domingo, 6 de setembro de 2026

 III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA – MEMÓRIA E FINITUDE - UFMG

Ao mesmo tempo em que estou relendo bastante sobre o tema "Finitude" em filosofia, soube da realização desse Seminário sobre "Memória e Finitude" conforme anotações abaixo sobre o seminário. A isso acrescentei Bibliografia que li, estou relendo e, após a realização do Seminário estarei atento às novas informações, estudo e discussões sobre o tema.

"III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA"

"Entre os dias 23 e 25 de setembro, Profa. Débora Moreira Guimarães, esta em Natal participando do III Seminário Internacional de Filosofia – Memória e Finitude - UFMG.

Dia 24, às 19h - Palestra "Finitude e lembrança: reflexões sobre o estatuto ontológico do finado".

Dia 25, às 14h - Minicurso “A questão da finitude em Ser e tempo”.
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Aproveitando a ocasião para retornar antigas leituras.

Diante disso, numa pausa, extremamente necessária; vou aproveitar para reler três obras clássicas que de certa forma abordam o assunto. Assim que terminei, reli alguns trechos da obra de Boécio, que também trata, em certa medida, da mesma temática “existencial”.

Ao longo do texto de “O último dia de um condenado”, por exemplo, Victor Hugo apresenta o momento derradeiro de um indivíduo condenado à “morte”.

Interessante o detalhe que me fez reler a obra: o crime não é revelado, de início, e Hugo conduz o leitor pela narrativa, culminando numa fase em que o condenado é apresentado como alguém que não se arrepende de seu crime, que aparece, em certa medida, nas outras duas obras que reli e menciono abaixo. Lamenta sim o que fez, por resultar em outro crime, do Estado, não por tê-lo condenado, mas por condenar sua filha, que será órfã de pai e estigmatizada, doravante.

O livro de Victor Hugo, com este tema, me levou à leitura de Dostoiévsky, que em “O Idiota” retoma o assunto, influenciado pela obra de Hugo.

Ora, dado esse tema, por ter aparecido nestes autores acima, acabei relendo “O estrangeiro”, de Camus, que de certa forma, trata na sua vertente, existencialista, o que Hugo e Dostoiévsky discutem em suas obras, mencionadas acima.

Meu interesse principal: a "última reflexão" que fazem os indivíduos diante da "sentença capital".

A estes, como disse acima, acrescentei “A consolação da filosofia”, de Boécio.

“Se esses soberbos se virem despojados de seu esplendor vazio deixarão aparecer, esses senhores, as correntes que os prendem e que eles trazem dentro de si…”  

“[...] à Filosofia não é lícito deixar caminhando sozinho um discípulo seu”

Hoje, como tem sido disciplinadamente, um instante da manhã é dedicado às reflexões, mesmo saindo um pouquinho dos referenciais básicos de sempre, passo em revista os pensamentos e ações, e corrigendas são planejadas e necessárias. Tendo aprendido esses “exercícios” com as leituras de Thich Nhat Hahn e os Estóicos, e hoje, abri uma exceção nas leituras estudadas com esse intuito. 

Reabri, após as releituras citadas acima, bem cedinho, a obra “A consolação da filosofia”, com o título original: "De phisolophiae consolatione"; releitura há muito planejada. Decisão bem acertada e o resultado da leitura foi um ganho enorme! Muito aprendizado!

Escrita na prisão por um condenado à morte, essa obra latina do século VI não deve nada, ou deve muito pouco, às circunstâncias “trágicas” de sua composição. Trata-se de uma obra-prima da literatura e do pensamento europeu; ela se basta, e teria o mesmo valor se ignorássemos tudo a respeito daquele que a concebeu entre duas sessões de tortura, à espera de uma execução. Mas, dado que essa obra-prima não é anônima, nada perde por ter um autor e ser situada em suas circunstâncias, torna-se também, assim, o testemunho da grandeza à qual um homem pode elevar-se pelo pensamento em face da tirania e da morte.

Ademais:

“O que Boécio nos ensina, com tanta autoridade hoje como no século VI, é que a única cultura fértil, oral ou escrita, é a que trazemos intimamente em nós, são os textos clássicos inesgotáveis inseminados na memória e cujas palavras tornam-se fontes vivas, à prova da tristeza, do sofrimento, da morte. O resto, de fato, é 'literatura'” (p. 17.)

Basicamente, na obra, Boécio trata da questão da verdadeira felicidade. Uma profunda reflexão em tonalidades platônicas.

Portanto, Boécio em seu livro “A consolação da filosofia” (por exemplo, no Livro IV), reflete sobre a infelicidade do homem. Defende que a injustiça que atinge o homem é ilusória e se entende dessa forma devido à sua limitada capacidade para um olhar mais ampliado sobre a existência. A entrega aos prazeres efêmeros faz com que o homem opte pelo vício e fuja da virtude que, ao contrário do que crê, lança-o num processo destrutivo que o aprisiona a uma perspectiva limitada da existência. A única rota possível para ampliar a concepção existencial capaz de desviá-lo de equívocos é o caminho de busca das Virtudes, única via na direção da verdadeira liberdade. As virtudes elevam o homem acima do nível rasteiro do comum da humanidade, afasta-o da animalidade. Reconhecer a própria natureza que torna o homem, efetivamente humano, em “essência”.

Acrescentei, algumas reflexões a partir de obras que tenho estudado e anotado aqui no Blog, com elementos de psicologia. Isto na medida em que os temas de certa forma se entrelacem ou sirvam para análise de conceitos e aprofundamentos.

(Grifos e destaques meus)

Enfim, valeram as releituras. 

_______.

AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Penguin/Companhia das Letras, 2017.

ABDALA, Almir. A morte em Heidegger. São Paulo: Paco Editorial, 2017.

BOÉCIO. (Anicius Manlius Torquatus Severinus Boetius). A consolação da filosofia. prefácio de Marc Fumaroli; tradução do latim por Willian Li. – 2. ed. – São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012. – (Clássicos WMF).

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion de Epicteto. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012. 96 p.

CAMUS, Albert. O estrangeiro. 54. ed. Rio de Janeiro, RJ: Record, 1979.

DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 3. ed. – Porto Alegre, RS: Artmed, 2019.

______. Religião, psicopatologia e saúde mental. Porto Alegre, RS: Artmed, 2008.

DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

EPICTETO. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Book I. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue)

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

EPICTETUS. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments; Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

FRANKL, Viktor. Yes to Life: in spite of everything. Beacon Press, 2020.

______. Um sentido para a vida: psicoterapia e humanismo. Aparecida, SP: Ideias e letras, 2005.

GALENO. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W. Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

______. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

GAZOLLA, Rachel.  O ofício do filósofo estóico: o duplo registro do discurso da Stoa, Loyola, São Paulo, 1999.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

HEIDEGGER, M. Sein und Zeit. Tübingen: M. Niemeyer, 1986.

______. Que é metafisica? Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1989. (Os Pensadores).

______. Kant y el Problema de la Metafísica. 3. ed. México: Fondo de Cultura Econômica, 1996.

______. Seminários de Zolikon. São Paulo: EDUC; Petrópolis: Vozes, 2001.

______. Conceitos fundamentais de metafísica: mundo, finitude e solidão. Rio de Janeiro, RJ: Forense Universitária, 2003.

______. A questão da técnica. Scientiæ & Studia. São Paulo, v. 5, n. 3, p. 375-98, 2007.

______. Ser e Tempo. Trad. Fausto Castilho. Campinas - SP: Ed. Unicamp, 2012 

HUGO, Victor. O último dia de um condenado. São Paulo: Estação Liberdade, 2002.

IRVINE, William B. A Guide to the Good Life: the ancient art of Stoic joy. New York: Oxford University Press, 2009.

IZQUIERDO, Ivan. A arte de esquecer: cérebro, memória e esquecimento. 2. ed.  Rio de Janeiro: Vieira & Lent, 2010.

______. Memória. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018. 140 p.

______. KAPCZINSKI, Flávio; QUEVEDO, João; IZQUIERDO, Ivan. Bases biológicas dos transtornos psiquiátricos: uma abordagem translacional. 3. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2011.

JASPERS, Karl. Il medico nell'età della técnica. Con un saggio introduttivo di Umberto Galimberti. Milano: Raffaello Cortina Editore, 1991.

______. Der Arzt im technischen Zeitalter: Technik und Medizin. Arzt und Patient. Kritik der Psychotherapie. 2. ed. München: Piper, 1999.

______. Psicopatologia geral: psicologia compreensiva, explicativa e fenomenologia. São Paulo: Atheneu, 1979. (2 vols.)

______. Plato and Augustine. Edited by Hannah Arendt. Translated by Ralph Manheim. New York: Harvest Book, 1962.

______. Introdução ao pensamento filosófico. 16. ed. São Paulo: Cultirx, 1971.

JONAS, Hans. Técnica, medicina e ética: sobre a prática do princípio responsabilidade. São Paulo: Paulus, 2013. (Ethos) 

KANT, Immanuel. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime. Papirus, Campinas, 1993.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. (“As virtudes e os vícios” - Q. 893-912)

LONG, A.A. A stoic and Socratic guide to life. New York: Oxford University Press, 2007.

______. (Org.) Primórdios da filosofia grega. São Paulo: Ideias e Letras, 2008.

MAY, Rollo. (Org.). Psicologia existencial. Rio de Janeiro: Globo, 1980.

______. A descoberta do ser. São Paulo: Rocco, 1988.

______. O homem à procura de si mesmo. São Paulo: Ed. Círculo do livro, 1992.

______. Psicologia do dilema humano. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Livro II. 1).

______. Meditações. São Paulo: Penguin/Companhia das Letras, 2023.

PLATÃO. Górgias, Eutidemo, Hípias Maior e Hípias Menor. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: EDIPRO, 2007.

______. Mênon. Trad. Maura Iglésias. Rio de Janeiro: Ed. PUC-RIO; São Paulo: Ed. Loyola, 2001.

______. Górgias, Protágoras. 3. ed. Trad. Carlos Alberto Nunes. Edição bilíngue; Belém, PA, 2021.

______. Mênon, Eutidemo. 3. ed. Trad. Carlos Alberto Nunes. Edição bilíngue; Belém, PA, 2021.

______. República de Platão. Trad. J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2012.

______. Teeteto. Trad. Adriana Manuela Nogueira e Marcelo Boeri. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010.

______. A República. 15. ed.  Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2017.

______. Fedro, Eutífron, Apologia de Sócrates, Críton, Fédon. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: Edipro, 2008.

QUEVEDO, J.; IZQUIERDO, I. (Orgs.). Neurobiologia dos transtornos psiquiátricos. Porto Alegre: Artmed, 2020. 388 p.

SÉNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

WITTGENSTEIN, Ludwig. Últimos escritos sobre a filosofia da psicologia. Tradução de António Marques, Nuno Venturinha e João Tiago Proença. 2. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

sábado, 5 de setembro de 2026

REFLEXÃO VESPERTINA CLXXIX: A VIDA FELIZ E TRANQUILIDADE DA ALAMA (II)


 1. LIÇÕES DE EURÓIA "ευφορία" e ATARAXIA (Ἀταραξία):

E o por mim, tão almejado; exercitando sempre; o "cuidar de si", (de verdadeira filosofia: a prática).
.'.
"Fixa, a partir de agora, um caráter e um padrão para ti próprio, que guardarás quando estiveres sozinho, ou quando te encontrares com os outros. Na maior parte do tempo, fica em silêncio, ou, com poucas palavras, fala o que é necessário...raramente… " (EPICTETUS. Encheiridion, 33.1)
...
2. RECOLHIMENTO


"Seja como for, a alma deve recolher‐se em si mesma, deixando todas as coisas externas: que ela confie em si, se alegre consigo, estime o que é seu, se aparte o quanto pode do que é alheio, e se dedique a si mesma; que ela não sinta as perdas e interprete com benevolência até mesmo as coisas adversas." (SÉNECA, L. A. Sobre a tranqüilidade da alma. São Paulo: Nova Alexandria, 1994).
______.
(IMAGEM: "Pinterest")

FERRY, Luc. La vie heureuse: sagesses anciennes et spiritualité laïque. Paris: Editions L’Observatoire, 2022

______. A vida feliz: sabedorias antigas e espiritualidade laica. Petrópolis, RJ: Vozes Nobilis, 2023.

Para saber mais sobre o tema:

DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

EPICTETO. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Book I. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue)

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

EPICTETUS. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; Fragments; Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.

EPICURO. Carta sobre a felicidade: a Meneceu. São Paulo: Ed. Unesp, 1999.

ESPINOSA, Maria José Hernández. Epicuro e Séneca: leyendo Carta a Meneceo y La vida feliz. Publicacions de la Universitat de València, 2009.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

MAY, Rollo. O homem à procura de si mesmo. São Paulo: Ed. Círculo do livro, 1992.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. (Q. 625; 907-912; 919-921 ).

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixão. In: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

SÉNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

______. Sobre a tranqüilidade da alma. Sobre o ócio. São Paulo: Nova Alexandria, 1994.

______. Da tranquilidade da alma. (precedido de "Da vida retirada", seguido de "Da felicidade". Porto Alegre, RS: L&PM, 2009.

______. Vida Feliz. 2. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.

______; ______. Campinas, SP: Ed. Pontes, 1991.

______; ______. 2. ed. Campinas, SP: Ed. Pontes, 2020.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

CHAMADA PARA SUBMISSÃO DE RESUMOS: "XII MULTILATERAL KANT COLLOQUIUM - 2027"

XII MULTILATERAL KANT COLLOQUIUM 2027

"Está aberta até 1 de janeiro de 2027 a chamada para submissão de resumos para o XII Multilateral Kant Colloquium, a ser realizado na Universidade de Turin. Mais informações (e link para o site do evento) no site da SKB." 

Datas importantes:

  • Prazo para submissão: 1º de janeiro de 2027.
  • Notificação de aceite: 15 de fevereiro de 2027.

Para saber mais: 

Website: https://sites.google.com/unipv.it/xii-multilateral-kant-colloqui/home

“Chamada de trabalhos:

O XII Colóquio Multilateral Kant, intitulado "Kant e o Futuro", ocorrerá de 29 de junho a 2 de julho de 2027 na Universidade de Turim (Itália).

Fundado em 2008 por meio da colaboração de pesquisadores e instituições da Europa e das Américas, o Colóquio Multilateral Kant é uma conferência internacional e multilíngue dedicada ao estudo da filosofia de Kant e à sua relevância contínua para o debate filosófico contemporâneo. O tema da edição de 2027, "Kant e o Futuro", visa explorar as diversas maneiras pelas quais o pensamento de Kant dialoga com o futuro e com as perspectivas do desenvolvimento humano. Diversas dimensões de sua filosofia atestam seu profundo engajamento com questões relativas ao futuro e às condições sob as quais a humanidade pode avançar. O conceito de progresso, por exemplo, desempenha um papel central na abordagem kantiana de vários aspectos da vida e do conhecimento humanos. Suas reflexões sobre o progresso moral e político abordam a possibilidade de um avanço gradual da humanidade em direção a condições civis e internacionais mais justas, ao mesmo tempo em que enfatizam a fragilidade e a contingência de tal progresso. Da mesma forma, Kant emprega a noção de progresso para descrever o desenvolvimento histórico da própria metafísica. Outro conceito que revela a abertura de Kant para o futuro é o de orientação, utilizado por ele para identificar o papel que certos pressupostos racionais desempenham na condução do aperfeiçoamento moral. Além disso, no que diz respeito à ciência e ao conhecimento, a importância que ele atribui aos princípios e ideias regulativos ressalta a função heurística e orientada para o futuro da razão, cuja vocação é guiar a investigação rumo à expansão contínua e à unidade sistemática do conhecimento humano.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

STUDIA KANTIANA: EDIÇÃO ATUAL - "DOSSIÊ KANT-WOLFF" - 2026

"Studia Kantiana é a Revista da Sociedade Kant Brasileira, a qual a partir de 2021 também passou a estar vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Paraná. Está vinculada à área de Filosofia na CAPES e CNPq.

A revista conta com um foco teórico bastante especializado e congrega as principais pesquisas brasileiras na área, com muitas e importantes contribuições de pesquisadores estrangeiros".

Link para: Studia Kantiana, v. 24 n. 2 (2026): Dossiê Kant-Wolff

https://revistas.ufpr.br/studiakantiana/index?fbclid=IwY2xjawUD9tZwZG9mBWV4dG4DYWVtAjExAHNydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR4vjS-HxctThuXZz-eDTVPQWvrqjbK9_11KYL8r4oW4-iA-4_G1b-PKdeyzfA_aem_2U-0V3jXZEThEWkw4vrsiQ

______.

Aproveitando a ocasião para reler: "Psicologia Empírica: prefácio e prolegômenos" entre outros textos de Kant e Wolff.

Psicologia Empírica - Christian Wolff

"Tradução do latim de dois textos fundamentais para entrar no universo da Psicologia empírica de Christian Wolff."

Estudando o período pré-crítico, cheguei a um artigo do professor Saulo de F. Araújo; acrescentei aqui, por ser de grande ajuda nos estudos do período e à leitura da tradução da obra: "Psicologia empírica: prefácio e prolegômenos". 

Dado que Immanuel Kant foi leitor de Christian Wollf, a obra entra no conjunto de textos que tenho estudado demoradamente. Ademais, sem desvios, há decadas, meu interesse por "psicologia", naturalmente, vem crescendo (graduando).

Enfim: "A melhor maneira de situar histórica e culturalmente o pensamento de Wolff é relacioná-lo ao período que ficou conhecido como o “iluminismo alemão” (Aufklärung), que abrange praticamente todo o século XVIII. Se sua importância histórica não foi desde sempre reconhecida na literatura secundária, como mostrou Frängsmyr (1975), a idéia de que ele ocupa um lugar central nesse período da história intelectual alemã tem sido compartilhada, por outro lado, por grande parte dos historiadores tanto da filosofia quanto da cultura em geral (e.g., Beck, 1969; Bossenbrook, 1961; Cassirer, 1932/1997; Copleston, 1960/1994; Gay, 1966/1995; Hazard, 1946/1989; Paulsen, 1895; Pütz, 1978; Schöffler, 1956; Schwaiger, 2000; Wolff, 1949; Wundt, 1945/1964). (ARAUJO, S. F. 2012)"

(grifos e destaques meus)

.'.

______.
Para saber mais:

...

ARAUJO, S. F. O projeto de uma psicologia científica em Wilhelm Wundt: uma nova interpretação. Juiz de Fora: EDUFJF, 2010.

______. O lugar de Christian Wolff na história da psicologia. Universitas Psychologica, 11(3), 1013-1024, 2012

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2014)

______. Prolegômenos a toda metafísica futura. Lisboa: Edições 70, 1982.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

______. Die Religion Innerhalb Der Grenzen Der Bloße Vernunft. Walter de Gruyter, 2010. (Editado por Ottfried Höffe)

______. Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft. W. de Gruyter, 1968.

______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992. 

______. Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Tradução e estudo de Vinicius de Figueiredo. São Paulo: Editora Clandestina, 2018.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 1993.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Lisboa: Edições 70, 2012.

KANTERIAN, Edward.  God and metaphysics: the secret thorn. Routledge, 2017.

WOLLF, C. Psychologia empirica. In: J. École (Hrsg.), Christian Wolff’s Gesammelte Werke, II. Abteilung [Christian Wolff‘s Collected Works, Section II] (Band 5). Hildesheim: Olms (Erstausgabe 1732), 1964.

______. Psychologia rationalis. In: J. École (Hg.), Christian Wolff’s Gesammelte Werke, II. Abteilung. [Christian Wolff‘s Collected Works, Section II] (Band 6). Hildesheim: Olms (Erstausgabe 1734), 1966.

______. Prolegomena to empirical and rational psychology. In: R. Richards (Ed.), Christian Wolff’s prolegomena to empirical and rational psychology: Translation and commentary. Proceedings of the American Philosophical Society, 124, 227-239, 1980.

______. Vernünftige Gedanken von Gott, der Welt und der Seele des Menschen, auch allen dingen überhaupt. In: C. Corr (Hg.), Christian Wolff’s Gesammelte. Werke, I. Abteilung [Christian Wolff‘s Collected Works, Section I] (Band 2). Hildesheim: Olms (Erstausgabe 1720). Wolff, C. (2006). Einleitende Abhandlung über Philosophie im allgemeinen [Introductory essay on philosophy in general] (G. Gawlick und L. Kreimendahl, Übers. und Hgg.). Stuttgart/Bad Cannstatt: FrommannHolzboog (Erstausgabe 1728), 1983.

______. 1679-1754. Psicologia empírica: prefácio e prolegômenos. Tradução de Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Clandestina, 2018. 

domingo, 23 de agosto de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXLI: SOBRE SAÚDE E FILOSOFIA


"𝐏𝐡𝐢𝐥𝐨𝐬𝐨𝐩𝐡𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐇𝐞𝐚𝐥𝐭𝐡 𝐢𝐬 𝐛𝐞𝐜𝐨𝐦𝐢𝐧𝐠 𝐏𝐡𝐢𝐥𝐨𝐬𝐨𝐩𝐡𝐢𝐬𝐜𝐡𝐞 𝐆𝐞𝐬𝐮𝐧𝐝𝐡𝐞𝐢𝐭. A tradução alemã do meu livro, 𝘗𝘩𝘪𝘭𝘰𝘴𝘰𝘱𝘩𝘪𝘤𝘢𝘭 𝘏𝘦𝘢𝘭𝘵𝘩: 𝘈 (Bloomsbury Publishing Plc, 2024), será publicada em breve pela editora Karl Alber (Nomos) e já está disponível para pré-venda.

A Alber é a tradicional editora alemã de fenomenologia, e o alemão é a língua em que a saúde se tornou uma questão filosófica na era moderna, desde a grande saúde de Nietzsche até o Über di 𝘥𝘪𝘦 Awesome de Gadamer.

A excelente tradução é obra do Dr. Christian B. Funke Funke, conselheiro certificado em SMILE_PH e membro fundamental da Philosophical Health International. Esta é uma qualidade rara: um livro de filosofia traduzido por alguém que pratica o método.

O livro propõe seis sentidos integrativos de saúde filosófica: sentido corporal, senso de si, senso de pertencimento, senso de possibilidade, senso de propósito e sentido filosófico. Apresenta o método SMILE_PH, atualmente utilizado por profissionais certificados em mais de uma dezena de países, e defende o que eu chamo de vida eudinâmica: o engajamento criativo com a possibilidade e a composibilidade que transforma tanto o eu quanto o mundo.

Meus agradecimentos a Christian e à equipe da Alber/Nomos pelo cuidado com esta edição.

#SaúdeFilosófica #Filosofia #Saúde #PráticaFilosófica #Bioética."

Fonte: (Linkedin) "In sechs miteinander verbundenen Dimensionen schafft die Idee von Philosophischer Gesundheit einen systemischen Rahmen für eudaimonisches Gedeihen: Leiblichkeit, Selbstsinn, Zugehörigkeitssinn, Sinn für das Mögliche, Sinn für den Zweck und philosophischer Sinn. De Miranda bringt Erkenntnisse aus verschiedenen Weisheitstraditionen der Welt mit aktuellen Forschungen aus der Philosophie des Geistes und der Psychologie zusammen. Dabei zeigt er, dass wahrhaftiges menschliches Wohlergehen weit über das nur individuelle Optimieren hinausgeht und insbesondere der "Kompossibilität" bedarf, also der dynamischen Harmonisierung von verschiedenen, nicht widersprüchlichen Arten, in der Welt zu sein. Das Buch stellt die SMILE_PH-Methodik vor, die sowohl als Theorierahmen dient als auch in der Praxis angewendet werden kann. Sie hinterfragt bestehende therapeutische Paradigmen, indem sie das philosophische Reflektieren als verkörperte Praxis begreift, welche für die persönliche Integration und das planetare Gedeihen unerlässlich ist. Die Idee Philosophischer Gesundheit betont den beständigen Prozess, die persönliche Entfaltung mit hochgeschätzten Werten in Einklang zu bringen, ohne dabei das kollektive Wohlergehen zu vernachlässigen. Sie bietet einen umfassenden und dennoch leicht zugänglichen Ansatz für das, was de Miranda als "eudynamisches Leben" bezeichnet, das kreative Einlassen auf Möglichkeiten, die sowohl das Selbst als auch die Welt verändern." 

______.

GADAMER, Hans-Georg. O mistério da saúde: o cuidado da saúde e a arte da medicina. Lisboa: Edições 70, 1993. 165p.

______. Über die Verborgenheit der Gesundheit. (O mistério da saúde). In: Erfahrungsheikunde, Acta medica empirica: Zeitschrift für sie ärztliche Praxis, vol. 40, nº 11, 1991, 804-808.

______. O caráter oculto da saúde. Petrópolis: Editora Vozes; 2006. In: FRAGELLI, Thaís Branquinho Oliveira. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 23(10):2517-2522, out, 2007.

GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

______. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W . Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

______. Cláudio. Sobre as escolas de medicina para os iniciantes. Trad. BRITO, Rodrigo Pinto de; MATSUI, Sussumo. São Paulo: Editora Unesp, 2022.

HARRISON, Peter. The Territories of Science and Religion. University of Chicago Press, 2015.

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terça-feira, 18 de agosto de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXL: SOBRE O SENTIDO DA VIDA (X)

 


 
Recentemente tive acesso ao pensamento desse autor: Rudolf Christph Eucken, estou lendo esses dois livro citados dele.

Seu pensamento Filosófico é geralmente reconhecido como “Ativismo Ético” defendendo que “o espírito humano precisa lutar ativamente contra a apatia e o materialismo”.

Para ele o homem está entre a natureza e o espírito divino, e por isso deve buscar valores espirituais imortais (perenes).

E, com relação à religião defendia uma proposta de maio conexão com aspectos espirituais no mundo.

Em 1908, recebeu o prêmio Nobel de Literatura.

EUCKEN, Rudolf Christoph. O sentido da vida. Trad. Gregório da Silvio dos Santos. (e-book), 2026.

______. Introdução aos Problemas Fundamentais da Filosofia. São Pulo: Cajuína, 2026.

1. "O Sentido e o Valor da Vida é a obra de filosofia existencial com a qual o pensador alemão Rudolf Eucken — Prêmio Nobel de Literatura de 1908 — atravessa a crise espiritual da modernidade para redescobrir, para além do ceticismo e do pragmatismo, um fundamento capaz de restaurar o valor da existência humana.

Em O Sentido e o Valor da Vida, Eucken reconstrói o quadro espiritual da passagem do século XIX ao XX, quando o progresso material convivia com um profundo esvaziamento interior. A reflexão tem dois movimentos principais: a crítica das respostas modernas — o naturalismo e o intelectualismo — e a afirmação de uma vida espiritual autônoma como eixo capaz de unificar o homem dividido contra si mesmo.

O naturalismo, que reduz o homem à sua situação na natureza, e o intelectualismo, que o dissolve no mero saber, são denunciados como formas de desagregação: ambos entregam a vida a forças exteriores e esvaziam a interioridade. Dessa condição derivam o tédio, a dispersão e a perda de todo centro. Contra elas, Eucken propõe a "vida espiritual" — não um mundo à parte, mas a capacidade de superar o dado imediato e criar valores que o simples existir não fornece. O sentido da vida não se encontra: descobre-se, nasce do trabalho interior que converte cada destino individual em obra.

Numa era que confundia felicidade com bem-estar, o ensaio cumpria a tarefa existencial de devolver ao indivíduo a convicção de que sua vida pode ser maior do que aquilo que o mundo lhe impõe. Qualquer semelhança com nosso presente — saturado de estímulos e pobre de interioridade — não é mera coincidência.

Ler 'O Sentido e o Valor da Vida' nos permite recuperar uma pergunta que a agitação contemporânea tenta silenciar: afinal, para quê viver?"

2. Introdução aos Problemas Fundamentais da Filosofia.

"O livro consiste numa introdução à filosofia, a partir da abordagem de certos problemas gerais e perenes. A história da filosofia aparece caracterizada, então, de acordo com as diversas soluções oferecidas aos referidos problemas da filosofia. O autor procura mostrar que tais soluções encontradas ao longo da história não se tornam inteiramente obsoletas em períodos subsequentes, mas continuam ressoando até os nossos dias. A situação contemporânea, ele descreve como de uma crise, que ainda está por encontrar as suas próprias soluções aos problemas fundamentais da filosofia. Nesse sentido, a história da filosofia não deve consistir num mero refúgio a um passado obsoleto, mas sim, deve nos servir de apoio para encontrarmos as nossas próprias soluções."

______.

ARRIANO FLÁVIO. As Diatribes de Epicteto. Livro I. Tradução, introdução e comentário Aldo Dinucci. Universidade Federal de Sergipe. Série Autores Gregos e Latinos Coimbra, Imprensa da universidade de Coimbra, 2020.

CAMUS, Albert. O estrangeiro. 54. ed. Rio de Janeiro, RJ: Record, 1979.

_____. O homem revoltado. Rio de Janeiro, RJ: Best Bolso, 2017.

______. O mito de Sísifo. 26. ed. Rio de Janeiro, RJ: Record, 2018.

______. O estrangeiro. 54. ed. Rio de Janeiro, RJ: Record, 1979.

COELHO, Humberto Schubert. Genealogia do Espírito. Brasília, DF: 2012.

______. Filosofia perene: o modo espiritualista de pensar. São Paulo: Ed. Didier, 2014.

DEFOE, Daniel. Um diário do ano da peste. São Paulo: Novo Século, 2021.

______. A journal of the plague year. Penguim Books, 2003.

DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

DINUCCI, A. Fragmentos menores de Caio Musônio Rufo; Gaius Musonius Rufus Fragmenta Minora. In: Trans/Form/Ação. vol.35 n.3 Marília, 2012.

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______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

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DINUCCI, Aldo. Manual de estoicismo: uma visão estóica do mundo". São Paulo: Auster, 2023. 

______; TARQUÍNIO, Antonio. Introdução ao Manual de Epicteto. 3. ed, São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, 2012.

FRANKL, Viktor. Um sentido para a vida: psicoterapia e humanismo. Aparecida, SP: Ideias e letras, 2005.

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______. O Sofrimento Humano: Fundamentos antropológicos da psicoterapia. Trad. Bocarro, Karleno e Bittencourt, Renato. Prefácio, Marino, Heloísa Reis. São Paulo: É Realizações, 2019.

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______. Oreino de Deus está em vós. São Pulo: Best Seller/Record, 2011. (edição de bolso)



 III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA – MEMÓRIA E FINITUDE - UFMG

Ao mesmo tempo em que estou relendo bastante sobre o tema "Finitude" em filosofia, soube da realização desse Seminário sobre ...