terça-feira, 12 de maio de 2026

TEMPO DE ESTUDOS: "HISTÓRIA NATURAL DA RELIGIÃO" E "PRINCÍPIOS DA MORAL" (I)


Relia, há pouco, as "Lições..." de Immanuel Kant, referência principal nas pesquisas por aqui, sobre o tema, e decidi fazer uma digressão...

Primeiro, destaco "História natural da religião é uma profunda reflexão sobre os princípios que dão origem à crença original e como o contexto histórico, cultural e social influencia e é influenciado pelas disposições morais e filosóficas do ser humano. O percurso de Hume leva ao entendimento de que "o bem e o mal se misturam e se confundem universalmente, assim como a felicidade e a miséria, a sabedoria e a loucura, a virtude e o vício". Por esse ângulo, a religião estaria associada a princípios sublimes, ao mesmo tempo que dá ensejo a práticas as mais vis. Uma conclusão audaz para a sua época e dramaticamente corroborada pelo cenário contemporâneo.”

Nessa obra, Hume faz "[...] uma espécie de genealogia da crença religiosa, ... busca a origem e os motivos causais da mesma.

Apresenta dois tipos de explicações no que se refere à origem da religião.

"A primeira explicação defende a tese de que as pessoas são levadas à religião pela contemplação racional do universo, explicação que lembra de passagem a ideia do Movente Imóvel de Aristóteles.

A segunda defende a tese de que a religião tem seu fundamento não em bases racionais mas em fatores estritamente psicológicos. Hume defenderá a segunda tese, ou seja, que as religiões não são fruto de uma tentativa de compreensão racional do universo, mas de paixões humanas primitivas e basilares, principalmente das paixões do medo e da esperança. A crença religiosa (e, por conseguinte, o politeísmo) origina-se do medo e do desconhecido e prospera em circunstâncias adversas de medo e ignorância em relação ao futuro. A crença religiosa acaba sendo uma escora psicológica importante para atenuar fracassos e fomentar esperanças 
[...]. (Fonte: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/nh/v14n2/a11.pdf)"

Logo depois, O "Facebook" trouxe uma lembrança e decidi por publicar aqui, um pequeno resumo, unicamente por trazer elementos para uma nova reflexão e aprofundamento, mantido o enfoque a que tenho me dedicado desde muito tempo:

Trata-se de "Uma investigação sobre os princípios da moral é, segundo o próprio Hume, a expressão final e definitiva de suas ideias e de seus princípios filosóficos. Com este livro, Hume mostra que uma investigação deve proceder de fatos observados sobre o comportamento humano, deixando de lado quaisquer esquemas puramente hipotéticos e idealizados acerca da “real natureza” do homem. Seu modo de estudo é a antiga ideia do homem como um ser caracteristicamente racional, e a consequente tentativa de fundamentar na razão todas as atividades que são próprias do ser humano ― entre elas, a busca do conhecimento e do aprimoramento moral. Hume, ao publicar esta obra, teve em vista o leitor culto e educado, que acredita na filosofia não como um meio de vida, mas sim como uma fonte de princípios e ensinamentos, e que busca antes o conteúdo substancial do que os longos caminhos das réplicas e das tréplicas. Esse leitor poderá entregar-se a um dos textos mais ricos e fascinantes da prosa filosófica.”

...

"DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA MORAL: As disputas com homens teimosamente obstinados em seus princípios são dentre todas as mais tediosas, exceto talvez aquelas com pessoas inteiramente insinceras que não acreditam realmente nas opiniões que defendem mas engajam-se na controvérsia por afetação, por um espírito de oposição ou pelo desejo de mostrar um brilho e inventividade superiores aos do resto da humanidade. Em ambos os casos deve-se esperar a mesma aderência cega aos próprios argumentos, o mesmo desprezo pelos seus antagonistas e a mesma veemência apaixonada com que insistem em sofismas e falsidades. E como o raciocínio não é a fonte da qual nenhum desses contendores deriva suas doutrinas, é vão esperar que a lógica – que não se dirige aos afetos – consiga alguma vez leva-los a abraçar princípios mais sadios”.

 

Dessa digressão, advirão outras reflexões e releituras.

______.

CUNHA, Bruno. A gênese da ética em Kant. São Paulo: Editora LiberArs, 2017.

ESSEN, Georg; STRIET, Magbus. (Hrsg.) Kant und die Theologie. Wbg academic, 2005. 

HUME, David. História natural da religião. Trad. apres. e notas Jaimir Conte. São Paulo: Ed. Unesp, 2005.

______. Tratado da natureza humana. São Paulo: Ed. Unesp, 2009.

______. Uma investigação sobre os princípios da moral. Trad: José Oscar de Almeida Marques. Campinas, SP: Editora UNICAMP, 1995, p.19.

______. A arte de escrever Ensaios. São Paulo: Ed. Unesp, 2008.

______. Dissertação sobre as paixões: seguida de História natural da religião. Trad. Pedro Paulo Pimenta. São Paulo: Iluminuras, 2021.

______. Dissertação sobre as paixões. Trad. Jaimir Conte. In: Revista Princípios. Natal, v.18, n.29, jan./jun. 2011, p. 371-399.

JAMES, William. L'expérience religieuse: essai de psychologie descriptive. Legare Street Press, 2022. (482 páginas).

______. (e-book) L'expérience religieuse. 

______. As variedades da experiência religiosa: um estudo sobre a natureza humana. São Paulo: Cultrix, 2017.

______. A vontade de crer. São Paulo: Edições Loyola, 2001.

______. Human immortality: two supposed objections to the doctrine. Cosimo Classics, 2007.

______. Alguns problemas de filosofia. Lisboa: Edições 70, 2023.

______. Ensaios sobre psicologia. Organização, tradução, introdução e notas de Saulo de Freitas aAraújo. São Paulo: Hogrefe, 2024.

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2014)

______. Prolegômenos a toda metafísica futura. Lisboa: Edições 70, 1982.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

______. Die Religion Innerhalb Der Grenzen Der Bloße Vernunft. Walter de Gruyter, 2010. (Editado por Ottfried Höffe)

______. Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft. W. de Gruyter, 1968.

______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992. 

______. Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Tradução e estudo de Vinicius de Figueiredo. São Paulo: Editora Clandestina, 2018.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 1993.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Lisboa: Edições 70, 2012.

KANTERIAN, Edward.  God and metaphysics: the secret thorn. Routledge, 2017.

TEMPO DE ESTUDOS: "LIÇÕES SOBRE A DOUTRINA FILOSÓFICA DA RELIGIÃO" (II)

 

Retornando, devagarinho, ao texto...

"O mundo consiste no mundo corpóreo ou no mundo da alma. Portanto, a cosmologia contém duas partes. A primeira poderia ser denominada ciência da natureza corpórea e a segunda parte a ciência na natureza pensante. Há, por essa razão, uma doutrina do corpo e uma doutrina da alma. (AA XXVIII: 541-542)"

Como tem sido uma constante, mantendo o foco das leituras atuais, ante a dificuldade na escrita, tenho me dedicado, bastante às leituras e escrevendo devagarinho, aqui acrescento, mais uma vez, essa obra que acabei de reler e estudando juntamente com outras obras do autor. 

"[...] longe da posição de Kant está a visão secularista que trata a religião com desprezo, considerando-a como nada mais que uma relíquia do passado ou um deplorável refúgio para os ignorantes e supersticiosos" (A. W., 2009)

Prosseguindo os trabalhos com mais uma releitura,  na "tônica dominante" das leituras de hoje.

Encerrando a segunda leitura atenta das “Lições sobre a doutrina filosófica da religião”, outra obra fundamental para o trabalho em andamento. 

O manuscrito estudantil das Lições sobre a doutrina filosófica da religião, ministradas muito provavelmente no semestre de inverno de 1783/1784, foi publicado pela primeira vez em 1817 por Karl Heinrich Ludwig Pölitz. Kant ministrou essas Lições tendo como base escritos metafísicos e teológicos que tinham sido publicados por influentes filósofos alemães de sua época. Mas, em suas Lições, Kant não apenas faz referência à posição desses filósofos. Ao contrário, ele também os comenta e os critica, fornecendo importantes indicações de sua perspectiva filosófica sobre problemas que estão localizados na interface entre teologia, religião, metafísica e filosofia moral. O leitor desses manuscritos adquire uma impressão bastante favorável do alto nível em que Kant e seus contemporâneos refletiram, por exemplo, sobre as, segundo ele, três possíveis provas especulativas da existência de Deus. As Lições sobre a doutrina filosófica da religião são indubitavelmente uma importante fonte para a nossa compreensão da filosofia crítica de Kant.

______.

CUNHA, Bruno. A gênese da ética em Kant. São Paulo: Editora LiberArs, 2017.

DICK, Corey. Early Modern German Philosophy (1690-1750). OUP. Oxford University Press, 2010.

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

______. Die Religion Innerhalb Der Grenzen Der Bloße Vernunft. Walter de Gruyter, 2010. (Editado por Ottfried Höffe)

______. Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft. W. de Gruyter, 1968.

______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992. 

______. Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Tradução e estudo de Vinicius de Figueiredo. São Paulo: Editora Clandestina, 2018.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 1993.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Lisboa: Edições 70, 2012.

KANTERIAN. Edward. Kant, God and Metaphysics: the secret thorn. Routledge, 2017.

WOOD, Allen.  Kant’s Moral Religion. Ithaca/London: Cornell University Press, 1970.

TEMPO DE ESTUDOS SOBRE QUESTÕES DE "MÉTODO". TEMAS LIVRES (VI)


(IMAGEM 1. IDEAK)

Estudos ainda em ANDAMENTO. Elaborando, ainda, um texto e desenvolvendo as ideias discutidas hoje 08 de maio de 2026. 

(Imagem 2 - IDEAK)

1. Repassando por algumas leituras, enquanto participo de um estudo interestadual, e reforçando: se o "Espírito", frequentemente, está ou sintonizado no futuro, ou no passado, preocupado, com o acontecido ou que acontecerá, bem fácil defender-se, como se defende, que o presente, não é sentido. É fugidio! No entanto, precisamos:

"[XLVI.2] ... caso, [...] uma discussão sobre algum princípio filosófico sobrevenha, silencia ao máximo, pois o perigo de vomitar imediatamente o que não digeriste é grande. E quando alguém te falar que nada sabes e não te morderes, sabe então que começaste a ação. (Encheirídion)".

Ademais:

Bem-aventurado silêncio. Feliz o homem que nada sabe e nada quer". (Angelus Silesius 1624-1677).

Ainda relendo (estudado) o livro "Dissertação sobre as paixões"; "História natural da religião"; (D. Hume); "As paixões da alma" (R. Descartes), "Antropologia de um ponto de vista pragmático"(I. Kant), "As leis naturais e a verdadeira felicidade"; "Ação e tempo: causalidade, liberdade e evolução moral" (Massi) amparado nas Q. 495, 843, 845, 872, 1009 (LE), CI, GE (cap. I, item 14), ESE LM (itens 159; 182 e  256); RE. (set, 1858-1869).

Hoje, 12 de maio em continuidade dos estudos, destacando a Conclusão do LE e a GE (cap. Iitem 14).

Mesmo não podendo digitar por muito tempo, ainda, as reuniões de estudo e as leituras seguem normais. Pela manhã, como sempre, mantidos os estudos e leituras de sempre sobre a Filosofia de Christian Wolff; Immanuel Kant; Kierkegaard, entre outros. E, agora esse estudo muito bom, envolvendo questões de "método".

Participando agora, numa das pausas na leitura e mais estudos atentos a partir da excelente nova tradução da "Religião nos limites da razão pura", do prof. Bruno Cunha e outros textos kantianos, tentando redigir um artigo e um texto maior, apesar das dificuldades,  com amigos de Curitiba (IDEAK), vários Estados, alguns países. Sempre muito bom retornar aos estudos ... rever os amigos de aprendizado.

Gostei muito, desde a proposta inicial que me levou a participar deste o grupo, da discussão sobre "O que é ciência e outras questões" sobre o tema como ponto de partida, e claro, sempre excelente estudo e muito esclarecedor sobre o tema.

Para melhor compreensão do tema Filosofia da ciência na abordagem utilizada durante as discussões sugiro a página do professor Silvio S. Chibeni:

Aproveitei para aprofundar também as leituras sobre o "conceito de pessoa" (identidade pessoal)


Link 3 para a obra do Cosme: 

https://ebooks.nobilta.com.br/destaques/ebook-acao-e-tempo-causalidade-liberdade-e-evolucao-moral-335

______.

BOUDRY, M. (2021). Diagnosing pseudoscience – by getting rid of the demarcation problem. Journal for General Philosophy of Science. https://doi.org/10.1007/s10838-021-09572-4 (2013). The limitations of falsificationism. In A. Chalmers (Ed.), What is this thing called science? (4th ed., pp. 81–96). essay, University of Queensland Press.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

GORDIN, Michael D. Pseudosciencea very short introduction. New York: Oxford University Press, 2023.

HANSSON, Sven Ove. Belief Change: introduction and overview. Springer,  2018.

______. Vetenskap och ovetenskap. Stockholm: Tiden, 1983.

______. Defining Pseudoscience In: Philosophia Naturalis, 33: 169–176. 1996.

______. Falsificationism FalsifiedIn: Foundations of Science, 11: 275–286, 2006.

______. Values in Pure and Applied ScienceIn: Foundations of Science, 12: 257–268, 2007.

_____. Philosophy in the Defence of ScienceIn: Theoria, 77(1): 101–103, 2011., Theoria, 77(1): 101–103, 2011.

______. Defining pseudoscience and science.  In: Pigliucci and Boudry (eds.), pp. 61–77, 2013.

______. Philosophy of pseudoscience: reconsidering the demarcation problem. University of Chicago Press; Illustrated edição, 2013.

HUME, David. História natural da religião. Trad. apres. e notas Jaimir Conte. São Paulo: Ed. Unesp, 2005.

______. Tratado da natureza humana. São Paulo: Ed. Unesp, 2009.

______. Uma investigação sobre os princípios da moral. Trad: José Oscar de Almeida Marques. Campinas, SP: Editora UNICAMP, 1995, p.19.

______. A arte de escrever Ensaios. São Paulo: Ed. Unesp, 2008.

______. Dissertação sobre as paixões: seguida de História natural da religião. Trad. Pedro Paulo Pimenta. São Paulo: Iluminuras, 2021.

______. Dissertação sobre as paixões Trad. Jaimir Conte. In: Revista Princípios. Natal, v.18, n.29, jan./jun. 2011, p. 371-399.

JAMES, William. L'expérience religieuse: essai de psychologie descriptive. Legare Street Press, 2022. (482 páginas).

______. (e-book) L'expérience religieuse. 

______. As variedades da experiência religiosa: um estudo sobre a natureza humana. São Paulo: Cultrix, 2017.

______. A vontade de crer. São Paulo: Edições Loyola, 2001.

______. Human immortality: two supposed objections to the doctrine. Cosimo Classics, 2007.

______. Alguns problemas de filosofia. Lisboa: Edições 70, 2023.

______. Ensaios sobre psicologia. Organização, tradução, introdução e notas de Saulo de Freitas aAraújo. São Paulo: Hogrefe, 2024.

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. 3, ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Trad. Guillon Ribeiro, Brasília, DF: Feb, 2013. 

KUHN, T. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 2009.

______. 1974. “Logic of Discovery or Psychology of Research?”, pp. 798–819 In: P.A. Schilpp, The Philosophy of Karl Popper. The Library of Living Philosophers, vol xiv, book ii. La Salle: Open Court.

______. A incomensurabilidade na ciência: os últimos escritos. São Paulo: Ed. Unesp, 2024.

______. O caminho desde a estrutura: ensaios filosóficos. 2. ed., 1970-1993, com uma entrevista autobiográfica. São Paulo: Ed. Unesp, 2024.

______. 1974. “Logic of Discovery or Psychology of Research?”, pp. 798–819 In: P.A. Schilpp, The Philosophy of Karl Popper, The Library of Living Philosophers, vol xiv, book ii. La Salle: Open Court.

LAKATOS, Imre, 1970. “Falsification and the Methodology of Research program”, pp 91–197 In: Imre Lakatos and Alan Musgrave (eds.) Criticism and the Growth of Knowledge. Cambridge: Cambridge University Press.

______; MUSGRAVE, Allan. A crítica e o desenvolvimento do conhecimento. São Pulo: Edito Cultrix/Universidade de São Paulo.  1979.

______. “Popper on Demarcation and Induction”, pp. 241–273 In: P.A. Schilpp, The Philosophy of Karl Popper, The Library of Living Philosophers, vol xiv, book i. La Salle: Open Court, 1974a.

______. “Science and pseudoscience”, Conceptus, 8: 5–9, 1974b.

_____. “Science and pseudoscience”, pp. 114–121 in S Brown et al. (eds.) Conceptions of Inquiry: A Reader London: Methuen, 1981.

LAUDAN, Larry, “The demise of the demarcation problem”, pp. 111–127 In: R.S. Cohan and L. Laudan (eds.), Physics, Philosophy, and PSYCHOANALYSIS, DORDRECHT: REIDEL, 1983.

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixãoIn: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

MASSI, Cosme. Aprendizagem efetiva. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2020.

______. As leis naturais e a verdadeira felicidade. Curitiba: Kardec Books, 2020.

______. A ordem didática de "O livro dos Espíritos". Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2014.

______. Os espíritos e os homens. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2018.

______. Espírito e matéria. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2016.

______. Ação e Tempo: causalidade, liberdade e evolução moral. Curitiba, PR: Nobiltá, 2026. (eBook)

MEYER, Catherine; MIKKEL Borch-Jacobsen. [et al.]. O livro negro da psicanáliseViver e pensar melhor sem Freud. 5.ed. Trad. de Simone Perelson e Beatriz Medina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

MOREIRA-ALMEIDA, Alexander; COSTA, Marianna de Abreu; COELHO, Humberto Schubert. Science of life after death. Belo Horizonte, MG: Editora, 2023. 

______. Science of Life After Death. Springer Nature, 2023.

______. Die Wissenschaft vom Leben nach dem Tod. Springer Nature, 2024.NEWTON-SMITH, W. H. Popper—The Irrational Rationalist. In W. H. Newton-Smith (Ed.), The rationality of Science (pp. 44–76). essay, Routledge, 1981.

PAULA, Aline Pereira de. O pastor da análise. São Paulo: UICLAP. 2022.

PFISTER, O. A ilusão de um futuroIn: WONDRACEK, K. H. K. (Org.). O futuro e a ilusãoum embate com Freud sobre Psicanálise e Religião. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. p. 17-56.

______. L'Ilusion d'un avenir. Paris: Éditions du Cerf, 2014.

PIGLIUCCI, M., & BOUDRY, M. Philosophy of Pseudoscience: Reconsidering the Demarcation Problem. Chicago e London: The University of Chicago Press, 2013.

POPPER, K. (1993). Lógica da pesquisa científica. São Paulo: Edusp.

______. Conjecturas e refutações. Trad. Bath S. Brasília: UB, 1972.

______. Os dois problemas fundamentais da teoria do conhecimento. São Paulo: Editora Unesp, 2013.

______. O conhecimento e o problema mente-corpo. Lisboa: Edições 70, 2009.

______; ECCLES, J. C. O cérebro e o pensamento. Campinas, SP: Papirus; Brasília, DF: Ed. Universidade de Brasília, 1992.

______. O conhecimento objetivo. Belo Horizonte, MG: Itatiaia, 1999.

______. O eu e seu cérebro. Campinas, SP: Papirus; Brasília, DF: Ed. Universidade de Brasília, 1995.

SANDLER, Paulo Cesar. As origens da psicanálise na obra de Kant: a apreensão da realidade. Rio de janeiro: Imago, 2000. (Vol. III)

______. Raízes psicanalíticas no Iluminismo. Rio de janeiro: Imago, 2000. (Vol. I)

______. Os primórdios do movimento romântico e a psicanálise. Rio de janeiro: Imago, 2000. (Vol. II)

TERRA, Walter R; Terra Ricardo R. Filosofia da ciência. São Paulo: Contexto, 2023.


sexta-feira, 8 de maio de 2026

REFLEXÃO VESPERTINA CLXXIV: ANOTAÇÔES ESPARSAS SOBRE "MUDANÇA DE HÁBITOS"

(IMAGEM: "Pinterest")

Em desenvolvimento...

Andei meditando, novamente, sobre o mesmo tema e textos e elaborando novos "exercícios":  

LE - "Quando o homem se acha, de certo modo, mergulhado na atmosfera do vício, o mal não se lhe torna um arrastamento quase irresistível?

Arrastamento, sim; irresistível, não; porquanto, mesmo dentro da atmosfera do vício, com grandes virtudes às vezes deparas. São Espíritos que tiveram a força de resistir e que, ao mesmo tempo, receberam a missão de exercer boa influência sobre os seus semelhantes. (L. E. 2013. Q. 361; 645; 845)

É sabido que vivemos em meio a muita confusão. Momentos de profunda tristeza, donde sempre nos recuperamos e nos colocamos a pensar no hábito a que tantos se deixam seduzir (eu mesmo me deixei levar noutro tempo):

  • do pessimismo, por um lado e do extremo esforço em 
  • do extremo esforço em "mudar o mundo", por outro lado.

Assim, de algum tempo para cá, nos que me imponho em "mudança de hábitos", passou a ser fundamental, para mim, exercitar a superação de concepções pessimistas e abraçar com mais afinco o que mero desejo de mudar o que nos é externo; que está fora do nosso alcance.

Como tenho postado aqui, na medida em que vou estudando e tentando a pratica, "medito andando".

Dessa decisão, parti para busca de aprofundamento sistemático para a intensa busca por "eustatheia" (tranquilidade) e "euthymia" (crença em si), como já disse, é projeto em andamento “há séculos” e que, às vezes, por descuido, foi interrompido.

No entanto, retomando sigo o conselho sugerido por alguns estoicos e outros grandes sábios, como os que acrescento na Bibliografia no final do texto.

Por exemplo, sobre a mudança de hábitos antigos por novos hábitos (mais saudáveis), trabalho constantemente. E, é bastante caraterística a reflexão proposta por Epictetus em relação ao hábito e o habituar-se a determinadas ações. Segundo ele, estreitamente ligadas aos aspectos mentais de cada indivíduo.

A preocupação, portanto, sempre notada nas leituras que se faço de sua obra, como acima, é a distinção entre o que é interno (encargos nossos) e o que é externo (que não são encargos nossos), conforme EPICTETUS, no Encheiridion, I.

Ou seja, disso resulta que não é necessário o reconhecimento nas opiniões alheias, mas as próprias opiniões. Importante aqui, os hábitos novos entre os quais se refere:

  • autodomínio (enkrateia).
  • perseverança (karteria).
  • à paciência (anexikakia). 

 Também extraído do Encherídion, anoto:

“Quanto a cada uma das coisas que sucedem contigo, lembra, voltando a atenção para ti mesmo, de buscar alguma capacidade que sirva para cada uma delas. Caso vires um belo homem ou uma bela mulher, descobrirás para isso a capacidade do autodomínio. Caso uma tarefa extenuante se apresente, descobrirás a perseverança. Caso a injúria, a paciência. Habituando-te desse modo, as representações não te arrebatarão.”

Assim, ao voltar-se para si, é imperativo que cada um de nós que se proponha tal “exercício” esteja empenhado e adotar novos hábitos, contrários ao mero vício. O que se obtém de tais conselhos é que, estando cientes de que desejamos a mudança, de que o vício incomoda, devemos mudar de direção. O estoico Epictetus chega a propor que quem não se opõe a antigos hábitos; quem não os supera nem se torna filósofo.

Reforçando, portanto:

É mera reflexão pessoal. Dado o interesse na proposta, "há muitas auroras que brilharam ainda", ou seja, há muito a fazer! E,

"A semente da plena consciência se encontra em cada um de nós, mas nos esquecemos de regá-la. Acreditamos que só seremos felizes no futuro, quando conseguirmos uma casa, um carro ou um doutorado. Mantemos uma luta em nossa mente e em nosso corpo e não sentimos a paz e a alegria que temos ao nosso alcance neste preciso instante: o céu azul, as folhas verdes e os olhos de nosso ser querido."

"[...] Manter a calma interior mesmo nas situações mais caóticas e viver uma vida satisfatória [...] não requer longas horas de meditação."

Uma reflexão, entre as que acho belíssimas e costumo associar com a que segue abaixo, em que se lê os preceitos seguintes:


“Não deixe teu sono cair sobre seus olhos lassos

Antes de ter pesado todos os atos do dia:

Em que falhei? Que fiz, qual dever omiti?

Começa por aí e prossegue o exame: após o que 

Condena o malfeito, alegra-te pelo Bem.” [1]

...

Antes de ir para a cama, portanto:

Reflita sobre as coisas mais importantes que aconteceram no dia que encerrou e o que de mais importante relaciona-se com uma ética pessoal.

Pergunte a ti mesmo:

  1. O que fiz errado?
  2. O que fiz certo?
  3. E o que ainda precisa ser feito?

...

Acrescento ainda, nessa mesma perspectiva, numa outra abordagem para uma “visão de mundo” (Weltanschauung), temos as seguintes questões:

“Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?[2]

“Um sábio da Antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”

a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima; porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?

Fazei o que eu fazia quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticou durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que fez, rogando a Deus e ao seu anjo guardião que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: “Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?” Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.

“O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhoso julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não a podereis ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses, nenhum interesse têm em mascarar a verdade, e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas. Faça o balanço de seu dia moral, como o comerciante faz o de suas perdas e seus lucros; e eu vos asseguro que a primeira operação será mais proveitosa do que a segunda. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.

“Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Ora, que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a ideia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma. Por isso foi que primeiro chamamos a vossa atenção por meio de fenômenos capazes de ferir-vos os sentidos e que agora vos damos instruções, que cada um de vós se acha encarregado de espalhar. Com este objetivo é que ditamos O Livro dos Espíritos.

______

PARA "EXERCÍCIOS":

1. "Não é possível estudar. Mas é possível conter a arrogância (hybris). É possível vencer os prazeres e os prazeres e os sofrimentos. É possível estar acima da mísera fama. É possível não se irritar com os insensíveis e ingratos. É possível mesmo cuidar deles." (AURÉLIO, Marco. Meditações. Trad. Aldo Dinucci. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.

2. (Sêneca, Vida feliz. XVII, XVII, 3). Acrescentarei algumas reprovações depois, e trarei mais acusações contra mim mesmo: para o presente, farei a seguinte resposta. "Eu não sou um homem sábio, e eu não serei um a fim de alimentar o seu despeito: então não exija que eu esteja no mesmo nível do melhor dos homens, mas meramente ser melhor do que o pior: eu estou satisfeito, se todo dia eu tirar algo de meus vícios e corrigir meus defeitos, não cheguei a perfeita perfeição mental, de fato, nunca chegarei a ela.”

3. Ainda nessa pausa nas leituras frequentes necessárias, relendo um pequeno texto, de muita importância prática!

EPICTÈTE. Entretiens. Livre II. Paris: Les Belles Lettres, 2002. (Prosseguindo. Relendo hoje, o cap. XVI: "Que nous ne nous exerçons a faire l'appication de nos jugements concernant les biens et les maux." (p. 62-68)

Destacando, do capítulo:

- "Procurar as nossas falhas ..."

- "Buscar em nós os remédios para as nossas inquietudes"

- "Retificar nossos juízos"

Mantenhamo-nos no caminho.

[1] Entretiens. Livre III. 40; Conversações III, 10. 3 (tradução Souilhé), (1956).

[2] KARDEC, A. Le Livre des Esprits. 2013. (Q.919-919a).

______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion de Epicteto. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012.

DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

EPICTETO. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Book I. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue)

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

EPICTETUS. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments; Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

HANH, Thich Nhat. Silêncio: o poder da quietude em um mundo barulhento. Rio de Janeiro, RJ: Harper Collins, 2018.

______. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

IRVINE, William B. A guide to the good life: the ancient art of Stoic joy. New York: Oxford University Press, 2009.

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994. (B 832-847)

______. A metafísica dos costumes. Trad. Clélia Aparecida Martins. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

______. Lições sobre a Doutrina Filosófica da Religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/ São Francisco, 2019.

______. Lições de Metafísica. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/São Francisco, 2021

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992.

______. A religião nos limites da simples razão. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2024.

______.Vorlesung über die philosophische EncyclopädieInKant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Crítica da razão pura. Tradução Valerio Rohden e Udo Moosburguer. Coleção Os Pensadores. São Paulo,Abril Cultural, 1983.

______. Crítica da razão pura. "Do ideal de Sumo Bem como um fundamento determinante do fim último da razão pura. Segunda seção". (A805, 806 - B833, 834). Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

_____. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Tradução Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.

______. Cursos de Antropologia: a faculdade de conhecer (Excertos). Seleção, tradução e notas de Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Clandestina, 2017.

______. Resposta à pergunta: o que é “esclarecimento”?. In: Immanuel Kant textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985.

______. Lições de Ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Feldhaus. São Paulo: Unesp, 2018.

______. Crítica da razão prática. Trad. Monique Hulshof. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.

______. Sobre a Pedagogia. Tradução de Francisco Cock Fontenella. Piracicaba, SP: Editora Unimep, 1996.

______. Sobre a Pedagogia. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2021.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013.

LONG, A.A. Epitetus: a stoic and Socratic guide to life. New York: Oxford University Press, 2007.

______. (Org.) Primórdios da filosofia grega. São Paulo: Ideias e Letras, 2008..

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Livro II. 1)

MENDELSOHN, Moses. Fédon: ou sobre a imortalidade da alma. São Paulo: E. Madamu, 2025.

PASTERNACK, L. The Postulate of Immortality in the Critique of Practical Reason (and Beyond). Kantian Review. 2024;29(1):19-38. doi:10.1017/S1369415423000456 . Disponível em: https://www.cambridge.org/core/journals/kantian-review/article/postulate-of-immortality-in-the-critique-of-practical-reason-and-beyond/CF7872987124350371C24A98D7EAFA58 . Acesso em: 03. 07.2025.

SÉNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

______. Edificar-se para a morte: das cartas morais a Lucílio. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.

____. Sobre a clemência. Introdução, tradução e notas de Ingeborg Braren. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

____. Sobre a ira. Sobre a tranquilidade da alma. Tradução, introdução e notas de José Eduardo S. Lohner. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2014.

SCHELLE, Karl Gottlob. A arte de passear. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

THOUREAU, Henry David. Andar a pé: um ritual interior de sabedoria e liberdade. Loures: Editora Alma dos livros, 2021.




domingo, 3 de maio de 2026

RETOMANDO OS ESTUDOS: SOBRE "KANT E OS ANTIGOS" (II)

 

Acrescentando aos estudos (Relendo mais uma vez):

Agora acrescentando um outro livro sobre o assunto:

1. SANTOS, Robinson dos (Org.). Kant e os antigos. Petrópolis, RJ: Vozes: CAPES, 2025.

Kant e os antigos foi o tema geral do IX Colóquio Kant Internacional, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), realizado em julho de 2024. Desde o ano de 2010, o evento foi 1.realizado bianualmente (com exceção do período da pandemia de covid-19), contando em todas as edições com uma excelente participação de estudantes de graduação e pós-graduação, bem como de professores e pesquisadores do Brasil e do exterior, interessados na pesquisa sobre questões do – e relacionadas ao – pensamento filosófico kantiano. Nessa mesma edição de 2024, comemoramos os 300 anos do nascimento do filósofo e 14 anos de atividades do Grupo de Estudos Kant da UFPel. Apesar das contingências e das dificuldades daquele momento, relacionadas às inundações no Rio Grande do Sul, o evento foi realizado de modo exitoso graças aos auxílios recebidos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Programa de Pós-Graduaço em Filosofia da UFPel e também a uma soma de esforços por parte dos próprios colegas conferencistas que, em alguns casos, se dispuseram a percorrer caminhos não convencionais, dada a situação de excepcionalidade dos itinerários terrestres daquele momento. Por isso, gostaria de deixar registrado aqui o agradecimento: ao Departamento de Filosofia e ao PPG em Filosofia da UFPel; aos docentes e discentes que apoiaram diretamente na Comissão Organizadora e Científica e que participaram do evento, tanto como ouvintes quanto como apresentadores de comunicações; às agências de fomento Capes e Fapergs, pelo auxílio financeiro que viabilizou a realização do evento e a publicação

deste livro; ao Conselho Editorial da Editora Vozes, pela disposição em publicar esta obra; e, em especial, a Aline Carneiro, pelo apoio e pela colaboração no contato com a editora, para que esse projeto se concretizasse. São Paulo, janeiro de 2025. (Organizador)

______.

2. MERRITT, Melissa. Kant and stoic ethics. Cambridge University Press, 2025.

Embora seja amplamente reconhecido que muitos conceitos centrais à ética kantiana têm origem estoica, ainda há relativamente pouca análise acadêmica aprofundada da importância da ética estoica para o desenvolvimento da filosofia kantiana ao longo do período crítico e além. Este volume reúne um grupo intelectualmente diverso de estudiosos dos clássicos e da filosofia para avançar nossa compreensão deste tópico, abordando questões sobre a transmissão da filosofia estoica no contexto intelectual de Kant, a qualidade da compreensão do próprio Kant sobre o estoicismo, sua transformação de algumas de suas ideias centrais e a importância do tópico para o que permanece vital na ética estoica e kantiana hoje. O volume interessará àqueles que trabalham com história da filosofia, a natureza da racionalidade, a filosofia da ação, a psicologia moral e a teoria da virtude.


* Sobre a autora: "Melissa Merritt is Senior Lecturer in Philosophy at the University of New South Wales. She has published widely on Kant’s theoretical and practical philosophy in journals including Philosophical Quarterly, European Journal of Philosophy, Southern Journal of Philosophy, British Journal for the History of Philosophy and Kantian Review.

...
PS: Acrescentando hoje uma resenha sobre a obra de Faviola R. Castro.

CASTRO, Faviola Rivera. Virtude, Felicidade e Religião na Filosofia Moral de Kant. México, Instituto de Pesquisas Filosóficas-UNAM, 2014, 328 pp., ISBN: 978-607-02-4788-0. Disponível em: https://turia.uv.es/index.php/REK/article/view/9992. Acesso em: 06 de setembro de 2025.

______.

BAUMGATEN, Alexander Gottlieb; KANT Immanuel. Baumgarten's elements of first practical philosophy: a critical translation with Kant's reflections on moral philosophy. Bloomsbury Academic; Reprint edição, 2021.

BICALHO, Vanessa Brun. Ciência e sabedoria de vida na filosofia transcendental de Kant à luz do estoicismo. Tese de Doutorado (Campus de Toledo). Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste, 2021,

FUNKE, Gerhard (ed.) et al.; SALA, Giovanni B; MALTER, Rudolf. Kant und die Frage nach Gott: Gottesbeweise und Gottesbeweiskritik in den Schriften Kants. Berlim: Walter de Gruyrer, 2010.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Gesammelte Schriften. Vol. I-XXIX. Berlim: Reimer (De Gruyter) 1910-1983.

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.

______. Kants Populäre Schriften. Edição de Paul Menzer (1911). Berlim: Walter de Grutter; Reprint, 2018.

Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992.

______. A religião nos limites da simples razão. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2024.

______.Vorlesung über die philosophische EncyclopädieInKant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Tradução e estudo de Vinicius de Figueiredo. São Paulo: Editora Clandestina, 2018.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 1993.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Lisboa: Edições 70, 2012.

______. Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft. W. de Gruyter, 1968.

MERRITT, Melissa. Kant on reflection and virtue. Cambridge Universty Press, 2018.

______. The sublime. Cambridge Universty Press, 2018.

______. Kant and stoic ethics. Cambridge University Press, 2025.

SANTOS, Robinson dos (Org.). Kant e os antigos. Petrópolis, RJ: Vozes: CAPES, 2025.

TEMPO DE ESTUDOS: "HISTÓRIA NATURAL DA RELIGIÃO" E "PRINCÍPIOS DA MORAL" (I)

Relia, há pouco, as  "Lições..."  de  Immanuel Kant , referência principal nas pesquisas por aqui, sobre o tema, e decidi fazer um...