terça-feira, 2 de junho de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXXVIII: AINDA SOBRE A "TRANQUILIDADE DA ALMA"

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Aqui, com estas duas Cartas de Sêneca a Lucílio, procuro fazer uma reflexão sobre a “ansiedade”. O que noto é que considera esse assunto não como um problema que está situado no presente e sim como um sofrimento auto imposto que teria sua causa na exacerbação da imaginação, por uma antecipação do incerto futuro. Como alguns filósofos e mesmo alguns psicólogo discutem, seri aimportante um foco mais direcionado em vivenciarmos o presente.

1° Passo: leitura das cartas de Sêneca. 

Na Carta XIII Como já li algo semelhante no Entretiens (De l'anxiété. vol. II, cap. XIII. ) em Epicteto, “sofremos mais na imaginação do que na realidade”. Há uma antecipação transformada em medo do que pode vir a acontecer e não se dedica especificamente me viver o presente.

Já na Carta CVII, parece trabalhar na perspectiva do Premeditatio Mallorum, ou seja: mudanças inesperadas e indesejadas são inerentes à vida, inevitáveis. Aprendermos a viver com menos, moderarmos as expectativas, estarmos preparados para o enfrentamento com a realidade.

2° Passo. Aprofundamento da reflexão e a busca pela "tranquilidade da alma"

"Vtique animus ab omnibus externis in se reuocandus est: sibi confidat, se gaudeat, sua suspiciat, recedat quantum potest ab alienis et se sibi adplicet, damna non sentiat, etiam aduersa benigne interpretetur".

Reli, agora pela manhã, antes de dar início às atividades normais e, claro, durante o café: o texto de Sêneca: “Sobre a tranquilidade da alma”.

Escrito como um meio de orientação aos que aspiram dedicar-se ao aperfeiçoamento moral pessoal; dirigido ao seu amigo Aneu Sereno, a quem antes já tinha escrito o texto que é conhecido como “Sobre a constância do sábio”. Foi um grande amigo de Sêneca, pertencente à ordem equestre, formada pelos cidadãos mais abastados.

Sêneca escreve o texto com o objetivo de apresentar a doutrina estóica, sabendo que Sereno era adepto do epicurismo. Faz uma apresentação detalhada do que se pode obter do estudo de tal doutrina para a vida prática.

O que resulta dessa apresentação de Sêneca, para mim, que a publico aqui, é ter constatado elementos que tem a força de nos auxiliar nos empreendimentos de superação dos “tormentos” e dificuldades que possam nos atingir: os temores; os desejos humanos e, acima de tudo, como nos exercitarmos na direção da tranquilidade da alma, esse estado ideal de serenidade proposto e buscado pelos estoicos; que precisa vivenciá-lo de forma integral.

Um dos passos indicados na obra:

"Seja como for, a alma deve recolher‐se em si mesma, deixando todas as coisas externas: que ela confie em si, se alegre consigo, estime o que é seu, se aparte o quanto pode do que é alheio, e se dedique a si mesma; que ela não sinta as perdas e interprete com benevolência até mesmo as coisas adversas".

E, também, diante das dificuldades, nas ocasiões em que a tranquilidade da alma esteja ameaçada, ou:

"Sempre que queiras saber qual a atitude a evitar ou a assumir, regula-te pelo bem supremo, pelo objetivo de toda a tua vida. Todas as nossas ações devem conformar-se com o bem supremo: somente é capaz de determinar as ações individuais o homem que possui a noção do objetivo supremo da vida". (SÉNECA, Livro VIII - "Carta 71";(2))

E, no texto sobre o qual refleti, pela manhã, Sereno, diz a Sêneca alguns dos problemas com os quais tem dificuldade em lidar:

  • hesitação diante do desejo de bens e de prazeres corporais.
  • alternância entre desejo de atuação social e de recolhimento aos estudos.
  • dilema ético e estético relativo a busca pela fama.

Daí, em seguida pede que lhe seja dado um diagnóstico e um “remédio”:

“Rogo, então, se tem algum remédio que possa deter esta minha vacilação e me faça digno de lhe dever a paz de espírito”.

Ao que Sêneca, ao longo do texto, compreende que ele esteja buscando, na verdade, o que se pode tomar como uma das mais importantes conquistas do homem, para a Vida, um estado de tranquilidade (De Tranquillitate Animi); que entre os gregos era chamada de de euthymía (ευθυμία) (II,3). Como vemos no texto, segue o que dá início aos conselhos de Sêneca, definindo antes, a tranquilidade da alma:

“O que buscamos, então, é como a alma pode sempre seguir um rumo firme, sem percalços, pode estar satisfeita consigo mesma e olhar com prazer para o que a rodeia, e não experimentar nenhuma interrupção dessa alegria, mas permanecer em uma condição pacífica, sem nunca estar eufórica ou deprimida: isso será ‘tranquilidade’.” (II,4)

Disso parte para as recomendações:

A de que a maioria dos homens sofrem de inconstância, mudam insistentemente de objetivos e vivem a reclamar do que desistiram. Isso gera, de certa forma: “ansiedade”. Noutros casos, não se trata de inconstância, mas de um certo “comodismo” em permanecer em situação que lhes causa infelicidade, mas “continuam a viver não da maneira que desejam, mas da maneira que começaram a viver.“ (II,6). E, mais: há caso, também dos que creem que a maneira de vencer a modorrenta vida de marasmo é “viajar”, o que mais tarde se constata que se viajou levando os problemas e se retorna com eles: “Assim, cada um sempre foge de si mesmo” (II,14).

Conclusão de Sêneca: os nossos problemas não estão no lugar em que vivemos, na condição em que vivemos; eles estão em nós.

E, desafia: “Por quanto tempo vamos continuar fazendo a mesma coisa? (II,15).

Então, a partir do cap. III, começa uma lista de conselhos para busca da tranquilidade da alma.

De Atenodoro, teria vindo o primeiro, que diz: “O melhor é ocupar-se dos negócios, da gestão dos assuntos do Estado e dos deveres de um cidadão”. Ou seja, bom é exercitar-se em algum tipo atividade e fazer sempre o Bem. Recomenda ainda a filosofia, isso trará ao interessado uma certa dose satisfação e, resultará em tranquilidade da alma. E, no mínimo fará com que iniciemos uma vida diferente da maioria. Um bom começo!

Encerrando, por hoje, no capítulo IX, Sêneca faz uma crítica bem interessante, mas, que só retomarei num outro momento como este, desta manhã; ele critica os homens que compram livros e não os estudam. Assim, acrescento, meditar, exercitar-se e não adotar isso como processo de transformação das nossas vidas, de nada vale. Fundamental que utilizemos isso tudo em nos tornarmos melhores, apesar dos pesares!

______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

COELHO, Humberto Schubert. Genealogia do Espírito. Brasília, DF: 2012.

______. Filosofia perene: o modo espiritualista de pensar. São Paulo: Ed. Didier, 2014.

______. O pensamento crítico: história e método. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF, 2022.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

EPICTÉTE. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue).

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

FRANKL, Viktor. O sofrimento humano: Fundamentos antropológicos da psicoterapia. Trad. Bocarro, Karleno e Bittencourt, Renato. Prefácio, Marino, Heloísa Reis. São Paulo: É Realizações, 2019.

______. Em busca de sentido. 25. ed. - São Leopoldo, RS: Sinodal; Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Yes to Life: In spite of everything. Beacon Press, 2020.

______. Um sentido para a vida: psicoterapia e humanismo. Aparecida, SP: Ideias e letras, 2005.

FREUD, Sigmund. Inibição. sintoma e angústia. São Paulo: Companhia das letras, 2014.

______. Inibição, sintoma e medo. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018.

______. Die Träumdeutung. Hamburg: Nikol, 2011.

______. Interpretação dos sonhos. In: Obras completas. vol 4. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

______. O mal-estar na civilização. São Paulo: Penguin/Companhia das Letras, 2011. 

GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

GAZOLLA, Rachel.  O ofício do filósofo estóico: o duplo registro do discurso da Stoa, Loyola, São Paulo, 1999.

GIKOVATE, Flávio. Vício dos vícios: um estudo sobre a vaidade humana. São Paulo: MG Editores associados, 1987.

______. O mal, o bem e mais além: egoístas, generosos e justos. São Paulo: MG Editores associados, 2005.

______. Mudar: caminhos para a transformação verdadeira. São Paulo: MG Editores associados, 2014.

_____. Os sentidos da vida. São Paulo: Editora Moderna, 2009.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

HUME, David. História natural da religião. Trad. apres. e notas Jaimir Conte. São Paulo: Ed. Unesp, 2005.

______. Tratado da natureza humana. São Paulo: Ed. Unesp, 2009.

______. Uma investigação sobre os princípios da moral. Trad: José Oscar de Almeida Marques. Campinas, SP: Editora UNICAMP, 1995, p.19.

______. A arte de escrever Ensaios. São Paulo: Ed. Unesp, 2008.

______. Dissertação sobre as paixões: seguida de História natural da religião. Trad. Pedro Paulo Pimenta. São Paulo: Iluminuras, 2021.

______. Dissertação sobre as paixões. Trad. Jaimir Conte. In: Revista Princípios. Natal, v.18, n.29, jan./jun. 2011, p. 371-399.

JAMES, William. L'expérience religieuse: essai de psychologie descriptive. Legare Street Press, 2022. (482 páginas).

______. (e-book) L'expérience religieuse. 

______. As variedades da experiência religiosa: um estudo sobre a natureza humana. São Paulo: Cultrix, 2017.

______. A vontade de crer. São Paulo: Edições Loyola, 2001.

______. Human immortality: two supposed objections to the doctrine. Cosimo Classics, 2007.

______. Alguns problemas de filosofia. Lisboa: Edições 70, 2023.

______. Ensaios sobre psicologia. Organização, tradução, introdução e notas de Saulo de Freitas aAraújo. São Paulo: Hogrefe, 2024.

JUNG, Carl Gustav. Civilização em transição. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 10/3). 

______. Estudos psiquiátricos. 6. ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 1)

______. Psicologia do inconsciente. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 7/1).

______. O eu e o inconsciente. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 7/2.)

______. Estudos experimentais. 6. ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 2)

______. Psicogênese das doenças mentais. 6.ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 3)

______. Freud e a psicanálise. 6. ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 4)

______. Presente e futuro. 6. ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes,2011. (Obras completas, Vol. 10/1)

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2014)

______. Prolegômenos a toda metafísica futura. Lisboa: Edições 70, 1982.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

______. Die Religion Innerhalb Der Grenzen Der Bloße Vernunft. Walter de Gruyter, 2010. (Editado por Ottfried Höffe)

______. Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft. W. de Gruyter, 1968.

______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992. 

______. Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Tradução e estudo de Vinicius de Figueiredo. São Paulo: Editora Clandestina, 2018.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 1993.

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KANTERIAN, Edward.  God and metaphysics: the secret thorn. Routledge, 2017.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. (Q. 893-906 “virtudes e vícios”;  Q. 907-912 "paixões"; e 920-933 "felicidade")

KING, C. Musonius Rufus: Lectures and Sayings. CreateSpace Independent Publishing Platform, 2011.

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixão. In: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

LUTZ, C. Musonius Rufus: the Roman Socrates. Yale Classical Studies 10 3-147, 1947.

MASSI, Cosme. Aprendizagem efetiva. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2020.

______. As leis naturais e a verdadeira felicidade. Curitiba: Kardec Books, 2020.

______. A ordem didática de "O livro dos Espíritos". Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2014.

______. Os espíritos e os homens. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2018.

______. Espírito e matéria. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2016.

______. Ação e Tempo: causalidade, liberdade e evolução moral. Curitiba, PR: Nobiltá, 2026. (eBook)

______. As paixões: de Descartes a Kardec. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2026.

SÊNECA, L. A. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

REFLEXÃO VESPERTINA CLXXV: ANOTAÇÔES ESPARSAS SOBRE "AUTOCONTROLE"



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1ª Reflexão: Por onde fores irás como és

Nesta Carta CIV (§§ 1-34) Sêneca conversa com Lucílio sobre uma certa relação entre corpo e mente (que eu vou chamar de Espírito). Trata especificamente desde os primeiros parágrafos, do tema “Paz”, defendendo que esta não pode ser alcançada fugindo fisicamente dos problemas e sim através de uma transformação interior.

Por onde fores irás como és, isso resumiria a ideia de Sêneca. A Carta desenvolve a ideia de que viajar para fugir não resolve as angústias nem muda o mundo. O que realmente ajuda é “domar as próprias paixões e vícios."

Ele mesmo saiu de Roma em direção a sua casa de campo para cuidar da saúde física, mas ressalta que se deve cuidar do corpo e satisfazê-lo apenas na medida necessária para manter uma boa saúde, para que se mantenha obediente à mente (Espírito) ou se não for assim, será um obstáculo para o desenvolvimento de Virtudes.

Na Imagem destaco a resposta de Sócrates ao ser perguntado sobre o assunto (§§ 7-8).

2ª Reflexão: Controle da paixões

Sêneca, nesta Carta CXVI (§§ 1-8) desenvolve uma reflexão sobre Autocontrole, e isso de certa forma, me faz lembrar de algumas obras de Epicteto e outros estóicos sobre o tema “cura das paixões” ou “controle das paixões”.

Para Sêneca, nesta carta, como nas Cartas 85, 94, 96 e em outras, é mais prudente errradicá-las. Por outro lado, já li nas “Paixões da alma” de René Descartes que é melhor evitar que elas surjam e tomem conta da mente (Espírito) tornando cada vez mais difícil retomar o controle racional.

Diz também Descartes: "[...] se a razão prevalecer, as paixões nem sequer começarão; mas se elas se encaminharem contra a vontade da razão, elas se manterão contra a vontade da razão. Pois é mais fácil detê-las no começo do que controlá-las quando ganham força." (DESCARTES. In: Paixões da alma).

Portanto, Sêneca, que é destaque aqui, defendia que se mantenha uma distância dos estímulos que podem provocar as paixões ruins que uma vez no controle podem adoecer a “alma”. Somente o Autocontrole pode intervir sob comando da razão (hegmonikon - ἡγεμονικόν) ou como o conceito de "locus of control” desenvolvido por um psciólogo: Julian Rotter (1916-2014).
______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

COELHO, Humberto Schubert. Genealogia do Espírito. Brasília, DF: 2012.

______. Filosofia perene: o modo espiritualista de pensar. São Paulo: Ed. Didier, 2014.

______. O pensamento crítico: história e método. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF, 2022.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

EPICTÉTE. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue).

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______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

FRANKL, Viktor. O sofrimento humano: Fundamentos antropológicos da psicoterapia. Trad. Bocarro, Karleno e Bittencourt, Renato. Prefácio, Marino, Heloísa Reis. São Paulo: É Realizações, 2019.

______. Em busca de sentido. 25. ed. - São Leopoldo, RS: Sinodal; Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

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FREUD, Sigmund. Inibição. sintoma e angústia. São Paulo: Companhia das letras, 2014.

______. Inibição, sintoma e medo. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018.

______. Die Träumdeutung. Hamburg: Nikol, 2011.

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GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

GAZOLLA, Rachel.  O ofício do filósofo estóico: o duplo registro do discurso da Stoa, Loyola, São Paulo, 1999.

GIKOVATE, Flávio. Vício dos vícios: um estudo sobre a vaidade humana. São Paulo: MG Editores associados, 1987.

______. O mal, o bem e mais além: egoístas, generosos e justos. São Paulo: MG Editores associados, 2005.

______. Mudar: caminhos para a transformação verdadeira. São Paulo: MG Editores associados, 2014.

_____. Os sentidos da vida. São Paulo: Editora Moderna, 2009.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

HUME, David. História natural da religião. Trad. apres. e notas Jaimir Conte. São Paulo: Ed. Unesp, 2005.

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______. A arte de escrever Ensaios. São Paulo: Ed. Unesp, 2008.

______. Dissertação sobre as paixões: seguida de História natural da religião. Trad. Pedro Paulo Pimenta. São Paulo: Iluminuras, 2021.

______. Dissertação sobre as paixões. Trad. Jaimir Conte. In: Revista Princípios. Natal, v.18, n.29, jan./jun. 2011, p. 371-399.

JAMES, William. L'expérience religieuse: essai de psychologie descriptive. Legare Street Press, 2022. (482 páginas).

______. (e-book) L'expérience religieuse. 

______. As variedades da experiência religiosa: um estudo sobre a natureza humana. São Paulo: Cultrix, 2017.

______. A vontade de crer. São Paulo: Edições Loyola, 2001.

______. Human immortality: two supposed objections to the doctrine. Cosimo Classics, 2007.

______. Alguns problemas de filosofia. Lisboa: Edições 70, 2023.

______. Ensaios sobre psicologia. Organização, tradução, introdução e notas de Saulo de Freitas aAraújo. São Paulo: Hogrefe, 2024.

JUNG, Carl Gustav. Civilização em transição. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 10/3). 

______. Estudos psiquiátricos. 6. ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 1)

______. Psicologia do inconsciente. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 7/1).

______. O eu e o inconsciente. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 7/2.)

______. Estudos experimentais. 6. ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 2)

______. Psicogênese das doenças mentais. 6.ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 3)

______. Freud e a psicanálise. 6. ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 4)

______. Presente e futuro. 6. ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes,2011. (Obras completas, Vol. 10/1)

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2014)

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______. Die Religion Innerhalb Der Grenzen Der Bloße Vernunft. Walter de Gruyter, 2010. (Editado por Ottfried Höffe)

______. Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft. W. de Gruyter, 1968.

______. A religião nos limites da simples razão. Edições 70, Lisboa, 1992. 

______. Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

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______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 1993.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Lisboa: Edições 70, 2012.

KANTERIAN, Edward.  God and metaphysics: the secret thorn. Routledge, 2017.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. (Q. 893-906 “virtudes e vícios”;  Q. 907-912 "paixões"; e 920-933 "felicidade")

KING, C. Musonius Rufus: Lectures and Sayings. CreateSpace Independent Publishing Platform, 2011.

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixão. In: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

LUTZ, C. Musonius Rufus: the Roman Socrates. Yale Classical Studies 10 3-147, 1947.

MASSI, Cosme. Aprendizagem efetiva. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2020.

______. As leis naturais e a verdadeira felicidade. Curitiba: Kardec Books, 2020.

______. A ordem didática de "O livro dos Espíritos". Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2014.

______. Os espíritos e os homens. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2018.

______. Espírito e matéria. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2016.

______. Ação e Tempo: causalidade, liberdade e evolução moral. Curitiba, PR: Nobiltá, 2026. (eBook)

______. As paixões: de Descartes a Kardec. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2026.

SÊNECA, L. A. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

 

sábado, 23 de maio de 2026

BREVÍSSSIMA REFLEXÃO MATINAL CXXVIII: ANOTAÇÕES SOBRE PERFECTIBILIDADE, DIGNIDADE HUMANA E AS "PAIXÕES" (III)

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LEITURA da Carta CXVI: (1-8)

Sêneca, nesta Carta, desenvolve uma reflexão sobre Autocontrole, e isso de certa forma, me faz lembrar de algumas obras de Epicteto e outros estóicos sobre o tema “cura das paixões” ou “controle das paixões”.

Para Sêneca, nesta carta, como nas Cartas 85, 94, 96 e em outras, é mais prudente errradicá-las. Por outro lado, já li nas “paixões da alma” de René Descartes que é melhor evitar que elas surjam e tomem conta da mente (Espírito) tornando cada vez mais difícil retomar o controle racional.

Diz Descartes: "[...] se a razão prevalecer, as paixões nem sequer começarão; mas se elas se encaminharem contra a vontade da razão, elas se manterão contra a vontade da razão. Pois é mais fácil detê-las no começo do que controlá-las quando ganham força." (DESCARTES. In: Paixões da alma.)

O homem diligente, deve portanto, lutar para evitar as oscilações da paixões.

Ademais:

O “[...] ser humano pode exercer domínio sobre si mesmo se ele quiser?”

Immanuel Kant, nas "Lições de ética", responde que:

"De fato, parece acontecer dessa forma, porque isso parece depender do homem. [...] Ora, o domínio sobre si mesmo depende da força do sentimento moral. Podemos muito bem nos autogovernar se enfraquecermos as forças opostas.

E, na Questão 909, no LE, lemos também:

Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?

“Sim, e por vezes fazendo esforços bem pequenos. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!

Portanto, Sêneca, que é destaque aqui, defendia que se mantenha uma distância dos estímulos que podem provocar as paixões ruins que uma ve no controle podem adoecer a “alma”. Somente o Autocontrole pode intervir sob comando da razão (hegmonikon - ἡγεμονικόν) ou como o conceito de locus of control” desenvolvido por um psciólogo: Julian Rotter (1916-2014).

(Grifo e destaques meus) 

______.

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SHAMDASANI, Sonu. Jung e a construção da psicologia moderna: o sonho de uma ciência. Aparecida, SP: Editora Idéias & Letras, 2011.

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

ANOTAÇÕES SOBRE PERFECTIBILIDADE, DIGNIDADE HUMANA E AS "PAIXÕES: DE DESCARTES E KARDEC" (II)


ESTUDOS EM DESENVOLVIMENTO...

Mais sobre o Livro e o Link para a editora em:

E esse livro é acrescentado porque agrega algumas novas reflexões  sobre o assunto que tenho estudado muito por aqui.

Ora, pois "Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer." (CALVINO, 2007, p. 11)

.'.

Retornando aos poucos às atividades normais, ao intenso trabalho e, enquanto isso, retomando alguns capítulos, nos últimos dias, de duas obras  de René Descartes que desde a graduação, sempre revisito. É só por serem clássicos valem ler e reler como clássicos, uma regra por aqui. Nenhum dos meus interesses excluem os clássicos. Indispensáveis!

E, ainda , tomando o estudo do tema como uma das tarefas fundamentais e, com certeza, para alcançar 'Aταραξία - ataraxia e ἀπάθεια - apátheia. Como sempre digo quando são desse tipo, estão bem em consonância com os enunciados básicos que, como princípios, já são adotados aqui, pois:

"[...] se a razão prevalecer, as paixões nem sequer começarão; mas se elas se encaminharem contra a vontade da razão, elas se manterão contra a vontade da razão. Pois é mais fácil detê-las no começo do que controlá-las quando ganham força." (DESCARTES. In: Paixões da alma.)

. ' .

As duas obras a que me refiro: "Regras Para a Direção do Espírito" e "As paixões da alma", de René Descartes, um dos grandes, de quem sempre extraio excertos para reflexões no blog.

Aqui, no caso, As paixões da alma; sempre revisitando essa brevíssima reflexão dela selecionada, sobre as "emoções":

"Ora, visto que essas emoções interiores nos tocam mais de perto e têm, por conseguinte, muito mais poder sobre nós do que as paixões que se encontram com elas, e das quais diferem, é certo que, contanto que a alma tenha sempre do que se contentar em seu íntimo, todas as perturbações que vêm de outras partes não dispõem de poder algum para prejudicá-la. Servem, antes, para lhe aumentar a alegria, pelo fato de, vendo que não pode ser por elas ofendido, conhecer com isso a sua própria perfeição. E, para que a nossa alma tenha assim do que estar contente, precisa apenas seguir estritamente a virtude. Pois quem quer que haja vivido de tal maneira que sua consciência não possa censurá-lo de alguma vez ter deixado de fazer todas as coisas que julgou serem as melhores (que é o que chamo aqui seguir a virtude), recebe daí uma satisfação tão poderosa para torná-lo feliz que os mais violentos esforços da paixão nunca têm poder suficiente para perturbar a tranqüilidade de sua alma".

Acrescentando, portanto:

DESCRIÇÂO DA OBRA:

"Uma ponte entre Descartes e Kardec. Ao acompanhar Descartes, aprendemos a precisão conceitual, a clareza da análise e o rigor do método. Ao ouvir Kardec, descobrimos a dimensão moral e evolutiva das paixões, entendidas como desafios do Espírito em sua caminhada rumo ao bem. Entre ambos, há uma complementaridade que enriquece nossa visão: o filósofo mostra como pensar, fornecendo as ferramentas da razão e da análise, enquanto o mestre do Espiritismo convida a aplicar esse conhecimento na vida prática, no esforço de autossuperação, na educação dos sentimentos e na conquista da verdadeira virtude.

Um grande exercício de autoconhecimento. Cada página busca revelar não apenas o que as paixões são, mas como podem ser compreendidas, governadas e educadas. A filosofia cartesiana nos ajuda a compreender os mecanismos; a filosofia espírita nos aponta os caminhos da superação moral. Ao unir esses dois olhares, oferecemos ao leitor um itinerário para compreender-se a si mesmo, reconhecendo nas paixões não inimigas a serem extirpadas, mas forças naturais a serem educadas e orientadas.

Que este livro seja lido como convite: convite ao estudo rigoroso, à reflexão profunda e, sobretudo, à prática de nossa transformação moral, que é a maior finalidade de todo o conhecimento espírita.

Visão rápida do sumário:

Capítulo I. Sobre o conceito de paixões da alma em Descartes.
Capítulo II. Paixões em Descartes: natureza, enumeração e governo.
Capítulo III. A admiração e suas paixões derivadas.
Capítulo IV. As paixões derivadas da admiração nas obras de Kardec.
Capítulo V. Paixões que dependem do bem e do mal.
Capítulo VI. As paixões que dependem do bem e do mal na obra de Kardec.
Capítulo VII. O egoísmo.
Capítulo VIII. Amor da alma vs. amor-paixão.
Capítulo IX. As virtudes e os vícios: a convergência de Descartes e Kardec.
Capítulo X. O valor moral do saber e da riqueza.
Capítulo XI. As virtudes e os vícios: a indulgência diante dos defeitos alheios.
Capítulo XII. As virtudes e os vícios: sobre a revelação do mal.
Capítulo XIII. Virtude: caminho, meta.
Capítulo XIV. Virtude cristã-espírita: convite, obstáculos e o trabalho interior.

Sobre o Autor

Cosme Massi é filósofo, professor, conferencista e escritor. Doutor e Mestre em Lógica e Filosofia da Ciência pela UNICAMP. Especialista em Aprendizagem, Epistemologia, Ética e Teoria da Prova. Graduado em Física pela UFRJ. Ganhador de um Prêmio Moinho Santista em Lógica Matemática (1993). 

Profissionalmente é Sócio e Consultor da HOPER Educação. Foi Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional da Universidade Positivo. Atuou como Membro da Comissão Técnica de Avaliação (CTA) do INEP/MEC e Consultor de Avaliação do Ensino Superior — INEP/MEC. Atualmente, lidera iniciativas de Gestão Compartilhada e Inteligência Acadêmica com foco no desenvolvimento de modelagens avançadas em Inteligência Artificial e na análise estratégica de microdados educacionais, orientando instituições de ensino superior na tomada de decisão e na melhoria consistente de desempenho acadêmico. 

No Espiritismo é pesquisador especializado na doutrina de Allan Kardec, quando fundou o IDEAK Instituto de Divulgação Espírita Allan Kardec e criou a KARDECPEDIA, atualmente em 9 idiomas, utilizada por estudiosos em todos os continentes.' (Fonte: Nobiltá)

Link para saber mais e estudar sobre o tema "paixões, vícios e virtudes" da alma em outra perspectiva: https://kardecpedia.com/

Sugestão de leitura: CHIBENI, S. S. As paixões: uma breve análise filosófica espírita. Disponível em: https://www.geeu.net.br/artigos/paixoes.pdf. Acesso em: 15 de maio de 2026.


_______.


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______. Ação e Tempo: causalidade, liberdade e evolução moral. Curitiba, PR: Nobiltá, 2026. (eBook)

______. As paixões: de Descartes a Kardec. Curitiba, PR: Ed. Nobiltá, 2026.

REFLEXÃO MATINAL CXXVII: UMA INTERPRETAÇÃO KANTIANA DA MORAL CRISTÃ EM "CONFRONTO" COM ÉTICAS ANTIGAS (II)

  

Aproveitando uma Pausa na Oficina:

Aproveitando para encerrar leituras interrompidas destes dois lançamentos recentes. Tenho em mãos, mais uma vez, e desde que saíram, a 2ª edição do “Herança dos filósofos medievais” (Miguel Spinelli, 2025), e a 3ª edição revista e ampliada de "Idade Média: o nascimento do ocidente" (Hilário Franco Júnior, 2025). Os dois publicados pela Editora Madamu (SP).

E, como sempre, prosseguindo com leituras do tema principal:

Dado o percurso que iniciei há alguns anos, hoje retornando às referências básicas que estou sempre estudando para as pesquisas aqui, acrescentei o artigo do prof. Lionel Ribeiro dos Santos, às obras que fazem parte das leituras diárias e que passaram a fazer parte das minhas leituras frequentes. De grande utilidade para a pesquisa, em andamento; o texto traz uma reflexão e apontamentos fundamentais além de importante bibliografia, algumas já acrescentadas às minhas leituras e outras a serem lidas o mais breve possível.

Aqui, no seu artigo, o prof. Leonel faz uma reflexão sobre “herança kantiana” abordando um “confronto” da ética kantiana a partir do cristianismo com éticas antigas. Para mim, especificamente, a contribuição é de extrema importância por estar ao mesmo tempo estudando alguns autores estóicos, principalmente Epicteto, Marco Aurélio e Sêneca.

Adicionei abaixo o link do artigo, mais referência e prossigo estudando:

Kant, sua interpretação moral do Cristianismo e raízes bíblico-cristãs da sua ética

Resumo: O assunto de que se trata neste ensaio situa-se na confluência entre a filosofia moral e a filosofia da religião de Kant, uma zona de coabitação problemática ou, antes, uma zona de passagens e de tensões, que muito raramente é visitada. E, todavia, da sua abordagem podem resultar importantes clarificações para pontos fulcrais nomeadamente da ética kantiana. Começa-se por considerar alguns problemas de método a respeito do assunto do ensaio e das dificuldades que o envolvem e se passa, depois, a abordar a interpretação que Kant faz da ética cristã no confronto com outros sistemas éticos da Antiguidade (nomeadamente o Estoicismo e o Epicurismo), apontando à explícita inspiração bíblico-cristã de tópicos essenciais da ética kantiana. De seguida, esclarece-se a interpretação kantiana do Cristianismo como religião moral e natural e a suposta complementaridade entre moral e religião, segundo o entendimento do filósofo, passando, após, à explicitação do pressuposto geral que preside à hermenêutica bíblicoteológica kantiana: a razão como supremo exegeta e o princípio da moralidade como o seu supremo critério. Conclui-se com um breve apontamento sobre uma inesperada, muito relevante e ainda recente reabilitação do filósofo da razão pura como qualificado intérprete do mais genuíno significado humano, moral e histórico do Cristianismo.” 

Link do artigo:

SANTOS, Leonel Ribeiro dos. Kant, sua interpretação moral do Cristianismo e raízes bíblico-cristãs da sua ética. Conjectura: filos. e Educ. [online]. 2017, vol.22, n.2, pp.226-278. ISSN 2178-4612.  Disponível em: http://educa.fcc.org.br/pdf/conjectura/v22n2/2178-4612-conjectura-22-02-00226.pdf . Acesso em: 15.05.2026.

Reli mais uma vez e também acrescento aqui hoje, 15 de maio de 2026: (JAEGER, 2024)

______.

BIBLIOGRAFIA

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REFLEXÃO MATINAL CXXVIII: AINDA SOBRE A "TRANQUILIDADE DA ALMA"

(IMAGEM: "Pinterest") Aqui, com estas duas Cartas de Sêneca a Lucílio , procuro fazer uma reflexão sobre a “ ansiedade ”. O que no...