domingo, 8 de fevereiro de 2026

ANOTAÇÕES SOBRE PERFECTIBILIDADE, DIGNIDADE HUMANA E AS PAIXÕES EM KANT

(IMAGEM: "Salomon Koninck: de Kluizenaar. ca. 1643. Gemäldegalerie Alte Meister, Dresden." In: Pinterest")

ANOTAÇÕES SOBRE DUAS QUESTÕES

1. "[...] o homem é obrigado a reconhecer praticamente a dignidade da humanidade em todos os outros homens, portanto, radica nele um dever que se refere ao respeito que se tem necessariamente de mostrar por todo outro homem.” (KANT, Metafísica dos Costumes, 462, §38)

E, recentemente li, uma obra que tenta responder algumas questões que de certa forma parecem não contempladas na discussão kantiana sobre o  da “dignidade humana”: Dignidade e Autonomia na Filosofia Moral de Kant” O autor tenta responder à questão sobre como aplicar as reflexões kantianas às reflexões atuais sobre pessoas com limitações físicas ou intelectuais. 

2. Uma reflexão. “Faça uma prática dizer a todas as impressões fortes: ‘Uma impressão é tudo o que você é’. Em seguida, teste e avalie com seus critérios, mas um principalmente: pergunte: ‘Isso é algo que está ou não está sob meu controle?’ E se não é uma das coisas que você controla, diga: ‘Então não é minha preocupação’. (EPICTETO. D. II, 18)

Portanto, cabe-nos concentrar a atenção no que está sob nosso controle, a Natureza cuida do que está longe do nosso poder.

3. E, SOBRE A PERFECTIBILIDADE

Ademais sobre essas buscas, acrescentei alguns trechos d "Antropologia de um ponto de vista pragmático" (KANT, 2006) sobre a perfectibilidade no ser humano:

“Desenvolvimento até a perfeição[1]

§25 d

Uma série contínua de representações sensíveis sucessivas e diferentes segundo o grau tem, se a seguinte é sempre mais forte que a anterior, um extremo de tensão (intensio): aproximar-se dele é estimulante, ultrapassá-lo, relaxante (remissio). No ponto, porém, que separa ambos estados está a acabamento (maximum) da sensação, que tem por conseqüência a insensibilidade, portanto, a falta de vida.

Se se quer manter viva a faculdade de sentir, não se deve começar pelas sensações fortes (pois estas nos fazem insensíveis para as seguintes), mas de preferência privar-se delas no início e administrá-las com parcimônia para poder ascender cada vez mais alto. O pregador começa, na introdução, com uma fria instrução do entendimento, que induz a tomar em consideração o conceito de um dever; insere então um interesse moral nas divisões de seu texto e termina, na aplicação, movendo todos os móbiles da alma humana mediante as sensações que podem dar ênfase àquele interesse.

Jovem homem! Evita a saciedade (da diversão, do excesso, do amor e semelhantes), se não com o propósito estóico de se abster completamente dela, ao menos com o fino propósito epicurista de ter a perspectiva de uma fruição sempre crescente. Essa parcimônia com o pecúlio de teu sentimento vital te fará realmente mais rico pelo retardamento do prazer, ainda quando no fim de tua vida devas ter renunciado em grande parte ao uso dele. A consciência de ter a fruição em seu poder é, como tudo o que é ideal, mais fecunda e muito mais ampla que toda satisfação dos sentidos porque esta é ao mesmo tempo consumida e, assim, subtraída à massa do todo.”

Das paixões § 80

possibilidade subjetiva do surgimento de um certo desejo, que precede a representação de seu objeto, é propensão (propensio); - a coação interna da faculdade de desejar para possuir esse objeto, antes de conhecê-lo, é instinto (como impulso de acasalamento ou impulso paternal dos animais de proteger suas crias etc.). - O desejo sensível que serve de regra (hábito) ao sujeito chama-se inclinação (inclinatio). - A inclinação pela qual a razão é impedida de comparar essa inclinação com a soma de todas as inclinações em vista de uma certa escolha, é a paixão (passio animi). Percebe-se facilmente que as paixões são altamente prejudiciais à liberdade, porque se deixam unir à mais tranqüila reflexão e, portanto, não devem ser inconsideradas como a afecção, nem tampouco turbulentas e passageiras, mas podem deitar raízes e coexistir mesmo com a argumentação sutil-, e se afecção é uma embriaguez, paixão é uma doença que tem aversão a todo e qualquer medicamento e, por isso, é muito pior que todas aquelas comoções passageiras da mente, que ao menos estimulam o propósito de se aperfeiçoar; ao contrário destas, a paixão é um encantamento que exclui também o aperfeiçoamento.

Designa-se a paixão com a palavra mania (ambição, sede de vingança, desejo de poder etc.), exceto a do amor, quando não se está enamorado. A causa é que esse último desejo simultaneamente cessa quando satisfeito (mediante o gozo), ao menos em relação à mesma pessoa, e portanto pode-se apresentar como paixão um estar apaixonadamente enamorado (enquanto a outra parte persiste na negativa), mas não o amor físico, porque este não contém um princípio constante em relação ao objeto. A paixão pressupõe sempre uma máxima do sujeito, de agir segundo um fim que lhe é prescrito pela inclinação. Está, portanto, sempre ligada à razão do sujeito: não se podem atribuir paixões aos meros animais nem tampouco aos puros seres racionais. Visto que nunca são plenamente satisfeitas, a ambição, a sede de vingança etc. fazem por isso mesmo parte das paixões, como doenças contra as quais só existem meios paliativos.”

Divisão das paixões [...] §81

Elas são divididas em paixões da inclinação natural (inatas) e paixões da inclinação procedentes da civilização dos seres humanos (adquiridas). As paixões do primeiro gênero são a inclinação à liberdade e a inclinação sexual, ambas ligadas a afecção. As do segundo gênero são a ambição, desejo de poder e cobiça, que não estão ligadas à impetuosidade de uma afecção, mas à persistência de uma máxima dirigida a certos fins. Aquelas podem ser denominadas inflamadas (passiones ardentes); estas, como a avareza, paixões frias (frigidae). Mas todas as paixões são sempre desejos dirigidos apenas de homens a homens, não a coisas, e sem dúvida se pode ter muita inclinação a utilizar um campo fértil ou uma vaca, mas não afecção (que consiste na inclinação à comunidade com outros), e muito menos uma paixão.”

homem diligente, deve portanto, lutar para evitar as oscilações da paixões.

Ademais:

“[...] ser humano pode exercer domínio sobre si mesmo se ele quiser?

Immanuel Kant, nas "Lições de ética", responde que:

"De fato, parece acontecer dessa forma, porque isso parece depender do homem. [...] Ora, o domínio sobre si mesmo depende da força do sentimento moral. Podemos muito bem nos autogovernar se enfraquecermos as forças opostas.

E, na Questão 909, no LE, lemos também:

Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?

“Sim, e por vezes fazendo esforços bem pequenos. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!

Grifo e destaques meus) 

______.

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SILVA, Thiago Delaíde da. Dignidade e Autonomia na Filosofia Moral de Kant. Edições 70, 2022.



[1] KANT. Antopologia de um ponto de vista pragmático. 2006.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

SOBRE O CONCEITO DE PESSOA NA OBRA DE IMMANUEL KANT


Desenvolvendo...

Vemos que na obra de Immanuel Kant, o conceito de pessoa é central para a filosofia moral e jurídica, distinguindo-se fundamentalmente do conceito de "coisa" ou "ser humano apenas biológico". A pessoa é definida como um ser racional, autônomo e sujeito à lei moral, possuidor de uma dignidade incondicional. 

 

I. O conceito metafísico de pessoa. Crítica e apropriação do conceito de pessoa.

Kritik der reinen Vernunft. (KrV)

Terceiro paralogismo (341-406) - (A361ss. - B341-399)


II. O conceito moral de pessoa: fins em si mesmo e valor intrínseco.

(GMS II) - AA 4: 406-445.

(MS IV) - AA 6:223; #11.  6:434; #38. 6:462.


III. O conceito antropológico de pessoa.

(Religio ... I) AA 6:47-54. 6:26-28.

(Antroplogie... )#1 AA7:127ss.

Para saber mais:

Artigo do professor Edmison Menezes. Kant e a noção de pessoa:

Link: https://periodicos.pucpr.br/aurora/article/view/817/745

______.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Começo conjectural da história humana. São Paulo: Unesp, 2010. (p.80-81).

______. Ideia de uma história de um ponto de vista cosmopolita. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992.

______. A religião nos limites da simples razão. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2024.

______.Vorlesung über die philosophische EncyclopädieInKant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12)

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.

______. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

______. Crítica da razão prática. Edição bilíngüe. Tradução Valerio Rohden. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

____. Crítica da faculdade do juízo. Trad.Valerio Rohden e António Marques. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993.

______. Dissertação de 1770. De mundi sensibilis atque inteligibilis forma et principio. Akademie-Ausgabe. Trad. Acerca da forma e dos princípios do mundo sensível e inteligível. Trad., apres. e notas de L. R. dos Santos. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda. FCSH da Universidade de Lisboa, 1985.

______. Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2014).

______. Sobre a Pedagogia. Tradução de Francisco Cock Fontenella. Piracicaba, SP: Editora Unimep, 1996.

______. Sobre a Pedagogia. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2021.

______. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Tradução Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.

______. Cursos de Antropologia: a faculdade de conhecer (Excertos). Seleção, tradução e notas de Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Clandestina, 2017.

______. Resposta à pergunta: o que é “esclarecimento”?. In: Immanuel Kant textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985.

sábado, 31 de janeiro de 2026

ATUALIZANDO LEITURAS E ESTUDOS: DE KANT "PRÉ-CRÍTICO" A HEGEL (II)

       

Ainda estudando Immanuel Kant, mantendo o foco no percurso que tem início no período pré-crítico, passando demoradamente pelo período entre Kant e Hegel e, chegando à algumas questões e autores ligados ao denominado neokantismo ou neocriticismo e refletindo sobre essa abordagem como perspectiva filosófica desenvolvida na Alemanha, aproximadamente entre os anos 1860 a 1914, para entender as ideias em geral no período e o retorno às ideias mesmas de Kant em oposição a alguns autores do Idealismo.

Acrescento hoje esta obra que trata, especificamente, do "Eclipse da Moral e o nascimento do cinismo contemporâneo" entre os anos de 1807-1817:

A obra procura ater-se à organização do repertório que torna possível reformular o problema da moralidade nos novos tempos, ou seja, a passagem da idade Moderna para a Contemporânea, circunscrito na época em que a prosa crítica de Hegel atingiu a maturidade e o discurso moral passava da crise ao declínio. Na Fenomenologia do espírito e nas primeiras aulas que ministrou sobre filosofia do direito, Hegel desvendou a gênese de uma convergência entre a abstração moral, de origem kantiana, e abstrações de mais recente feitio, as que o processo de transição ao novo tempo ia produzindo em seu rastro. Pelos anos de 1807-1817, o filósofo alemão deu forma a uma micrologia bastante específica, onde se condensam as dinâmicas de moralidade e não-moralidade. Onde moralidade e não-moralidade só fariam negar-se ou repelir-se, Hegel investigou injunções, sondou compromissos, avaliou dissensões. E chegou a ensaiar o delineamento de micro figuras que melhor representassem ou ilustrassem a questão.

. ' .

"Eclipse da Moral: Kant, Hegel e o nascimento do cinismo contemporâneo", de Silvio Rosa Filho, analisa o declínio da moralidade moderna entre 1807-1817, argumentando que a abstração da moral kantiana, ao encontrar a realidade histórica, converteu-se em cinismo. A obra foca em como Hegel, na Fenomenologia do Espírito, desvenda essa transição da crise moral para o cinismo atual. 

Pontos principais da obra:

Crise da Moralidade Moderna: O livro aborda a passagem da Idade Moderna para a Contemporânea, marcada pelo declínio do discurso moral.

Crítica a Kant: Hegel identifica um dualismo no pensamento kantiano (sujeito/objeto) e aponta que a moralidade abstrata de Kant falha em se realizar concretamente.

Nascimento do Cinismo: A moralidade, ao se tornar abstrata e idealizada (Kant), passa a ser ignorada ou manipulada na prática, gerando o cinismo contemporâneo.

Hegel e a Eticidade: Hegel propõe a superação da moralidade subjetiva (Kant) pela moralidade objetiva (eticidade), mediada pelas instituições, conforme discutido em suas análises.

Micrologia da Moralidade: O autor investiga como Hegel, no período de 1807-1817, analisou as dinâmicas entre moralidade e não-moralidade, delineando micro figuras que representam essa transição. 

O livro é descrito como uma análise da "microfísica" das relações morais e da inversão da moral kantiana.” (Texto extraído do Google)

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RESENHA:

200 ANOS DE CINISMO

https://agencia.fapesp.br/200-anos-de-cinismo/12411#:~:text=Em%20Eclipse%20da%20moral%2C%20S%C3%ADlvio%20Rosa%20Filho%2C,a%20partir%20de%20invers%C3%B5es%20da%20moral%20kantiana.

______.

ROSA FILHO, Silvio. Eclipse da Moral: Kant, Hegel e o nascimento do cinismo contemporâneo”. São Paulo: Ed. Barcarola, 2010.

 BAVARESCO, Agemir Bavaresco; TAUCHEN, Jair Tauchen; PONTEL, Evandro Pontel (Orgs.). De Kant a Hegel: Leituras e atualizações. - Porto Alegre, RS: Editora Fi, 2019.

BECKENKAMP, Joãosinho. Entre Kant e Hegel. Porto Alegre: Edipucrs, 2004, 288 p.

CARVALHO, Marcelo; FIGUEIREDO, Vinìcius. Filosofia alemã de Kant a Hegel. (Org.). São Paulo : ANPOF, 2013. 770 p.

FERREIRO, Héctor; HOFFMANN, Thomas Sören; BAVARESCO, Agemir (Orgs.). Los aportes del itinerario intelectual de Kant a Hegel. Porto Alegre, RS, Editora Fi: EDIPUCRS, 2014. (Comunicaciones del I Congreso GermanoLatinoamericano sobre la Filosofía de Hegel. Português./Espanhol)

FERRY, Luc. Kant: uma leitura das três "Críticas". 3. ed. Rio de Janeiro: Difel, 2009.

GUYER, PAUL. The Cambridge companion to Kant. Cambrridge University Press, UK, 1992.

HÖFFE, Otfriede. Immanuel Kant. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

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______. Kant: crítica da razão pura: os fundamentos da filosofia moderna. São Paulo: Edições Loyola, 2013.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

______. Crítica da razão prática. Edição bilíngüe. Tradução Valerio Rohden. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

____. Crítica da faculdade do juízo. Trad.Valerio Rohden e António Marques. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993.

______. Dissertação de 1770. De mundi sensibilis atque inteligibilis forma et principio. Akademie-Ausgabe. Trad. Acerca da forma e dos princípios do mundo sensível e inteligível. Trad., apres. e notas de L. R. dos Santos. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda. FCSH da Universidade de Lisboa, 1985.

______. Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2014)

______. Prolegômenos a toda metafísica futura. Lisboa: Edições 70, 1982.

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PHILONENKO, Alexis. Études kantiennes. Librairie philosophique J. Vrin, Paris, 1982.

ROSA FILHO, Silvio. Eclipse da Moral: Kant, Hegel e o nascimento do cinismo contemporâneo”. São Paulo: Ed. Barcarola, 2010.


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXXI: LE SENS MORAL: UNE HISTOIRE DELA PHILOSOPHIE MORAL DE LOCKE A KANT (II)

 Desenvolvendo...

Aproveitando, enquanto estudo um pouco mais o idioma francês releio as obras aqui já citadas várias vezes.

E, hoje 27.01.2026, revisitando este texto organizado por Laurent Jaaffro e acrescentando um outro livro já estudado e citado aqui neste Blog: Ethica Nicomachea - III 9 - IV 15: As virtudes morais (2019) na foto.

Em meio às pausas, revisitei a obra de Aristóteles: Ética a Nicômaco que serviu como o “manual” de filosofia moral por mais de um milênio. Aristóteles e sua “ética da virtude”, ainda hoje estudada. 

De minha parte, bastante fundamental a correlação com o que venho estuando, recentemente e fundamental a manutenção do “princípio diretor”!

"Apaga a imaginação; acalma o impulso; extingue o desejo: domina a tua alma." (MARCO AURÉLIO. Meditações. IX : 7)

Como escrevi em outa postagem, nesse mesmo blog, apesar da crítica de vários filósofos, como a de Pascal, por exemplo, que considerava bastante difícil estabelecer um perfeito controle das paixões, visto que isso não levaria em conta fatores sobre a ação e sobre o próprio pensamento. Por isso, teria afirmado que “o coração tem razões que a própria razão desconhece

São fundamentais, portanto, para os meus objetivos específicos, estudando esse período, dado que a “[...] menção à filosofia prática de Wolff, no prefácio da Fundamentação da metafísica dos costumes, não acontece sem razão. Segundo Henrich (1963, 421) e Schmucker, os dois mais notáveis intérpretes do desenvolvimento na segunda metade do séc. XX (1961, p. 30), o debate com a Filosofia prática universal de Wolff foi o ponto de partida para as primeiras reflexões morais kantianas.” (CUNHA, 2017, p. 25).

A isso acrescentei aqui, de Laurent Jaffro, essa obra que encontrei numa promoção, procurando por outras obras do período quando ainda havia uma livraria "Fnac" aqui por perto. Bons tempos em que era possível, para mim, circular pelas boas livrarias. 

“La formule "moral sense" dont l'invention précisément datée remonte à 1699, est devenue une locution du langage courant. Elle désigne essentiellement une sensibilité du sujet aux normes et une certaine capacité à discerner les qualités morales des actions. Ce volume porte sur la formation du concept de sens moral aux XVII et XVIIIe siècles, notamment dans la pensée britannique et sur sa transformation ou sa critique chez Hume, Adam Smith, Rousseau et Kant. On insiste sur les hésitations qui caractérisent la notion et engagent dès sa formation, sa réception contrastée dans la philosophie morale. Comment savons-nous distinguer le bien du mal, reconnaître que telle action est bonne ou telle règle juste ? Comme l'écrit Adam Smith, selon certains le principe de l'approbation est fondé sur un sentiment d'une nature originale, sur une faculté de perception particulière que l'esprit exerce au spectacle de certaines actions ou dispositions ... Ils lui donnent un nom particulier et l'appellent "sens moral". L'histoire moderne du sens moral, anglaise et surtout écossaise commence par un dilemme. L'obligation suppose une règle extérieurs à la conscience qui est obligée. Comment juger si nous ne disposons pas d'une règle de justice ? Mais les partisans du sens moral objectent : comment reconnaître et nous assuere que cette règle est bien juste, si nous n'avons pas d'abord la capacité de discerner ce qui est juste, indépendamment de l'obéissance à cette règle ? De deux choses l'une : soit nous sommes d'emblée et comme naturellement sensibles aux qualités morales, soit la moralité se réduit à la conformité à un univers de conventions. Cette notion est-elle autre chose qu'une chimère de moralistes ? Son étude permet de reconstituer une petite histoire de la philosophie morale et des polémiques qui l'animent au XVIIIe siècle depuis Cudworth et Locke, en passant par Shaftesbury, Bayle, Hutcheson, Hume et Smith jusqu'à Kant et Bentham et de dessiner les contours d'une nouvelle figure de la subjectivité.”

“A frase "senso moral", cuja invenção remonta a 1699, tornou-se uma frase na linguagem cotidiana. Essencialmente, designa a sensibilidade de um sujeito às normas e uma certa capacidade de discernir as qualidades morais das ações. Este volume trata da formação do conceito de senso moral nos séculos XVII e XVIII, particularmente no pensamento britânico e sua transformação ou crítica em Hume, Adam Smith, Rousseau e Kant. Insistimos nas hesitações que caracterizam a noção e se engajam desde sua formação, sua recepção contrastada na filosofia moral. Como saber distinguir o bem do mal, reconhecer que tal e tal ação é boa ou que tal regra é justa? Como Adam Smith escreve, de acordo com alguns, o princípio de aprovação é baseado em um sentimento de natureza original, em uma faculdade particular de percepção que a mente exerce no espetáculo de certas ações ou disposições ... Eles lhe dão um nome particular e chame-o de "senso moral". A história moderna do senso moral, inglês e especialmente escocês, começa com um dilema. A obrigação supõe uma regra externa à consciência que é obrigada. Como julgar se não temos uma regra de justiça? Mas os partidários do senso moral objetam: como reconhecer e nos assegurar que essa regra é de fato certa, se antes não temos a capacidade de discernir o que é certo, independentemente da obediência a essa regra? Uma de duas coisas: ou somos imediatamente e como se naturalmente sensíveis às qualidades morais, ou a moralidade é reduzida à conformidade a um universo de convenções. Essa noção é algo mais do que uma quimera de moralistas? Seu estudo nos permite reconstruir um pouco da história da filosofia moral e as controvérsias que a animam no século 18 de Cudworth e Locke, de Shaftesbury, Bayle, Hutcheson, Hume e Smith Kant Bentham e traçar os contornos de uma nova figura de subjetividade.”

(Grifos destaques meus)

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domingo, 25 de janeiro de 2026

TEMPO DE ESTUDOS SOBR LIBERDADE DE PENSAR. RELAÇÕES ESPÍRITO E CORPO. CONTROLE DA PAIXÕES

Tempos muitos difíceis. Mas...

Relendo "As paixões da alma", "Antropologia de um ponto de vista pragmático"(Kant), amparado nas Q. 495, 843, 845, 872, 1009 (LE), CI, GE, ESE e LM.

Mais uma vez estudando.

A VIDA não pode parar! Sempre muito bom!

Textos que entendo como um antídotos ao materialismo.

Portanto, nada de pessimismo, materialismo ou ateísmo injustificáveis.

Mesmo ainda não podendo digitar por muito tempo, as reuniões de estudo e as leituras seguem normais. Hoje, excelente estudo sobre temas existenciais importantes.

Participando agora, numa das pausas nas leituras atentas do ESE, estudado detidamente o "Sumo Bem"; a excelente tradução da "Religião nos limites da razão pura" e alguns outros textos kantianos, também um artigo sobre o pioneirismo de William James.

Tentando manter-me focado em Bons pensamentos e estudando um texto sobre a "Liberdade de pensar". Relações Espírito e corpo. Controle da paixões (LE 893-912), (REVUE, 1863, poder da vontade sobre as paixões), no IDEAK, com amigos de Curitiba, vários Estados, alguns países!

Sempre muito bom retornar aos estudos ... rever os amigos de aprendizado.

Gostei muito, desde a proposta inicial para o grupo, da discussão sobre o tema.

______.


ARRIANO FLÁVIO. As Diatribes de Epicteto. Livro I. Tradução, introdução e comentário Aldo Dinucci. Universidade Federal de Sergipe. Série Autores Gregos e Latinos Coimbra, Imprensa da universidade de Coimbra, 2020.

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ANOTAÇÕES SOBRE PERFECTIBILIDADE, DIGNIDADE HUMANA E AS PAIXÕES EM KANT

(IMAGEM: "Salomon Koninck: de Kluizenaar . ca. 1643. Gemäldegalerie Alte Meister, Dresden." In: Pinterest" ) ANOTAÇÕES SOBRE...