terça-feira, 22 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO RETROSPECTIVA NOTURNA CXXIV: AINDA ESTUDANDO O SIGNIFICADO DE ANSIEDADE NA OBRA DE ROLLO MAY

 

 

Pausa para revisitar uma tema e acrescentar mais leitura:

Há muito tempo e cada vez mais estou convencido de que "mudar o mundo" é sempre o  projeto mais fácil e de que o mais importante não é isso. Pelo contrário: conhecimento de si, a paz interior e elevação moral é sim o essencial! De nada serve projetar-se no mundo, perder-se em meio a busca de acessórios, vãos, e desprezar o essencial. Praticar abnegação, enfrentar minhas batalhas interiores definem mesmo o meu projeto de vida e não há corrupção externa que me incomode a ponto de desviar-me do foco (Marquinhos, primavera de 2026) 

Percebe-se, infelizmente, que “[...] perdeu-se o significado profundo de autenticidade. Assim, muita gente acha quase impossível, em nosso tempo, compreender que Sócrates, no preceito ‘conhece-te a ti mesmo’, insistia no mais difícil de todos os desafios. E julga também quase impossível compreender a que Kierkegaard se referia ao proclamar: ‘Aventurar-se, no sentido mais elevado, é precisamente tomar consciência de si mesmo...’ ” (MAY, 1990. p. 47)

Pensando ainda,

"Não é verdade que o homem, propriamente e originalmente, aspira a ser feliz? Não foi o próprio Kant quem reconheceu tal fato, apenas acrescentando que o homem deve desejar ser digno da felicidade? Diria eu que o homem realmente quer, em derradeira instância, não é a felicidade em si mesma, mas, antes, um motivo para ser feliz" (Frankl).

...

Na verdade, o homem [...] só é completamente ele mesmo quando fica absorvido pela dedicação a uma tarefa, quando se esquece de si mesmo no serviço a uma causa, ou no amor a uma outra pessoa. É como o olho, que só pode cumprir sua função de ver o mundo enquanto não vê a si próprio" (Frankl)

e, Agostinho, nesse sentido propõe um "balancete"...

"O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhoso julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não a podereis ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em mascarar a verdade, e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas. Faça o balanço de seu dia moral, como o comerciante faz o de suas perdas e seus lucros; e eu vos asseguro que a primeira operação será mais proveitosa do que a segunda. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida". (Santo Agostinho).

Porquanto,

Comecei a manhã, com os “exercícios” de sempre, pensando e refletindo sobre a ideia de “Bem supremo”.

Entendo o Bem supremo como a “Lei natural”:

A isso cheguei, após ter relido, mais uma vez estudando algumas questões no LE, entre elas, principalmente as 614-621, 919 e a 964, e outros autores e obras de certa forma trataram semelhante ou diversamente as questões conforme: https://marcosfilosofiamoderna.blogspot.com/2023/03/reflexao-vespertina-clii-forca-da-razao.html (desenvolvendo).

Ademais:

É necessário que o Espírito se adapte à Lei; que siga a Lei, que obedeça a Lei. E, o que quer que aconteça, é necessário que se pense que era mesmo para acontecer; e que jamais se revolte, “e que se siga a Divindade, da qual todas as coisas provêm.”

“[...] segui o exemplo de Cícero:

'Conduz-me, ó Pai Excelso e Senhor do Mundo, Para onde quer que queiras, nenhum obstáculo me impedirá de seguir-te. Diligente, estarei junto a ti. E caso eu não queira fazer o que é possível ao intrépido, ainda assim seguir-te-ei gemendo e infeliz. O Destino conduz quem lhe obedece e arrasta a quem lhe opõe resistência.'

Que vivamos assim, que falemos assim; que o destino nos encontre prontos e diligentes. Eis o espírito elevado que confiou a si mesmo ao destino. E, em oposição a ele, o fraco e degenerado, que luta contra e julga mal a ordem do mundo, e prefere corrigir os Deuses do que a si mesmo.”

Sapere Aude!

(Carta CVII, de Sêneca a Lucílio. Tradução do original em latim: Professor Aldo Dinucci. In: PROMETEUS - VIVAVOX – Filosofia em revista. Ano 4 - no.3 fevereiro/2008). 

Acrescentando hoje, 22 de setembro de 2026:

1. Artigo: "Revisitando a ansiedade na obra de Rollo May: diálogos com a fenomenologia clínica".

Resumo: "Na contemporaneidade, as discussões sobre ansiedade a distanciam de sua conotação existencial, ressaltando seu caráter mórbido como sintoma ou transtorno mental. Rollo May, psicólogo americano, em meados do século XX apontou para a necessidade de ampliar esta visão ao propor uma psicoterapia existencial. Neste artigo, realizamos pesquisa teórica com objetivo de investigar a ansiedade nos escritos do referido autor, no diálogo com uma fenomenologia clínica da ambiguidade. Para a fenomenologia clínica, a ansiedade é parte de uma disposição afetiva fundamental que se encontra na base da existência e sua expressão patológica revela o prejuízo no contato intersubjetivo sujeito/mundo. Rollo May se aproxima dessa visão ao relacionar a ansiedade com a liberdade e o devir, mas distancia-se da fenomenologia clínica ao retratar a subjetividade encapsulada."

2. Link:  https://periodicos.pucminas.br/psicologiaemrevista/article/view/22080/19962

______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

BORGES, Maria. Borges. Razão e emoção em Kant. Pelotas, RS: Editora e Gráfica Universitária, 2012.

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FUCHS, Thomas. O cérebro: um órgão relacional.  Rio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2025. 

GADAMER, Hans-Georg. O mistério da saúde: o cuidado da saúde e a arte da medicina. Lisboa: Edições 70, 1993. 165p.

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KIERKEGAARD, Søren A. As obras do amor: algumas considerações cristãs em forma de discursos. Apresentação e tradução, Álvaro Luiz Montenegro Valls; revisão da tradução, Else Hagelund. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

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QUEIRÓS, Eça de. As cidades e as serras. Porto Alegre-RS: L&PM, 1998.

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TUGENDHAT, Ernst. Lições sobre ética. 5. ed. revista. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.

domingo, 20 de setembro de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXLIII : "KANT E O PROBLEMA DA METAFÍSICA" E "A QUESTÃO DA TÉCNICA"

 


 
 
Acostumado a ler Karl Jaspers, desde seu “Introdução ao pensamento filosófico”, e, sempre como existencialista, ou como grande autor dos 2 volumes de “Algemeine Psichopalogie” a que tive acesso, inicialmente em português, e sempre os consulto, sobre estes temas com qual sempre estou envolvido e estudando. 

Digressão...

E, hoje retomo um estudo iniciado há muito tempo e interrompido: Kant e a questão da metafísica. Para isso, acrescentando releitura de Obras de Heidegger e Cassirer.

“Uma das obras mais célebres do pensamento heideggeriano e um dos diálogos mais intensos entre dois pensadores, a obra 'Kant e o problema da metafísica', tão famosa pela suposta violência interpretava de Heidegger, revela toda a envergadura da apropriação heideggeriana do pensador que, para o autor, foi o primeiro a considerar a finitude da razão humana e a instituir por meio daí um espaço privilegiado para o problema do tempo. Leitura indispensável para quem procura encontrar a gênese da filosofia de nosso tempo e enfrentar os dilemas de um ente que se descobre repentinamente em meio ao seu destino histórico e epocal.” HEIDEGGER, Martin. Kant e o problema da metafísica. Trad, Alexandre Franco de Sá, Marco Antonio Casanova. Rio de Jneito, RJ: Via Verita, 2019.

1. Tradução: André Rodrigues Ferreira Perez de Davoser.

"Disputa de Davos entre Ernst Cassirer e Martin Heidegger":

Link: https://revistas.usp.br/filosofiaalema/pt_BR/article/view/123440/130043

2. Tradução: Adriano R. Mergulhão. 

CASSIRER, E. Kant e o problema da metafísica. Comentário sobre a interpretação de Kant de Martin Heidegger. Disponível em: Kant e-Prints, Campinas, série 2, v. 16, n. 2, pp. 334-362, maio-ago. 2021. Acesso em: 20 de setembro de 2026.

Link: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/kant/article/view/8672308/31150

3. Tradução: Marco A. Werle.

HEIDEGGER, M. A questão da técnica. Disponível em: Scientiæ & Studia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 375-98, 2007. Acesso em: 20 de setembro de 2026.

Link: https://www.scielo.br/j/ss/a/QQFQSqx77FqjnxbGrNBHDhD/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

4. As questões fundamentais da filosofia. 

"Publicado originalmente na Alemanha em 1984, esta é a primeira tradução brasileira do curso que Heidegger ministrou na Universidade de Freiburg em 1937- 1938. A tarefa de Heidegger nesta obra é recolocar a questão da essência da verdade não como um problema ou um tema de lógica , mas como uma questão filosófica genuína, uma das questões básicas da filosofia. Este curso é sobre a essência da verdade e a essência da filosofia. Além disso, estas aulas foram dadas em um momento que Heidegger estava escrevendo sua segunda obra-prima, Contribuições à filosofia, e fornecem a melhor introdução para este texto complexo e crucial."

______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

BORGES, Maria. Borges. Razão e emoção em Kant. Pelotas, RS: Editora e Gráfica Universitária, 2012.

CASSIRER, Ernst. Kant, vida y doctrina. México: FCE, 2003.

______. Ciências da cultura. Rio de Janeiro, RJ: Contraponto, 2024.

CÍCERO. On ends (The Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.

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_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

ESTOBEU. Florilegium. v. I e II. Ed. Augustus Meineke. Lipsiae: Taubner, 1855.

FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização e outros textos. São Paulo: Companhia das Letras. Vol. 18. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

FUCHS, Thomas. O cérebro: um órgão relacional.  Rio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2025. 

GADAMER, Hans-Georg. O mistério da saúde: o cuidado da saúde e a arte da medicina. Lisboa: Edições 70, 1993. 165p.

______. Über die Verborgenheit der Gesundheit. (O mistério da saúde). In: Erfahrungsheikunde, Acta medica empirica: Zeitschrift für sie ärztliche Praxis, vol. 40, nº 11, 1991, 804-808.

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HEIDEGGER, M. Sein und Zeit. Tübingen: M. Niemeyer, 1986.

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______. Que é metafisica? Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1989. (Os Pensadores).

______. Kant y el Problema de la Metafísica. 3. ed. México: Fondo de Cultura Econômica, 1996.

______. Kant e o problema da metafísica. Rio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2020.

______. A questão da técnica. Scientiæ & Studia. São Paulo, v. 5, n. 3, p. 375-98, 2007.

______. Seminários de Zolikon. São Paulo: EDUC; Petrópolis: Vozes, 2001.

______. Conceitos fundamentais de metafísica: mundo, finitude e solidão. Rio de Janeiro, RJ: Forense Universitária, 2003.

INWOOD, Brad. The Cambridge companion to the stoics.   Cambridge University Press, 2010.

JONAS, Hans. O princípio vida: fundamentos para uma biologia filosófica. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.

______. "Técnica, medicina e ética: sobre a prática do princípio responsabilidade". São Paulo: Paulus, 2013. (Ethos).

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

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______. Lições de Metafísica. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/São Francisco, 2021.

______. Princípios metafísicos da ciência da natureza. Tradução Alexandre Hahn, Erick Lima, Joãozinho Beckenkamp, Robinson dos Santos. Edição, introdução e notas Patrícia Kauark-Leite. Petrópolis, RJ: Ed. Vozes, 2016.

______. Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2014)

______. Prolegômenos a toda metafísica futura. Lisboa: Edições 70, 1982.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

______. Die Religion Innerhalb Der Grenzen Der Bloße Vernunft. Walter de Gruyter, 2010. (Editado por Ottfried Höffe)

______. Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft. W. de Gruyter, 1968.

______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992. 

______. Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Tradução e estudo de Vinicius de Figueiredo. São Paulo: Editora Clandestina, 2018.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 1993.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Lisboa: Edições 70, 2012.

KANTERIAN, Edward.  God and metaphysics: the secret thorn. Routledge, 2017.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Trad. Guillon Ribeiro, Brasília, DF: Feb, 2013. (“As virtudes e os vícios” - Q. 893-912; 907-912: "paixões"; e 920-933: "felicidade"). “Da lei do progresso” (Cap. VII. Q. 776-802)

KIERKEGAARD, Søren A. As obras do amor: algumas considerações cristãs em forma de discursos. Apresentação e tradução, Álvaro Luiz Montenegro Valls; revisão da tradução, Else Hagelund. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

______. Œuvres Complètes. Tome XX. Index Terminologique. Principaux concepts de Kierkegaard par Gregor Malantschuk. Traduit du danois, adapté e complété par Else-marie Jacquet-Tisseau. Paris, Éditions de L’orante, 1986.

______. O conceito de angústia: uma simples reflexão psicológico-demonstrativa direcionada ao problema dogmático do pecado hereditário de Virgilius Haufniensis. Tradução e Posfácio Álvaro Luiz Montenegro Valls. 3. edição, Petrópolis, Vozes, 2015. (Vozes de bolso)

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________. Fedro, Cartas e Primeiro Alcibíades. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: ed. da Universidade Federal do Pará, 1975.

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RAMELLI, Ilaria. Hierocles the stoic: elements of ethics, fragments, and excerpts. Society of Biblical Literature, 2009. 

SÊNECA. Cartas 1-66. Tradução de R. M. Gummere. Harvard: https://www.loebclassics.com, 2001.
______. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

______. Cartas 66-92. Tradução de R. M. Gummere. Harvard: https://www.loebclassics.com, 2001.

TORRES, José Carlos Brum (Org.). Manual de ética: questões de ética teórica e aplicada. Petrópolis, RJ: Vozes; Caxias do sul: Universidade de Caxias do Sul: BNDES, 2014.

TORREY, E. Fuller; MILLER, Judy. Invisible plague: the rise of mental illness from 1750 to the presente. Rutgers University Press, 2007.

TUGENDHAT, Ernst. Lições sobre ética. 5. ed. revista. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.


sábado, 19 de setembro de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXLII: AINDA SOBRE SAÚDE E FILOSOFIA - "O MISTÉRIO DA SAÚDE" - DIGRESSÕES (II)

  
Estudando o tema...

“Viver de acordo com a natureza corresponde a viver de acordo com o melhor de nossa natureza humana, que é o divino dentro de nós que nos inspira a viver vidas excelentes (virtuosas)”. (RUFUS)

Enquanto reflito sobre "Körper" (corpo físico e observável) e "Leib" (corpo vivido), durante a aula da Profa. Débora Guimarães:

1. FUCHS, Thomas. O cérebro: um órgão relacional.  Rio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2025. 

"Em O Cérebro: um órgão relacional, Thomas Fuchs desafia a visão tradicional de que o cérebro é apenas um processador de informações, como propõe a neurociência positivista. Ao invés disso, Fuchs propõe uma abordagem revolucionária que inscreve o cérebro no mundo, enfatizando sua inseparabilidade das experiências corporais e das interações com o ambiente. A partir da tradição filosófica de Husserl, Heidegger e Merleau-Ponty, o autor revela como o cérebro é, na verdade, um órgão de mediação, fundamental para as relações do organismo com o meio ambiente e com os outros seres humanos. Este livro não se limita a uma discussão teórica, mas explora os impactos dessa nova concepção em diversos campos, desde a natureza das nossas experiências até as possibilidades de tratamento de transtornos existenciais. A obra, traduzida e atualizada a partir da 5ª edição alemã, foi recebida como uma revolução no estudo das ciências cerebrais e continua a provocar reflexão sobre o papel do cérebro na formação do ser humano que sente, pensa e age."

2. FUCHS, Thomas. Para uma psiquiatria fenomenológica.  2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2025. 

"Para uma psiquiatria fenomenológica, de Thomas Fuchs, reúne ensaios e conferências que propõem uma compreensão ampliada do sofrimento psíquico a partir do diálogo entre filosofia e clínica. Superando o reducionismo biológico, a obra apresenta uma abordagem sistêmico-ecológica, na qual os transtornos mentais são compreendidos como perturbações da pessoa corporificada em sua relação com o mundo e com os outros. Um livro fundamental para quem busca uma psiquiatria voltada ao cuidado do ser humano em sua totalidade." 

...

3. A obra que me fez pensar hoje foi "Civilização", de onde retirei uma ideia para a reflexão: "Máximo de tédio no máximo de civilização", de um conto escrito por Eça de Queirós: “Civilização”; publicado em 1892, no Jornal de Notícias do Rio de Janeiro. O texto deu o mote para que, mais tarde, Eça de Queirós escrevesse seu romance “As cidades e as serras” (1901), obra em que retoma a ideia inicial que deu origem ao texto publicado naquele jornal.

Tanto no conto quanto no romance Eça de Queirós contrapõe o estilo de vida da “modernidade”, da "civilização" ao modo de vida no campo (nas serras). Mostra o homem “moderno” com as suas facilidades propiciadas pelo avanço das tecnologias e, por outro lado, a dificuldade que esse mesmo homem encontra em lidar com a solidão e com o vazio existencial: “o tédio moderno”.

“Na Terra tudo vive - e só o homem sente a dor e a desilusão da vida. E tanto mais as sente, quanto mais alarga e acumula a obra dessa inteligência que o torna homem, e que o separa da restante Natureza, impensante e inerte. É no máximo de civilização que ele experimenta o máximo de tédio. A sapiência, portanto, está em recuar até esse honesto mínimo de civilização, que consiste em ter um teto de colmo, uma leira de terra e o grão para nela semear.

Em resumo, para reaver a felicidade, é necessário regressar ao Paraíso - e ficar lá, quieto, na sua folha de vinha, inteiramente desguarnecido de civilização, contemplando o anho aos saltos entre o tomilho, e sem procurar, nem com o desejo, a árvore funesta da Ciência! Dixit!" (Eça de Queirós. In: 'Civilização')

Importante, no entanto, seguir em busca da Serenidade, do mínimo bom-senso. Ainda que esse tal “tédio” apareça a nos desafiar, prossigamos sem criar necessidades artificiais ou dar ensejo a uma "segunda natureza" dependente de fatores externos.

PS: E, hoje, 19 de setembro de 2026 (Relendo), voltei a este pequeno texto que escrevi em 2018, para acrescentar algumas das últimas leituras da obra de Ortega y Gassset (lidas entre 2015 e 2020) que tocam em grande medida, o que estive pensando à época e atualmente sobre o "tédio", "angústia". Como dito acima, acrescentando as reflexões da Professora Débora a partir da obra de Thomas Fuchs. 

E, também acrescentei outras obras, de Heidegger em que trata do tédio, da questão da técnica, da finitude, numa outra abordagem. Mas, destas leituras procuro extrair mais reflexões sobre este tema.

 Todos, são textos aos quais voltarei, com certeza, mais de uma vez ainda...

______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

BORGES, Maria. Borges. Razão e emoção em Kant. Pelotas, RS: Editora e Gráfica Universitária, 2012.

CÍCERO. On ends (The Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

ESTOBEU. Florilegium. v. I e II. Ed. Augustus Meineke. Lipsiae: Taubner, 1855.

FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização e outros textos. São Paulo: Companhia das Letras. Vol. 18. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

FUCHS, Thomas. O cérebro: um órgão relacional.  Rio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2025. 

GADAMER, Hans-Georg. O mistério da saúde: o cuidado da saúde e a arte da medicina. Lisboa: Edições 70, 1993. 165p.

______. Über die Verborgenheit der Gesundheit. (O mistério da saúde). In: Erfahrungsheikunde, Acta medica empirica: Zeitschrift für sie ärztliche Praxis, vol. 40, nº 11, 1991, 804-808.

______. O caráter oculto da saúde. Petrópolis: Editora Vozes; 2006. In: FRAGELLI, Thaís Branquinho Oliveira. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 23(10):2517-2522, out, 2007.

HEIDEGGER, M. Sein und Zeit. Tübingen: M. Niemeyer, 1986.

______. Ser e Tempo. Trad. Fausto Castilho. Campinas - SP: Ed. Unicamp, 2012

______. Que é metafisica? Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1989. (Os Pensadores).

______. Kant y el Problema de la Metafísica. 3. ed. México: Fondo de Cultura Econômica, 1996.

______. Kant e o problema da metafísica. Rio de Janeiro, RJ: Via Verita, 2020.

______. A questão da técnica. Scientiæ & Studia. São Paulo, v. 5, n. 3, p. 375-98, 2007.

______. Seminários de Zolikon. São Paulo: EDUC; Petrópolis: Vozes, 2001.

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INWOOD, Brad. The Cambridge companion to the stoics.   Cambridge University Press, 2010.

JONAS, Hans. O princípio vida: fundamentos para uma biologia filosófica. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.

______. "Técnica, medicina e ética: sobre a prática do princípio responsabilidade". São Paulo: Paulus, 2013. (Ethos).

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

Lições de Metafísica. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/São Francisco, 2021.

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KIERKEGAARD, Søren A. As obras do amor: algumas considerações cristãs em forma de discursos. Apresentação e tradução, Álvaro Luiz Montenegro Valls; revisão da tradução, Else Hagelund. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

______. Œuvres Complètes. Tome XX. Index Terminologique. Principaux concepts de Kierkegaard par Gregor Malantschuk. Traduit du danois, adapté e complété par Else-marie Jacquet-Tisseau. Paris, Éditions de L’orante, 1986.

______. O conceito de angústia: uma simples reflexão psicológico-demonstrativa direcionada ao problema dogmático do pecado hereditário de Virgilius Haufniensis. Tradução e Posfácio Álvaro Luiz Montenegro Valls. 3. edição, Petrópolis, Vozes, 2015. (Vozes de bolso)

LONG, A. Arius Didymus and the exposition of stoic ethics. In:FORTENBAUGH, W. W. (Ed.). On stoic and Peripatetic ethics: the work of Arius Didymus. London: Transaction, 1983. p. 190-201.

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NUMBERS, Ronald L. Galileo Goes to Jail: and other myths about science and religion. Harvard University Press, 2009

ORTEGA Y GASSET, José. Rebeião das massas. ‎ Campinas, SP: Vide Editorial, 2015.

______. O homem e os outros. Campinas, SP: Vide Editorial, 2017.

______. Meditações de Dom Quixote. Campinas, SP: Vide Editoria, 2019.

______. Lições de Metafísica. Campinas, SP: Vide Editorial, 2019.

______. Leituras da técnica. IL. Instituto Liberal, 1983.

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______. As Leis e Epinomis. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: Edipro, 2010.

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TORREY, E. Fuller; MILLER, Judy. Invisible plague: the rise of mental illness from 1750 to the presente. Rutgers University Press, 2007.QUEIRÓS, EÇA. Civilização e Outros Contos. São Paulo. Ed. Moderna, 2004.

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TORRES, José Carlos Brum (Org.). Manual de ética: questões de ética teórica e aplicada. Petrópolis, RJ: Vozes; Caxias do sul: Universidade de Caxias do Sul: BNDES, 2014.

TORREY, E. Fuller; MILLER, Judy. Invisible plague: the rise of mental illness from 1750 to the presente. Rutgers University Press, 2007.

TUGENDHAT, Ernst. Lições sobre ética. 5. ed. revista. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A VIDA DO ESPÍRITO: "O PENSAR, O QUERER E O JULGAR" (UMA NOVA EDIÇÃO)

"A essência não só precede à existência como ainda sobreviverá a ela." (MARQUINHOS, 2017)

1. Com a releitura desta; o que procuro são elementos para uma reflexão sobre a "relação mente-corpo". É sabido que Hannah Arendt dedicou grande parte de seus escritos a estudar a “mente” atuando "no mundo" e, de certa forma aqui o interesse se mostra a partir da descoberta do "homem interior" bastante perceptível logo na leitura do Sumário da obra.

"Pensar, querer e julgar são as três atividades básicas. Não podem ser derivadas uma das outras, e embora tenham certas características comuns, não podem ser reduzidas a um denominador comum. Para a pergunta 'O que significa pensar?' não há, em última instância, outra resposta senão a que Kant chamava de 'a necessidade da razão', o impulso interno dessa faculdade para se realizar na especulação.”

“O último trabalho de Hannah Arendt, e considerado por muitos sua obra mais importante O livro investiga o próprio pensamento em sua existência na vida contemplativa, e foi pensado como uma obra em três volumes que explorariam as atividades do espírito que Arendt considerava fundamentais. Assim, a autora faz uma análise rica e desafiadora das atividades espirituais do pensar, do querer e do julgar, e dedica-se, passional e racionalmente, à questão fundamental ao ser humano de como a mente opera. A partir de uma apurada releitura dos textos mais importantes dos pensadores que, ao longo da história da filosofia, trataram dos três temas, a autora descobriu aspectos surpreendentes das obras dos grandes mestres. Deste modo, o capítulo sobre o pensar recorre a um extenso material para responder a questões sobre a posição dessa atividade diante do mundo das aparências, sobre a sua origem (o que nos faz pensar?) e sobre a dimensão temporal em que se move o sujeito pensante. O capítulo dedicado ao querer revê a pré-história da noção de vontade na filosofia antiga, examina a descoberta dessa faculdade no período cristão e a posição central ocupada por ela na filosofia moderna, sublinhando o questionamento dessa centralidade na filosofia contemporânea. O capítulo sobre o julgar foi interrompido com sua morte, em 1975. Mary McCarthy, amiga e inventariante de Arendt, decidiu suprir essa lacuna com a inclusão de excertos de cursos da autora sobre a filosofia de Kant, na qual ela esperava encontrar as fontes para o exame da faculdade de julgar. Com uma linguagem viva e fluente, A vida do espírito desperta a atenção de um público amplo, interessado nos debates intelectuais mais relevantes da contemporaneidade. A tradução precisa, feita há mais de uma década por um grupo de estudiosos, foi novamente revista para esta edição.

______.

AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Penguin/Companhia das Letras, 2017.

ARENDT, Hannah. A vida do espírito. 12.ed. Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira, 2024.

______. Escritos judaicos. São Paulo: Editora Amarilys, 2016.

BAVARESCO, Agemir Bavaresco; TAUCHEN, Jair Tauchen; PONTEL, Evandro Pontel (Orgs.). De Kant a Hegel: leituras e atualizações. - Porto Alegre, RS: Editora Fi, 2019.

BECKENKAMP, Joãosinho. Entre Kant e Hegel. Porto Alegre: Edipucrs, 2004, 288 p.

FERREIRO, Héctor; HOFFMANN, Thomas Sören; BAVARESCO, Agemir (Orgs.). Los aportes del itinerario intelectual de Kant a Hegel. Porto Alegre, RS, Editora Fi: EDIPUCRS, 2014. (Comunicaciones del I Congreso GermanoLatinoamericano sobre la Filosofía de Hegel. Português./Espanhol)

FERRY, Luc. Kant: uma leitura das três "Críticas". 3. ed. Rio de Janeiro: Difel, 2009.

GUYER, PAUL. The Cambridge companion to Kant. Cambrridge University Press, UK, 1992.

HÖFFE, Otfriede. Immanuel Kant. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

______. Immanuel Kant. München: C. H. Beck, 2004.

______. Kant: crítica da razão pura: os fundamentos da filosofia moderna. São Paulo: Edições Loyola, 2013.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

______. Crítica da razão prática. Edição bilíngüe. Tradução Valerio Rohden. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

____. Crítica da faculdade do juízo. Trad.Valerio Rohden e António Marques. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993.

______. Dissertação de 1770. De mundi sensibilis atque inteligibilis forma et principio. Akademie-Ausgabe. Trad. Acerca da forma e dos princípios do mundo sensível e inteligível. Trad., apres. e notas de L. R. dos Santos. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda. FCSH da Universidade de Lisboa, 1985.

______. Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2014)

______. Prolegômenos a toda metafísica futura. Lisboa: Edições 70, 1982.

NOVELLI, Pedro Geraldo Aparecido. In: Rev. Simbio-Logias. V.1, n.1, mai/2008.

PHILONENKO, Alexis. Études kantiennes. Librairie philosophique J. Vrin, Paris, 1982.

PLATÃO. As Leis e Epinomis. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: Edipro, 2010.

________. Banquete, Fédon, Sofista e Político. Trad. José Cavalcante de Souza, Jorge Paleikat e João Cruz Costa. São Paulo: Abril Cultural, 1972.

________. Crátilo. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: UFPA, 1973

________. Fedro, Cartas e Primeiro Alcibíades. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: ed. da Universidade Federal do Pará, 1975.

________. Fedro, Eutífron, Apologia de Sócrates, Críton, Fédon. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: Edipro, 2008.

________. Górgias, Eutidemo, Hípias Maior e Hípias Menor. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: EDIPRO, 2007.

________. Mênon. Trad. Maura Iglésias. Rio de Janeiro: Ed. PUC-RIO; São Paulo: Ed. Loyola, 2001.

________. República de Platão. Trad. J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2012.

________. Teeteto. Trad. Adriana Manuela Nogueira e Marcelo Boeri. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010.

________. Timeu. Trad. Maria José Figueredo. Lisboa: Instituto Piaget, 2003.

NOVO LIVRO SOBRE A FILOSOFIA ALEMÃ: "THE OXFORD HANDBOOK OF GERMAN PHILOSOPHY IN THE EIGHTEENTH CENTURY"

 

À medida que adentro o universo do "período pré-crítico", cada vez mais, retomando as pesquisas, vou somando o que me chega de referências que me auxiliam e auxiliarão. Aqui, a obra recentemente publicada pelo prof. Corey Dick. Para leitura, em breve!

Novo lançamento: Corey W. Dyck , Frederick C. Beiser, Brandon C. Look (Eds.),

“The Oxford Handbook of German Philosophy in the Eighteenth Century” (Oxford University Press, 2026).

Link: https://www.hegelpd.it/new-release-corey-w-dyck.../ 

...

From the publisher’s website:

https://academic.oup.com/edited-volume/63220?utm_id=97757_v0_s00_e0_tv2_a1dennhb6vwdb6&fbclid=IwY2xjawTo7KlwZG9mAWV4dG4DYWVtAjExAHNydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR7yQJGKcaIxQD7anMH33Onv9giIsxOdXlQWqI8BVDtLiDgTTg49qb6Y6roi3Q_aem_9e8CcvEaJlPcO3m_kHPZ1w&login=false

“Resumo

As contribuições deste manual servem como uma refutação coletiva da ideia amplamente difundida de que há pouco de interessante na filosofia alemã do século XVIII entre Leibniz e Kant. Em seus capítulos, o leitor encontrará naturalmente novas perspectivas sobre a filosofia kantiana e seu contexto, particularmente nos temas de método filosófico, metafísica, filosofia da mente e filosofia da matemática. Mais do que isso, porém, o leitor será apresentado a aspectos da filosofia alemã do século XVIII que não se coadunam com a narrativa histórica kantiana — ou que até mesmo a desafiam. Vários capítulos, por exemplo, revelam a profunda inadequação de dividir os pensadores desse período em campos de "racionalistas" e "empiristas", ao documentar metodologias inovadoras, as variações dentro de cada tradição e escola filosófica e o apelo duradouro do ecletismo filosófico. Outros capítulos contestam a noção de que houve apenas um único Iluminismo, tendo Kant como sua figura central, defendendo, em vez disso, a existência de um Iluminismo religioso (particularmente por meio do movimento pietista) e traçando os contornos intelectuais distintos do Iluminismo judaico. Há ainda capítulos que documentam as importantes contribuições de mulheres no período, especialmente para a estética e a filosofia da educação, além de abordar a persistente ausência delas nas influentes histórias da filosofia produzidas na Alemanha na segunda metade do século. Consequentemente, há muito que desperta nosso interesse na filosofia alemã do século XVIII, no período posterior a Leibniz e à margem de Kant.”

DYCK, Corey W, BEISER, Frederick C; LOOK, Brandon C. (eds), The Oxford Handbook of German Philosophy in the Eighteenth Century, Oxford Handbooks (Oxford, 2026; online edn, Oxford Academic, 7 Aug. 2026), https://doi.org/10.1093/9780198958864.001.0001, accessed 15 Sept. 2026.

...

"Abstract

The contributions to this Handbook serve as a collective rebuttal of the widespread sentiment that there is little of interest in eighteenth-century German philosophy between Leibniz and Kant. In its chapters, the reader will naturally find new insights into the Kantian philosophy and its context, particularly on the topics of philosophical method, metaphysics, the philosophy of mind, and the philosophy of mathematics. More than this, however, the reader will be introduced to aspects of eighteenth-century German philosophy that do not cohere with, or that even challenge, the Kantian historical narrative. A number of chapters, for instance, reveal the profound inadequacy of the division of thinkers in this period into camps of “rationalists” and “empiricists” by documenting the innovative methodologies, the variations within each philosophical tradition and school, and the enduring appeal of philosophical eclecticism. Other chapters take issue with the notion that there was but a single Enlightenment, with Kant as its figurehead, contending in addition for a religious Enlightenment (particularly through the Pietist movement) and tracing the distinctive intellectual contours of the Jewish Enlightenment. Still other chapters document the important contributions of women in the period, particularly to aesthetics and to the philosophy of education, in addition to accounting for their continued absence from the influential histories of philosophy produced in Germany in the latter half of the century. There is, accordingly, a great deal to interest us in German philosophy in the eighteenth century after Leibniz and apart from Kant."

Keywords: Enlightenment (German), Kant, Leibniz, Wolff, empiricism, rationalism, eclecticism, Jewish philosophy

Subject: 17th - 18th Century PhilosophyPhilosophy of MindIntellectual HistoryMeta-Ethics

Series: Oxford Handbooks

Collection: Oxford Handbooks Online

______.

AMERIKS, Karl. The Cambridge Companion to German Idealism. Cambridge University Press; 2. ed., 2017.

BENJAMIN, César. Filosofia clássica alemã: Kant, Hegel, Shelling, Fichte, Goethe. Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 2025.

DYCK, Corey, Early Modern German Philosophy (1690-1750). OUP. Oxford University Press, 2010.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994. (B 832-847)

______. A metafísica dos costumes. Trad. Clélia Aparecida Martins. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

______. Lições sobre a Doutrina Filosófica da Religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/ São Francisco, 2019.

______. Lições de Metafísica. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/São Francisco, 2021

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992.

______. A religião nos limites da simples razão. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2024.

______.Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994. (B 832-847)

______. Crítica da razão pura. Tradução Valerio Rohden e Udo Moosburguer. Coleção Os Pensadores. São Paulo,Abril Cultural, 1983.

______. Crítica da razão pura. "Do ideal de Sumo Bem como um fundamento determinante do fim último da razão pura. Segunda seção". (A805, 806 - B833, 834). Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

_____. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Tradução Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.

______. Cursos de Antropologia: a faculdade de conhecer (Excertos). Seleção, tradução e notas de Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Clandestina, 2017.

______. Resposta à pergunta: o que é “esclarecimento”?. In: Immanuel Kant textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985.

______. Lições de Ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Feldhaus. São Paulo: Unesp, 2018.

______. Crítica da razão prática. Trad. Monique Hulshof. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.

______. Sobre a Pedagogia. Tradução de Francisco Cock Fontenella. Piracicaba, SP: Editora Unimep, 1996.

______. Sobre a Pedagogia. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2021.

MEDITAÇÃO RETROSPECTIVA NOTURNA CXXIV: AINDA ESTUDANDO O SIGNIFICADO DE ANSIEDADE NA OBRA DE ROLLO MAY

    Pausa para revisitar uma tema e acrescentar mais leitura: Há muito tempo e cada vez mais estou convencido de que "mudar o mundo...