sábado, 19 de setembro de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXLII: AINDA SOBRE SAÚDE E FILOSOFIA - "O MISTÉRIO DA SAÚDE" - DIGRESSÕES (II)

  

Estudando o tema...

“Viver de acordo com a natureza corresponde a viver de acordo com o melhor de nossa natureza humana, que é o divino dentro de nós que nos inspira a viver vidas excelentes (virtuosas)”. (RUFUS)

Enquanto reflito sobre "Körper" (corpo físico e observável) e "Leib" (corpo vivido), durante a aula da Profa. Débora Guimarães:

1. FUCHS, Thomas. O cérebro: um órgão relacionalRio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2025. 

"Em O Cérebro: um órgão relacional, Thomas Fuchs desafia a visão tradicional de que o cérebro é apenas um processador de informações, como propõe a neurociência positivista. Ao invés disso, Fuchs propõe uma abordagem revolucionária que inscreve o cérebro no mundo, enfatizando sua inseparabilidade das experiências corporais e das interações com o ambiente. A partir da tradição filosófica de Husserl, Heidegger e Merleau-Ponty, o autor revela como o cérebro é, na verdade, um órgão de mediação, fundamental para as relações do organismo com o meio ambiente e com os outros seres humanos. Este livro não se limita a uma discussão teórica, mas explora os impactos dessa nova concepção em diversos campos, desde a natureza das nossas experiências até as possibilidades de tratamento de transtornos existenciais. A obra, traduzida e atualizada a partir da 5ª edição alemã, foi recebida como uma revolução no estudo das ciências cerebrais e continua a provocar reflexão sobre o papel do cérebro na formação do ser humano que sente, pensa e age."

2. FUCHS, Thomas. Para uma psiquiatria fenomenológica2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2025. 

"Para uma psiquiatria fenomenológica, de Thomas Fuchs, reúne ensaios e conferências que propõem uma compreensão ampliada do sofrimento psíquico a partir do diálogo entre filosofia e clínica. Superando o reducionismo biológico, a obra apresenta uma abordagem sistêmico-ecológica, na qual os transtornos mentais são compreendidos como perturbações da pessoa corporificada em sua relação com o mundo e com os outros. Um livro fundamental para quem busca uma psiquiatria voltada ao cuidado do ser humano em sua totalidade." 

...

3. A obra que me fez pensar hoje foi "Civilização", de onde retirei uma ideia para a reflexão: "Máximo de tédio no máximo de civilização", de um conto escrito por Eça de Queirós: “Civilização”; publicado em 1892, no Jornal de Notícias do Rio de Janeiro. O texto deu o mote para que, mais tarde, Eça de Queirós escrevesse seu romance “As cidades e as serras” (1901), obra em que retoma a ideia inicial que deu origem ao texto publicado naquele jornal.

Tanto no conto quanto no romance Eça de Queirós contrapõe o estilo de vida da “modernidade”, da "civilização" ao modo de vida no campo (nas serras). Mostra o homem “moderno” com as suas facilidades propiciadas pelo avanço das tecnologias e, por outro lado, a dificuldade que esse mesmo homem encontra em lidar com a solidão e com o vazio existencial: “o tédio moderno”.

“Na Terra tudo vive - e só o homem sente a dor e a desilusão da vida. E tanto mais as sente, quanto mais alarga e acumula a obra dessa inteligência que o torna homem, e que o separa da restante Natureza, impensante e inerte. É no máximo de civilização que ele experimenta o máximo de tédio. A sapiência, portanto, está em recuar até esse honesto mínimo de civilização, que consiste em ter um teto de colmo, uma leira de terra e o grão para nela semear.

Em resumo, para reaver a felicidade, é necessário regressar ao Paraíso - e ficar lá, quieto, na sua folha de vinha, inteiramente desguarnecido de civilização, contemplando o anho aos saltos entre o tomilho, e sem procurar, nem com o desejo, a árvore funesta da Ciência! Dixit!" (Eça de Queirós. In: 'Civilização')

Importante, no entanto, seguir em busca da Serenidade, do mínimo bom-senso. Ainda que esse tal “tédio” apareça a nos desafiar, prossigamos sem criar necessidades artificiais ou dar ensejo a uma "segunda natureza" dependente de fatores externos.

PS: E, hoje, 19 de setembro de 2026 (Relendo), voltei a este pequeno texto que escrevi em 2018, para acrescentar algumas das últimas leituras da obra de Ortega y Gassset (lidas entre 2015 e 2020) que tocam em grande medida, o que estive pensando à época e atualmente sobre o "tédio", "angústia". Como dito acima, acrescentando as reflexões da Professora Débora a partir da obra de Thomas Fuchs. 

E, também acrescentei outras obras, de Heidegger em que trata do tédio, da questão da técnica, da finitude, numa outra abordagem. Mas, destas leituras procuro extrair mais reflexões sobre este tema.

 Todos, são textos aos quais voltarei, com certeza, mais de uma vez ainda...

______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

BORGES, Maria. Borges. Razão e emoção em Kant. Pelotas, RS: Editora e Gráfica Universitária, 2012.

CÍCERO. On ends (The Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

ESTOBEU. Florilegium. v. I e II. Ed. Augustus Meineke. Lipsiae: Taubner, 1855.

FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização e outros textos. São Paulo: Companhia das Letras. Vol. 18. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

FUCHS, Thomas. O cérebro: um órgão relacionalRio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2025. 

GADAMER, Hans-Georg. O mistério da saúde: o cuidado da saúde e a arte da medicina. Lisboa: Edições 70, 1993. 165p.

______. Über die Verborgenheit der Gesundheit. (O mistério da saúde). In: Erfahrungsheikunde, Acta medica empirica: Zeitschrift für sie ärztliche Praxis, vol. 40, nº 11, 1991, 804-808.

______. O caráter oculto da saúde. Petrópolis: Editora Vozes; 2006. In: FRAGELLI, Thaís Branquinho Oliveira. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 23(10):2517-2522, out, 2007.

HEIDEGGER, M. Sein und Zeit. Tübingen: M. Niemeyer, 1986.

______. Ser e Tempo. Trad. Fausto Castilho. Campinas - SP: Ed. Unicamp, 2012

______. Que é metafisica? Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1989. (Os Pensadores).

______. Kant y el Problema de la Metafísica. 3. ed. México: Fondo de Cultura Econômica, 1996.

______. Kant e o problema da metafísica. Rio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2020.

______. A questão da técnica. Scientiæ & Studia. São Paulo, v. 5, n. 3, p. 375-98, 2007.

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INWOOD, Brad. The Cambridge companion to the stoics.   Cambridge University Press, 2010.

JONAS, Hans. O princípio vida: fundamentos para uma biologia filosófica. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.

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KIERKEGAARD, Søren A. As obras do amor: algumas considerações cristãs em forma de discursos. Apresentação e tradução, Álvaro Luiz Montenegro Valls; revisão da tradução, Else Hagelund. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

______. Œuvres Complètes. Tome XX. Index Terminologique. Principaux concepts de Kierkegaard par Gregor Malantschuk. Traduit du danois, adapté e complété par Else-marie Jacquet-Tisseau. Paris, Éditions de L’orante, 1986.

______. O conceito de angústia: uma simples reflexão psicológico-demonstrativa direcionada ao problema dogmático do pecado hereditário de Virgilius Haufniensis. Tradução e Posfácio Álvaro Luiz Montenegro Valls. 3. edição, Petrópolis, Vozes, 2015. (Vozes de bolso)

LONG, A. Arius Didymus and the exposition of stoic ethics. In:FORTENBAUGH, W. W. (Ed.). On stoic and Peripatetic ethics: the work of Arius Didymus. London: Transaction, 1983. p. 190-201.

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NUMBERS, Ronald L. Galileo Goes to Jail: and other myths about science and religion. Harvard University Press, 2009

ORTEGA Y GASSET, José. Rebeião das massas. ‎ Campinas, SP: Vide Editorial, 2015.

______. O homem e os outros. Campinas, SP: Vide Editorial, 2017.

______. Meditações de Dom Quixote. Campinas, SP: Vide Editoria, 2019.

______. Lições de Metafísica. Campinas, SP: Vide Editorial, 2019.

______. Leituras da técnica. IL. Instituto Liberal, 1983.

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________. Banquete, Fédon, Sofista e Político. Trad. José Cavalcante de Souza, Jorge Paleikat e João Cruz Costa. São Paulo: Abril Cultural, 1972.

________. Crátilo. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: UFPA, 1973

________. Fedro, Cartas e Primeiro Alcibíades. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: ed. da Universidade Federal do Pará, 1975.

________. Fedro, Eutífron, Apologia de Sócrates, Críton, Fédon. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: Edipro, 2008.

________. Górgias, Eutidemo, Hípias Maior e Hípias Menor. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: EDIPRO, 2007.

________. Mênon. Trad. Maura Iglésias. Rio de Janeiro: Ed. PUC-RIO; São Paulo: Ed. Loyola, 2001.

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________. Teeteto. Trad. Adriana Manuela Nogueira e Marcelo Boeri. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010.

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TORREY, E. Fuller; MILLER, Judy. Invisible plague: the rise of mental illness from 1750 to the presente. Rutgers University Press, 2007.QUEIRÓS, EÇA. Civilização e Outros Contos. São Paulo. Ed. Moderna, 2004.

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RAMELLI, Ilaria. Hierocles the stoic: elements of ethics, fragments, and excerpts. Society of Biblical Literature, 2009. 

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TORRES, José Carlos Brum (Org.). Manual de ética: questões de ética teórica e aplicada. Petrópolis, RJ: Vozes; Caxias do sul: Universidade de Caxias do Sul: BNDES, 2014.

TORREY, E. Fuller; MILLER, Judy. Invisible plague: the rise of mental illness from 1750 to the presente. Rutgers University Press, 2007.

TUGENDHAT, Ernst. Lições sobre ética. 5. ed. revista. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A VIDA DO ESPÍRITO: "O PENSAR, O QUERER E O JULGAR" (UMA NOVA EDIÇÃO)

"A essência não só precede à existência como ainda sobreviverá a ela." (MARQUINHOS, 2017)

1. Com a releitura desta; o que procuro são elementos para uma reflexão sobre a "relação mente-corpo". É sabido que Hannah Arendt dedicou grande parte de seus escritos a estudar a “mente” atuando "no mundo" e, de certa forma aqui o interesse se mostra a partir da descoberta do "homem interior" bastante perceptível logo na leitura do Sumário da obra.

"Pensar, querer e julgar são as três atividades básicas. Não podem ser derivadas uma das outras, e embora tenham certas características comuns, não podem ser reduzidas a um denominador comum. Para a pergunta 'O que significa pensar?' não há, em última instância, outra resposta senão a que Kant chamava de 'a necessidade da razão', o impulso interno dessa faculdade para se realizar na especulação.”

“O último trabalho de Hannah Arendt, e considerado por muitos sua obra mais importante O livro investiga o próprio pensamento em sua existência na vida contemplativa, e foi pensado como uma obra em três volumes que explorariam as atividades do espírito que Arendt considerava fundamentais. Assim, a autora faz uma análise rica e desafiadora das atividades espirituais do pensar, do querer e do julgar, e dedica-se, passional e racionalmente, à questão fundamental ao ser humano de como a mente opera. A partir de uma apurada releitura dos textos mais importantes dos pensadores que, ao longo da história da filosofia, trataram dos três temas, a autora descobriu aspectos surpreendentes das obras dos grandes mestres. Deste modo, o capítulo sobre o pensar recorre a um extenso material para responder a questões sobre a posição dessa atividade diante do mundo das aparências, sobre a sua origem (o que nos faz pensar?) e sobre a dimensão temporal em que se move o sujeito pensante. O capítulo dedicado ao querer revê a pré-história da noção de vontade na filosofia antiga, examina a descoberta dessa faculdade no período cristão e a posição central ocupada por ela na filosofia moderna, sublinhando o questionamento dessa centralidade na filosofia contemporânea. O capítulo sobre o julgar foi interrompido com sua morte, em 1975. Mary McCarthy, amiga e inventariante de Arendt, decidiu suprir essa lacuna com a inclusão de excertos de cursos da autora sobre a filosofia de Kant, na qual ela esperava encontrar as fontes para o exame da faculdade de julgar. Com uma linguagem viva e fluente, A vida do espírito desperta a atenção de um público amplo, interessado nos debates intelectuais mais relevantes da contemporaneidade. A tradução precisa, feita há mais de uma década por um grupo de estudiosos, foi novamente revista para esta edição.

______.

AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Penguin/Companhia das Letras, 2017.

ARENDT, Hannah. A vida do espírito. 12.ed. Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira, 2024.

______. Escritos judaicos. São Paulo: Editora Amarilys, 2016.

BAVARESCO, Agemir Bavaresco; TAUCHEN, Jair Tauchen; PONTEL, Evandro Pontel (Orgs.). De Kant a Hegel: leituras e atualizações. - Porto Alegre, RS: Editora Fi, 2019.

BECKENKAMP, Joãosinho. Entre Kant e Hegel. Porto Alegre: Edipucrs, 2004, 288 p.

FERREIRO, Héctor; HOFFMANN, Thomas Sören; BAVARESCO, Agemir (Orgs.). Los aportes del itinerario intelectual de Kant a Hegel. Porto Alegre, RS, Editora Fi: EDIPUCRS, 2014. (Comunicaciones del I Congreso GermanoLatinoamericano sobre la Filosofía de Hegel. Português./Espanhol)

FERRY, Luc. Kant: uma leitura das três "Críticas". 3. ed. Rio de Janeiro: Difel, 2009.

GUYER, PAUL. The Cambridge companion to Kant. Cambrridge University Press, UK, 1992.

HÖFFE, Otfriede. Immanuel Kant. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

______. Immanuel Kant. München: C. H. Beck, 2004.

______. Kant: crítica da razão pura: os fundamentos da filosofia moderna. São Paulo: Edições Loyola, 2013.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

______. Crítica da razão prática. Edição bilíngüe. Tradução Valerio Rohden. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

____. Crítica da faculdade do juízo. Trad.Valerio Rohden e António Marques. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993.

______. Dissertação de 1770. De mundi sensibilis atque inteligibilis forma et principio. Akademie-Ausgabe. Trad. Acerca da forma e dos princípios do mundo sensível e inteligível. Trad., apres. e notas de L. R. dos Santos. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda. FCSH da Universidade de Lisboa, 1985.

______. Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2014)

______. Prolegômenos a toda metafísica futura. Lisboa: Edições 70, 1982.

NOVELLI, Pedro Geraldo Aparecido. In: Rev. Simbio-Logias. V.1, n.1, mai/2008.

PHILONENKO, Alexis. Études kantiennes. Librairie philosophique J. Vrin, Paris, 1982.

PLATÃO. As Leis e Epinomis. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: Edipro, 2010.

________. Banquete, Fédon, Sofista e Político. Trad. José Cavalcante de Souza, Jorge Paleikat e João Cruz Costa. São Paulo: Abril Cultural, 1972.

________. Crátilo. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: UFPA, 1973

________. Fedro, Cartas e Primeiro Alcibíades. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: ed. da Universidade Federal do Pará, 1975.

________. Fedro, Eutífron, Apologia de Sócrates, Críton, Fédon. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: Edipro, 2008.

________. Górgias, Eutidemo, Hípias Maior e Hípias Menor. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: EDIPRO, 2007.

________. Mênon. Trad. Maura Iglésias. Rio de Janeiro: Ed. PUC-RIO; São Paulo: Ed. Loyola, 2001.

________. República de Platão. Trad. J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2012.

________. Teeteto. Trad. Adriana Manuela Nogueira e Marcelo Boeri. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010.

________. Timeu. Trad. Maria José Figueredo. Lisboa: Instituto Piaget, 2003.

NOVO LIVRO SOBRE A FILOSOFIA ALEMÃ: "THE OXFORD HANDBOOK OF GERMAN PHILOSOPHY IN THE EIGHTEENTH CENTURY"

 

À medida que adentro o universo do "período pré-crítico", cada vez mais, retomando as pesquisas, vou somando o que me chega de referências que me auxiliam e auxiliarão. Aqui, a obra recentemente publicada pelo prof. Corey Dick. Para leitura, em breve!

Novo lançamento: Corey W. Dyck , Frederick C. Beiser, Brandon C. Look (Eds.),

The Oxford Handbook of German Philosophy in the Eighteenth Century” (Oxford University Press, 2026).

Link: https://www.hegelpd.it/new-release-corey-w-dyck.../ 

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From the publisher’s website:

https://academic.oup.com/edited-volume/63220?utm_id=97757_v0_s00_e0_tv2_a1dennhb6vwdb6&fbclid=IwY2xjawTo7KlwZG9mAWV4dG4DYWVtAjExAHNydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR7yQJGKcaIxQD7anMH33Onv9giIsxOdXlQWqI8BVDtLiDgTTg49qb6Y6roi3Q_aem_9e8CcvEaJlPcO3m_kHPZ1w&login=false

Resumo

As contribuições deste manual servem como uma refutação coletiva da ideia amplamente difundida de que há pouco de interessante na filosofia alemã do século XVIII entre Leibniz e Kant. Em seus capítulos, o leitor encontrará naturalmente novas perspectivas sobre a filosofia kantiana e seu contexto, particularmente nos temas de método filosófico, metafísica, filosofia da mente e filosofia da matemática. Mais do que isso, porém, o leitor será apresentado a aspectos da filosofia alemã do século XVIII que não se coadunam com a narrativa histórica kantiana — ou que até mesmo a desafiam. Vários capítulos, por exemplo, revelam a profunda inadequação de dividir os pensadores desse período em campos de "racionalistas" e "empiristas", ao documentar metodologias inovadoras, as variações dentro de cada tradição e escola filosófica e o apelo duradouro do ecletismo filosófico. Outros capítulos contestam a noção de que houve apenas um único Iluminismo, tendo Kant como sua figura central, defendendo, em vez disso, a existência de um Iluminismo religioso (particularmente por meio do movimento pietista) e traçando os contornos intelectuais distintos do Iluminismo judaico. Há ainda capítulos que documentam as importantes contribuições de mulheres no período, especialmente para a estética e a filosofia da educação, além de abordar a persistente ausência delas nas influentes histórias da filosofia produzidas na Alemanha na segunda metade do século. Consequentemente, há muito que desperta nosso interesse na filosofia alemã do século XVIII, no período posterior a Leibniz e à margem de Kant.

DYCK, Corey W, BEISER, Frederick C; LOOK, Brandon C. (eds), The Oxford Handbook of German Philosophy in the Eighteenth Century, Oxford Handbooks (Oxford, 2026; online edn, Oxford Academic, 7 Aug. 2026), https://doi.org/10.1093/9780198958864.001.0001, accessed 15 Sept. 2026.

...

"Abstract

The contributions to this Handbook serve as a collective rebuttal of the widespread sentiment that there is little of interest in eighteenth-century German philosophy between Leibniz and Kant. In its chapters, the reader will naturally find new insights into the Kantian philosophy and its context, particularly on the topics of philosophical method, metaphysics, the philosophy of mind, and the philosophy of mathematics. More than this, however, the reader will be introduced to aspects of eighteenth-century German philosophy that do not cohere with, or that even challenge, the Kantian historical narrative. A number of chapters, for instance, reveal the profound inadequacy of the division of thinkers in this period into camps of “rationalists” and “empiricists” by documenting the innovative methodologies, the variations within each philosophical tradition and school, and the enduring appeal of philosophical eclecticism. Other chapters take issue with the notion that there was but a single Enlightenment, with Kant as its figurehead, contending in addition for a religious Enlightenment (particularly through the Pietist movement) and tracing the distinctive intellectual contours of the Jewish Enlightenment. Still other chapters document the important contributions of women in the period, particularly to aesthetics and to the philosophy of education, in addition to accounting for their continued absence from the influential histories of philosophy produced in Germany in the latter half of the century. There is, accordingly, a great deal to interest us in German philosophy in the eighteenth century after Leibniz and apart from Kant."

Keywords: Enlightenment (German), Kant, Leibniz, Wolff, empiricism, rationalism, eclecticism, Jewish philosophy

Subject: 17th - 18th Century PhilosophyPhilosophy of MindIntellectual HistoryMeta-Ethics

Series: Oxford Handbooks

Collection: Oxford Handbooks Online

______.

AMERIKS, Karl. The Cambridge Companion to German Idealism. Cambridge University Press; 2. ed., 2017.

BENJAMIN, César. Filosofia clássica alemã: Kant, Hegel, Shelling, Fichte, Goethe. Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 2025.

DYCK, Corey, Early Modern German Philosophy (1690-1750). OUP. Oxford University Press, 2010.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994. (B 832-847)

______. A metafísica dos costumes. Trad. Clélia Aparecida Martins. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

______. Lições sobre a Doutrina Filosófica da Religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/ São Francisco, 2019.

______. Lições de Metafísica. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/São Francisco, 2021

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992.

______. A religião nos limites da simples razão. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2024.

______.Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994. (B 832-847)

______. Crítica da razão pura. Tradução Valerio Rohden e Udo Moosburguer. Coleção Os Pensadores. São Paulo,Abril Cultural, 1983.

______. Crítica da razão pura. "Do ideal de Sumo Bem como um fundamento determinante do fim último da razão pura. Segunda seção". (A805, 806 - B833, 834). Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

_____. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Tradução Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.

______. Cursos de Antropologia: a faculdade de conhecer (Excertos). Seleção, tradução e notas de Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Clandestina, 2017.

______. Resposta à pergunta: o que é “esclarecimento”?. In: Immanuel Kant textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985.

______. Lições de Ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Feldhaus. São Paulo: Unesp, 2018.

______. Crítica da razão prática. Trad. Monique Hulshof. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.

______. Sobre a Pedagogia. Tradução de Francisco Cock Fontenella. Piracicaba, SP: Editora Unimep, 1996.

______. Sobre a Pedagogia. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2021.

sábado, 12 de setembro de 2026

PROSSEGUINDO COM ESTUDOS SOBRE O IDEALISMO ALEMÃO E FILOSOFIA CLÁSSICA ALEMÃ (III)

 

Ainda em andamento:

Acabei de reler, mais uma vez (1), e acrescento mais uma obra lançada recentemente 10.04.2026 (2) sobre o tema. 

1. Li, uma edição atualizada, mas a obra, por oferecer um material bem abrangente e informativo sobre o período clássico da filosofia clássica alemã, tornou-se fundamental para os estudos e, desde que tive as primeiras informações sobre sua publicação, passou a ser, para mim, leitura obrigatória. Nela, Autores do período como: Kant, Fichte, Hegel e Schelling são apresentados  e discutidos em detalhes, em conjunto com seus debates com contemporâneos como Hölderlin, Novalis e Schopenhauer.

Um livro que me obriguei a ler por tratar-se de reunião de vários estudiosos do Idealismo alemão e kantiano, discutindo sua relação ou divergências com o romantismo, o Iluminismo e a cultura da Europa dos séculos XVIII e XIX.

Bem me fez, ler a segunda edição, que oferece uma bibliografia mais atualizada e incluiu três novos capítulos, abordando questões estéticas e a natureza humana; a revolução química após Kant e o organismo e sistema no idealismo alemão

Enfim, um empreendimento para essa semana que, com certeza, vou retomar várias vezes. Uma visão geral sobre o movimento filosófico do Idealismo alemão. Sem dúvidas, muito importante a todos que tem interesse por filosofia, literatura, teologia, estudos alemães e história das idéias. (23.09.2018)

...

“Esta edição atualizada oferece um guia abrangente, penetrante e informativo para o que é considerado o período clássico da filosofia alemã.

Kant, Fichte, Hegel e Schelling são todos discutidos em detalhes, juntamente com contemporâneos como Hölderlin, Novalis e Schopenhauer, cuja influência foi considerável, mas cujo trabalho é menos conhecido no mundo de língua inglesa.

Os principais estudiosos traçam e exploram os temas unificadores do Idealismo Alemão e discutem sua relação com o Romantismo, o Iluminismo e a cultura da Europa dos séculos XVIII e XIX. Esta segunda edição oferece uma bibliografia atualizada e inclui três capítulos inteiramente novos, que abordam a reflexão estética e a natureza humana, a revolução química após Kant e o organismo e sistema no idealismo alemão. O resultado é uma visão geral esclarecedora de um movimento filosófico rico e complexo e atrairá uma ampla gama de leitores interessados ​​em filosofia, literatura, teologia, estudos alemães e história das idéias.”

2. Lançado recentemente e relendo: "Filosofia clássica alemã: Kant, Hegel, Schelling, Fichte, Goethe".

Sinopse: “Entre as décadas de 1780 e de 1850 ocorreu na Alemanha um movimento filosófico cuja elevação especulativa não tem paralelo na história da civilização ocidental. Centrado inicialmente na Universidade de Jena e depois em Berlim, atingiu o apogeu na primeira década do século XIX, quando Fichte chegou à maturidade, Schelling publicou seus textos mais significativos e Hegel elaborou os fundamentos do seu sistema.

A despeito de defenderem diferentes abordagens, eles compartilhavam o mesmo ponto de partida, a filosofia de Kant. Ela abrira novos horizontes ao tentar compreender e legitimar o conhecimento que aspira a valer como verdade (Crítica da razão pura, 1781), como justiça (Crítica da razão prática, 1788) ou como beleza (Crítica do juízo,1790).

Cada um dos pensadores dessa época estudou Kant com paixão, tendo em vista suprir suas carências, reais ou supostas, e solucionar os problemas que ele havia enunciado. A meta comum era a criação de um sistema filosófico abrangente e homogêneo, baseado em fundamentos últimos e irrefutáveis.

Kant havia fornecido os prolegômenos para uma "metafísica futura", mas eram apenas alicerces. Isso não bastava. Era preciso chegar a uma clareza inequívoca. Todos compartilhavam a crença de que a razão humana podia edificar tal sistema ideal, o que lhes conferia um vigoroso otimismo filosófico e impulsionava um grande esforço criador.

A marcha em direção a um sistema unitário, tendo a ideia de totalidade como fundamento, foi o elemento característico dessas doutrinas. Vem daí o interesse que esse período da filosofia alemã desperta até hoje.” (César Benjamin)

E, acrescento mais um texto de César Benjamin: escreveu para o livro; https://www.contrapontoeditora.com.br/arquivos/artigos/a_revolucao_copernicana_de_Kant.pdf

3. Acrescentando (tradução lançada em 2024) estudando:

ALLISON, Henry F. Kant`s Transcendental Idealism: an interpretation and defense. Yale University Press, 2004.

______. O idealismo transcendental de Kant: interpretação e defesa. Petrópolis, RJ: Vozes, 2024.

...

AMERIKS, Karl. The Cambridge Companion to German Idealism. Cambridge University Press; 2. ed., 2017.

BENJAMIN, César. Filosofia clássica alemã: Kant, Hegel, Shelling, Fichte, Goethe. Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 2025.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994. (B 832-847)

______. A metafísica dos costumes. Trad. Clélia Aparecida Martins. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

______. Lições sobre a Doutrina Filosófica da Religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/ São Francisco, 2019.

______. Lições de Metafísica. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/São Francisco, 2021

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992.

______. A religião nos limites da simples razão. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2024.

______.Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994. (B 832-847)

______. Crítica da razão pura. Tradução Valerio Rohden e Udo Moosburguer. Coleção Os Pensadores. São Paulo,Abril Cultural, 1983.

______. Crítica da razão pura. "Do ideal de Sumo Bem como um fundamento determinante do fim último da razão pura. Segunda seção". (A805, 806 - B833, 834). Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

_____. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Tradução Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.

______. Cursos de Antropologia: a faculdade de conhecer (Excertos). Seleção, tradução e notas de Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Clandestina, 2017.

______. Resposta à pergunta: o que é “esclarecimento”?. In: Immanuel Kant textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985.

______. Lições de Ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Feldhaus. São Paulo: Unesp, 2018.

______. Crítica da razão prática. Trad. Monique Hulshof. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.

______. Sobre a Pedagogia. Tradução de Francisco Cock Fontenella. Piracicaba, SP: Editora Unimep, 1996.

______. Sobre a Pedagogia. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2021.

domingo, 6 de setembro de 2026

 III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA – MEMÓRIA E FINITUDE - UFMG

Ao mesmo tempo em que estou relendo bastante sobre o tema "Finitude" em filosofia, soube da realização desse Seminário sobre "Memória e Finitude" conforme anotações abaixo sobre o seminário. A isso acrescentei Bibliografia que li, estou relendo e, após a realização do Seminário estarei atento às novas informações, estudos e discussões sobre o tema.

O Evento:

"III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA"

"Entre os dias 23 e 25 de setembro, Profa. Débora Moreira Guimarães, esta em Natal participando do III Seminário Internacional de Filosofia – Memória e Finitude - UFMG.

Dia 24, às 19h - Palestra "Finitude e lembrança: reflexões sobre o estatuto ontológico do finado".

Dia 25, às 14h - Minicurso “A questão da finitude em Ser e tempo”.
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Aproveitando a ocasião para retornar a antigas leituras.
...
Diante disso, numa pausa, extremamente necessária; vou aproveitar para reler três obras clássicas que de certa forma abordam o assunto. Assim que terminei de relê-las, reli também alguns trechos da obra de Boécio, que também trata, em certa medida, da mesma temática “existencial”.

Ao longo do texto de “O último dia de um condenado”, por exemplo, Victor Hugo apresenta o momento derradeiro de um indivíduo condenado à “morte”.

Interessante o detalhe que me fez reler a obra: o crime não é revelado, de início, e Hugo conduz o leitor pela narrativa, culminando numa fase em que o condenado é apresentado como alguém que não se arrepende de seu crime, que aparece, em certa medida, nas outras duas obras que reli e menciono abaixo. Lamenta sim o que fez, por resultar em outro crime, do Estado, não por tê-lo condenado, mas por condenar sua filha, que será órfã de pai e estigmatizada, doravante.

O livro de Victor Hugo, com este tema, me levou à leitura de Dostoiévsky, que em “O Idiota” retoma o assunto, influenciado pela obra de Hugo.

Ora, dado esse tema, por ter aparecido nestes autores acima, acabei relendo “O estrangeiro”, de Camus, que de certa forma, trata na sua vertente, existencialista, o que Hugo e Dostoiévsky discutem em suas obras, mencionadas acima.

Meu interesse principal: a "última reflexão" que fazem os indivíduos diante da "sentença capital".

A estes, como disse acima, acrescentei “A consolação da filosofia”, de Boécio.

“Se esses soberbos se virem despojados de seu esplendor vazio deixarão aparecer, esses senhores, as correntes que os prendem e que eles trazem dentro de si…”  

“[...] à Filosofia não é lícito deixar caminhando sozinho um discípulo seu”

Hoje, como tem sido disciplinadamente, um instante da manhã é dedicado às reflexões, mesmo saindo um pouquinho dos referenciais básicos de sempre, passo em revista os pensamentos e ações, e corrigendas são planejadas e necessárias. Tendo aprendido esses “exercícios” com as leituras de Thich Nhat Hahn e os Estóicos, e hoje, abri uma exceção nas leituras estudadas com esse intuito. 

Reabri, após as releituras citadas acima, bem cedinho, a obra “A consolação da filosofia”, com o título original: "De phisolophiae consolatione"; releitura há muito planejada. Decisão bem acertada e o resultado da leitura foi um ganho enorme! Muito aprendizado!

Escrita na prisão por um condenado à morte, essa obra latina do século VI não deve nada, ou deve muito pouco, às circunstâncias “trágicas” de sua composição. Trata-se de uma obra-prima da literatura e do pensamento europeu; ela se basta, e teria o mesmo valor se ignorássemos tudo a respeito daquele que a concebeu entre duas sessões de tortura, à espera de uma execução. Mas, dado que essa obra-prima não é anônima, nada perde por ter um autor e ser situada em suas circunstâncias, torna-se também, assim, o testemunho da grandeza à qual um homem pode elevar-se pelo pensamento em face da tirania e da morte.

Ademais:

“O que Boécio nos ensina, com tanta autoridade hoje como no século VI, é que a única cultura fértil, oral ou escrita, é a que trazemos intimamente em nós, são os textos clássicos inesgotáveis inseminados na memória e cujas palavras tornam-se fontes vivas, à prova da tristeza, do sofrimento, da morte. O resto, de fato, é 'literatura'” (p. 17.)

Basicamente, na obra, Boécio trata da questão da verdadeira felicidade. Uma profunda reflexão em tonalidades platônicas.

Portanto, Boécio em seu livro “A consolação da filosofia” (por exemplo, no Livro IV), reflete sobre a infelicidade do homem. Defende que a injustiça que atinge o homem é ilusória e se entende dessa forma devido à sua limitada capacidade para um olhar mais ampliado sobre a existência. A entrega aos prazeres efêmeros faz com que o homem opte pelo vício e fuja da virtude que, ao contrário do que crê, lança-o num processo destrutivo que o aprisiona a uma perspectiva limitada da existência. A única rota possível para ampliar a concepção existencial capaz de desviá-lo de equívocos é o caminho de busca das Virtudes, única via na direção da verdadeira liberdade. As virtudes elevam o homem acima do nível rasteiro do comum da humanidade, afasta-o da animalidade. Reconhecer a própria natureza que torna o homem, efetivamente humano, em “essência”.

Acrescentei, algumas reflexões a partir de obras que tenho estudado e anotado aqui no Blog, com elementos de psicologia. Isto na medida em que os temas de certa forma se entrelacem ou sirvam para análise de conceitos e aprofundamentos.

(Grifos e destaques meus)

Enfim, valeram as releituras. 

_______.

AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Penguin/Companhia das Letras, 2017.

ABDALA, Almir. A morte em Heidegger. São Paulo: Paco Editorial, 2017.

BOÉCIO. (Anicius Manlius Torquatus Severinus Boetius). A consolação da filosofia. prefácio de Marc Fumaroli; tradução do latim por Willian Li. – 2. ed. – São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012. – (Clássicos WMF).

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion de Epicteto. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012. 96 p.

CAMUS, Albert. O estrangeiro. 54. ed. Rio de Janeiro, RJ: Record, 1979.

DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 3. ed. – Porto Alegre, RS: Artmed, 2019.

______. Religião, psicopatologia e saúde mental. Porto Alegre, RS: Artmed, 2008.

DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

EPICTETO. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Book I. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue)

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

EPICTETUS. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments; Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

FRANKL, Viktor. Yes to Life: in spite of everything. Beacon Press, 2020.

______. Um sentido para a vida: psicoterapia e humanismo. Aparecida, SP: Ideias e letras, 2005.

GALENO. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W. Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

______. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

GAZOLLA, Rachel.  O ofício do filósofo estóico: o duplo registro do discurso da Stoa, Loyola, São Paulo, 1999.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

HEIDEGGER, M. Sein und Zeit. Tübingen: M. Niemeyer, 1986.

______. Que é metafisica? Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1989. (Os Pensadores).

______. Kant y el Problema de la Metafísica. 3. ed. México: Fondo de Cultura Econômica, 1996.

______. Seminários de Zolikon. São Paulo: EDUC; Petrópolis: Vozes, 2001.

______. Conceitos fundamentais de metafísica: mundo, finitude e solidão. Rio de Janeiro, RJ: Forense Universitária, 2003.

______. A questão da técnica. Scientiæ & Studia. São Paulo, v. 5, n. 3, p. 375-98, 2007.

______. Ser e Tempo. Trad. Fausto Castilho. Campinas - SP: Ed. Unicamp, 2012 

HUGO, Victor. O último dia de um condenado. São Paulo: Estação Liberdade, 2002.

IRVINE, William B. A Guide to the Good Life: the ancient art of Stoic joy. New York: Oxford University Press, 2009.

IZQUIERDO, Ivan. A arte de esquecer: cérebro, memória e esquecimento. 2. ed.  Rio de Janeiro: Vieira & Lent, 2010.

______. Memória. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018. 140 p.

______. KAPCZINSKI, Flávio; QUEVEDO, João; IZQUIERDO, Ivan. Bases biológicas dos transtornos psiquiátricos: uma abordagem translacional. 3. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2011.

JASPERS, Karl. Il medico nell'età della técnica. Con un saggio introduttivo di Umberto Galimberti. Milano: Raffaello Cortina Editore, 1991.

______. Der Arzt im technischen Zeitalter: Technik und Medizin. Arzt und Patient. Kritik der Psychotherapie. 2. ed. München: Piper, 1999.

______. Psicopatologia geral: psicologia compreensiva, explicativa e fenomenologia. São Paulo: Atheneu, 1979. (2 vols.)

______. Plato and Augustine. Edited by Hannah Arendt. Translated by Ralph Manheim. New York: Harvest Book, 1962.

______. Introdução ao pensamento filosófico. 16. ed. São Paulo: Cultirx, 1971.

JONAS, Hans. Técnica, medicina e ética: sobre a prática do princípio responsabilidade. São Paulo: Paulus, 2013. (Ethos) 

KANT, Immanuel. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime. Papirus, Campinas, 1993.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. (“As virtudes e os vícios” - Q. 893-912)

LONG, A.A. A stoic and Socratic guide to life. New York: Oxford University Press, 2007.

______. (Org.) Primórdios da filosofia grega. São Paulo: Ideias e Letras, 2008.

MAY, Rollo. (Org.). Psicologia existencial. Rio de Janeiro: Globo, 1980.

______. A descoberta do ser. São Paulo: Rocco, 1988.

______. O homem à procura de si mesmo. São Paulo: Ed. Círculo do livro, 1992.

______. Psicologia do dilema humano. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Livro II. 1).

______. Meditações. São Paulo: Penguin/Companhia das Letras, 2023.

PLATÃO. Górgias, Eutidemo, Hípias Maior e Hípias Menor. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: EDIPRO, 2007.

______. Mênon. Trad. Maura Iglésias. Rio de Janeiro: Ed. PUC-RIO; São Paulo: Ed. Loyola, 2001.

______. Górgias, Protágoras. 3. ed. Trad. Carlos Alberto Nunes. Edição bilíngue; Belém, PA, 2021.

______. Mênon, Eutidemo. 3. ed. Trad. Carlos Alberto Nunes. Edição bilíngue; Belém, PA, 2021.

______. República de Platão. Trad. J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2012.

______. Teeteto. Trad. Adriana Manuela Nogueira e Marcelo Boeri. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010.

______. A República. 15. ed.  Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2017.

______. Fedro, Eutífron, Apologia de Sócrates, Críton, Fédon. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: Edipro, 2008.

QUEVEDO, J.; IZQUIERDO, I. (Orgs.). Neurobiologia dos transtornos psiquiátricos. Porto Alegre: Artmed, 2020. 388 p.

SÉNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

WITTGENSTEIN, Ludwig. Últimos escritos sobre a filosofia da psicologia. Tradução de António Marques, Nuno Venturinha e João Tiago Proença. 2. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

sábado, 5 de setembro de 2026

REFLEXÃO VESPERTINA CLXXIX: A VIDA FELIZ E TRANQUILIDADE DA ALAMA (II)


 1. LIÇÕES DE EURÓIA "ευφορία" e ATARAXIA (Ἀταραξία):

E o por mim, tão almejado; exercitando sempre; o "cuidar de si", (de verdadeira filosofia: a prática).
.'.
"Fixa, a partir de agora, um caráter e um padrão para ti próprio, que guardarás quando estiveres sozinho, ou quando te encontrares com os outros. Na maior parte do tempo, fica em silêncio, ou, com poucas palavras, fala o que é necessário...raramente… " (EPICTETUS. Encheiridion, 33.1)
...
2. RECOLHIMENTO


"Seja como for, a alma deve recolher‐se em si mesma, deixando todas as coisas externas: que ela confie em si, se alegre consigo, estime o que é seu, se aparte o quanto pode do que é alheio, e se dedique a si mesma; que ela não sinta as perdas e interprete com benevolência até mesmo as coisas adversas." (SÉNECA, L. A. Sobre a tranqüilidade da alma. São Paulo: Nova Alexandria, 1994).
______.
(IMAGEM: "Pinterest")

FERRY, Luc. La vie heureuse: sagesses anciennes et spiritualité laïque. Paris: Editions L’Observatoire, 2022

______. A vida feliz: sabedorias antigas e espiritualidade laica. Petrópolis, RJ: Vozes Nobilis, 2023.

Para saber mais sobre o tema:

DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

EPICTETO. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Book I. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue)

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

EPICTETUS. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; Fragments; Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.

EPICURO. Carta sobre a felicidade: a Meneceu. São Paulo: Ed. Unesp, 1999.

ESPINOSA, Maria José Hernández. Epicuro e Séneca: leyendo Carta a Meneceo y La vida feliz. Publicacions de la Universitat de València, 2009.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

MAY, Rollo. O homem à procura de si mesmo. São Paulo: Ed. Círculo do livro, 1992.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. (Q. 625; 907-912; 919-921 ).

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixão. In: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

SÉNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

______. Sobre a tranqüilidade da alma. Sobre o ócio. São Paulo: Nova Alexandria, 1994.

______. Da tranquilidade da alma. (precedido de "Da vida retirada", seguido de "Da felicidade". Porto Alegre, RS: L&PM, 2009.

______. Vida Feliz. 2. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.

______; ______. Campinas, SP: Ed. Pontes, 1991.

______; ______. 2. ed. Campinas, SP: Ed. Pontes, 2020.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

CHAMADA PARA SUBMISSÃO DE RESUMOS: "XII MULTILATERAL KANT COLLOQUIUM - 2027"

XII MULTILATERAL KANT COLLOQUIUM 2027

"Está aberta até 1 de janeiro de 2027 a chamada para submissão de resumos para o XII Multilateral Kant Colloquium, a ser realizado na Universidade de Turin. Mais informações (e link para o site do evento) no site da SKB." 

Datas importantes:

  • Prazo para submissão: 1º de janeiro de 2027.
  • Notificação de aceite: 15 de fevereiro de 2027.

Para saber mais: 

Website: https://sites.google.com/unipv.it/xii-multilateral-kant-colloqui/home

“Chamada de trabalhos:

O XII Colóquio Multilateral Kant, intitulado "Kant e o Futuro", ocorrerá de 29 de junho a 2 de julho de 2027 na Universidade de Turim (Itália).

Fundado em 2008 por meio da colaboração de pesquisadores e instituições da Europa e das Américas, o Colóquio Multilateral Kant é uma conferência internacional e multilíngue dedicada ao estudo da filosofia de Kant e à sua relevância contínua para o debate filosófico contemporâneo. O tema da edição de 2027, "Kant e o Futuro", visa explorar as diversas maneiras pelas quais o pensamento de Kant dialoga com o futuro e com as perspectivas do desenvolvimento humano. Diversas dimensões de sua filosofia atestam seu profundo engajamento com questões relativas ao futuro e às condições sob as quais a humanidade pode avançar. O conceito de progresso, por exemplo, desempenha um papel central na abordagem kantiana de vários aspectos da vida e do conhecimento humanos. Suas reflexões sobre o progresso moral e político abordam a possibilidade de um avanço gradual da humanidade em direção a condições civis e internacionais mais justas, ao mesmo tempo em que enfatizam a fragilidade e a contingência de tal progresso. Da mesma forma, Kant emprega a noção de progresso para descrever o desenvolvimento histórico da própria metafísica. Outro conceito que revela a abertura de Kant para o futuro é o de orientação, utilizado por ele para identificar o papel que certos pressupostos racionais desempenham na condução do aperfeiçoamento moral. Além disso, no que diz respeito à ciência e ao conhecimento, a importância que ele atribui aos princípios e ideias regulativos ressalta a função heurística e orientada para o futuro da razão, cuja vocação é guiar a investigação rumo à expansão contínua e à unidade sistemática do conhecimento humano.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

STUDIA KANTIANA: EDIÇÃO ATUAL - "DOSSIÊ KANT-WOLFF" - 2026

"Studia Kantiana é a Revista da Sociedade Kant Brasileira, a qual a partir de 2021 também passou a estar vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Paraná. Está vinculada à área de Filosofia na CAPES e CNPq.

A revista conta com um foco teórico bastante especializado e congrega as principais pesquisas brasileiras na área, com muitas e importantes contribuições de pesquisadores estrangeiros".

Link para: Studia Kantiana, v. 24 n. 2 (2026): Dossiê Kant-Wolff

https://revistas.ufpr.br/studiakantiana/index?fbclid=IwY2xjawUD9tZwZG9mBWV4dG4DYWVtAjExAHNydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR4vjS-HxctThuXZz-eDTVPQWvrqjbK9_11KYL8r4oW4-iA-4_G1b-PKdeyzfA_aem_2U-0V3jXZEThEWkw4vrsiQ

______.

Aproveitando a ocasião para reler: "Psicologia Empírica: prefácio e prolegômenos" entre outros textos de Kant e Wolff.

Psicologia Empírica - Christian Wolff

"Tradução do latim de dois textos fundamentais para entrar no universo da Psicologia empírica de Christian Wolff."

Estudando o período pré-crítico, cheguei a um artigo do professor Saulo de F. Araújo; acrescentei aqui, por ser de grande ajuda nos estudos do período e à leitura da tradução da obra: "Psicologia empírica: prefácio e prolegômenos". 

Dado que Immanuel Kant foi leitor de Christian Wollf, a obra entra no conjunto de textos que tenho estudado demoradamente. Ademais, sem desvios, há decadas, meu interesse por "psicologia", naturalmente, vem crescendo (graduando).

Enfim: "A melhor maneira de situar histórica e culturalmente o pensamento de Wolff é relacioná-lo ao período que ficou conhecido como o “iluminismo alemão” (Aufklärung), que abrange praticamente todo o século XVIII. Se sua importância histórica não foi desde sempre reconhecida na literatura secundária, como mostrou Frängsmyr (1975), a idéia de que ele ocupa um lugar central nesse período da história intelectual alemã tem sido compartilhada, por outro lado, por grande parte dos historiadores tanto da filosofia quanto da cultura em geral (e.g., Beck, 1969; Bossenbrook, 1961; Cassirer, 1932/1997; Copleston, 1960/1994; Gay, 1966/1995; Hazard, 1946/1989; Paulsen, 1895; Pütz, 1978; Schöffler, 1956; Schwaiger, 2000; Wolff, 1949; Wundt, 1945/1964). (ARAUJO, S. F. 2012)"

(grifos e destaques meus)

.'.

______.
Para saber mais:

...

ARAUJO, S. F. O projeto de uma psicologia científica em Wilhelm Wundt: uma nova interpretação. Juiz de Fora: EDUFJF, 2010.

______. O lugar de Christian Wolff na história da psicologia. Universitas Psychologica, 11(3), 1013-1024, 2012

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

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REFLEXÃO MATINAL CXLII: AINDA SOBRE SAÚDE E FILOSOFIA - "O MISTÉRIO DA SAÚDE" - DIGRESSÕES (II)

    Estudando o tema... “Viver de acordo com a natureza corresponde a viver de acordo com o melhor de nossa natureza humana, que é o divino ...