sexta-feira, 15 de maio de 2026

ANOTAÇÕES SOBRE PERFECTIBILIDADE, DIGNIDADE HUMANA E AS "PAIXÕES: DE DESCARTES E KARDEC" (II)


ESTUDOS EM DESENVOLVIMENTO...

Mais sobre o Livro e o Link para a editora em:

E esse livro é acrescentado porque agrega algumas novas reflexões  sobre o assunto que tenho estudado muito por aqui.

Ora, pois "Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer." (CALVINO, 2007, p. 11)

.'.

Retornando aos poucos às atividades normais, ao intenso trabalho e, enquanto isso, retomando alguns capítulos, nos últimos dias, de duas obras  de René Descartes que desde a graduação, sempre revisito. É só por serem clássicos valem ler e reler como clássicos, uma regra por aqui. Nenhum dos meus interesses excluem os clássicos. Indispensáveis!

E, ainda , tomando o estudo do tema como uma das tarefas fundamentais e, com certeza, para alcançar 'Aταραξία - ataraxia e ἀπάθεια - apátheia. Como sempre digo quando são desse tipo, estão bem em consonância com os enunciados básicos que, como princípios, já são adotados aqui, pois:

"[...] se a razão prevalecer, as paixões nem sequer começarão; mas se elas se encaminharem contra a vontade da razão, elas se manterão contra a vontade da razão. Pois é mais fácil detê-las no começo do que controlá-las quando ganham força." (DESCARTES. In: Paixões da alma.)

. ' .

As duas obras a que me refiro: "Regras Para a Direção do Espírito" e "As paixões da alma", de René Descartes, um dos grandes, de quem sempre extraio excertos para reflexões no blog.

Aqui, no caso, As paixões da alma; sempre revisitando essa brevíssima reflexão dela selecionada, sobre as "emoções":

"Ora, visto que essas emoções interiores nos tocam mais de perto e têm, por conseguinte, muito mais poder sobre nós do que as paixões que se encontram com elas, e das quais diferem, é certo que, contanto que a alma tenha sempre do que se contentar em seu íntimo, todas as perturbações que vêm de outras partes não dispõem de poder algum para prejudicá-la. Servem, antes, para lhe aumentar a alegria, pelo fato de, vendo que não pode ser por elas ofendido, conhecer com isso a sua própria perfeição. E, para que a nossa alma tenha assim do que estar contente, precisa apenas seguir estritamente a virtude. Pois quem quer que haja vivido de tal maneira que sua consciência não possa censurá-lo de alguma vez ter deixado de fazer todas as coisas que julgou serem as melhores (que é o que chamo aqui seguir a virtude), recebe daí uma satisfação tão poderosa para torná-lo feliz que os mais violentos esforços da paixão nunca têm poder suficiente para perturbar a tranqüilidade de sua alma".

Acrescentando, portanto:

DESCRIÇÂO DA OBRA:

"Uma ponte entre Descartes e Kardec. Ao acompanhar Descartes, aprendemos a precisão conceitual, a clareza da análise e o rigor do método. Ao ouvir Kardec, descobrimos a dimensão moral e evolutiva das paixões, entendidas como desafios do Espírito em sua caminhada rumo ao bem. Entre ambos, há uma complementaridade que enriquece nossa visão: o filósofo mostra como pensar, fornecendo as ferramentas da razão e da análise, enquanto o mestre do Espiritismo convida a aplicar esse conhecimento na vida prática, no esforço de autossuperação, na educação dos sentimentos e na conquista da verdadeira virtude.

Um grande exercício de autoconhecimento. Cada página busca revelar não apenas o que as paixões são, mas como podem ser compreendidas, governadas e educadas. A filosofia cartesiana nos ajuda a compreender os mecanismos; a filosofia espírita nos aponta os caminhos da superação moral. Ao unir esses dois olhares, oferecemos ao leitor um itinerário para compreender-se a si mesmo, reconhecendo nas paixões não inimigas a serem extirpadas, mas forças naturais a serem educadas e orientadas.

Que este livro seja lido como convite: convite ao estudo rigoroso, à reflexão profunda e, sobretudo, à prática de nossa transformação moral, que é a maior finalidade de todo o conhecimento espírita.

Visão rápida do sumário:

Capítulo I. Sobre o conceito de paixões da alma em Descartes.
Capítulo II. Paixões em Descartes: natureza, enumeração e governo.
Capítulo III. A admiração e suas paixões derivadas.
Capítulo IV. As paixões derivadas da admiração nas obras de Kardec.
Capítulo V. Paixões que dependem do bem e do mal.
Capítulo VI. As paixões que dependem do bem e do mal na obra de Kardec.
Capítulo VII. O egoísmo.
Capítulo VIII. Amor da alma vs. amor-paixão.
Capítulo IX. As virtudes e os vícios: a convergência de Descartes e Kardec.
Capítulo X. O valor moral do saber e da riqueza.
Capítulo XI. As virtudes e os vícios: a indulgência diante dos defeitos alheios.
Capítulo XII. As virtudes e os vícios: sobre a revelação do mal.
Capítulo XIII. Virtude: caminho, meta.
Capítulo XIV. Virtude cristã-espírita: convite, obstáculos e o trabalho interior.

Sobre o Autor

Cosme Massi é filósofo, professor, conferencista e escritor. Doutor e Mestre em Lógica e Filosofia da Ciência pela UNICAMP. Especialista em Aprendizagem, Epistemologia, Ética e Teoria da Prova. Graduado em Física pela UFRJ. Ganhador de um Prêmio Moinho Santista em Lógica Matemática (1993). 

Profissionalmente é Sócio e Consultor da HOPER Educação. Foi Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional da Universidade Positivo. Atuou como Membro da Comissão Técnica de Avaliação (CTA) do INEP/MEC e Consultor de Avaliação do Ensino Superior — INEP/MEC. Atualmente, lidera iniciativas de Gestão Compartilhada e Inteligência Acadêmica com foco no desenvolvimento de modelagens avançadas em Inteligência Artificial e na análise estratégica de microdados educacionais, orientando instituições de ensino superior na tomada de decisão e na melhoria consistente de desempenho acadêmico. 

No Espiritismo é pesquisador especializado na doutrina de Allan Kardec, quando fundou o IDEAK Instituto de Divulgação Espírita Allan Kardec e criou a KARDECPEDIA, atualmente em 9 idiomas, utilizada por estudiosos em todos os continentes.' (Fonte: Nobiltá)

Link para saber mais e estudar sobre o tema "paixões, vícios e virtudes" da alma em outra perspectiva: https://kardecpedia.com/

Sugestão de leitura: CHIBENI, S. S. As paixões: uma breve análise filosófica espírita. Disponível em: https://www.geeu.net.br/artigos/paixoes.pdf. Acesso em: 15 de maio de 2026.

_______.


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REFLEXÃO MATINAL CXXVII: UMA INTERPRETAÇÃO KANTIANA DA MORAL CRISTÃ EM "CONFRONTO" COM ÉTICAS ANTIGAS (II)

  

Aproveitando uma Pausa na Oficina:

Aproveitando para encerrar leituras interrompidas destes dois lançamentos recentes. Tenho em mãos, mais uma vez, e desde que saíram, a 2ª edição do “Herança dos filósofos medievais” (Miguel Spinelli, 2025), e a 3ª edição revista e ampliada de "Idade Média: o nascimento do ocidente" (Hilário Franco Júnior, 2025). Os dois publicados pela Editora Madamu (SP).

E, como sempre, prosseguindo com leituras do tema principal:

Dado o percurso que iniciei há alguns anos, hoje retornando às referências básicas que estou sempre estudando para as pesquisas aqui, acrescentei o artigo do prof. Lionel Ribeiro dos Santos, às obras que fazem parte das leituras diárias e que passaram a fazer parte das minhas leituras frequentes. De grande utilidade para a pesquisa, em andamento; o texto traz uma reflexão e apontamentos fundamentais além de importante bibliografia, algumas já acrescentadas às minhas leituras e outras a serem lidas o mais breve possível.

Aqui, no seu artigo, o prof. Leonel faz uma reflexão sobre “herança kantiana” abordando um “confronto” da ética kantiana a partir do cristianismo com éticas antigas. Para mim, especificamente, a contribuição é de extrema importância por estar ao mesmo tempo estudando alguns autores estóicos, principalmente Epicteto, Marco Aurélio e Sêneca.

Adicionei abaixo o link do artigo, mais referência e prossigo estudando:

Kant, sua interpretação moral do Cristianismo e raízes bíblico-cristãs da sua ética

Resumo: O assunto de que se trata neste ensaio situa-se na confluência entre a filosofia moral e a filosofia da religião de Kant, uma zona de coabitação problemática ou, antes, uma zona de passagens e de tensões, que muito raramente é visitada. E, todavia, da sua abordagem podem resultar importantes clarificações para pontos fulcrais nomeadamente da ética kantiana. Começa-se por considerar alguns problemas de método a respeito do assunto do ensaio e das dificuldades que o envolvem e se passa, depois, a abordar a interpretação que Kant faz da ética cristã no confronto com outros sistemas éticos da Antiguidade (nomeadamente o Estoicismo e o Epicurismo), apontando à explícita inspiração bíblico-cristã de tópicos essenciais da ética kantiana. De seguida, esclarece-se a interpretação kantiana do Cristianismo como religião moral e natural e a suposta complementaridade entre moral e religião, segundo o entendimento do filósofo, passando, após, à explicitação do pressuposto geral que preside à hermenêutica bíblicoteológica kantiana: a razão como supremo exegeta e o princípio da moralidade como o seu supremo critério. Conclui-se com um breve apontamento sobre uma inesperada, muito relevante e ainda recente reabilitação do filósofo da razão pura como qualificado intérprete do mais genuíno significado humano, moral e histórico do Cristianismo.” 

Link do artigo:

SANTOS, Leonel Ribeiro dos. Kant, sua interpretação moral do Cristianismo e raízes bíblico-cristãs da sua ética. Conjectura: filos. e Educ. [online]. 2017, vol.22, n.2, pp.226-278. ISSN 2178-4612.  Disponível em: http://educa.fcc.org.br/pdf/conjectura/v22n2/2178-4612-conjectura-22-02-00226.pdf . Acesso em: 15.05.2026.

Reli mais uma vez e também acrescento aqui hoje, 15 de maio de 2026: (JAEGER, 2024)

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BIBLIOGRAFIA

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quinta-feira, 14 de maio de 2026

IMMANUEL KANT: SOBRE A VIDA

 


Para leitura em breve. Segundo postagem do professor Bruno Cunha nas redes sociais:

Acaba de ser publicada "Sobre a Vida", parte selecionada das "Lições de Antropologia" de Immanuel Kant. Tradução do querido Prof. Márcio Suzuki da USP.

E, segundo a sinopse: “Nesta seleção e tradução inéditas, as lições sobre a vida e o viver em sociedade tiradas dos cursos que um dos mais importantes filósofos de língua alemã ministrou na segunda metade do séc. XVIII.

______.

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994. (B 832-847)

______. Sobre a vida. Seleção, tradução, introdução e notas de Márcio Suzuki. Ed. Casa Matinas, 2026.

______. A metafísica dos costumes. Trad. Clélia Aparecida Martins. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

______. Lições sobre a Doutrina Filosófica da Religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/ São Francisco, 2019.

______. Lições de Metafísica. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/São Francisco, 2021

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

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______. A religião nos limites da simples razão. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2024.

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______. Crítica da razão pura. Tradução Valerio Rohden e Udo Moosburguer. Coleção Os Pensadores. São Paulo,Abril Cultural, 1983.

______. Crítica da razão pura. "Do ideal de Sumo Bem como um fundamento determinante do fim último da razão pura. Segunda seção". (A805, 806 - B833, 834). Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

_____. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Tradução Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.

______. Cursos de Antropologia: a faculdade de conhecer (Excertos). Seleção, tradução e notas de Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Clandestina, 2017.

______. Resposta à pergunta: o que é “esclarecimento”?. In: Immanuel Kant textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985.

______. Lições de Ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Feldhaus. São Paulo: Unesp, 2018.

______. Crítica da razão prática. Trad. Monique Hulshof. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.

______. Sobre a Pedagogia. Tradução de Francisco Cock Fontenella. Piracicaba, SP: Editora Unimep, 1996.

______. Sobre a Pedagogia. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2021.



 


terça-feira, 12 de maio de 2026

TEMPO DE ESTUDOS: "HISTÓRIA NATURAL DA RELIGIÃO" E "PRINCÍPIOS DA MORAL" (I)


Relia, há pouco, as "Lições..." de Immanuel Kant, referência principal nas pesquisas por aqui, sobre o tema, e decidi fazer uma digressão...

Primeiro, destaco "História natural da religião é uma profunda reflexão sobre os princípios que dão origem à crença original e como o contexto histórico, cultural e social influencia e é influenciado pelas disposições morais e filosóficas do ser humano. O percurso de Hume leva ao entendimento de que "o bem e o mal se misturam e se confundem universalmente, assim como a felicidade e a miséria, a sabedoria e a loucura, a virtude e o vício". Por esse ângulo, a religião estaria associada a princípios sublimes, ao mesmo tempo que dá ensejo a práticas as mais vis. Uma conclusão audaz para a sua época e dramaticamente corroborada pelo cenário contemporâneo.”

Nessa obra, Hume faz "[...] uma espécie de genealogia da crença religiosa, ... busca a origem e os motivos causais da mesma.

Apresenta dois tipos de explicações no que se refere à origem da religião.

"A primeira explicação defende a tese de que as pessoas são levadas à religião pela contemplação racional do universo, explicação que lembra de passagem a ideia do Movente Imóvel de Aristóteles.

A segunda defende a tese de que a religião tem seu fundamento não em bases racionais mas em fatores estritamente psicológicos. Hume defenderá a segunda tese, ou seja, que as religiões não são fruto de uma tentativa de compreensão racional do universo, mas de paixões humanas primitivas e basilares, principalmente das paixões do medo e da esperança. A crença religiosa (e, por conseguinte, o politeísmo) origina-se do medo e do desconhecido e prospera em circunstâncias adversas de medo e ignorância em relação ao futuro. A crença religiosa acaba sendo uma escora psicológica importante para atenuar fracassos e fomentar esperanças 
[...]. (Fonte: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/nh/v14n2/a11.pdf)"

Logo depois, O "Facebook" trouxe uma lembrança e decidi por publicar aqui, um pequeno resumo, unicamente por trazer elementos para uma nova reflexão e aprofundamento, mantido o enfoque a que tenho me dedicado desde muito tempo:

Trata-se de "Uma investigação sobre os princípios da moral é, segundo o próprio Hume, a expressão final e definitiva de suas ideias e de seus princípios filosóficos. Com este livro, Hume mostra que uma investigação deve proceder de fatos observados sobre o comportamento humano, deixando de lado quaisquer esquemas puramente hipotéticos e idealizados acerca da “real natureza” do homem. Seu modo de estudo é a antiga ideia do homem como um ser caracteristicamente racional, e a consequente tentativa de fundamentar na razão todas as atividades que são próprias do ser humano ― entre elas, a busca do conhecimento e do aprimoramento moral. Hume, ao publicar esta obra, teve em vista o leitor culto e educado, que acredita na filosofia não como um meio de vida, mas sim como uma fonte de princípios e ensinamentos, e que busca antes o conteúdo substancial do que os longos caminhos das réplicas e das tréplicas. Esse leitor poderá entregar-se a um dos textos mais ricos e fascinantes da prosa filosófica.”

...

"DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA MORAL: As disputas com homens teimosamente obstinados em seus princípios são dentre todas as mais tediosas, exceto talvez aquelas com pessoas inteiramente insinceras que não acreditam realmente nas opiniões que defendem mas engajam-se na controvérsia por afetação, por um espírito de oposição ou pelo desejo de mostrar um brilho e inventividade superiores aos do resto da humanidade. Em ambos os casos deve-se esperar a mesma aderência cega aos próprios argumentos, o mesmo desprezo pelos seus antagonistas e a mesma veemência apaixonada com que insistem em sofismas e falsidades. E como o raciocínio não é a fonte da qual nenhum desses contendores deriva suas doutrinas, é vão esperar que a lógica – que não se dirige aos afetos – consiga alguma vez leva-los a abraçar princípios mais sadios”.

 

Dessa digressão, advirão outras reflexões e releituras.

______.

CUNHA, Bruno. A gênese da ética em Kant. São Paulo: Editora LiberArs, 2017.

ESSEN, Georg; STRIET, Magbus. (Hrsg.) Kant und die Theologie. Wbg academic, 2005. 

HUME, David. História natural da religião. Trad. apres. e notas Jaimir Conte. São Paulo: Ed. Unesp, 2005.

______. Tratado da natureza humana. São Paulo: Ed. Unesp, 2009.

______. Uma investigação sobre os princípios da moral. Trad: José Oscar de Almeida Marques. Campinas, SP: Editora UNICAMP, 1995, p.19.

______. A arte de escrever Ensaios. São Paulo: Ed. Unesp, 2008.

______. Dissertação sobre as paixões: seguida de História natural da religião. Trad. Pedro Paulo Pimenta. São Paulo: Iluminuras, 2021.

______. Dissertação sobre as paixões. Trad. Jaimir Conte. In: Revista Princípios. Natal, v.18, n.29, jan./jun. 2011, p. 371-399.

JAMES, William. L'expérience religieuse: essai de psychologie descriptive. Legare Street Press, 2022. (482 páginas).

______. (e-book) L'expérience religieuse. 

______. As variedades da experiência religiosa: um estudo sobre a natureza humana. São Paulo: Cultrix, 2017.

______. A vontade de crer. São Paulo: Edições Loyola, 2001.

______. Human immortality: two supposed objections to the doctrine. Cosimo Classics, 2007.

______. Alguns problemas de filosofia. Lisboa: Edições 70, 2023.

______. Ensaios sobre psicologia. Organização, tradução, introdução e notas de Saulo de Freitas aAraújo. São Paulo: Hogrefe, 2024.

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2014)

______. Prolegômenos a toda metafísica futura. Lisboa: Edições 70, 1982.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

______. Die Religion Innerhalb Der Grenzen Der Bloße Vernunft. Walter de Gruyter, 2010. (Editado por Ottfried Höffe)

______. Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft. W. de Gruyter, 1968.

______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992. 

______. Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Tradução e estudo de Vinicius de Figueiredo. São Paulo: Editora Clandestina, 2018.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 1993.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Lisboa: Edições 70, 2012.

KANTERIAN, Edward.  God and metaphysics: the secret thorn. Routledge, 2017.

TEMPO DE ESTUDOS: "LIÇÕES SOBRE A DOUTRINA FILOSÓFICA DA RELIGIÃO" (II)

 

Retornando, devagarinho, ao texto...

"O mundo consiste no mundo corpóreo ou no mundo da alma. Portanto, a cosmologia contém duas partes. A primeira poderia ser denominada ciência da natureza corpórea e a segunda parte a ciência na natureza pensante. Há, por essa razão, uma doutrina do corpo e uma doutrina da alma. (AA XXVIII: 541-542)"

Como tem sido uma constante, mantendo o foco das leituras atuais, ante a dificuldade na escrita, tenho me dedicado, bastante às leituras e escrevendo devagarinho, aqui acrescento, mais uma vez, essa obra que acabei de reler e estudando juntamente com outras obras do autor. 

"[...] longe da posição de Kant está a visão secularista que trata a religião com desprezo, considerando-a como nada mais que uma relíquia do passado ou um deplorável refúgio para os ignorantes e supersticiosos" (A. W., 2009)

Prosseguindo os trabalhos com mais uma releitura,  na "tônica dominante" das leituras de hoje.

Encerrando a segunda leitura atenta das “Lições sobre a doutrina filosófica da religião”, outra obra fundamental para o trabalho em andamento. 

O manuscrito estudantil das Lições sobre a doutrina filosófica da religião, ministradas muito provavelmente no semestre de inverno de 1783/1784, foi publicado pela primeira vez em 1817 por Karl Heinrich Ludwig Pölitz. Kant ministrou essas Lições tendo como base escritos metafísicos e teológicos que tinham sido publicados por influentes filósofos alemães de sua época. Mas, em suas Lições, Kant não apenas faz referência à posição desses filósofos. Ao contrário, ele também os comenta e os critica, fornecendo importantes indicações de sua perspectiva filosófica sobre problemas que estão localizados na interface entre teologia, religião, metafísica e filosofia moral. O leitor desses manuscritos adquire uma impressão bastante favorável do alto nível em que Kant e seus contemporâneos refletiram, por exemplo, sobre as, segundo ele, três possíveis provas especulativas da existência de Deus. As Lições sobre a doutrina filosófica da religião são indubitavelmente uma importante fonte para a nossa compreensão da filosofia crítica de Kant.

______.

CUNHA, Bruno. A gênese da ética em Kant. São Paulo: Editora LiberArs, 2017.

DICK, Corey. Early Modern German Philosophy (1690-1750). OUP. Oxford University Press, 2010.

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

______. Die Religion Innerhalb Der Grenzen Der Bloße Vernunft. Walter de Gruyter, 2010. (Editado por Ottfried Höffe)

______. Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft. W. de Gruyter, 1968.

______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992. 

______. Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Tradução e estudo de Vinicius de Figueiredo. São Paulo: Editora Clandestina, 2018.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 1993.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Lisboa: Edições 70, 2012.

KANTERIAN. Edward. Kant, God and Metaphysics: the secret thorn. Routledge, 2017.

WOOD, Allen.  Kant’s Moral Religion. Ithaca/London: Cornell University Press, 1970.

TEMPO DE ESTUDOS SOBRE QUESTÕES DE "MÉTODO". TEMAS LIVRES (VI)


(IMAGEM 1. IDEAK)

Estudos ainda em ANDAMENTO. Elaborando, ainda, um texto e desenvolvendo as ideias discutidas hoje 08 de maio de 2026. 

(Imagem 2 - IDEAK)

1. Repassando por algumas leituras, enquanto participo de um estudo interestadual, e reforçando: se o "Espírito", frequentemente, está ou sintonizado no futuro, ou no passado, preocupado, com o acontecido ou que acontecerá, bem fácil defender-se, como se defende, que o presente, não é sentido. É fugidio! No entanto, precisamos:

"[XLVI.2] ... caso, [...] uma discussão sobre algum princípio filosófico sobrevenha, silencia ao máximo, pois o perigo de vomitar imediatamente o que não digeriste é grande. E quando alguém te falar que nada sabes e não te morderes, sabe então que começaste a ação. (Encheirídion)".

Ademais:

Bem-aventurado silêncio. Feliz o homem que nada sabe e nada quer". (Angelus Silesius 1624-1677).

Ainda relendo (estudado) o livro "Dissertação sobre as paixões"; "História natural da religião"; (D. Hume); "As paixões da alma" (R. Descartes), "Antropologia de um ponto de vista pragmático"(I. Kant), "As leis naturais e a verdadeira felicidade"; "Ação e tempo: causalidade, liberdade e evolução moral" (Massi) amparado nas Q. 495, 843, 845, 872, 1009 (LE), CI, GE (cap. I, item 14), ESE LM (itens 159; 182 e  256); RE. (set, 1858-1869).

Hoje, 12 de maio em continuidade dos estudos, destacando a Conclusão do LE e a GE (cap. Iitem 14).

Mesmo não podendo digitar por muito tempo, ainda, as reuniões de estudo e as leituras seguem normais. Pela manhã, como sempre, mantidos os estudos e leituras de sempre sobre a Filosofia de Christian Wolff; Immanuel Kant; Kierkegaard, entre outros. E, agora esse estudo muito bom, envolvendo questões de "método".

Participando agora, numa das pausas na leitura e mais estudos atentos a partir da excelente nova tradução da "Religião nos limites da razão pura", do prof. Bruno Cunha e outros textos kantianos, tentando redigir um artigo e um texto maior, apesar das dificuldades,  com amigos de Curitiba (IDEAK), vários Estados, alguns países. Sempre muito bom retornar aos estudos ... rever os amigos de aprendizado.

Gostei muito, desde a proposta inicial que me levou a participar deste o grupo, da discussão sobre "O que é ciência e outras questões" sobre o tema como ponto de partida, e claro, sempre excelente estudo e muito esclarecedor sobre o tema.

Para melhor compreensão do tema Filosofia da ciência na abordagem utilizada durante as discussões sugiro a página do professor Silvio S. Chibeni:

Aproveitei para aprofundar também as leituras sobre o "conceito de pessoa" (identidade pessoal)


Link 3 para a obra do Cosme: 

https://ebooks.nobilta.com.br/destaques/ebook-acao-e-tempo-causalidade-liberdade-e-evolucao-moral-335

______.

BOUDRY, M. (2021). Diagnosing pseudoscience – by getting rid of the demarcation problem. Journal for General Philosophy of Science. https://doi.org/10.1007/s10838-021-09572-4 (2013). The limitations of falsificationism. In A. Chalmers (Ed.), What is this thing called science? (4th ed., pp. 81–96). essay, University of Queensland Press.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

GORDIN, Michael D. Pseudosciencea very short introduction. New York: Oxford University Press, 2023.

HANSSON, Sven Ove. Belief Change: introduction and overview. Springer,  2018.

______. Vetenskap och ovetenskap. Stockholm: Tiden, 1983.

______. Defining Pseudoscience In: Philosophia Naturalis, 33: 169–176. 1996.

______. Falsificationism FalsifiedIn: Foundations of Science, 11: 275–286, 2006.

______. Values in Pure and Applied ScienceIn: Foundations of Science, 12: 257–268, 2007.

_____. Philosophy in the Defence of ScienceIn: Theoria, 77(1): 101–103, 2011., Theoria, 77(1): 101–103, 2011.

______. Defining pseudoscience and science.  In: Pigliucci and Boudry (eds.), pp. 61–77, 2013.

______. Philosophy of pseudoscience: reconsidering the demarcation problem. University of Chicago Press; Illustrated edição, 2013.

HUME, David. História natural da religião. Trad. apres. e notas Jaimir Conte. São Paulo: Ed. Unesp, 2005.

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______. Dissertação sobre as paixões: seguida de História natural da religião. Trad. Pedro Paulo Pimenta. São Paulo: Iluminuras, 2021.

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______. A incomensurabilidade na ciência: os últimos escritos. São Paulo: Ed. Unesp, 2024.

______. O caminho desde a estrutura: ensaios filosóficos. 2. ed., 1970-1993, com uma entrevista autobiográfica. São Paulo: Ed. Unesp, 2024.

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______. Espírito e matéria. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2016.

______. Ação e Tempo: causalidade, liberdade e evolução moral. Curitiba, PR: Nobiltá, 2026. (eBook)

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SANDLER, Paulo Cesar. As origens da psicanálise na obra de Kant: a apreensão da realidade. Rio de janeiro: Imago, 2000. (Vol. III)

______. Raízes psicanalíticas no Iluminismo. Rio de janeiro: Imago, 2000. (Vol. I)

______. Os primórdios do movimento romântico e a psicanálise. Rio de janeiro: Imago, 2000. (Vol. II)

TERRA, Walter R; Terra Ricardo R. Filosofia da ciência. São Paulo: Contexto, 2023.


ANOTAÇÕES SOBRE PERFECTIBILIDADE, DIGNIDADE HUMANA E AS "PAIXÕES: DE DESCARTES E KARDEC" (II)

ESTUDOS EM DESENVOLVIMENTO... Mais sobre o Livro e o Link para a editora em : https://www.nobilta.com.br/destaques/livro-as-paixoes-de-desca...