Mostrando postagens com marcador Schelling; Idealismo alemão.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Schelling; Idealismo alemão.. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de junho de 2019

SCHELLING: FILOSOFIA DA NATUREZA




Há muito, logo que foi publicado, acerquei-me desse texto, só o li agora, em meio às leituras obrigatórias. Decisão acertada: um belo texto, pelo que aborda e por estar, como me surpreendi, atrelado a reflexões muito amplas, tocando até em temas da “história da ciência, da física” e, fundamental para a atual fase, por aqui, de leituras sobre o “idealismo alemão” e, todo este contexto.

.’.

“A Dedução geral do processo dinâmico ou das categorias da física (1800) é um texto de filosofia da natureza de Friedrich Schelling (1775-1854). Essa tradução se deve a quatro motivos:


O primeiro motivo é que há escasso material sobre filosofia da natureza em língua portuguesa.

Em segundo lugar, esse material auxilia na revisão da história da filosofia, uma vez que mostra como um filósofo considerado “idealista” recorre a experimentos científicos em sua elaboração teórica, especialmente nos §§ 21 a 28, 45 e 56, mostrando que há “empirismo” em sua filosofia ― o que, por sinal, terá repercussões em seu “empirismo superior da filosofia tardia. 

Em terceiro lugar, trata-se de um texto interessante para historiadores da ciência, pois Schelling é um dos primeiros pensadores a aproximar eletricidade e magnetismo.

Finalmente, esse é um material que possui uma breve, porém importante menção à estética no § 21, e o texto como um todo, que lida com a construção da matéria, é de fundamental compreensão para se entender a divisão schellinguiana das artes plásticas, ​divisão ​cujas etapas correspondem às etapas da ​"​construção da matéria​"​. Deve-se levar em conta a construção da matéria para falar sobre qualquer objeto material, tanto natural quanto artefato, e isso inclui as obras de arte.”
(grifos meus)
______.
SCHELLING. Friedrich. W. J. von. Dedução Geral do Processo Dinâmico. São Paulo: LiberArs, 2018.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

SCHELLING E A PROPEDÊUTICA DA FILOSOFIA


Resultado de imagem para schelling

“Minha propedêutica da filosofia, portanto, por si mesma será:

  1. Uma explanação dos principais problemas da filosofia e de sua origem necessária a partir da natureza humana;
  2. Uma designação dos diferentes pontos de vista acima dos quais a filosofiateve de elevar-se pouco a pouco para atingir o ponto de vista absoluto.

Para a filosofia não há nenhuma outra preparação senão esta meramente negativa. Todo começo positivo na filosofia tem de ser feito pela própria ciência principal, não pelas ciências secundárias, que, por serem elas mesmas subordinadas, admitem também apenas pontos de vista subordinados e atam o espírito a estes, em vez de deslocá-lo para a liberdade absoluta, que é o verdadeiro órgão do infinito.”
...

A questão da liberdade humana como "órgão do infinito" em Schelling refere-se à "identidade", "razão alargada [...] identidade entre natureza e espírito" (cf. nota na p. 79)

______.
(SCHELLING, Propedêutica da filosofia. Campinas, SP: Vide Editorial, 2018, p. 78-79)
.'.
Sobre o autor:
Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling (1775–1854) foi um filósofo e educador alemão. Junto de Fichte e Hegel, é talvez um dos pensadores mais influentes da tradição filosófica conhecida como “idealismo alemão”. Mudou muito suas concepções filosóficas ao longo dos anos, o que não deixa de refletir aquele período dinâmico da história da filosofia, mas sua importância para o pensamento contemporâneo persiste principalmente por três motivos: sua filosofia da natureza, que abre a possibilidade de entender a natureza para além daquilo que as ciências naturais modernas conseguem identificar; sua concepção anti-cartesiana da subjetividade e sua crítica do idealismo hegeliano.

TEMPO DE ESTUDOS. LEITURA DE "AMOR AO BELO E AO BEM: ESTUDOS SOBRE O BANQUETE E A REPÚBLICA DE PLATÃO" (II)

 Amor ao belo e ao bem: estudos sobre o Banquete e a República de Platão “ O Amor é o anseio de imortalidade. ” ( Platão - Banquete   Termin...