Mostrando postagens com marcador Ética; Filosofia; Estoicismo; Autodomínio; Cidadela Interior; Paixões; "Inner voice"; "Local of control". Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ética; Filosofia; Estoicismo; Autodomínio; Cidadela Interior; Paixões; "Inner voice"; "Local of control". Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de abril de 2025

REFLEXÃO VESPERTINA CLXV: OPORTUNAMENTE O "RECOLHIMENTO"


(IMAGEM: "Pinterest")

Acabei de ler esta biografia de FRANCISCO, escrita por Hermann Hesse.

HESSE, Hermann. Francisco de Assis. 7. ed. Rio de Janeiro, RJ: Record, 2025.

"A trajetória de um dos santos mais populares do mundo narrada por Hermann Hesse

Desde muito jovem, Hermann Hesse era fascinado pela figura de São Francisco de Assis. De alguma forma, o santo era como um amigo distante, um farol em sua vida. Sua determinação e seu comportamento maravilhavam Hesse. Francisco de Assis sempre foi até o fim com aquilo que queria fazer e não pregou “nada que ele próprio não pudesse cumprir diariamente, embasando e apoiando a doutrina no exemplo”. Ou seja, Francisco admirava uma ética que estava ligada à beleza e ao desejo de harmonia.

Esse amor pode ser encontrado em outras obras de Hesse: Narciso e Goldmund, O lobo da estepe e até mesmo Demian. Nas páginas desses livros, é possível perceber a sombra tutelar de seu santo favorito, como um modelo de comportamento e como medida de excelência humana. Conhecemos esses romances, mas não conhecíamos esse belo livro dedicado inteiramente a são Francisco de Assis, que é ao mesmo tempo uma biografia e uma bela obra literária. Com uma escrita que oscila entre a lenda, a fábula e o ensaio, Francisco de Assis é uma tentativa bem-sucedida de fazer uma testemunha silenciosa dos tempos antigos voltar a falar. Um livro escrito por admiração e devoção, cujo resultado é um texto surpreendente e comovente."

. ' .

Sobre o Autor

Hermann Hesse (1877 - 1962) nasceu na Alemanha, e naturalizou-se suíço em 1923. Contista, poeta, ensaísta e editor de importantes obras da literatura alemã, o escritor foi um adversário declarado do nazismo, e se posicionou firmemente contra a ascensão desta ditadura por meio de artigos publicados naquela época. Em 1911, viajou para a Índia a fim de conhecer a vida no Extremo Oriente. Em seus textos, Hesse procurou se manter fiel às tradições literárias românticas e clássicas. É autor, entre outros livros, de O jogo das contas de vidro, O lobo da estepe, Sonho de uma flauta e Narciso e Goldmund. Em 1946, Hermann Hesse ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.

______.

Essa leitura me levou a reler esse texto abaixo (ver Link):

"Alguém que não se encaixe nesse mundo; está bem próximo de encontrar-se consigo mesmo (atribuida a Hermann Hesse)"

NÃO adianta o amparo em teorias que só são subterfúgios. Só para fugir de si mesmo e culpar o mundo. Estratagema paupérrimo. Pois, como já dizia, entre outros gigantes do pensamento, Herman Hesse:

"[...] a única realidade é aquela que contém dentro de nós, e se os homens vivem tão irrealmente é porque aceitam como realidade as imagens exteriores e sufocam em si a voz do mundo interior."

Foi neste sentido que, hoje, pela manhã, como sempre, na "reflexão matinal" sustentando os exercícios na busca por "imperturbabilidade do espírito", por "serenidade", na superação das más surpresas que vem de onde menos esperamos. Os esforços são tentativas para sustentar meu desvio de foco, e centrar no objetivo principal que, não é a mesquinharia desse mundo medíocre, onde há tantos se pavoneando, chafurdados na lama.

No final, acrescentei mais um texto sobre Hermann Hesse¹. Tinha lido esse autor na adolescência e a releitura, atualmente, tem me revelado muito do que não percebi àquela época. 

Aqui, abaixo, o destaque no texto dele recai "sobre a esperança, e a difícil arte de assumir responsabilidade e a sabedoria da voz interior."

A certa altura do texto lê-se:

"Se você agora está se perguntando onde procurar consolo, onde procurar um Deus novo e melhor ... ele não vem a nós de livros, vive dentro de nós ... Esse Deus também está em você. Ele é mais particularmente em você, o desanimado e desesperado.”

E, repetindo Sêneca:

"Mantenha forte; Mantenha-se Bem"
...
______.
1. Link do texto: 

______.

CÍCERO, M.T. 1988. De finibus bonorum et malorum / Über die Ziele des menschlichen Handelns. Edição e tradução: Olof Gigon. München/Zürich: Ártemis.

CUNHA, Bruno. A gênese da ética em Kant. São Paulo: Editora LiberArs, 2017.

DINUCCI, Aldo. Manual de estoicismo: uma visão estóica do mundo. São Paulo: Auster, 2023. 

______; TARQUÍNIO, Antonio. Introdução ao Manual de Epicteto. 3. ed, São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, 2012.

______; JULIEN, Alfredo. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

______; JULIEN, A. (Org.) Epicteto: fragmentos e testemunhos. Tradução dos fragmentos gregos e notas Aldo Dinucci e Alfredo Julien. Textos de Aldo Dinucci, Alfredo Julien e Fábio Duarte Joly. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2008.

EPICTÉTE. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue).

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com

GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

______. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W . Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

______. Lições de metafísica. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2021.

______. Réflexions métaphysiques (1780-1789). Introduction, traduction et notes par Sophie Grapotte, Docteur de l’Université de Bourgogne, membre du « Groupe de travail sur la philosophie allemande du XVIIIe siècle » (CERPHI). Paris: Vrin, 2011.

 ______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. ("As virtudes e os vícios": Q. 893-906; Q. 907-912 "As paixões"; Q. 920-933 "Felicidade e infelicidade relativas"); "progressão do Espírito".(Q. 100-127).

LEIBNIZ. G. W. Novos ensaios sobre o entendimento humano. Lisboa: Edições Colibri, 1993.

______. Ensaios de teodicéia. São Paulo: Estação Liberdade, 2013.

SELLARS, J. The Art of Living: The Stoics on the Nature and Function of philosophy. Burlington: Ashgate, 2003.

______. Lessons in Stoicism: what ancient philosophers teach us about how to live. Penguim, 2019.

______. Estoicismo. Petrópolis, RJ: Vozes Nobilis; 1ª edição (1 novembro 2024.

______. Lições de estoicismo: O que os filósofos antigos têm a ensinar sobre a vida. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2023.

______. Lessons in Stoicism: What ancient philosophers teach us about how to live.  Londres: Penguin Books Ltd, 2020.

______. Hellenistic Philosophy. Oxford University Press, 2018.

______. Aristotle: Understanding the world's greatest philosopher. Pelican, 2023.

SCHMUCKER. Josef. Die Ursprünge der Ethik Kants in seinen vorkritischen Schriften und Reflektionen. Meisenheim: A. Hain, 1961.

THEIS, Robert (dir.). Théologie et religion. Paris: Vrin, 2013.

 

 

 

sábado, 18 de dezembro de 2021

REVISITANDO ANTIGAS ANOTAÇÕES: ESTOICISMO

 


"Não esconda o que você realmente acredita (Arius Didymus)"

"O fim de todas essas excelências é viver seguindo a natureza; uma delas, através das suas peculiaridades, permite ao homem atingir. Pois, por natureza, tem um ponto de partida para a descoberta da ação conveniente, para a estabilidade dos impulsos, para a persistência e para a partilha. (ÁRIO DÍDIMO. 2.7.5b3.1) "

Estudando o Estoicismo já algum tempo, nas pausas da leituras obrigatórias, recentemente deparei-me com um texto do prof. Aldo Dinucci[1] em que ele traduz “os passos 2.7.5A- 2.7.5B da Epítome de Ética Estoica, do filósofo estoico e doxógrafo alexandrino Ário Dídimo (acme 30 a.C.).” e, segundo ele, por não haver “traduções em língua moderna das obras completas de Ário Dídimo”, usou “a fixação da exposição sobre a ética estoica presente em Estobeu (Florilégio), realizada por Pomeroy (1999).” Inserido abaixo.

Comecei, imediatamente, a leitura; muito bom aos iniciantes e os que tem tomado a filosofia estoica a sério!

A este, acrescentei para leitura na sequência: "Hierocles the Stoic: elements of ethics, fragments, and excerpts (2009)"

"Hiérocles foi um filósofo estóico do início da era imperial, testemunha crucial do Oriente e do Neo-estoicismo, especialmente no que diz respeito à filosofia ética estóica.

Neste livro, tudo o que sobreviveu de suas obras, são traduzidas para o inglês pela primeira vez, a partir do grego original: The elements of ethics, preservado em papiro, junto com todos os fragmentos e trechos do tratado Sobre os deveres, coletados por Stobaeus no século V dC e lidando principalmente com relações sociais, casamento, família e família. Além disso, o ensaio introdutório de Ramelli demonstra como Hierocles modificou suas doutrinas de acordo com o estoicismo médio e com os desenvolvimentos adicionais da filosofia e de suas opiniões pessoais.

Finalmente, o extenso comentário de Ramelli sobre as obras de Hierocles esclarece questões filosóficas levantadas pelo texto e fornece referências ricas e atualizadas à bolsa de estudos existente.”

 

______.

ÁRIO DÍDIMO. Epitome of stoic ethics. Tradução de Arthur J. Pomeroy. Atlanta: Society of Biblical Literature, 1999.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

BORGES, Maria. Borges. Razão e emoção em Kant. Pelotas, RS: Editora e Gráfica Universitária, 2012.

CÍCERO. On ends (The Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.

ESTOBEU. Florilegium. v. I e II. Ed. Augustus Meineke. Lipsiae: Taubner, 1855.

INWOOD, Brad. The Cambridge companion to the stoics.   Cambridge University Press, 2010

LONG, A. Arius Didymus and the exposition of stoic ethicsIn: FORTENBAUGH, W. W. (Ed.). On stoic and Peripatetic ethics: the work of Arius Didymus. London: Transaction, 1983. p. 190-201.

MEINEKE, A. Zu Stobaeus. In: Zeitschrift für Gymnasialwesen, v. 13, p. 363-365, 1859.

PLATÃO. Laches. Protagoras. Meno. Euthydemus. Tradução de W. R. M. Lamb. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1924.

RAMELLI, Ilaria. Hierocles the stoic: elements of ethics, fragments, and excerpts. Society of Biblical Literature, 2009. 

SÊNECA. Cartas 1-66. Tradução de R. M. Gummere. Harvard: https://www.loebclassics.com, 2001.
______. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

______. Cartas 66-92. Tradução de R. M. Gummere. Harvard: https://www.loebclassics.com, 2001.



segunda-feira, 7 de setembro de 2020

MEDITAÇÃO RETROSPECTIVA NOTURNA XLI: APATHEIA, ATARAXIA, JUSTIÇA (II)

A imagem pode conter: atividades ao ar livre, água e natureza 

(IMAGEM: "Pinterest")

“O virtuoso, [ao invés de refrear as paixões], age corretamente, mas em harmonia com suas paixões, porque ele as dominou de uma vez por todas. Não só aprendeu a agir de modo conveniente, mas a sentir o páthos adequado” (LEBRUN, 1987, p. 20).

São diversos os percalços no caminho; naturais, no entanto!

E, prosseguindo com as reflexões, estabelecidas já há algum tempo, como projeto na reforma da conduta pessoal para melhor compreensão do que seja desenvolver e aplicar a virtude, ainda tão distante, mas, tarefa a realizar! Portanto, decidi investir em aprimorar as emoções nesse sentido, exatamente por pressupor que tais podem ser revertidas em força interior, para resistir aos assaques ou provocações externas. Totalmente na direção contrária das concepções mirabolantes que dominam o "mercado"

E, para uma consideração desse elemento na constituição da imperturbável tranquilidade da alma, vale considerar, antes, de anotar o que escolhi dos estoicos para o dia de hoje, logo pela manhã, retomando agora. Anotei entre as leituras de hoje, mais uma vez, essa passagem que está no Górgias, de Platão:

"[469b-c] Sócrates: …Porque o maior dos males consiste em praticar uma injustiça.
Polo: Esse é o maior? Não é o maior sofrer uma injustiça?
Sócrates: Absolutamente não.
Polo: Preferias então sofrer uma injustiça a praticá-la?
Sócrates: Não preferiria uma coisa nem outra; mas se fosse inevitável sofrer ou praticar uma injustiça, preferiria sofrê-la."(SÓCRATES. In: Górgias (Platão)).

Ora, com reflexões deste tipo, se tem pretendido:

A imperturbável paz de espírito (ataraxíaἀταραξία):

Um dos pontos centrais da filosofia estoica: a conquista da felicidade por meio da ataraxia, um ideal de imperturbável tranquilidade em que seria possível viver de forma serena e com absoluta paz de espírito. E, os estoicos, defendiam e ensinavam que o homem só pode alcançar plena felicidade mediante aquisição de virtudes e aperfeiçoamento dos conhecimentos.

A tranquilidade (apátheia - ἀπάθεια):

Na busca pela vida tranquila e feliz, a proposta da filosofia estoica era de que os fatores externos que comprometessem a perfeição moral e intelectual devem ser ignorados, superados, tratados com apátheia. Mesmo nas dificuldades, a reação indicada ao ser humanos, era sempre agir com muita calma e tranquilidade, sem que fatores externos perturbem nossa capacidade de julgar ou reagir.

Portanto, nesta caminhada, como também já citado aqui, revisitei, de Séneca (2014):

"Sempre que queiras saber qual a atitude a evitar ou a assumir, regula-te pelo bem supremo, pelo objetivo de toda a tua vida. Todas as nossas ações devem conformar-se com o bem supremo: somente é capaz de determinar as ações individuais o homem que possui a noção do objetivo supremo da vida". 

Seguimos nos exercitando, são elementos a desenvolver em nós, se queremos nos “curar das paixões”!

______.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (col. Os Pensadores).

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

CÍCERO. On ends (The Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

EPICTÉTE. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue).

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

KANT, Immanuel. Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. (Q. 907-912)

KEELING, Eva; PITTELOUD, Lucca. Psychology and Ontology in Plato. Springer, 2019.

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixão. In: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Livro II. 1).

PLATÓN. Carta VIIIn: Diálogos VII (Dudosos, Apócrifos, Cartas). Madrid: Gredos, 1992.

________. Górgias, Protágoras. 3. ed. Trad. Carlos Alberto Nunes. Edição bilíngue; Belém, PA, 2021.

________. Mênon, Eutidemo. 3. ed. Trad. Carlos Alberto Nunes. Edição bilíngue; Belém, PA, 2021.

PRICE, A. W. Conflito mental. Campinas, SP: Ed. Papirus, 1998.

______. Mental conflict. London: Ed. Routledge, 1995

______. "Love and Friendship in Plato and Aristotle". Oxford Clarendon Press, 1989.

______. Contextuality in Practical Reason. (Oxford: Clarendon Press, 2008).

______. Virtue and Reason in Plato and Aristotle. Oxford University Press. 2011.

RICOUER, Paul. Ser, essência e substância em Platão e Aristóteles. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

SCHLEIERMACHER, F. D. E. Introdução aos Diálogos de Platão. Belo Horizonte, MG: Ed. UFMG, 2018.

TEIXEIRA, L. Ensaio sobre a Moral de Descartes. Tese (Cátedra) – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras. São Paulo, 1955.

ZINGANO, Marco. Aristóteles: tratado da virtude moral. São Paulo: Odysseus Editora, 2008.


quinta-feira, 19 de março de 2020

REFLEXÃO MATINAL LXXXIV: HERMANN HESSE: "THE DIFFICULT ART OF TAKING RESPONSIBILITY, AND THE WISDOM OF THE INNER VOICE”

Decidir com coragem
(IMAGEM: "Pinterest")

"Alguém que não se encaixe nesse mundo; está bem próximo de encontrar-se consigo mesmo (atribuida a Hermann Hesse)"

NÃO adianta o amparo em teorias que só são subterfúgios. Só para fugir de si mesmo e culpar o mundo. Estratagema paupérrimo. Pois, como já dizia, entre outros gigantes do pensamento, Herman Hesse:

"[...] a única realidade é aquela que contém dentro de nós, e se os homens vivem tão irrealmente é porque aceitam como realidade as imagens exteriores e sufocam em si a voz do mundo interior."

Foi neste sentido que, hoje, pela manhã, como sempre, na "reflexão matinal" sustentando os exercícios na busca por "imperturbabilidade do espírito", por "serenidade", na superação das más surpresas que vem de onde menos esperamos. Os esforços são tentativas para sustentar meu desvio de foco, e centrar no objetivo principal que, não é a mesquinharia desse mundo medíocre, onde há tantos se pavoneando, chafurdados na lama.
No final, acrescentei mais um texto sobre Hermann Hesse¹. Tinha lido esse autor na adolescência e a releitura, atualmente, tem me revelado muito do que não percebi àquela época. 

Aqui, abaixo, o destaque no texto dele recai "sobre a esperança, e a difícil arte de assumir responsabilidade e a sabedoria da voz interior."

A certa altura do texto lê-se:

"Se você agora está se perguntando onde procurar consolo, onde procurar um Deus novo e melhor ... ele não vem a nós de livros, vive dentro de nós ... Esse Deus também está em você. Ele é mais particularmente em você, o desanimado e desesperado.”

E, repetindo Sêneca:

"Mantenha forte; Mantenha-se Bem"
...
______.
1. Link do texto: 

REFLEXÃO MATINAL CXL: SOBRE O SENTIDO DA VIDA (X)

    R ecentemente tive acesso ao pensamento desse autor: Rudolf Christph Eucken, estou lendo esses dois livro citados dele. Seu p ensamento ...