MAY, R. (Org.). Psicologia existencial. Rio de Janeiro: Globo, 1980.

______. A descoberta do ser. São Paulo: Rocco, 1988.

______. O homem à procura de si mesmo. São Paulo: Ed. Círculo do livro, 1992.

______. Psicologia do dilema humano. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

MEINEKE, A. Zu Stobaeus. In: Zeitschrift für Gymnasialwesen, v. 13, p. 363-365, 1859.

ORTEGA Y GASSET, José. Rebeião das massas. ‎ Campinas, SP: Vide Editorial, 2015.

______. O homem e os outros. Campinas, SP: Vide Editorial, 2017.

______. Meditações de Dom Quixote. Campinas, SP: Vide Editoria, 2019.

______. Lições de Metafísica. Campinas, SP: Vide Editorial, 2019.

______. Leituras da técnica. IL. Instituto Liberal, 1983.

PLATÃO. Laches. Protagoras. Meno. Euthydemus. Tradução de W. R. M. Lamb. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1924.

QUEIRÓS, EÇA. Civilização Outros Contos. São Paulo. Ed. Moderna, 2004.

______. As cidades e as serras. Porto Alegre-RS: L&PM, 1998.

RAMELLI, Ilaria. Hierocles the stoic: elements of ethics, fragments, and excerpts. Society of Biblical Literature, 2009. 

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TUGENDHAT, Ernst. Lições sobre ética. 5. ed. revista. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.

domingo, 4 de dezembro de 2022

A "MENTE" E O "MISTÉRIO DA CONSCIÊNCIA": SÓ UMA REFLEXÃO EM OUTRAS PERSPECTIVAS

(IMAGEM: "Pinterest")

Ainda na minha costumeira releitura dos bons livros que me chamaram a atenção, hoje reli este: "Projeto de uma psicologia científica em Wilhelm Wundt: uma nova interpretação", também escrito pelo Saulo Freitas Araújo. A maneira com que Wundt tratava as questões, apresentada aqui, nesta “nova interpretação”, realmente preenche uma lacuna na maneira com que se tratou a obra de Wundt posteriormente.  

Uma “nova interpretação” da obra e do projeto de uma psicologia científica por parte de Wundt que, segundo Saulo discute em seu texto, foi simplificado e distorcido ao ser apresentado em manuais de Psicologia. Centrado em aspectos da História e Filosofia da ciência, e da Psicologia; o autor busca com rigor, apresentar o resultado de suas pesquisas.

Somadas a estas releituras e enquanto prossigo estudando o tema filosófico sobre o "Problema da relação "Mente e Corpo" acrescento hoje 04 de dezembro de 2022, essa reflexão sobre o "Mistério da consciência" (link do vídeo no final):

Sinopse da discussão: "Como a mente se relaciona e difere de seu companheiro aparentemente inseparável, o cérebro? Onde a mente começa ou emerge? É apenas um subproduto de atividades neurais dentro do cérebro ou se conecta com características mais profundas e fundamentais da realidade física que possivelmente se estendem pela natureza além do reino das formas vivas? O filósofo da mente Ned Block, a filósofa Rebecca Newberger Goldstein e o filósofo Philip Goff dissecam as conexões entre a mente humana, o cérebro e a consciência."

...

How does the mind relate to and differ from its seemingly inseparable companion, the brain? Where does the mind begin or emerge from? Is it merely a by-product of neural activities within the brain, or does it connect with deeper and more fundamental features of physical reality that possibly span across nature beyond the realm of living forms? Philosopher of mind Ned Block, philosopher Rebecca Newberger Goldstein, and philosopher Philip Goff dissect the connections between the human mind, brain, and consciousness.” - (november 17, 2022 The New York Academy of Medicine.

Link (vídeo sobre "O Mistério da Consciência"):

https://www.youtube.com/watch?v=X6vKWiZwh-8

______.

ALLERS, Rudolf. O que há de errado com Freud? ‎ Rio de Janeiro, RJ: Editora CDB, 2023.

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DALRYMPLE, Theodore. Evasivas admiráveis: como a psicologia subverte a moralidade. São Paulo: Ed. É Realizações, 2017.

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REFLEXÃO MATINAL CXXX: “CURA OU CONTROLE DAS PAIXÕES”? EUROIA E AS "PAIXÕES DA ALMA E SEUS ERROS" (III)

(IMAGEM: " Pinterest ")    Na hora do cafezinho !   1. Terminei pela manhã uma releitura de uma das Biografias de Ludwig van Beeth...