sábado, 11 de julho de 2026

REVISITANDO UM TEXTO DE KIERKEGAARD SOBRE "DISCURSOS EDIFICANTES EM DIVERSOS ESPÍRITOS"

1. "A função da oração não é a de influenciar a Deus mas, especialmente, mudar a natureza daquele que ora.”

Essa frase de Søren Kierkegaard pode ser encontrada em um de seus livros: “Dscursos edificantes em vários espíritos, de  1847, no capítulo Um discurso ocasional: pureza de coração é querer uma só coisa”.

O livro traz ensaios sobre “discurso edificantes” com ênfase na questão do autoconhecimento, que visam contribuir para a transformação do indivíduo.

2. Com uma certa concordância com um estudo que fiz hoje sobre Autoconnhecimento a partir do Livro dos Espíritos, de 1857(1).

660. A prece torna melhor o homem?

“Sim, porquanto aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia Espíritos bons para assisti-lo. É este um auxílio que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.”

a) — Como é que certas pessoas que oram muito são, não obstante, de mau caráter, ciosas, invejosas, intratáveis, carentes de benevolência e de indulgência e até, algumas vezes, viciosas?

“O essencial não é orar muito, mas orar bem. Essas pessoas supõem que todo o mérito está na longura da prece, e fecham os olhos para os seus próprios defeitos. Fazem da prece uma ocupação, um emprego do tempo, nunca, porém, um estudo de si mesmas. A ineficácia, em tais casos, não é do remédio, mas da maneira por que o aplicam.” 

3. Entre os que li, em 2018, e reli hoje sem estar relacionado com as minhas pesquisas específicas, um dos melhores acrescento abaixo:

"Em 1847, além de As Obras do amor, com o subtítulo Algumas considerações cristãs em forma de discursos, e do livro sobre Adler, que permaneceu inédito em vida do autor, Kierkegaard publicou ainda um volume intitulado Discursos edificantes em diversos espíritos, o qual reúne três seções. A primeira traz um longo discurso “de ocasião”, que os leitores se habituaram a chamar: “Pureza de Coração”. A segunda seção, três discursos sobre “O que aprendemos dos lírios do campo e das aves do céu” (sendo o primeiro mais poético ou estético, o segundo ético, e o terceiro religioso). A terceira, por sua vez, reúne sete discursos sob o título “O Evangelho dos Sofrimentos”. 
Nesse livro, estão presentes a segunda e a terceira seções. 
Este volume diferencia-se de outros que já traduzimos para o leitor brasileiro pelo fato de reunir apenas “Discursos”. O estilo é diferente, tem mais oralidade, um tom dialógico que evita referências eruditas com notas de rodapé do autor (as que aparecem são dos tradutores) e se dirige a um/a leitor/a, melhor: a “um/a ouvinte” que sabe escutar, que medita, acolhe as citações e os argumentos e busca aplicar tudo o que aprende à sua própria vida. Não são, pois, escritos de teoria pura, “objetiva”, aqui não se trata d e especulação filosófica, mas sim de reflexões de foco existencial (o que não quer dizer, é óbvio, autoajuda barata da indústria cultural). O autor, reverente, pedindo a bênção e a luz celestial, dirige-se “Àquele indivíduo” que com alegria e gratidão pode chamar "Meu leitor". Na intenção do autor, tais discursos não são escritos para arrebatar as multidões, mas não desistem de encontrar leitores que sejam bons ouvintes." (Álvaro Valls).
...

ATUALIZANDO EM 17.08.2024, (reli hoje: 11.07.2026) AS LEITURAS DA OBRA DE KIERKEGAARD:

"Meet nro. 18 on the youtube playlist."

https://www.facebook.com/groups/105766309452515/?hoisted_section_header_type=recently_seen&multi_permalinks=8926601757368882

Fonte: BIBLIOTECA KIERKEGAARD ARGENTINA - "Su objetivo central es promover el estudio de la obra de Søren Kierkegaard en un clima de diálogo plural, que incluye desde la discusión filosófica, teológica o psicológica hasta el análisis de la existencia humana, personal y comunitaria."

Sitio web: https://www.sorenkierkegaard.com.ar/

______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

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KIERKEGAARD, S. A. O desespero humano: doença até a morte. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

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TOLSTOY, Leon. A morte de Ivan Ilitch. Porto Alegre, RS: L&PM, 1997.

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______. Oreino de Deus está em vós. São Pulo: Best Seller/Record, 2011. (edição de bolso)

quarta-feira, 1 de julho de 2026

TEMPO DE ESTUDOS SOBRE QUESTÕES DE "MÉTODO". TEMAS LIVRES (VII)

Estudos ainda em ANDAMENTO. 

Ainda, com dificuldades, trabalhando na elaboração de um texto e desenvolvendo as ideias discutidas no dia 27.06.2026.

1. Repassando por algumas leituras, enquanto participo de um estudo interestadual, e reforçando: se o "Espírito", frequentemente, está ou sintonizado no futuro, ou no passado, preocupado, com o acontecido ou que acontecerá, bem fácil defender-se, como se defende, que o presente, não é sentido. É fugidio! No entanto, precisamos:

"[XLVI.2] ... caso, [...] uma discussão sobre algum princípio filosófico sobrevenha, silencia ao máximo, pois o perigo de vomitar imediatamente o que não digeriste é grande. E quando alguém te falar que nada sabes e não te morderes, sabe então que começaste a ação. (Encheirídion)".

Ademais:

Bem-aventurado silêncio. Feliz o homem que nada sabe e nada quer". (Angelus Silesius 1624-1677).

Ainda relendo (estudado) o livro "Dissertação sobre as paixões"; "História natural da religião"; (D. Hume); "As paixões da alma" (R. Descartes), "Antropologia de um ponto de vista pragmático"(I. Kant), "As leis naturais e a verdadeira felicidade"; "Ação e tempo: causalidade, liberdade e evolução moral" (Massi) amparado nas Q. 495, 843, 845, 872, 1009 (LE), CI, GE (cap. I, item 14), ESE e LM (itens 159; 182 e  256); RE. (set, 1858-1869).

Hoje, 27 de junho em continuidade dos estudos, destacando a Conclusão do LE e o (cap. I, item 14) da GE.

Mesmo não podendo digitar por muito tempo, ainda, as reuniões de estudo e as leituras seguem normais. Pela manhã, como sempre, mantidos os estudos e leituras de sempre sobre a Filosofia de Christian Wolff; Immanuel Kant; Kierkegaard, entre outros. E, agora esse estudo muito bom, envolvendo questões de "método" de estudo e alguns apontamentos as Paixões.

Gostei muito, desde a proposta inicial que me levou a participar deste o grupo, que desde o início sempre coloca a necessidade de estudos e discussões sobre "O que é ciência e outras questões" sobre o tema como ponto de partida, e claro, sempre excelente estudo e muito esclarecedor sobre o tema. Hoje, acrescentamos também apontamento e novas discussões sobre as Paixões. 

Participando agora, mais uma vez, numa das pausas na leitura e mais estudos atentos a partir da excelente nova tradução da "Religião nos limites da razão pura", do prof. Bruno Cunha e outros textos kantianos, tentando redigir um texto maior, apesar ainda das dificuldades. Participam alguns amigos de Curitiba (IDEAK), vários Estados, alguns países. Sempre muito bom retornar aos estudos ... rever os amigos de aprendizado.

Para melhor compreensão do tema Filosofia da ciência na abordagem utilizada durante as discussões sugiro a página do professor Silvio S. Chibeni e acrescento hoje referências sobre as Paixões que utilizamos durante as conversas nos últimos dias e semanas:

Aproveitei para aprofundar também as leituras sobre o "conceito de pessoa" (identidade pessoal)


Link 2: para a página do Sílvio: 

Link 3 para a obra do Cosme e IDEAK:

Link 4: 

______.

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POPPER, K. (1993). Lógica da pesquisa científica. São Paulo: Edusp.

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SANDLER, Paulo Cesar. As origens da psicanálise na obra de Kant: a apreensão da realidade. Rio de janeiro: Imago, 2000. (Vol. III)

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TERRA, Walter R; Terra Ricardo R. Filosofia da ciência. São Paulo: Contexto, 2023.

domingo, 21 de junho de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXXXIX: “CURA OU CONTROLE DAS PAIXÕES”? SÊNECA, A FILOSOFIA E A SABEDORIA

(IMAGEM: "Pinterest')

ESTUDO SOBRE O TEXTO DA CARTA LXXXIX 

Esta Carta não é tão longa e, com tenho lido bastante sobre o assunto, faço aqui essa síntese para reflexão da manhã. Ainda digitando muito devagar ... quis destacar, para mim, alguns tópicos:

Na Carta LXXXIX, Sêneca começa estabelecendo uma distinção entre Filosofia e Sabedoria.

“A sabedoria é o bem supremo do espírito humano; enquanto a filosofia é o amor, o impulso à sabedoria; aquela aponta o fim que esta alacnça” (§ 4)

A proposta da Carta LXXXIX é refletir sobre uma dada estrutura teórica em geral contida nas Cartas Lucílio, apresentando a Lucílio uma divisão para a compreensão da filosofia, como já havia nos antigos (Immanuel Kant, na Fundamentação da metafísica dos costumes destaca essa divisão antes de fundamentar sua crítica e o desenvolvimento do Imperativo categórico): a Ética, a Física e a Lógica como forma de organizar-se o conhecimento filosófico e melhorar a apresentação que, para Sêneca serviria para melhorar a aprendizagem.

1º Passo: 

A distinção entre a Filosofia e Sabedoria. Uma é, portanto, apresentada como “busca” e a outra como o “objetivo”.

Para isso adota a clássica divisão estóica citada acima: a Ética, a Física e a Lógica. A primeira (para Sêneca é muito importante) entendida como “filosofia moral” ocupa-se coa a orientação da conduta humana e estuda as paixões e como controlá-las (autocontrole), e os deveres. A segunda é a Física (Filosofia natural) que estuda a natureza, o universo, as leis naturais em geral. A terceira é a Lógica (Filosofia racional) ocupa-se com fundamentos racionais do pensamento, da linguagem, para se evite os enganos.

2º Passo:

Segundo Sêneca, nada disso seria útil se não fosse aplicada a vida prática. Se não se pensa na prática o que se faz é meramente acréscimo de conhecimentos teóricos. A grande tarefa do filósofo desenvolvida por ele nesta Carta é a de organizar a Filosofia como verdadeira busca e consolidação de uma Sabedoria, que consiste numa vida boa e virtuosa.

Vale muito a pena a leitura e o estudo dessa Carta!

______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

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______. Ação e Tempo: causalidade, liberdade e evolução moral. Curitiba, PR: Nobiltá, 2026. (eBook)

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SÊNECA, L. A. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014. (LXXXIX, §§ 1-23).

quinta-feira, 11 de junho de 2026

REFLEXÃO MATINAL CXXIX: “CURA OU CONTROLE DAS PAIXÕES”? GALENO E AS "PAIXÕES DA ALMA E SEUS ERROS" (II)

Tem sido comum e bastante frequente, nas leituras de autores escolhidos para um determinado enfoque, encontrar nestes, reflexões sobre a "natureza humana". Na obra dos Estoicos entre outros grandes filósofos, por exemplo, o tema é fundamental. 

É o que foi a Reflexão matinal de hoje.

“As paixões são como um corcel, que só tem utilidade quando governado, e que se torna perigoso quando passa a governar. Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governá-la, e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos ou para outrem.” (LE, Q. 908)

Começo com Musonius Rufus, que teria dito:

Todos nós fomos feitos pela natureza, de forma que possamos viver livre de erros e de forma nobre, não que um possa e outro não possa, todos podemos.”

Evidente que, como andam as coisas hoje em dia, não é difícil encontrar, inúmeros opositores ensandecidos, desequilibrados, a insistirem na negação de que se possa nascer com inclinação para as virtudes. Preferem defender que possa haver no homem uma natureza corrupta em si mesma do que admitir que, na verdade, haveria a possibilidade de que uma certa “natureza humana” pudesse ter se corrompido; que se tenha tomado direções equivocadas e desviado da meta, a qual como diz Musonius Rufus: “todos podemos” chegar. A filosofia seria uma ferramenta para retorno à nossa verdadeira “natureza humana”. Este é o foco aqui!

O que se aprenderá com a filosofia, no modo defendido aqui é que ela pode sim, revelar uma "essência" em nós. O erro, o equívoco, será uma constante mesmo na vida de quem persista em agir corretamente, mas daí não se poder ratificar que há somente uma natureza corrompida; pelo contrário, o que haveria é que, no exercício cotidiano a ocorrência dos erros e dos desvios de rota sempre se apresentam. Cabe-nos a “escolha”!

E, é isso, que exige de nós, sempre, uma profunda e repetida reflexão, por parecer apontar na direção de uma solução distante e quase impossível. Os Estoicos defendem que qualquer um pode reverter um mau comportamento, reparar os erros e se reorientar na direção no caminho das Virtudes dedicando-se ao estudo regular, constante e disciplinado da filosofia. Para eles a prática das virtudes começa por aí e prossegue-se aprendendo a separar o que é bom (virtude) do que é mau (vícios).

A meta, portanto: aprendermos a admitir que há coisas às quais podemos impor nosso controle e há coisas que fogem da nossa alçada e é pífio o poder de termos controle sobre elas. O que a proposta dos Estóicos sugere é que se exercite as ações em consonância com as que fogem ao nosso domínio, que estariam, talvez, no domínio das leis naturais. A Filosofia é tomada, portanto, como prática diária na correção dos erros e na compreensão e aceitação das próprias limitações.

Ademais, tendo estudado com frequência a obra dos estoicos, com profundo interesse no estudo sobre as paixões, recentemente, a partir mesmo do próprio Descartes, encontrei relações bem interessantes a serem pensadas e acrescentei um artigo do prof. S.S. Chibeni que corrobora em grande medida as minhas reflexões.

Portanto, é nesse sentido acrescento um trecho de artigo deste professor sobre o que diz Descartes em seu “Paixões da alma” porque neste texto ele apresenta o tema numa nova perspectiva, tomando como ponto de partida uma análise da “natureza das paixões”; desenvolve a ideia de “controle das paixões” muito presente no texto de Descartes enquanto os estoicos por exemplo falavam em “cura das paixões”.

Ou seja, analisa  “[...] as paixões dos pontos de vista fisiológico, psicológico e anímico. Utilizando [...] as noções de paixões boas e más, de efeitos bons e maus, de malefícios e benefícios sem questionar a distinção do bem e do mal. É evidente que para aplicarmo-nos ao controle de nossas paixões é preciso antes saber distinguir o bem do mal. Isso cabe à área da filosofia denominada moral ou ética. Descartes e a maior parte dos grandes filósofos atribuíram grande importância ao estudo da moral, procurando determinar o critério do bem e do mal e os fundamentos nos quais se apóie. Segundo ele não “[...] podemos adentrar esse assunto aqui. E se atém “[...] unicamente a alguns aspectos das relações entre as paixões e a moral, tratados em As Paixões da Alma.” sugerindo para isso a leitura atenta nesse ponto os parágrafos 47 - 49 e 52; os parágrafos 137-138 e ainda do LE Q. 907-908. (eu sempre estendo até à questão 912)

No fina de seu artigo, na seção “Na direção do infinito” ao fazer uma proposta para essa busca, diz ele: 

“Não poderíamos concluir este pequeno trabalho sem mencionar que no final da terceira parte de seu livro Descartes apresenta brevemente um outro aspecto das percepções da alma, complementar ao das paixões, tais quais as entendia. Vimos que para ele estas últimas tinham sempre uma "contraparte" orgânica. 

Sugerimos, por nossa vez, que esse aspecto talvez não seja central nas paixões, que parecem antes ser inerentes à própria alma.

De qualquer modo, dentro do referencial que elaborou, Descartes também notou que há percepções da alma que radicam nela própria, ou, em suas palavras, "emoções interiores que são excitadas na alma apenas pela própria alma" (§ 147; grifamos). Um dos exemplos que dá é a "alegria intelectual" que sentimos quando lemos um romance ou assistimos a uma peça teatral em que as situações excitam em nós diversas paixões, como a alegria, a tristeza, o ódio, o amor, trazendo-nos todas uma espécie de prazer de ordem superior.

Vejamos estas belas passagens do parágrafo 148, em que Descartes desenvolve o tema:

Ora, visto que essas emoções interiores nos tocam mais de perto e têm, por conseguinte, muito mais poder sobre nós do que as paixões que se encontram com elas, e das quais diferem, é certo que, contanto que a alma tenha sempre do que se contentar em seu íntimo, todas as perturbações que vêm de outras partes não dispõem de poder algum para prejudicá-la. Servem, antes, para lhe aumentar a alegria, pelo fato de, vendo que não pode ser por elas ofendido, conhecer com isso a sua própria perfeição. E, para que a nossa alma tenha assim do que estar contente, precisa apenas seguir estritamente a virtude. Pois quem quer que haja vivido de tal maneira que sua consciência não possa censurá-lo de alguma vez ter deixado de fazer todas as coisas que julgou serem as melhores (que é o que chamo aqui seguir a virtude), recebe daí uma satisfação tão poderosa para torná-lo feliz que os mais violentos esforços da paixão nunca têm poder suficiente para perturbar a tranqüilidade de sua alma.

Descartes aponta, assim, uma espécie de sublimação dos sentimentos, na direção da alegria perene e sem mácula que resulta tão-somente da prática da virtude. Essa a alegria que viveremos um dia, quando, pelos nossos esforços, lograrmos alcançar a excelsa condição de Espíritos puros.”

Bastante oportuno sem dúvidas, para as intenções de estudos por aqui, encontrar estas relações entre grandes filósofos e aproveitar seus escritos para a “filosofia prática” (Chibeni, 1997)

Link para o artigo: https://www.geeu.net.br/artigos/paixoes.pdf

...

Acrescentando hoje: o "Tratado das paixões da alma e de seus erros", de Galeno, traduzido por Nilton Milanez

Esta primeira tradução brasileira do Tratado das paixões da alma e de seus erros, de Galeno, realizada pelo pesquisador Nilton Milanez da Universidade do Estado da Bahia, insere-se nos estudos da retórica antiga e do estoicismo tardio, com rigor filológico e precisão linguística. Galeno articula uma ética do autodomínio, mostrando que “as paixões são as causas dos erros”. O tratado desenvolve técnicas de controle das emoções e exercícios graduais de disciplina. A prática de exame de si é central, pois “carregamos um alforge… no da frente, os defeitos dos outros; no detrás, os nossos”. Esse trabalho sobre si fundamenta o governo de si e prepara o sujeito para o governo do outro, horizonte pedagógico e ético do sábio, nesta obra incontornável sobre a reflexão de si na nossa atualidade.

(Os grifos e destaques são meus)

______.

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SÉNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014. (Carta LXXV)

SCHLEIERMACHER, F. D. E. Introdução aos Diálogos de Platão. Belo Horizonte, MG: Ed. UFMG, 2018.

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ZINGANO, Marco. Aristóteles: tratado da virtude moral. São Paulo: Odysseus Editora, 2008.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

MEDITAÇÃO RETROSPECTIVA NOTURNA CXXII: PARADOXOS

A Carta é longa e, lendo bastante, mas digitando devagar ainda... quis destacar, para mim, alguns tópicos:

1º Passo: A Carta LXXXVII é uma reflexão de Sêneca sobre  “A vida feliz”.

Como em das obras que conhecemos e citaremos a abaixo, trata-se pensar sobre a verdadeira natureza da riqueza. Faz então uma defesa de que uma prática importante para uma “vida feliz” é o exrcicio de uma vida bem simples.

Destaco na Carta o que Sêneca considera fundamental: a ideia de que a riqueza em si mesma não é um bem nem um mal, parecido com o que defende Epicteto, seria indiferente se não for usada com Virtude (caminho reto da razão) e não é jamais um critério para a felicidade (aqui, para essa discussão, estou estudando o conceito de ‘eudaimonia - εὐδαιμονία ” nos antigos e uma crítica que Kant fez na sua obra sobre a filosofia prática).

E para Sêneca, recordado uma ocasião que, durante uma viagem, precisou dormir no chão, fazendo refeições muito básicas mas conseguiu preservar a calma e serenidade, ficando claro para ele que a felicidade verdadeira é do Espírito, na mente que não se deixa abater.  

Enfim, faz uma crítica aos excessos que introduzimos em nossas vidas, ao apego exorbitante ao que é material que acaba nos escravizando ao que é efêmero. Ao contrário, se não dermos ao acessório o valor do essencial, seremos livres.

2º Passo - Carta LIII: Sobre as falhas do Espírito (desenvolvendo)

Em seguida, uma antiga reflexão que fiz em 2016 quando reli esta Carta; hoje acrescento aqui, como um desdobramento para a reflexão de hoje partindo da Carta LXXXVII citada acima 

 Publiquei aqui, esse texto que escrevi há dez anos; que hoje reapareceu nas "lembranças" que o "Facebook" de vez em quando traz. 

Como parte do que vim fazer aqui, vale a lembrança, para mim. Por isso cito Sêneca, para quem é sempre melhor ser virtuoso que douto, também por isso, o cuidado sempre maior com as coisas e doenças do corpo... são bem mais fáceis de identificar...

“Sucede o contrário às doenças que afectam o espírito: quanto piores nós estamos menos damos por elas! [...] Porque é que ninguém confessa os seus vícios? Porque ainda está dominado por eles: contar um sonho implica que se esteja acordado, confessar os vícios significa que se está curado deles. Despertemos, pois, para podermos criticar os nossos erros.”
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Publiquei aqui, esse texto que escrevi há dez anos; que hoje reapareceu nas "lembranças" que o "Facebook" de vez em quando traz. 

Como parte do que vim fazer aqui, vale a lembrança, para mim. Por isso cito Sêneca, para quem é sempre melhor ser virtuoso que douto, também por isso, o cuidado sempre maior com as coisas e doenças do corpo... são bem mais fáceis de identificar...

Sucede o contrário às doenças que afectam o espírito: quanto piores nós estamos menos damos por elas! [...] Porque é que ninguém confessa os seus vícios? Porque ainda está dominado por eles: contar um sonho implica que se esteja acordado, confessar os vícios significa que se está curado deles. Despertemos, pois, para podermos criticar os nossos erros.”
____.
COELHO, Humberto Schubert. Genealogia do Espírito. Brasília, DF: 2012.

______. Filosofia perene: o modo espiritualista de pensar. São Paulo: Ed. Didier, 2014.

______. O pensamento crítico: história e método. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF, 2022.

______. O pensamento crítico: história e método. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF, 2022.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

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EPICTÉTE. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

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______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

FRANKL, Viktor. O sofrimento humano: Fundamentos antropológicos da psicoterapia. Trad. Bocarro, Karleno e Bittencourt, Renato. Prefácio, Marino, Heloísa Reis. São Paulo: É Realizações, 2019.

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______. Yes to Life: In spite of everything. Beacon Press, 2020.

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REVISITANDO UM TEXTO DE KIERKEGAARD SOBRE "DISCURSOS EDIFICANTES EM DIVERSOS ESPÍRITOS"

1. " A função da oração não é a de influenciar a Deus mas, especialmente, mudar a natureza daquele que ora .” Essa frase de Søren Kierk...