segunda-feira, 20 de abril de 2026

TEMPO DE ESTUDOS SOBRE "A ARTE DE ESCREVER ENSAIO"


Reunindo excertos para Desenvolvimento...

Pesquisando sobre o período prè-crítico da obra de Immanuel Kant, ainda relendo e estudando hoje Das Ende aller Dinge (1793); Escritos pré-críticos; Textos seletosAcrescento novamente uma obra que ainda sigo aprendendo a ler em alemão, obra editada por Paul Menzer em 1911: Kants Populäre Schriften, com textos de Immanue Kant publicados entre 1755 e 1798 e também A arte de escrever ensaios (Hume).

Estudando sempre...

Sobre a obra de Hume (cf. A página na editora):

Sinopse: "A  parte dos discursos do sr. Hume é uma cópia tão exata do método mais perfeito e fácil de investigação, que vemos, diante de nós, a cada passo do argumento, a maneira como ele teria concebido os sentimentos que recomenda. Para evitar objeções, ele tem o cuidado de esconder os resultados de algumas de suas investigações até que o leitor esteja preparado para aceitá-los, em virtude de uma gradação tão suave de observações e inferências que é impossível não os admitir. E, se, porventura, o leitor hesitar em assentir ou quiser recusar o assentimento, não saberá onde encontrar objeções, visto que assentiu às premissas do argumento antes de estar ciente dos resultados. É preciso, portanto, muita cautela na leitura desse autor." (Joseph Priestley)

...

O filósofo escocês David Hume (1711-1776) é mais conhecido nos dias de hoje como autor do volumoso  Tratado da natureza humana , livro importante, obrigatório nos cursos de epistemologia, teoria do conhecimento e filosofia da ciência. Também é estudado como um “grande cético”, responsável por destruir os alicerces da metafísica clássica, substituindo as certezas delas pela dúvida. Mas a imensa fama da qual Hume desfrutou no século XVIII – na Grã-Bretanha bem como no continente europeu – foi devida sobretudo aos seus escritos posteriores ao  Tratado  (que ele mesmo via como obra de juventude), obras mais concisas e menos abertamente técnicas. Dono de um estilo próprio e original, Hume é um dos responsáveis pela consolidação da prosa de língua inglesa. O registro de sua escrita, clara e direta, voltada para o leitor que não é especialista, constitui um bom exemplo do equilíbrio entre as duas características que o próprio Hume recomenda para a perfeição da “arte de escrever”: a simplicidade, pela qual o autor desaparece da obra; o refinamento, que mostra a sua presença nela. Unidas numa prosa fluente e acessível, o balanço dessas qualidades, como mostra Hume, dá ao texto filosófico uma transparência que seria de outra maneira impensável.

 Os  A arte de escrever ensaio e outros ensaios  que o leitor tem em mãos são o testemunho talvez mais vibrante do êxito que o autor alcança nessa tentativa de remodelação da sua própria linguagem filosófica. Dos gêneros da arte de escrever, o ensaio é provavelmente o mais conveniente à vinculação do raciocínio crítico, das construções sugestivas, porém inconclusivas. Não é por acaso que Hume se decide pelo cultivo desse gênero, quando se trata de elaborar uma ciência da natureza humana.

Ao lado de duas  investigações  (sobre o entendimento, sobre a moral), de duas  histórias  (uma da religião, outra da Inglaterra) e de  diálogos  (sobre a religião natural), os  Ensaios  respondem pela maturidade filosófica de Hume, e são, ao lado daqueles escritos, a maneira que o filósofo encontra para descrever o seu objeto e, atento às suas infinitas nuances, reconhecer a natureza parcial e incompleta de todo e qualquer exame conceitual daquilo que constitui o homem, este ser naturalmente social. A força dessa proposta não passou despercebida pelos contemporâneos de Hume.

De Rousseau a Smith, de Burke a Kant, a filosofia das Luzes se empenha em encontrar uma resposta filosófica ao  estilo  de Hume, algo que possa dar conta do desafio por ele lançado e que todos reconhecem ao menos como legítimo: que a filosofia deixe o domínio dos especialistas para se constituir no jogo das paixões e dos sentimentos, que são a mola propulsora da natureza humana; que o filósofo se torne ciente de que as suas doutrinas serão inócuas se não puderem reconhecer-se como o resultado da trama de um discurso que, como qualquer outro, é motivado em primeiro lugar pelos sentimentos do autor que o concebeu.

Os ensaios de Hume aqui reunidos são mostra inequívoca de como as difíceis questões postas pelos filósofos requerem da parte do leitor, para ser decifradas, o prazeroso exercício da reflexão, o único capaz de dar vida à letra do texto e de fazer jus a um autor que permanece, em pleno século XXI, pertinente e inquietante." (Pedro Pimenta)

______. 

CUNHA, Bruno. A gênese da éticaem Kant. São Paulo: Editora LiberArs, 2017.

ESSEN, Georg; STRIET, Magbus. (Hrsg.) Kant und die Theologie. Wbg academic, 2005.

HUME, Davis. História natural da religião. Trad. apres. e notas Jaimir Conte. São Paulo: Ed. Unesp, 2005.

______. Uma investigação sobre os princípios da moral. Trad: José Oscar de Almeida Marques. Campinas, SP: Editora UNICAMP, 1995, p.19.

JAEGER, Werner. Paidéia: a formação do homem grego. 3. ed. São Paulo: Martins Fonte, 1995.

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Crítica da razão prática. Tradução Valerio Rohden. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2002.

______. Crítica da razão pura. Tradução Valerio Rohden e Udo Moosburguer. Coleção Os Pensadores. São Paulo,Abril Cultural, 1983.

______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992.

_______. 1902 ss. Reflexionen zur Moralphilosophie, In: KANT, Immanuel. Kants Werke, Ed. Königlich Preussischen Akademie der Wissenschaften, Berlin, Georg Reimer, <Akademie Text-Ausgabe, Berlin,Walter de Gruyter & Co.>, vol. XIX.

_______. Dissertação de 1770. Trad. Leonel R. Santos. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1985.

_______. 1Crítica da faculdade do juízo. Trad.Valerio Rohden e António Marques. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993.

_______. Werkausgabe (ed.Wilhelm Weischedel). Frankfurt am Main: Suhrkamp, vol 8 (Die Metaphysik der Sitten), 1977.

KANTERIAN, Edward. Kant, God and Metaphysics: the secret thorn. Routledge, 2017.


domingo, 19 de abril de 2026

REFLEXÃO VESPERTINA CLXIII: EM QUE CONSISTE A REALIDADE DO BEM


Desenvolvendo... 

Entre os livros na imagem está o Entretiens, volume II,  livro de Epicteto em quatro volumes, , e entre os quais destaco aqui o volume II:

EPICTÈTE. Entretiens. Livre II. Paris: Les Belles Lettres, 2002. Edição biligue francês e grego. (Prosseguindo. Relidos, hoje pela manhã, os caps. VIII e XIII (tradução minha).

Destacando, no capítulo VIII, EPICTÈTE. Entretiens. Livre II. Paris: Les Belles Lettres, 2002. (Prosseguindo. Relendo hoje, o cap. VIII. "En quoi consiste la realité du bien" (pp. 29-32), "Em que consiste  a realidade do bem":

- "O bem é essencialmente de ordem espiritual"
- "Deus em nós"
- "Apreensão de Epicteto acerca dos que abandonam a escola"

Destacando também o capítulo XIII"De l'anxiété, (pp. 48-58), Sobre "Ansiedade", inclusive tendo desenvolvido um texto apresentado num Evento internacional sobre Estoicismo:

- "A ansiedade é um desejo impossível de realizar"
- "A ansiedade é marca da ignorância"
- "A ansiedade provém de um desejo desarazoável" 
O saber motiva a confiança"

Porque é este o foco: "Revolução interior".

Lá fora: a considerar o fato de que vejo essa vida, esse instante breve na "eternidade" e, como nada mais que um "instante" mesmo, convenço-me cada vez mais de que: mudar o mundo interior, corrigir erros do "passado", já é o suficiente!

O resto? Ora o resto, é só o resto!!! (MARQUINHOS, 2016)

. ' .

PS: Sucesso aos que empenham-se em mudar o mundo! Não é nem será meu projeto!

E, hoje em condições melhores, voltando ao trabalho!
______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

CUNHA, Bruno. A gênese da ética em Kant. São Paulo: Editora LiberArs, 2017.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

DINUCCI, Aldo. Manual de estoicismo: uma visão estóica do mundo. São Paulo: Auster, 2023. 

______. JULIEN, Alfredo. Manual de estoicismo. São Paulo: Penguin/ Companhia da Letras, 2025.

______; TARQUÍNIO, Antonio. Introdução ao Manual de Epicteto. 3. ed, São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, 2012.

______; JULIEN, Alfredo. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

______; JULIEN, A. (Org.) Epicteto: fragmentos e testemunhos. Tradução dos fragmentos gregos e notas Aldo Dinucci e Alfredo Julien. Textos de Aldo Dinucci, Alfredo Julien e Fábio Duarte Joly. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2008.

EPICTÉTE. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue).

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

______. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W . Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

GAZOLLA, Rachel.  O ofício do filósofo estóico: o duplo registro do discurso da Stoa, Loyola, São Paulo, 1999.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de Almeida. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. O único argumento possível para uma demonstração da existência de Deus. Lisboa: INCM, 2004.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013a. (Q. 74a “A razão”); Q. 907-912: "paixões"; 893-906: “virtudes e vícios”e 920-933: "felicidade")

KING, C. Musonius Rufus: Lectures and Sayings. CreateSpace Independent Publishing Platform, 2011.

LONG, A. A. Epictetus: a stoic and socratic guide to life. New York: Oxford University Press. 2007.

LUTZ, C. Musonius Rufus: the Roman Socrates. Yale Classical Studies 10 3-147, 1947.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Livro II. 1).

______.  Meditações. São Paulo: Penguim/Companhia das Letras, 2023.

PAULA, Aline Pereira de. O pastor da análise. São Paulo: UICLAP. 2022.

PFISTER, O. A ilusão de um futuroIn: WONDRACEK, K. H. K. (Org.). O futuro e a ilusãoum embate com Freud sobre Psicanálise e Religião. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. p. 17-56.

______. L'Ilusion d'un avenir. Paris: Éditions du Cerf, 2014

ROBERTSON, Donald. The Philosophy of Cognitive Behavioural Therapy (CBT): stoic philosophy as rational and Cognitive Psychotherapy. Londres  : Karnac Books, 2010.

______. Pense como um imperador. Trad. Maya Guimarães. Porto Alegre: Citadel Editora, 2020.

______. How to think Like a roman emperor: the stoic philosophy of Marcus Aurelius. New York: St. Martin's Press, 2019.

RUSSEL, Bertrand. A conquista da felicidade. Rio de Jamneiro, RJ: Nova Fornteira, 2015.

SCHLEIERMACHER, F. D. E. Introdução aos Diálogos de Platão. Belo Horizonte, MG: Ed. UFMG, 2018.

SCHELLE, Karl Gottlob. A arte de passear. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

SELLARS, J. The Art of Living: The Stoics on the Nature and Function of philosophy. Burlington: Ashgate, 2003.

______. Lições de estoicismo: O que os filósofos antigos têm a ensinar sobre a vida. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2023.

______. Lessons in Stoicism: What ancient philosophers teach us about how to live.  Londres: Penguin Books Ltd, 2020.

______. Hellenistic Philosophy. Oxford University Press, 2018.

______. Aristotle: Understanding the world's greatest philosopher. Pelican, 2023.

SÉNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

______. Edificar-se para a morte: das cartas morais a Lucílio. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.

____. Sobre a clemência. Introdução, tradução e notas de Ingeborg Braren. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

____. Sobre a ira. Sobre a tranquilidade da alma. Tradução, introdução e notas de José Eduardo S. Lohner. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2014.

____. Moral Essays. Tradução de John W. Basore. Cambridge, EUA: Harvard University Press, 1985.  https://www.loebclassics.com/.

______. Sobre a brevidade da vida. Porto Alegre, RS: L&PM, 2007.

SOLNIT, Rebecca. Wanderlust: a history of walking. Penguim books, 2001.

SCHNEEWIND, Jeromé. Obligation and virtue: an overwien of Kant's moral philosophy. The Cambridge Companio to Kant. United Kingdom. Cambridge University Press, 1992.

______. Aristotle, Kant and the stoics: rethinnking happiness and duty. Cambridge University Press; Edição: Reprint, 1998.

______. A invenção da autonomia: uma história da filosofia moral moderna. São Leopoldo: Unisinos, 2001. 

THOUREAU, Henry David. Andar a pé: um ritual interior de sabedoria e liberdade. Loures: Editora Alma dos livros, 2021.

TEMPO DE ESTUDOS: "A RAZÃO E SEUS INIMIGOS" SEGUNDO KARL JASPERS

Ainda sobre o Bom Existencialismo: (II)

Já, desde há muito tempo, acostumado a ler Karl Jaspers, desde seu “Introdução ao pensamento filosófico”, e, sempre como existencialista, ou como grande autor dos 2 volumes de “Algemeine Psychopathologie” a que tive acesso, inicialmente em português, e sempre os consulto, sobre estes temas com qual sempre estou envolvido e estudando.

Hoje, estou anotando e aguardando para leitura mais esse, lançado em 1958: JASPERS, K. Razão e anti-razão em nosso tempo. Rio de Janeiro: MEC, 1958.

Antes desse texto eu não sabia que Jaspers tivesse refletido sobre o tema, também comum aqui nesta página. Com certeza trará acréscimos às minhas reflexões.

Diz Karl Jaspers: "Mas se as realidades perceptíveis da existência humana concreta nos tentam a duvidar da razão, devemos antes dizer, na medida dessas realidades: é como um milagre que a filosofia atravesse a história e que, uma vez surgida, nunca tenha sido completamente apagada; que na razão exista uma força de autoafirmação que sempre retorna para se realizar como liberdade. A razão é como um mistério manifesto que a qualquer momento pode se revelar a qualquer um, o recinto tranquilo no qual todos podem entrar com seu pensamento" ("A Razão e Seus Inimigos em Nosso Tempo"; Buenos Aires: Sudamericana, 1967 [1950], página 86).

"Razão e Anti-Razão em Nosso Tempo" (originalmente Vernunft und Widervernunft in unserer Zeit) é uma obra fundamental do filósofo existencialista alemão Karl Jaspers, publicada originalmente em 1950. Nela, Jaspers analisa os desafios que a racionalidade enfrenta na era moderna, marcada por conflitos ideológicos e pela técnica. 

Para Karl Jaspers, a razão (Vernunft) não é apenas uma lógica formal ou entendimento, e sim, uma força mais abrangente que possibilita conexões entre ciência, existência, liberdade e comunicação. É a capacidade humana de transcender, poder de buscar a verdade e se 

Por outro ado, entende a anti-razão como todo obstáculo que possa impedir a capaciade de o pensar criticamente. No pensamento moderno, ela se manifesta, segundo Jaspers, em variadas formas

Como dogmatismos políticos que corrompem as emoções e inventam "mitos políticos" que induzem massas e corrompem a própria individualidade.

Abuso da técnica (ver, nesse sentido o artigo de Hedegger traduzido pelo professor Marco Aurélio Werle) acima de valores básico humanos.

posturas niilistas que esvaziam a vida de sentido (sobre isso, tenho lido Viktor Frankl).

Cintificismo exagerado, que anula a dimensão da existência humana e se supervaloriza a ciência.

Ressalte-se que, como psiquiatra e autor de uma das obras mais importantes sobre Psicopatologia (citada acima e nas referência bibliográficas); as reflexões de Jaspers estão no contexto do fim da Segunda Guerra Mundial e em suas obras livro reflete sobre a questão da "angústia" que decorre das ruínas e do irracionalismo na Alemanha.

Karl Jaspers, toma como uma de suas proposta a superação desse vazio, do caráter niilista do mundo moderno, uma revalorização da razão; tarefa que caberia a cada um de nós. 

Este livro, portanto, publicado pela editora Piper Verlag, apresenta três palestras que Jaspers proferiu em três noites diferentes na Universidade de Heidelberg naquele mesmo ano, a convite da AStA (Associação Geral de Estudantes). Organizado de acordo com a ordem das palestras, o livro é composto por três capítulos: "A Exigência de Rigor Científico", "A Razão" e "A Razão em Luta".

"Se dividirmos o pensamento de Jaspers em diferentes períodos ou focos temáticos, este livro se origina do período que, após o primeiro período com suas obras psicopatológicas (culminando na obra fundamental metodológica "Psicopatologia Geral", de 1913) e o segundo período com suas obras existencialistas (culminando nos três volumes de " Filosofia , Vol. I: "Orientação Filosófica do Mundo", Vol. II: "Iluminação Existencial", Vol. III: "Metafísica", de 1932), pode ser considerado a terceira fase do pensamento de Jaspers. Representa o desenvolvimento de uma filosofia da razão. Essa fase do pensamento atingiu seu ápice na publicação do extenso livro "Sobre a Verdade", em 1947.

O fato de o conceito de razão ter desempenhado um papel central no pensamento subsequente de Jaspers fica evidente em seus escritos políticos, especialmente em sua principal obra de filosofia política, "A Bomba Atômica e o Futuro do Homem" , publicada em 1958. Cinco capítulos de uma seção importante do livro são dedicados a esse conceito e sua relação com o pensamento político. Esse conceito forma o pano de fundo para seus objetivos políticos, como a ideia de comunicação universal entre pessoas de diferentes países, culturas e visões de mundo; o ideal de uma comunidade global de indivíduos racionais e estadistas; e o apelo por um esforço político permanente para alcançar a paz mundial. Jaspers enfatizou repetidamente que seu apelo por uma transformação moral e política na política e a demanda pela transformação da política de interesses e poder, míope, em algo "suprapolítico" só podem ser fundamentados na razão.

Na primeira palestra publicada neste livro, “A Exigência do Rigor Científico”, Jaspers apresenta sua compreensão da ciência e confronta

Essa compreensão está ligada tanto à apropriação da ciência pelo marxismo, motivada por interesses políticos e ideológicos, quanto ao uso indevido da ciência no contexto da psicanálise freudiana, uma escola de pensamento e prática. Jaspers destaca uma crítica crucial à ideologia que pode ser vista como um aspecto central da educação política no sentido liberal-democrático: a diluição da distinção entre juízos de valor subjetivos e afirmações factuais cientificamente verificáveis ​​— ou, dito de outra forma, o disfarce de convicções políticas e juízos de valor pessoais como fatos comprovados cientificamente. Essa estratégia cria a falsa impressão de que as avaliações subjetivas possuem a mesma universalidade e validade teórica que o conhecimento factual.

Nesta palestra, Jaspers também destaca um aspecto importante de sua compreensão da relação entre ciência e filosofia, enfatizando que a ciência é necessária para a verdade na filosofia. Em todos os seus escritos em que discute a relação entre ciência e filosofia, ele sustenta que o pensamento científico e o conhecimento científico são pré-requisitos necessários para filosofar. Pois, no pensamento científico, a humanidade encontra limites fundamentais em sua capacidade cognitiva, por exemplo, quando se trata de questões de significado na existência humana e também na busca científica pelo conhecimento. Essas experiências nos limites fornecem o ímpeto para o pensamento filosófico. Onde a humanidade inevitavelmente falha com o pensamento científico empírico-racional, a filosofia começa. (Veja especialmente o Volume 1 de Filosofia , Orientação Filosófica do Mundo. )

Na segunda palestra, "Razão", Jaspers mitifica repetidamente a razão de uma forma quase patética, estilizando-a como a antítese ideal-típica da irracionalidade, da contrarracionalidade e do mero pensamento intelectual. É importante ter em mente que o conceito de razão ainda não ocupava um lugar sistemático na principal obra existencialista de Jaspers, "Filosofia". Foi somente em seu ensaio de 1935 , "Razão e Existência" , e posteriormente em seu extenso livro "Sobre a Verdade", que o conceito de razão adquiriu uma posição sistemática. Isso ocorreu inicialmente no contexto da doutrina do abrangente (Ser abrangente), que Jaspers elabora detalhadamente neste último livro. Ao fazê-lo, ele desenvolve uma distinção entre diferentes "modos do abrangente". Esses modos são parcialmente análogos aos modos antropológicos do ser humano apresentados em "Iluminação Existencial" , onde Jaspers distingue entre a abrangência do Dasein, da consciência em geral, do espírito e da existência, e a abrangência do mundo e da transcendência. A razão é introduzida como o "elo" central de todos os modos de abrangência. No contexto do conceito de um ser abrangente, funções específicas são atribuídas a ele, com o objetivo de impedir a absolutização, dogmatização, ossificação e isolamento de qualquer um desses sábios (Kurt Salamun elaborou essas funções com mais detalhes em sua monografia sobre Jaspers: Karl Jaspers, 2ª edição ampliada, Würzburg 2006, pp. 75 e seguintes).

Jaspers correlaciona as funções ou "tarefas" atribuídas à razão com conceitos centrais de todo o seu pensamento. Isso é demonstrado em trechos desta palestra onde ele discute as funções da razão em relação à existência (o ser existencial de um indivíduo), em relação à comunicação interpessoal e em relação à comunicação universal (a razão como a vontade fundamental de comunicar, a razão como um fator indispensável para a comunicação política universal). Jaspers também enfatiza a função significativa da razão em relação à liberdade individual e política, à historicidade e à verdade (no sentido de verdade existencial). Também digno de nota, neste contexto, é a declaração explícita de Jaspers de que, com relação à filosofia que agora precisa ser desenvolvida, ele não deseja mais falar de "filosofia existencial" como fazia anteriormente, mas sim de uma "filosofia da razão".

Na terceira palestra, "A Razão em Luta", Jaspers destaca, entre outras coisas, que a razão também deve lutar contra sua absolutização, como a noção de que a razão pode descobrir e garantir uma verdade final. A realização da razão, assim como a realização da verdadeira humanidade, é um processo permanente de "estar em construção" e nunca pode chegar a uma conclusão em uma unidade final, totalidade ou verdade absoluta. Jaspers identifica a universidade como a arena primordial onde se trava a luta pela preservação e disseminação da razão. Ali, é responsabilidade dos professores manter e difundir, em "independência interior" e incorruptibilidade em relação aos poderes externos, e sem uma "vontade de poder", esse modo racional de pensar que Jaspers vislumbra como um objetivo pedagógico, tanto em seu tratado reimpresso e revisado diversas vezes, * A Ideia da Universidade* (1923, 1946, 1961), quanto em escritos políticos posteriores."

Karl Jaspers: Razão e Contra-Razão em Nosso Tempo (1950), 6º-8º milésimo, Munique: R. Piper & Co. Verlag 1952.

Link para um artigo sobre a obra: GASPAR, Ronaldo F. S. Karl Jaspers: Irracionalismo filosófico e conservadorismo político. In: Verinotio - Revista on-line de Filosofia e Ciências Humanas . ISSN 1981-061X . Ano XI . out./2016 . n. 22. Disponível em: https://www.verinotio.org/conteudo/0.8434004912557085.pdf . Acesso em: 19 de abril de 2026.

 ______.

GARAVENTA, Roberto. La verità è ciò che ci unisce: attualità del pensiero di Karl Jaspers. Napoli: Orthotes, 2017.

JASPERS, Karl. Il medico nell'età della técnica. Con un saggio introduttivo di Umberto Galimberti. Milano: Raffaello Cortina Editore, 1991.

______. La fede filosofica. Raffaello Cortina Editore, 2005.

______. La fede filosofica a confronto con la rivelazione cristianaNapoli: Orthotes, 2014.

______. Caminhos para a sabedoria: uma introdução à vida filosofica. Petrópolis, RJ: editora Vozes, 2022.

______. Der Arzt im technischen Zeitalter: Technik und Medizin. Arzt und Patient. Kritik der Psychotherapie. 2. ed. München: Piper, 1999.

______. Psicopatologia geral: psicologia compreensiva, explicativa e fenomenologia. São Paulo: Atheneu, 1979. (2 vols.)

______. Plato and Augustine. Edited by Hannah Arendt. Translated by Ralph Manheim. New York: Harvest Book, 1962.

______. Introdução ao pensamento filosófico. 16. ed. São Paulo: Cultirx, 1971.

______. Razão e anti-razão em nosso tempo. Rio de Janeiro: MEC, 1958.

______. Origen y meta de la historia. Madri: Revista de Occidente, 1965. 

______. A situação espiritual de nosso tempo. São Paulo: Moraes Editores, 1968.

______. La filosofia. México: Fondo de Cultura Económica, 1991.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013.

REFLEXÃO MATINAL CXXV: SOBRE VIDA SIMPLES E NATURAL

(Fonte da Imagem. In: "Pinterest")

A inúmera quantidade e crescente diversificação das vãs competições revelam nossas fraquezas; dão forças e servem para inflar o ego. Definitivamente, nossos inimigos somos nós mesmos. Sem o esforço da busca, interior, é impossível a alegria do encontro consigo mesmo.

Ou, se vai ao interior, ou se investe em exterior; impossível trilhar dois caminhos ao mesmo tempo. (MARQUINHOS, 2018). E, como disse, Epicteto:

"Quem se concentra na busca das coisas exteriores mostra que as valoriza mais que os bens interiores (que são adquiridos através de reflexão e uma prática que esteja em conformidade com essa reflexão). Sendo assim, necessariamente deixará em segundo plano a busca pelos bens interiores. (EPICTETO. trad. Aldo Dinucci)

É bastante significativo que a natureza, para poetas e pensadores em geral, muitas vezes seja reconhecida como lugar do “divino”. Para os estóicos, por exemplo, “viver de acordo com a natureza” deveria ser o maior objetivo a ser alcançado pelos seres humanos através do uso e disciplina da razão.

E o que é que a razão exige dele? A coisa mais fácil do mundo, – viver de acordo com sua própria natureza. Mas isso é transformado em uma tarefa difícil pela loucura geral da humanidade; nós impulsionamos um ao outro ao vício. E como pode um homem ser lembrado para a redenção, quando não tem ninguém para refreá-lo, e toda a humanidade para instigá-lo?” (Sêneca. XLI, 9)

Há quem ainda insista em defender um "conflito" entre "religião e filosofia". De tal forma que "religião" freqüentemente é mostrada como “fé cega”, até mesmo fanatismo. No entanto, o estoicismo de Sêneca e Epicteto alinhava reflexões nos dois campos, da “religião” e da “filosofia”, a partir do cerne da discussão daí advinda: a razão em harmonia com as leis naturais!

Deus está perto de você, ele está com você, ele está dentro de você. É isso que quero dizer, Lucílio: um espírito santo mora dentro de nós, aquele que anota nossas boas e más ações e é nosso guardião. À medida que tratamos esse espírito, também somos tratados por ele. De fato, nenhum homem pode ser bom sem a ajuda de Deus.” (Sêneca. XLI, 1-2)

Na mesma carta, Sêneca, reforça isso no sentido de que basta que estejamos alinhados com a simplicidade da natureza, esta mesmo, nos fará perceber na natureza um certo ar de reverência "religiosa" na presença de um local em que é notado algo de "numinoso" e, comenta que a presença em lugares como bosques, cavernas, nascente de rios, fontes, entre outros, inspiram-nos essa tal “reverência religiosa”.

Se alguma vez você se deparou com um bosque cheio de árvores antigas que cresceram a uma altura incomum, fechando a visão do céu por um véu de ramos cheios e entrelaçados, então a imponência da floresta, a reclusão do lugar, e sua admiração com a espessa sombra ininterrupta no meio dos espaços abertos, irá provar-lhe a presença da deidade. Ou se uma caverna, feita pelo profundo desmoronamento das rochas, sustenta uma montanha em seu arco, um lugar não construído com as mãos, mas esvaziado em tais espaços por causas naturais, sua alma será profundamente comovida por uma certa intimação da existência de Deus. (Sêneca. XLI, 3-4)

As recomendações de Sêneca, portanto, sugerem que o homem deve estar atento à natureza, viver segundo suas regras, simplicidade e ordem. Considerar esse tipo de vida como a mais verdadeira, desprendida do desejo de posses e desejos infundados. Ou seja, o melhor para seu próprio bem é seguir a natureza e não desejar bens materiais, exteriores, que possam ser perdidos ou antes afastá-lo de uma vida simples.

Como também diria Epicteto:

 Lembra então que, se pensares livres as coisas escravas por natureza e tuas as de outrem, tu te farás entraves, tu te afligirás, tu te inquietarás, censurarás tanto os deuses como os homens. Mas se pensares teu unicamente o que é teu, e o que é de outrem, como o é, de outrem, ninguém jamais te constrangerá, ninguém te fará obstáculos, não censurarás ninguém, nem acusarás quem quer que seja, de modo algum agirás constrangido, ninguém te causará dano, não terás inimigos, pois não serás persuadido em relação a nada nocivo. Então, almejando coisas de tamanha importância, lembra que é preciso que não te empenhes de modo comedido, mas que abandones completamente algumas coisas e, por ora, deixes outras para depois. Mas se quiseres aquelas coisas e também ter cargos e ser rico, talvez não obtenhas estas duas últimas, por também buscar as primeiras, e absolutamente não atingirás aquelas coisas por meio das quais unicamente resultam a liberdade e a felicidade” (Epicteto. I, 1-4)

 E, assim como dito acima por Epicteto, o próprio Sêneca, numa descrição da razão, diria que é próprio da razão exigir de nós uma vida plena, simples e disciplinada, de acordo com a “leis naturais”, com a natureza, resultando em liberdade e felicidade.

Segundo eles, se a razão não segue estas leis, ela se envereda por trilhas viciosas que, com a desculpa de que viver é tarefa complexa, o homem, ao decidir-se por não segui-las torna, aí sim, a vida difícil. Quase que criando uma “segunda natureza” viciosa e indisciplinada.

Enfim, tanto em Epicteto quanto em Sêneca, uma vida simples e sem apegos infundados ao que nos seja exterior, é fundamental.

 

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ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

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THOUREAU, Henry David. Andar a pé: um ritual interior de sabedoria e liberdade. Loures: Editora Alma dos livros, 2021.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

XVII SEMINÁRIO VIVA VOX ESTOICISMO -2026

   

Anunciamos o tradicional Seminário Viva Vox Estoicismo em sua XVII edição. Interessados em assistir as conferências devem enviar dois dias antes de cada uma delas mensagem para vivavoxdata@gmail.com para receber o link. 

Posteriormente, as conferências serão divulgadas em nossos canais YouTube. 

Organização e coordenação: Aldo Dinucci e Vilmar Prata

 PROGRAMAÇÃO

13/4 ZALBOENO LINS (Doutorando em Filosofia / UERJ)

“O mito da Fênix e a filosofia de Zenão como um fogo eterno a nos orientar”

20/4 JOELSON NASCIMENTO (Doutor em Filosofia / Professor do IFS)

“O descanso do deus estoico”

 27/4 MARCOS VINICIOS PEREIRA (Doutorando em Filosofia / UFG)

"A relação entre ética e conhecimento: syllabis conteram como effectum est ut diligentius loqui scirent quam vivere nas epístolas de Sêneca."

11/5 VILMAR PRATA (Doutor em Filosofia UFS / Bolsista Pós-Doc UFES/FAPES): 11/05

“A Melancolia na Consolação a Márcia: Perspectivas Estoicas e Atualizações Filosóficas”

 18/5 VANESSA CORDEIRO (Doutoranda em Filosofia / UnB)

“O bom governante para os estoicos”

 25/5 BRENNER BRUNETTO  (Doutorando em Filosofia / UFG)

“Καθῆκον: gênese, fundamentação filosófica e desdobramentos sistemáticos do “dever” no Estoicismo”

 15/6 RAQUEL WACHTLER  (Doutoranda em Filosofia / UFS)

“Lute como uma filósofa romana: participação nos círculos intelectuais e outras ações políticas radicais das estoicas”

 22/06 LUIS MARCOS FERREIRA (Doutorando em Filosofia / Professor da FIMI)

“O Estoicismo não o fará ‘feliz’: Uma reflexão sobre a ‘Cultura da Autoajuda Moderna’”

 29/6 ANDREA BIERI (Doutora em Filosofia / Professora da UNIRIO)

"Todo ócio é político? Algumas considerações sobre o ócio em Sêneca."

Sobre o GT Epicteto e marginália filosófica:

Link: https://anpof.org/gt/gt-epicteto-e-marginalia-filosofica

______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

CUNHA, Bruno. A gênese da ética em Kant. São Paulo: Editora LiberArs, 2017.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

DINUCCI, Aldo. Manual de estoicismo: uma visão estóica do mundo. São Paulo: Auster, 2023. 

______. JULIEN, Alfredo. Manual de estoicismo. São Paulo: Penguin/ Companhia da Letras, 2025.

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THOUREAU, Henry David. Andar a pé: um ritual interior de sabedoria e liberdade. Loures: Editora Alma dos livros, 2021.

 

TEMPO DE ESTUDOS SOBRE "A ARTE DE ESCREVER ENSAIO"

Reunindo excertos para Desenvolvimento... Pesquisando sobre o período prè-crítico da obra de Immanuel Kant, ainda relendo e estudando hoje  ...