quarta-feira, 28 de maio de 2025

LEITURA FUTURA PLANEJADA

Para Estudar (já em andamento): 
"Sobre este livro: (será publicado em outubro de 2025 como Vol. 231 da KSEH)

Este volume contém ensaios comentadores sobre todo o texto do tratado de Kant "Sobre o ditado popular: isto pode ser correto na teoria, mas não é adequado para a prática" (1793) e sobre sua recepção.

Neste breve ensaio, Kant não apenas defende sua filosofia moral contra as objeções de seus contemporâneos, mas também publica seu primeiro texto sobre teoria do direito. Assim, ele assume uma posição especial para uma compreensão adequada tanto do conteúdo quanto do desenvolvimento das reflexões de Kant sobre moral e direito. As contribuições comentam as reflexões de Kant no contexto das discussões contemporâneas e apresentam seu conteúdo substantivo, levando em consideração outros escritos críticos de Kant.

Como o ensaio sobre o Ditado popular também serviu de ponto de partida para futuras discussões críticas sobre a relação entre teoria e prática, especialmente entre teoria do direito e ação política, dois ensaios adicionais abordam as reações de Friedrich Gentz ​​e August Wilhelm Rehberg. Este volume, portanto, preenche uma lacuna na interpretação de Kant e concentra-se em um texto que, de forma única, fornece pistas essenciais para uma avaliação adequada da filosofia kantiana da moral, do direito e da história.

Informações sobre os autores/editores:

P.-A. Hirsch, Instituto Max Planck de Filosofia Comparada (MPI-CSL), Freiburg; D. Hüning, Universidade de Trier; S. Klingner, Universidade de Göttingen; G. Sadun Bordoni, Universidade de Teramo.

...

Über dieses Buch (erscheint im Oktober 2025 als Bd. 231 der KSEH)

Der Band enthält kommentierende Aufsätze zum gesamten Text von Kants Schrift „Über den Gemeinspruch: Das mag in der Theorie richtig sein, taugt aber nicht für die Praxis“ (1793) sowie zu deren Rezeption. In dieser kleinen Schrift verteidigt Kant nicht nur seine Moralphilosophie gegen Einwände seiner Zeitgenossen, sondern publiziert auch seinen ersten Text zur Rechtstheorie. Ihr kommt damit eine besondere Stellung für ein angemessenes Verständnis sowohl des Gehalts als auch der Entwicklung von Kants Überlegungen zu Moral und Recht zu. Die Beiträge kommentieren Kants Überlegungen vor dem Hintergrund zeitgenössischer Diskussionen und präsentieren ihren sachlichen Gehalt unter Berücksichtigung der anderen kritischen Schriften Kants.

Da der Gemeinspruch-Aufsatz nach seinem Erscheinen zudem der Ausgangspunkt für weitere kritische Diskussionen um das Verhältnis ‚Theorie und Praxis‘, besonders von Rechtstheorie und politischem Handeln, war, thematisieren zwei weitere Aufsätze die
Reaktionen von Friedrich Gentz und August Wilhelm Rehberg. Damit schließt der Band eine Lücke in der Kant-Interpretation und rückt einen Text in den Fokus, der in einzigartiger Weise wesentliche Hinweise für eine angemessene Einschätzung von Kants Moral-, Rechts- und Geschichtsphilosophie bereithält.

Information zu Autoren / Herausgebern
:
P.-A. Hirsch, MPI-CSL, Freiburg; D. Hüning, Univ. Trier; S. Klingner, Georg-August-Univ. Göttingen; G. Sadun Bordoni, Univ. Teramo."

segunda-feira, 26 de maio de 2025

REFLEXÃO MATINAL CLXVIII: REFLEXÕES SOBRE SOBRE CORPO E ALMA, ANTIGO PROBLEMA DA FILOSOFIA (II)

Acabei de assistir o vídeo que anexei aqui em que o próprio Frankl fa fala de "manuscrito" que escreveu antes de  ir para Auschwitz e que foi a base de sua teoria: a Logoterapia.

Registro aqui essa obra que li em 2017, com certeza, é um livro que volto a reler. Já há anos o autor está constando nas minhas leituras durante as pausas dos estudos.

"O Médico e a Alma" (em alemão: ("Ärztliche Seelsorge: Grundlagen der Logotherapie und Existenzanalyse") e em inglês: (The doctor and soul:  from psycotherapy to logotherapy.") é um livro de Viktor E. Frankl, psiquiatra vienense e fundador da logoterapia . O livro explora tópicos sobre o significado da vida em geral, bem como o significado de áreas específicas da vida de cada um, como trabalho e relacionamentos pessoais.

Link em que Viktor Frankl cita o livro e a história do “manuscrito”:

https://www.youtube.com/watch?v=lD09bO0Ht00

______.

FRANKL, Viktor. Prisoners of our thoughts: Viktor Frankl's Principles for Discovering Meaning in Life and Work. Berrett-Koehler Publishers, 2017.

______. Ärztliche Seelsorge: Grundlagen der Logotherapie und Existenzanalyse. München: dtv Verlagsgesellschaft mbH & Co. KG, 2007.

______. Um sentido para a vida: psicoterapia e humanismo. Aparecida, SP: Ideias e letras, 2005.

______. Yes to Life: In spite of everything. Beacon Press, 2020.

______. Em busca de sentido. 25. ed. - São Leopoldo, RS: Sinodal; Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. O Sofrimento Humano: Fundamentos antropológicos da psicoterapia. Trad. Bocarro, Karleno e Bittencourt, Renato. Prefácio, Marino, Heloísa Reis. São Paulo: É Realizações, 2019.

______. The doctor and the soul: from psycotherapy to logotherapy. New york: Bantam Books, 1955.

______. Psycotherapy and existencialism: selected papers on logotherapy. New York: Simon and Schuster, 1970.

______. Angst und Zwang. Acta  Psychotherapeutica, I, 1953, pp. 111-120.

______. Teoria e terapia das neuroses: introdução à logoterapia e à análise existencial. São Paulo: É Realizações, 2016.


BIBLIOGRAFIA E SUGESTÕES DE LEITURA

 

BECK, Aaron T; Alford, Brad A. O poder integrador da terapia cognitiva. Porto Alegra, RS: Artmed, 2000.

BECK, Judith S. Terapia cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre, RS, 2997.

CALVINO, Italo. Por que ler os clássicos. Trad. Milton Moulin. São Paulo: Companhia de bolso, 2007.

COELHO, Humberto Schubert. O pensamento crítico: história e método. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF, 2022.

DESCARTES, René.  As paixões da alma. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

FREUD, Erns L; MENG, Heinrich (Org.). Cartas entre Freud e Pfister: um diálogo entre psicanálise e fé cristã. Viçosa, MG: Utimato, 2009. 

GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

______. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W . Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

GAZOLLA, Rachel.  O ofício do filósofo estóico: o duplo registro do discurso da Stoa, Loyola, São Paulo, 1999.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

______. A filosofia como maneira de viver: entrevistas de Jeannie Carlier e Arnold I. Davidson. (Trad. Lara Christina de Malimpensa). São Paulo: É Realizações, 2016.

______. Exercícios espirituais e filosofia antiga. Trad. Flávio Fontenelle Loque, Loraine Oliveira. São Paulo: É Realizações, Coleção Filosofia Atual, 2014.

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

______. Silêncio: o poder da quietude em um mundo barulhento. Rio de Janeiro, RJ: Harper Collins, 2018.

HUIZINGA, Johan. Nas sombras do amanhã: um diagnóstico da enfermidade espiritual de nosso tempo . - Trad. Sérgio Marinho, Goiânia-GO: Editora Caminhos, 2017.

INWOOD, Brad. Reading Seneca: stoic philosophy at Rome. Oxford, Reino Unido: Clarendon Press, 2005.

IRVINE, William B. A Guide to the Good Life: the ancient art of Stoic joy. New York: Oxford University Press, 2009.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica) Trad. Guillon Ribeiro. Brasília, DF: Feb, 2013. (Q. 907-912: "paixões"; 893-906: “virtudes . “vícios” e 920-933: "felicidade").

KING, C. Musonius Rufus: Lectures and Sayings. CreateSpace Independent Publishing Platform, 2011.

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixãoIn: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

LUTZ, C. Musonius Rufus: the Roman Socrates. Yale Classical Studies 10 3-147, 194

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

MASSI, C. D. As leis naturais e a verdadeira felicidade. Curitiba: Kardec Books, 2020.

PAULA, Aline Pereira de. O pastor da análise. São Paulo: UICLAP. 2022.

PFISTER, O. A ilusão de um futuro. In: WONDRACEK, K. H. K. (Org.). O futuro e a ilusão: um embate com Freud sobre Psicanálise e Religião. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. p. 17-56.

RANGÉ, Bernard. Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais: Um Diálogo com a Psiquiatria. 2. ed. Porto Alegre: Grupo A - Selo: Artmed, RS, 2011.

ROBERTSON, Donald. The Philosophy of Cognitive Behavioural Therapy (CBT): stoic philosophy as rational and Cognitive Psychotherapy. Londres  :Karnac Books, 2010.

______. Pense como um imperador. Trad. Maya Guimarães. Porto Alegre: Citadel Editora, 2020.

______. How to think Like a roman emperor: the stoic philosophy of Marcus Aurelius. New York: St. Martin's Press, 2019.

SELLARS, J. The Art of Living: The Stoics on the Nature and Function of philosophy. Burlington: Ashgate, 2003.

SÊNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

______. Edificar-se para a morte: das cartas morais a Lucílio. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.

____. Sobre a clemência. Introdução, tradução e notas de Ingeborg Braren. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

____. Sobre a ira. Sobre a tranquilidade da alma. Tradução, introdução e notas de José Eduardo S. Lohner. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2014.

____. Tragedies I: Hercules, Trojan women, Phoeniciam women, Medea, Phaedra. Tradução de J. G. Fitch. Cambridge, EUA: Harvard University Press, 2002.  https://www.loebclassics.com/.

____. Tragedies II: Oedipus, Agamemnon, Thyestes, Hercules on Oeta, Octavia. Tradução de J. G. Fitch. Cambridge, EUA: Harvard University Press, 2004.  https://www.loebclassics.com/.

____. Moral Essays. Tradução de John W. Basore. Cambridge, EUA: Harvard University Press, 1985.  https://www.loebclassics.com/.

______. Sobre a brevidade da vida. Porto Alegre, RS: L&PM, 2007.

VEILLARD, Christelle. Le souffle de la raison: le défi des stoïciens. Plon, 2023.

REFLEXÃO MATINAL CLXVII: "A HIPÓTESE DA FELICIDADE"



Para leitura nas pausas diárias. Em andamento:

1. Sobre o  livro: "O que não mata, fortalece", "Faça aos outros o que gostaria que fizessem com você", "A felicidade vem de dentro", são todos ditados que, certa vez, filósofos criaram e nossas avós retraduziram e acabaram virando senso comum. Porém, seriam essas "verdades" realmente verdade? Hoje em dia, parecemos preferir nos apegarmos à noção que um pouco mais de dinheiro, amor e sucesso poderá nos fazer realmente felizes. Estamos errados? Em A Hipótese da Felicidade , o psicólogo Jonathan Haidt mostra a sabedoria tradicional sob o escrutínio da ciência moderna, trazendo insights brilhantes. Nós acreditamos que a virtude, geralmente, não é uma recompensa em si; o porquê de os extrovertidos serem realmente mais felizes do que introvertidos; e o porquê de o pensamento consciente não ser tão importante quanto gostaríamos de acreditar…Baseado tanto em filosofia quanto em ciência, criando uma rica inspiração, A Hipótese da Felicidade é um livro inesquecível, original e provocativo ― uma sabedoria antiga em nossos tempos.

2. SINOPSE: "As afirmações dos filósofos são feitas em casa pelas nossas avós e entram no nosso senso comum: «o que não nos mata torna-nos mais fortes»; «faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti»; «a felicidade vem de dentro»…

Mas serão estas verdades realmente verdadeiras? Atualmente, todos parecemos preferir agarrar-nos à noção de que um pouco mais de dinheiro, de amor ou de sucesso nos fará mais felizes.

Estaremos certos?

Em A Hipótese da Felicidade, o psicólogo Jonathan Haidt expõe a sabedoria tradicional ao escrutínio da ciência moderna, apresentando conclusões surpreendentes sobre aquilo que consideramos recompensas e aquilo que nos define enquanto pessoas.

Baseando-se nos ricos ensinamentos da filosofia e nas certezas da ciência, A Hipótese da Felicidade é um livro notável, original e provocador — sabedoria antiga aplicada ao nosso tempo. (by João Carlos Silva)"

______.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (col. Os Pensadores).

______. Ethica Nicomachea - III 9 - IV 15: As virtudes morais. Trad. Marco Zingano. São Paulo: Odysseus Editora, 2019.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

CÍCERO. On ends (The Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

EPICTÉTE. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue).

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

FOOT, Philippa. Natural goodness. Clarendon Press, 2003.

______. Moral dilemmas: and other topics in moral philosophy. Oxford University Press, 2003)

______. Virtues and Vices: and other essays in moral philosophy. OUP Oxford; Reprint, 2003). Informações sobre a a autora:https://pt.wikipedia.org/wiki/Philippa_Foot

FREUD, Erns L; MENG, Heinrich (Org.). Cartas entre Freud e Pfister: um diálogo entre psicanálise e fé cristã. Viçosa, MG: Utimato, 2009. 

GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

______. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W . Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

GAZOLLA, Rachel.  O ofício do filósofo estóico: o duplo registro do discurso da Stoa, Loyola, São Paulo, 1999.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

HAIDT, Jonathan. A hipótese da felicidade: encontrando a verdade moderna na sabedoria antiga. LVM Editora, 2022.

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

HUME, David. História natural da religião. Trad. apres. e notas Jaimir Conte. São Paulo: Ed. Unesp, 2005.

______. Trtatado da natureza humana. São Paulo: Ed. Unesp, 2009.

______. Uma investigação sobre os princípios da moral. Trad: José Oscar de Almeida Marques. Campinas, SP: Editora UNICAMP, 1995, p.19.

______. A arte de escrever Ensaios. São Paulo: Ed. Unesp, 2008.

______. Dissertação sobre as paixões: seguida de História natural da religião. Trad. Pedro Paulo Pimenta. São Paulo: Iluminuras, 2021.

______. Dissertação sobre as paixões Trad. Jaimir Conte. In: Revista Princípios. Natal, v.18, n.29, jan./jun. 2011, p. 371-399.

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. "Do ideal de Sumo Bem como um fundamento determinante do fim último da razão puraSegunda seção". (A805, 806 - B833, 834). Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

______. Lições de Ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Feldhaus. São Paulo: Unesp, 2018.

______. Crítica da razão prática. Trad. Monique Hulshof. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.

______. Sobre a Pedagogia. Tradução de Francisco Cock Fontenella. Piracicaba, SP: Editora Unimep, 1996.

______. Sobre a Pedagogia. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2021.

______. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Tradução Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.

______. Cursos de Antropologia: a faculdade de conhecer (Excertos). Seleção, tradução e notas de Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Clandestina, 2017.

______. Resposta à pergunta: o que é “esclarecimento”?. In: Immanuel Kant textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica) Trad. Guillon Ribeiro. Brasília, DF: Feb, 2013. (Q. 907-912: "paixões"; 893-906: “virtudes . “vícios” e 920-933: "felicidade")

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixãoIn: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Livro II. 1).

NUSSBAUM, Martha C. A fragilidade da bondade: fortuna e ética na tragédia e na filosofia grega. São Paulo, Martins Fontes, 2009.

PAULA, Aline Pereira deO pastor da análise. São Paulo: UICLAP. 2022.

PFISTER, O. A ilusão de um futuro. In: WONDRACEK, K. H. K. (Org.). O futuro e a ilusão: um embate com Freud sobre Psicanálise e Religião. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. p. 17-56.

PORTA, Mario Ariel González. Psicologia e filosofia: estudos sobre a querela em torno ao psicologismo (Psychologismusstreit). São Paulo: Edições Loyola, 2020.

PRICE, A. W. Conflito mental. Campinas, SP: Ed. Papirus, 1998.

______. Mental conflict. London: Ed. Routledge, 1995.

QUEVEDO, J. ; IZQUIERDO, I. (Orgs.). Neurobiologia dos transtornos psiquiátricos. Porto Alegre: Artmed, 2020. 388 p.

ROBERTSON, Donald. The Philosophy of Cognitive Behavioural Therapy (CBT): stoic philosophy as rational and Cognitive Psychotherapy. Londres: Karnac Books, 2010.

______. Pense como um imperador. Trad. Maya Guimarães. Porto Alegre: Citadel Editora, 2020.

______. How to think Like a roman emperor: the stoic philosophy of Marcus Aurelius. New York: St. Martin's Press, 2019.

SELLARS, J. The Art of Living: The Stoics on the Nature and Function of philosophy. Burlington: Ashgate, 2003.

SÊNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 14. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gubekian, 2014 (Carta LXXX).

SCHLEIERMACHER, F. D. E. Introdução aos Diálogos de Platão. Belo Horizonte, MG: Ed. UFMG, 2018.

______. Sobre a religião. São Paulo: Fonte Editorial, 2020.

SCHNEEWIND, Jeromé. Obligation and virtue: an overwien of Kant's moral philosophy. The Cambridge Companio to Kant. United Kingdom. Cambridge University Press, 1992.

______. Aristotle, Kant and the stoics: rethinnking happiness and duty. Cambridge University Press; Edição: Reprint, 1998.

THEIS, Robert; AICHELE, AlexanderHandbuch Christian WolffSpringer vs 2018.

THOUREAU, Henry David. Andar a pé: um ritual interior de sabedoria e liberdade. Loures: Editora Alma dos livros, 2021.

TEIXEIRA, L. Ensaio sobre a Moral de Descartes. 222p. Tese (Cátedra) – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras. São Paulo, 1955.


 

sábado, 24 de maio de 2025

REFLEXÕES KANTIANAS SOBRE LIBERDADE: "KANT ON FREEDOM AND RATIONAL AGENCY"

Leitura e estudos da tarde em andamento:

Encontrei, esse material, recentemente, em meio aos estudos regulares que, apesar de tudo, não interrompi totalmente. Apareceu-me esse autor e esta obras que destaco aqui; já estou lendo com atenção; acrescentada à bibliografia, e leitura e estudos em andamento.

Kant on Freedom and Rational Agency’ " oferece uma nova interpretação e reconstrução racional da doutrina kantiana da liberdade. Markus Kohl mostra como Kant defende a crença de que somos livres de causas externas (naturais e sobrenaturais) como pressuposto de toda atividade humana significativa. Embora essa interpretação se concentre no papel essencial que a liberdade da vontade desempenha em nossa ação moral, ela também examina como nosso status como agentes cognitivos racionais depende de nossa liberdade de pensamento e por que nosso engajamento estético com a beleza requer nossa liberdade de imaginação. Kohl, assim, apresenta uma compreensão convincente da avaliação de Kant de que a liberdade é um "ponto cardeal" — até mesmo a "pedra angular" — de toda a sua filosofia crítica. A doutrina kantiana da liberdade surge nessa abordagem como uma crítica sistemática de uma visão de mundo naturalista que considera todas as nossas capacidades, representações e ações como o resultado causal de leis e forças naturais. Kant sustenta que a visão de mundo naturalista mina fatalmente nossa autoconcepção como agentes racionais. Essa crítica ao naturalismo culmina no argumento de que os conhecedores naturalistas não podem explicar nossa liberdade em relação às forças naturais porque eles devem pressupor tal liberdade em seus próprios esforços cognitivos para elaborar teorias naturalistas racionalmente válidas.

...

“ ‘Kant on Freedom and Rational Agency’ provides a novel interpretation and rational reconstruction of Kant's doctrine of freedom. Markus Kohl shows how Kant defends the belief that we are free from foreign (natural and super-natural) causes as a presupposition of all meaningful human activity. While this interpretation focuses on the essential role that freedom of will plays in our moral agency, it also examines how our status as rational cognitive agents hinges on our freedom of thought, and why our aesthetic engagement with beauty requires our freedom of imagination. Kohl thereby gives a compelling sense of Kant's estimation that freedom is a "cardinal point"--even the "keystone"--of his entire critical philosophy. Kant's doctrine of freedom emerges in this account as a systematic critique of a naturalistic worldview which regards all our capacities, representations, and actions as the causal upshot of natural laws and forces. Kant holds that the naturalistic worldview fatally undermines our self-conception as rational agents. This critique of naturalism culminates in the argument that naturalistic cognizers cannot explain away our freedom from natural forces because they must presuppose such a freedom in their own cognitive efforts to devise rationally valid naturalistic theories.”

LINK da resenha (Reviewed by Frederick Rauscher, Michigan State University 2025.05.7):

https://ndpr.nd.edu/reviews/kant-on-freedom-and-rational-agency/?fbclid=IwY2xjawKe69xleHRuA2FlbQIxMABicmlkETFBQjhKV2NzcnpQak85dVBFAR5PT5L7ZvoM82dPRxkQUorMsvWoi3VkGnUgEcWTyc7yNSaeQ51r7jOOJ5hLYA_aem_drjt_hmAAwqbizlybX7_tA

______.

HÖFFE, Otfriede. Immanuel Kant. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

______. Immanuel Kant. München: C. H. Beck, 2004.

______. Kant: crítica da razão pura: os fundamentos da filosofia moderna. São Paulo: Edições Loyola, 2013.

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1994.

______. Crítica da razão pura. 3. ed. Trad. Fernando Costa Matos. Petrópolis, RJ: Vozes; Bragança Paulista, SP: Editora Universitária São Francisco, 2013.

______. Crítica da razão prática. Edição bilíngüe.Tradução Valerio Rohden. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

______. Crítica da razão prática. Tradução de Monica Hulshof. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.

____. Crítica da faculdade do juízo. Trad.Valerio Rohden e António Marques. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993.

______. Dissertação de 1770. De mundi sensibilis atque inteligibilis forma et principio. Akademie-Ausgabe. Trad. Acerca da forma e dos princípios do mundo sensível e inteligível. Trad., apres. e notas de L. R. dos Santos. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda. FCSH da Universidade de Lisboa, 1985.

______. Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2014)

______. Prolegômenos a toda metafísica futura. Lisboa: Edições 70, 1982

______. Histoire Générale de la Nature et Théorie du ciel. Trad. Pierre Kerszberg, Anne-Marie Roviello e Jean Seidengart. Vrin 1984.

______. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Tradução e estudo de Vinicius de Figueiredo. São Paulo: Editora Clandestina, 2018.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 1993.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime; Ensaio sobre as doenças mentais. Lisboa: Edições 70, 2012.

KOHL, MARKUS. Kant on Freedom and Rational AgencyOxford University Press, 2023, 399pp.

PAULA, Aline Pereira de. O pastor da análise. São Paulo: UICLAP. 2022.

PFISTER, O. A ilusão de um futuro. In: WONDRACEK, K. H. K. (Org.). O futuro e a ilusão: um embate com Freud sobre Psicanálise e Religião. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. p. 17-56.

 

sexta-feira, 23 de maio de 2025

REFLEXÃO MATINAL CLXVI: AINDA SOBRE OS PASSOS PARA MODIFICAR OS DESEJOS E SOBRE O "SENTIDO DA VIDA"

Acabei de ler r registro essa obra que li em 2017, com certeza será um livro que voltarei a reler. Já é uma inclusão nas minhas releituras futuras.

Em Busca de Sentido, do psiquiatra de renome mundial Viktor Frankl, é um dos livros mais importantes dos tempos modernos. A extraordinária história pessoal de Frankl sobre a busca de sentido em meio aos horrores dos campos de concentração nazistas inspirou milhões de pessoas. Frankl demonstrou vividamente que você sempre tem a liberdade absoluta para escolher sua atitude, não precisa ser prisioneiro de seus pensamentos.

O Dr. Alex Pattakos, que foi incentivado por Frankl a escrever Prisioneiros de Nossos Pensamentos, e Elaine Dundon, uma líder de pensamento em inovação pessoal e organizacional, mostram como a sabedoria de Frankl pode ajudar os leitores a encontrar sentido em cada momento de suas vidas. Baseando-se em toda a obra de Frankl, eles identificam sete "princípios fundamentais" e demonstram como eles podem ser aplicados à vida cotidiana e ao trabalho.

Esta terceira edição, revisada e ampliada, apresenta novas histórias, exercícios práticos, aplicações e insights do novo trabalho dos autores em Logoterapia. Três novos capítulos descrevem como todos podemos nos beneficiar ao colocar o significado no centro de nossas vidas, trabalho e sociedade. E um novo capítulo sobre o legado de Viktor Frankl ilustra como sua obra continua a influenciar tantas pessoas ao redor do mundo.”

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World-renowned psychiatrist Viktor Frankl's Man's Search for Meaning is one of the most important books of modern times. Frankl's extraordinary personal story of finding meaning amid the horrors of the Nazi concentration camps has inspired millions. Frankl vividly showed that you always have the ultimate freedom to choose your attitude—you don't have to be a prisoner of your thoughts.

Dr. Alex Pattakos—who was urged by Frankl to write Prisoners of Our Thoughts—and Elaine Dundon, a personal and organizational innovation thought leader, show how Frankl's wisdom can help readers find meaning in every moment of their lives. Drawing on the entire body of Frankl's work, they identify seven “core principles” and demonstrate how they can be applied to everyday life and work.

This revised and expanded third edition features new stories, practical exercises, applications, and insights from the authors' new work in MEANINGology®. Three new chapters outline how we all can benefit by putting meaning at the core of our lives, work, and society. And a new chapter on Viktor Frankl's legacy illustrates how his work continues to influence so many around the world.

______.

FRANKL, Viktor. Prisoners of our thoughts: Viktor Frankl's Principles for Discovering Meaning in Life and Work. Berrett-Koehler Publishers, 2017.

______. Um sentido para a vida: psicoterapia e humanismo. Aparecida, SP: Ideias e letras, 2005.

______. Yes to Life: In spite of everything. Beacon Press, 2020.

______. Em busca de sentido. 25. ed. - São Leopoldo, RS: Sinodal; Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. O Sofrimento Humano: Fundamentos antropológicos da psicoterapia. Trad. Bocarro, Karleno e Bittencourt, Renato. Prefácio, Marino, Heloísa Reis. São Paulo: É Realizações, 2019.

______. The doctor and the soul: from psycotherapy to logotherapy. New york: Bantam Books, 1955.

______. Psycotherapy and existencialism: selected papers on logotherapy. New York: Simon and Schuster, 1970.

______. Angst und Zwang. Acta  Psychotherapeutica, I, 1953, pp. 111-120.

______. Teoria e terapia das neuroses: introdução à logoterapia e à análise existencial. São Paulo: É Realizações, 2016.

GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

TEMPO DE ESTUDOS: ESTUDO SOBRE ILUMINISMO E IDEALISMO EM SCHELLING


Lendo uma tradução do inglês

Enquanto ainda prossigo estudando os textos básicos de sempre (KUK e a ideia de "organismo", relação com a natureza e outros temas..., por exemplo) caiu aqui este "Sobre a alma do mundo" de Schelling e pela primeira vez, nas horas vagas, estou me aventurando na leitura desse texto:

. ' .

"[...] apesar do título, a obra é um tratado sobre o lugar da biologia nas ciências naturais e desenvolve muitos dos temas encontrados na filosofia de Kant, bem como na biologia contemporânea"

...

"Esta é a primeira tradução de "Sobre a Alma do Mundo" (1798), de FWJ Schelling, para o inglês, e é acompanhada pela minha Introdução à obra. A tradução baseia-se na edição recente da obra produzida no Historisch-kritische Ausgabe das obras de Schelling, com sua riqueza de estudos detalhados, e fornece paginação tanto para essa edição quanto para a edição de referência padrão das obras de Schelling, ed. KFA Schelling (1856-1861). A Introdução argumenta que, apesar do título, a obra é um tratado sobre o lugar da biologia nas ciências naturais e desenvolve muitos dos temas encontrados na filosofia de Kant, bem como na biologia contemporânea. A Introdução também serve para trazer o considerável volume de estudos alemães recentes em história e filosofia das ciências naturais à atenção dos leitores de língua inglesa em história e filosofia das ciências, bem como em Filosofia Idealista"

...

Sobre a tradução: "In the 17th century Schelling wrote On the World Soul as a Pythagorean commentary on the science that was being discussed in his day. From conversations about thermodynamics to light and magnetism, this volume is an undiscovered mine of philosophy & science."

______.

ARISTÓTELES. De Anima. Apresentação, tradução e notas de Maria Cecília Gomes dos Reis. São Paulo: Ed. 34, 2006.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

______. O mundo (ou Tratado da luz) e O Homem. Apêndices, tradução e notas: César Augusto Battisti, Marisa Carneiro de Oliveira Franco Donatelli. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2009.

KANT, Immanuel. Crítica da faculdade de julgar. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.

______. Crítica da faculdade de juízo. 3. ed. Forense Universitária, 2012.

KIM, Jaegwon. Philosophy of Mind. 3. ed. Routledge, 2011.

POPPER, K. (1993). Lógica da pesquisa científica. São Paulo: Edusp.

______. O conhecimento e o problema mente-corpo. Lisboa: Edições 70, 2009.

______; ECCLES, J. C. O cérebro e o pensamento. Campinas, SP: Papirus; Brasília, DF: Ed. Universidade de Brasília, 1992.

______. O conhecimento objetivo. Belo Horizonte, MG: Itatiaia, 1999.

______. O eu e seu cérebro. Campinas, SP: Papirus; Brasília, DF: Ed. Universidade de Brasília, 1995.

______. Conjecturas e refutações. Trad. Bath S. Brasília: UB, 1972.

SCHELLING. F. W. J. Schelling. Clara ou Sobre a conexão da natureza com o mundo dos espíritos: um diálogo. 2. ed. Trad. Muriel Maria-Flickinger. Porto Alegre, RS: EDIPUCRS, 2015.

______. Dedução Geral do Processo Dinâmico. São Paulo: LiberArs, 2018.

TEIXEIRA, Lívio. Ensaio sobre a moral de Descartes. 1955. 222p. Tese (Cátedra) – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras. São Paulo, 1955.

WRIGHT, Timothy W. (editor). Schelling's On the world Soul.  Independently published, 2025.

 

segunda-feira, 19 de maio de 2025

UMA REFLEXÃO EM ANDAMENTO SOBRE PERFEIÇÃO E IMPERFEIÇÃO (II)

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Apontamentos (Desenvolvendo)

Para começar, segundo Sellars, a partir de Epictetus, por exemplo, como a intenção é estudar filosofia uma descrição que ele faz filosofia é a seguinte: 

"Tornar-se um estudante de filosofia na antiguidade não significava meramente aprender uma série de argumentos complexos ou o engajamento no debate intelectual. Antes, envolvia o engajamento em um processo de transformar o caráter (ethos) e a alma (psique), uma transformação que por sua vez transformaria o modo de vida (bios) do indivíduo." (SELLARS, 2003, p. 23)

Entendendo que a filosofia não promete obter qualquer coisa exterior para o homem, pois se o fizesse ela estaria admitindo algo que se encontra fora de seu material apropriado (hules). Pois assim como a madeira é o material (hule) do carpinteiro, e o bronze o do estatuário, também a própria vida de cada indivíduo (ho bios autou hekastou) é o material da arte de viver (tes peri bion technes). (EPICTETUS, Discursos 1.15.2, apud SELLARS, 2003, p. 56)

Então, em meio a tanta confusão, momentos de profundas reflexões e exercício de pensamento, donde sempre nos esforçamos para recuperarmos o equilíbrio sempre busca, dificilmete mantido, nos colocamos a pensar no hábito a que tantos nos deixamos seduzir (já perdi boas chances noutro tempo): pelo pessimismo, por um lado e pelo extremo esforço em "mudar o mundo" por outro lado.

Agora, resistindo a ideias perniciosas, insistindo na aprendizagem de uma base teórica mais robusta, refletimos: 

1. "O mundo girou muito; o homem mudou pouco. Ainda não se acredita que o Bem sempre vence. Mas já começamos a crer, emocionados, que o mal nem sempre vence."
Ademais, escolher ao lado de quem caminhar é que ainda é difícil... Claro, se a opção for caminhar com alguém!
Escolher o lado, geralmente, te fará caminhar só!
Não te apoquentes!

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2. Caracteres da imperfeição:

Em (L.E. 895. (1860/2013) "Postos de lado os defeitos e os vícios acerca dos quais ninguém se pode equivocar, qual o sinal mais característico da imperfeição?

“O interesse pessoal. Frequentemente, as qualidades morais são como, num objeto de cobre, a douradura que não resiste à pedra de toque. Pode um homem possuir qualidades reais, que levem o mundo a considerá-lo homem de bem. Mas essas qualidades, conquanto assinalem um progresso, nem sempre suportam certas provas, e às vezes basta que se fira a corda do interesse pessoal para que o fundo fique a descoberto. O verdadeiro desinteresse é coisa ainda tão rara na Terra que, quando se patenteia, todos o admiram como se fora um fenômeno.

3. Ideias a serem desenvolvidas

E assim, o caminho é reeducarmo-nos na busca do Bem que está ao alcance de cada um, para que, daí descubra que o que lhe sucede não é necessariamente um mal a paralisá-lo. Haverá o que lhe foge ao controle, como lemos em (Epicteto. Encherídion, I, 1). Isso é o que exige de cada um:  e por isso, o esforço, prática e “exercício” no que está sob seu controle: o interior. Esse o trabalho imediato. O que é exterior está para além do nosso controle.

E, como recomenda Robertson (2020) imponho a mim os seguintes passos:

1.     Avalie as consequências de seus hábitos e desejos para selecionar quais mudar.

2.     Identifique sinais de alerta iniciais para que você possa cortar desejos problemáticos pela raiz.

3.     Obtenha distância cognitiva separando seus sentimentos da realidade externa.

4.     Faça outra coisa em vez de praticar o hábito.

“[...] Reflita como você pode introduzir outras fontes de sentimentos positivos e saudáveis”

1.     Planeje novas atividades que sejam coerentes com seus valores íntimos.

2.     Contemple as qualidades que você adira nas outras pessoas.

3.     Pratique a gratidão pelas coisas que você já tem na vida.

Robertson (2020, p. 149), também lembra que “[...] os estoicos gostavam de dividir as decisões em dicotomias simples.” Por exemplo, em “escolha de Hércules (p. 127-129), da mesma forma, há dois caminhos a seguir:

1.     O caminho do vício, ou seguir desejos excessivos e emoções irracionais.

2.     O caminho da virtude, ou exercer a autodisciplina e seguir a razão e os seus valores verdadeiros na vida.

Uma boa reflexão a ser feita mais vezes...

______.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (col. Os Pensadores).

______. Ethica Nicomachea - III 9 - IV 15: As virtudes morais. Trad. Marco Zingano. São Paulo: Odysseus Editora, 2019.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

CÍCERO. On ends (The Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

EPICTÉTE. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

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______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue).

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

FOOT, Philippa. Natural goodness. Clarendon Press, 2003.

______. Moral dilemmas: and other topics in moral philosophy. Oxford University Press, 2003)

______. Virtues and Vices: and other essays in moral philosophy. OUP Oxford; Reprint, 2003). Informações sobre a a autora:https://pt.wikipedia.org/wiki/Philippa_Foot

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______. Cursos de Antropologia: a faculdade de conhecer (Excertos). Seleção, tradução e notas de Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Clandestina, 2017.

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III CONGRESS BRASILEIRO CHRISTIAN WOLFF - X SIMPÓSIO DO NÚCLEO DE FILOSOFIA KANTIANA

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