sábado, 10 de junho de 2017

FÉ E CIÊNCIA

Fé e ciência segundo Uriel Heckert

"Novo vídeo TV NUPES: A trajetória pessoal do Dr. Uriel Heckert de integração entre fé e ciência. É professor aposentado de Psiquiatria da UFJF, possui mestrado em Filosofia pela UFJF e doutorado em Psiquiatria pela USP. Membro fundador do CPPC - Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos" (MOREIRA-ALMEIDA, 2017).

VÍDEO:
https://www.youtube.com/watch?v=YAAIUvsgtKg

quarta-feira, 7 de junho de 2017

ROMANTISMO ALEMÃO

EMENTA E BIBLIOGRAFIA DO CURSO:

"O curso tem como proposta fazer uma leitura conjunta do problema da natureza e do mito no Romantismo alemão. Busca-se inicialmente estudar o modo como a natureza passa de problema metafísico-teológico a problema mitológico, a partir da leitura de Diderot, Buffon, Goethe e Herder, para estudar o problema da mitologia em Schelling e no romantismo. O curso pretende também discutir os reflexos do pensamento romântico sobre natureza e mitologia em autores contemporâneos."

http://filosofia.fflch.usp.br/sites/filosofia.fflch.usp.br/files/posgraduacao/ementas/2017-2/FLF5220_2_2017.pdf

terça-feira, 6 de junho de 2017

"DO WE SURVIVE DEATH? A LOOK AT THE EVIDENCE"


"Do We Survive Death? A Look at the Evidence"-a special public lecture event presented by UVA Division of Perceptual Studies faculty.

This video contains a 2 hour 30 minute segment of the special public lecture event that took place at the Science Museum of Boston, September 17th, 2016. The UVA DOPS faculty gathered in Boston to offer lectures about their research. This event was sponsored by Tracy Coen.

In this video, UVA DOPS advisory board member Patrick Belisle, is acting as the moderator for the duration of the event. Our sponsor Tracy Coen, as well as near-death experiencer Jeff Olsen, are also featured in the video before the lecturers begin their presentations.

The DOPS researchers in order of appearance are as follows: Dr. Bruce Greyson; Dr. Jim Tucker; Dr. Kim Penberthy; and Dr. Ed Kelly. There is a panel discussion at the end in which the researchers address questions posed by the audience members.

The Division of Perceptual Studies (DOPS) is a research unit within the Department of Psychiatry and Neurobehavioral Sciences at the University of Virginia Health System. The research faculty of the Division are known internationally for their expertise and research integrity in the investigation of phenomena relevant to the nature of consciousness and its relationship to the physical world.

For more information about the research being done at the UVA Division of Perceptual Studies, please visit our website at https://www.uvadops.org "

sábado, 3 de junho de 2017

O PROBLEMA MENTE-CÉREBRO

"TV NUPES: Problema mente-cérebro segundo Prof. Homero Vallada, USP
Entrevista concedida durante o Simpósio Mente-Cérebro em Abril/16, onde ministrou uma conferência.
O Prof. Homero Vallada é o principal pesquisador brasileiro em genética psiquiátrica, tendo publicado mais de 200 artigos em revistas científicas, que receberam mais de 4000 citações."

Vídeo: https://m.youtube.com/watch?v=HRg0DsvHE70

terça-feira, 30 de maio de 2017

Profa. Mayana Zatz fala sobre os dilemas éticos envolvidos na genética.


Ainda, recordando temas da Dissertação:

"O Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP traz, no dia 31 de maio, a partir das 15 horas, a palestra "GenÉtica: escolhas que nossos avós não faziam", com a geneticista e docente da USP Mayana Zatz."

Palestra: “GenÉtica: escolhas que nossos avós não faziam” - Dia 31 de maio, em Ribeirão Preto.


https://www.facebook.com/usponline/posts/1381464858573814?pnref=story

segunda-feira, 29 de maio de 2017

FILOSOFIA DA MENTE

Releitura.

Entre o temas aqui:

- O problema "mente-corpo".
- O Dualismo de Platão e Descartes.
- Behaviorismo e Funcionalismo.
- A perspectiva aristotélica: sobre como Aristóteles procura evitar o dualismo).
- "causações psicofísicas."



sábado, 27 de maio de 2017

REFLEXÕES EXTEMPORÂNEAS

Há aqui, mesmo com tanta diversidade, alguns temas sobre os quais sempre me debrucei, apesar de leigo de maneira geral.

O que, na maioria das vezes me chamou à atenção nestes anos:

  1. A obra de Kant.
  2. História e Filosofia das ciências.
  3. A psicopatologia (Jaspers).
  4. O tema "Memória".
  5. A relação mente-corpo.
  6. Saúde e "espiritualidade".
  7. Ética e Bioética.
  8. Estoicismo.

As obras aqui elencadas me trouxeram questões muito relevantes, donde pretendo firmar reflexões e, quem sabe, alguns esboços a serem publicados.
A mim estão lançados os dados.

Nenhum texto alternativo automático disponível.


 

sábado, 20 de maio de 2017

Impacto da terapia complementar espiritual sobre ansiedade e depressão.

Publicado em 20 de maio de 2017

"Meta-análise de ensaios clínicos de intervenções espirituais. Como são feitas as intervenções religiosas e espirituais? Qual o impacto sobre ansiedade e depressão?
Juliane P. B.Gonçalves é fisioterapeuta, mestre e doutoranda do Programa de Pós-graduação em psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Membro do ProSER- Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade do Instituto de Psiquatria - IPq-HC-USP.

Para saber mais:


GONÇALVES, J. P. B.; LUCCHETTI, G. ; LEAO, F. C. ; MENEZES, P. R. ; VALLADA, H. . Avaliação da prática de terapia complementar espiritual/religiosa em saúde mental. Revista Debates em Psiquiatria, v. 6, p. 2127, 2015. 
http://abp.org.br/rdp15/06/RDP_6_4.pdf


GONÇALVES, J. P. B.; LUCCHETTI, G. ; MENEZES, P. R. ; VALLADA, H. . Religious and spiritual interventions in mental health care: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled clinical trials. Psychological Medicine 45:2937-49,2015. 

 Vídeo: https://m.youtube.com/watch?v=VUnJI1VGt4M

sexta-feira, 19 de maio de 2017

PSICOPATOLOGIA (II)

 Resultado de imagem para evolução do cérebro




Seguindo com o tema e com novos desafios e estudos.                         

1. Evolução do cérebro: Dalgalarrondo apresenta, com um texto bastante claro, pelo menos a mim que não sou especialista no assunto, “uma descrição histórica da evolução do cérebro e do comportamento de diferentes espécies, desde invertebrados até a espécie humana”. Trazendo informações sobre as “mais recentes descobertas da arqueologia, da biologia e da antropologia, lança hipóteses sobre como o nosso cérebro atingiu o nível de complexidade que o caracteriza, passando por sutis modificações desde o surgimento da vida na Terra.”

domingo, 14 de maio de 2017

DOS MEUS ESTUDOS SOBRE "MEMÓRIA" E PSICOPATOLOGIA

Product Details
by German E. Berrios

Vídeo TV Nupes/UFJF: https://www.youtube.com/watch?v=qHXQa37IrOc

Seguem os trabalhos e as descobertas bibliográficas crescem.
Um livro importante, escrito por um médico que é ao mesmo psiquiatra-historiador. No livro, ele apresenta em linhas gerais a "gênese das categorias descritivas da psicopatologia e examina sua interação com o contexto psicológico e filosófico dentro do qual eles surgiram. [...] explora particularmente a linguagem e as idéias que caracterizaram a psicopatologia descritiva desde meados do século XIX até os dias de hoje. Apresenta um estudo magistral da história dos principais sintomas psiquiátricos, da metafísica da antiguidade clássica aos critérios operacionais de hoje. Traça a evolução de conceitos como a memória, consciência, vontade e personalidade, e de sintomas que vão desde catalepsia e aboulia a ansiedade e auto-dano, este livro fornece insights fascinantes sobre a natureza subjetiva da doença mental e nas idéias de britânico, Autoridades continentais e americanas que o clarificaram e definiram."


sábado, 13 de maio de 2017

MEMÓRIA E ESQUECIMENTO



Das minhas leituras de há muito tempo, e nesse ano de 2017 tenho acompanhado bem de perto, do que tenho acesso, algumas pesquisas sobre "memória". Interessante que ao pensar a questão a memória desperta uma importante reflexão sobre "a arte de esquecer". Aqui, destaco entre outros tantos que li sobre o assunto, um dos últimos livros que reli recentemente associados a outros do mesmo autor e outros autores. 
Duas perguntas iniciais sempre me ocuparam: e, na busca encontrei a obra do neurocientista Iván Izquierdo.
  • Como e por que esquecemos? 
  • Precisamos esquecer? 
O livro que segue abaixo traz uma "resposta" a estas questões e avança em diversos aspectos de sua pesquisa que abrange muitos e diferentes aspectos. Aqui, por exemplo, o destaque para a "arte de esquecer" apresenta algumas das pesquisas sobre a pesquisa científica em torno do funcionamento do cérebro, ainda que seja um campo que trate dos grandes "mistérios" da memória e do esquecimento. Na obra, em termos conceituais destaca o autor a necessidade de compreensão sobre os mais variados tipos de memória e respectivas "áreas cerebrais". Também os diversos aspectos sobre porque esquecemos tanto e os diversos tipos de esquecimento como: "bloqueio, extinção e repressão." O autor defende em seu livro que esquecemos para poder pensar, para não enlouquecermos e para que seja possível a sobrevivência e a convivência.
________.
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=USsxEOgYhAE

quinta-feira, 11 de maio de 2017

JUSTIÇA DE QUEM? QUAL RACIONALIDADE?

 


Há pouco, terminados os trabalhos da pesquisa; dei-me um intervalo enquanto servi-me de um café, mais uma vez! E, hoje das boas lembranças que reaparecem aqui e dou destaque, revi esta obra de Alasdair MacIntyre.

Enquanto algumas obras me sugerem o mesmo "Recolhimento", durante os cafezinhos da manhã, da tarde, outras, ainda pensando no proposto pela "doutrina", sugerem "reforma", "revisão" e, principalmente: reparação!

A isso tudo, com as costumeiras recordações de infância, acrescentando, de vez em quando, uma reflexão "estoica" ("cura das paixões").

Ademais, nesse sentido, estudar me faz entender e refazer caminhos.

Sobre a obra de hoje, encontrei um tema novo (não sabia que ele tinha escrito sobre o assunto) num autor que estudo há algum tempo... Prossigamos

E, foi esta a releitura de hoje. 

Reflexões sobre ética e a "tradição".

"Ao se abordar questões como pena de morte, aborto, guerra, distribuição de renda, é fácil perceber uma série de julgamentos éticos que supõem concepções conflitantes de justiça. Por sua vez o conceito de justiça está estritamente relacionado ao conceito de racionalide. Neste livro, MacIntyre sonda a consistência racional das diferentes concepções de racionalidade e justiça [...]"

______.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (col. Os Pensadores).

______. Ethica Nicomachea - III 9 - IV 15: As virtudes morais. Trad. Marco Zingano. São Paulo: Odysseus Editora, 2019.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

COELHO, Humberto Schubert. Genealogia do Espírito. Brasília, DF: 2012.

______. Filosofia perene: o modo espiritualista de pensar. São Paulo: Ed. Didier, 2014.

CREWS, Frederick. (Ed.). Unauthorized Freud: doubters confront a legend. New York: Penguin, 1999.

______. Freud: The making of an Illusion. New York: Metropolitan Books/Henry Holt & Company, 2017.

______. Out of my System: psychoanalysis, ideology, and critical method. Oxford University Pres, 1975.

______. O gênio da retórica. In: Folha de São Paulo (Caderno Mais+). São Paulo, domingo, 22 de outubro de 2000. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2210200012.htm. Acesso em: 25 de fevereiro de 2022.

DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 3. ed. – Porto Alegre, RS: Artmed, 2019.

______. Religião, psicopatologia e saúde mental. Porto Alegre, RS: Artmed, 2008.

DALRYMPLE, Theodore. Evasivas admiráveis: como a psicologia subverte a moralidade. São Paulo: Ed. É Realizações, 2017.

DESCARTES, René.  As paixões da alma. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

EPICTÉTE. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue).

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

FERMÉ, Eduardo; HANSSON, Sven Ove. Belief Change: introduction and overview. Springer,  2018.

FOOT, Philippa. Natural goodness. Clarendon Press, 2003.

______. Moral dilemmas: and other topics in moral philosophy. Oxford University Press, 2003)

______. Virtues and Vices: and other essays in moral philosophy. OUP Oxford; Reprint, 2003). Informações sobre a a autora: https://pt.wikipedia.org/wiki/Philippa_Foot

FREUD, Sigmund. Inibição. sintoma e angústia. São Paulo: Companhia das letras, 2014.

______. Inibição, sintoma e medo. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018.

______. Die Träumdeutung. Hamburg: Nikol, 2011.

______. Interpretação dos sonhos. Obras completas. vol 4. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

______. O mal-estar na civilização. São Paulo: Penguin/Companhia das Letras, 2011. 

GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

______. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W . Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

GAZOLLA, Rachel.  O ofício do filósofo estóico: o duplo registro do discurso da Stoa, Loyola, São Paulo, 1999.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

HANSSON, Sven Ove. Vetenskap och ovetenskap, Stockholm: Tiden, 1983.

______. “Defining Pseudoscience”, Philosophia Naturalis, 33: 169–176. 1996.

______. “Falsificationism Falsified”, Foundations of Science, 11: 275–286, 2006.

______. “Values in Pure and Applied Science”, Foundations of Science, 12: 257–268, 2007.

______. “Philosophy in the Defence of Science”, Theoria, 77(1): 101–103, 2011.

______. “Defining pseudoscience and science”, pp. 61–77 in Pigliucci and Boudry (eds.), 2013.

______. Philosophy of pseudoscience: reconsidering the demarcation problem. University of Chicago Press; Illustrated edição, 2013.

______. Descriptor revision: belief change through direct choice.  Springer; Softcover reprint of the original, 2018)

JUNG, Carl Gustav. Civilização em transição. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 10/3). 

______. Estudos psiquiátricos. 6. ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 1)

______. Psicologia do inconsciente. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 7/1).

______. O eu e o inconsciente. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 7/2.)

______. Estudos experimentais. 6. ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 2)

______. Psicogênese das doenças mentais. 6.ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 3)

KANT, Immanuel. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime. Papirus, Campinas, 1993.

______. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Feldhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Crítica da razão prática. Trad. Valério Rohden. São Paulo: Martins fontes, 2002.

______. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido Antônio de Almeida. São Paulo: Discurso editorial, 2009.

______. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Tradução Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. (Q. 907-912: "paixões"; 893-906: “virtudes e vícios”e 920-933: "felicidade")

KING, C. Musonius Rufus: lectures and sayings. Create Space Independent Publishing Platform, 2011.

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixão. In: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

LUTZ, C. Musonius Rufus: the Roman Socrates. Yale Classical Studies 10 3-147, 1947.

MACINTYRE, Alasdair. Depois da virtude: um estudo sobre teoria moral. Campinas, SP: Vide Editorial, 2021.

______. The unconscious: a conceptual analysis. London; Routledge & Kegan Paul, 1958.

______. Psychoanalysis: the future of an ilusion. In: Against the Self-images of the age. London: Duckworth, 1976. (p. 27-37)

______. Freud evaluated. The completed arc. 2. ed. Rev. Cambridge: MIT Press, 1997.

______. Justiça de quem? Qual racionalidade? São Paulo: Loyola, 1991.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Livro II. 1).

MASSI, C. D. As leis naturais e a verdadeira felicidade. Curitiba: Kardec Books, 2020.

MASSI, C. D. Espírito e matéria: diálogos filosóficos sobre as causas primeiras. Curitiba: Kardec Books, 2020.

NUSSBAUM, Martha C. A fragilidade da bondade: fortuna e ética na tragédia e na filosofia grega. São Paulo, Martins Fontes, 2009.

PLATÃO. Mênon. Trad. Maura Iglésias. Rio de Janeiro: Ed. PUC-RIO; São Paulo: Ed. Loyola, 2001.

________. República de Platão. Trad. J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2012.

________. Górgias, Eutidemo, Hípias Maior e Hípias Menor. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: EDIPRO, 2007.

________. Górgias, Protágoras. 3. ed. Trad. Carlos Alberto Nunes. Edição bilíngue; Belém, PA, 2021.

SÊNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.

______. Edificar-se para a morte: das cartas morais a Lucílio. Seleção, introdução, tradução e notas de Reanata Cazarini de Freitas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.

____. Sobre a clemência. Introdução, tradução e notas de Ingeborg Braren. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

____. Sobre a ira. Sobre a tranquilidade da alma. Tradução, introdução e notas de José Eduardo S. Lohner. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2014.

____. Moral Essays. Tradução de John W. Basore. Cambridge, EUA: Harvard University Press, 1985.  https://www.loebclassics.com/.


OS ARQUIVOS FREUD: NOVIDADES NA ÁREA


"Sonu Shamdasani 11.11.2019, estará conosco mais uma vez, dessa vez falando sobre o livro The Freud Files. O encontro, que é fruto de uma parceria entre Fiocruz e a University College London vai acontecer bem aqui na Centro de Documentação em História da Saúde, da Casa de Oswaldo Cruz!" (Cristina Facchinetti, via facebook)
Nenhuma descrição de foto disponível.
Fonte: "Sociedade Brasileira de História da Psicologia"
https://www.facebook.com/sbhpsi/posts/1693367060799660?comment_id=1693414744128225&notif_id=1572661465611887&notif_t=feedback_reaction_generic
Retornando a um tema que desde a Graduação (anos 90) interessou-me... (para a crítica; e recordando os idos anos da graduação). O livro "Os arquivos Freud: uma investigação acerca da história da psicanálise" apresenta uma análise detida sobre quem realmente teria sido Freud e sobre a real envergadura de sua produção intelectual. 

Suscitando polêmica na mesma medida em que vem atraindo a curiosidade do público desde sua publicação original [...]”

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quinta-feira, 20 de abril de 2017

VIDA SIMPLES

(LECTURES 17)

“Musônio Rufus, como os outros estóicos antigos, faz a conexão entre a natureza humana e a natureza divina. Musonius argumenta que até os animais não existem apenas para o prazer. Portanto, o maior potencial para cada criatura é mais do que 'comer, beber, acasalar sem restrições'. Ele sugere: ‘A natureza de cada criatura determina, afinal, a virtude característica dela’. Centelha do divino, nosso potencial está acima do dos animais. Epicteto mais tarde fará ecoar Musonius ao afirmar:

‘É assim vergonhoso para um ser humano começar e terminar onde os animais irracionais assim o fazem. Em vez disso, ele deve começar onde eles começam e terminar onde a natureza terminou em relação a nós mesmos. Agora ele terminou com a contemplação, e compreensão, e um modo de vida que está em harmonia com a natureza. Tome cuidado, então, para que você não morra sem ter contemplado essas realidades.' (Discursos 1.6.20-22)

E Musonius continua:

'E assim é uma suposição razoável que um ser humano também não vive de acordo com a natureza quando vive por prazer, mas sim quando vive pela virtude. É quando ele merece elogios e pode justamente pensar bem de si mesmo e ser esperançoso e corajoso. Uma disposição alegre e uma alegria segura acompanham automaticamente estes atributos. De fato, o ser humano, só entre as criaturas na terra, é a imagem do divino e tem as mesmas virtudes que o divino. Mesmo considerando os deuses, somos incapazes de pensar em características melhores do que inteligência e justiça, ou melhores que a coragem e o autocontrole. Portanto, um deus, porque possui essas virtudes, não é vencido pelo prazer ou pela ganância. Ele é mais forte que o desejo, a inveja e o ciúme. Ele é magnânimo e um benfeitor e amante da humanidade. Acreditamos que um deus tem esses atributos. Portanto, um ser humano, na medida em que é uma cópia de um deus, deve ser considerado como um deus, quando ele age de acordo com a natureza.
Viver de acordo com a natureza corresponde a viver de acordo com o melhor de nossa natureza humana, que é o divino dentro de nós que nos inspira a viver vidas excelentes (virtuosas)."
______.

sábado, 15 de abril de 2017

FILOSOFIA E RELIGIÃO

Uma reflexão:

"No vídeo desta semana, Juvenal Savian comenta alguns aspectos filosóficos da religião. Este é mais um vídeo da série "Filosofia e filosofias", que nos ajuda a compreender o mundo a partir de uma visão filosófica."


______.

VÍDEO

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Experiencias espirituais e a compreensão do Universo/ Spiritual experiences - Harald Walach

Em meio à excelente produção do NUPES-UFJF, para mim, este sinceramente é um dos melhores.

Experiencias espirituais e a codo Universo/ Spiritual experiences - Harald Walach.


OS SENTIMENTOS MORAIS EM ADAM SMITH




Em meio às leituras costumeiras, retomei como sempre faço a leitura ou releitura dos moralistas ingleses. Em meio a isso ocorreu-me retomar a releitura de Adam Smith em "A teoria dos sentimentos morais" sem fugir nunca do objeto a que me atenho sempre, claro. 

"Publicado em 1759, "Teoria dos sentimentos morais é, do ponto de vista filosófico, a obra-prima. Os interesses especulativos do autor se concentravam na busca de uma resposta à questão 'De que modo o homem, como indivíduo ou espécie, chegou a ser o que é' e em mostrar a condição atual do homem como o resultado de alguns fatores, poucos e simples. As duas partes de seu sistema são a teoria dos sentimentos morais e a célebre riqueza das nações. A primeira pretende reduzir a conduta moral dos homens a uma fonte única. Seu princípio fundamental é que o objeto primeiro de nossas percepções morais é representado pelas ações dos 'outros' homens que nós julgamos segundo a nossa capacidade maior ou menor de simpatizar com elas e, em segundo lugar, que nossos juízos morais sobre nossa própria conduta são apenas aplicações dos julgamentos que já fizemos da conduta dos outros e que elevamos à categoria de deveres."




quarta-feira, 12 de abril de 2017

ESTOICISMO E LIBERDADE EM EPICTETUS

"Freedom has nothing to do with liberty in a social or political sense. The freedom that interests Epictetus is entirely psychological and attitudinal. It is freedom from being constrained or impeded by any external circumstance or emotional reaction."

"LONG, A. A. Epictetus- A stoic and socratic guide to life. New York: Oxford University Press. 2007."

Nenhum texto alternativo automático disponível.


terça-feira, 11 de abril de 2017

FILOSOFIA DA CIÊNCIA

Samir Okasha, numa breve introdução ao tema “Filosofia da ciência”, a partir do que se pode definir como conhecimento científico e o que realmente é ciência. Explora alguns dos principais temas e teorias da filosofia e da ciência.

Faz uma apresentação da história da ciência e examina a natureza das práticas fundamentais, na área, tais como o raciocínio, a causalidade e a explicação. Também apresenta as revoluções científicas, as questões daí advindas e de que forma podem as ideias científicas mudarem ao longo do tempo. Fala brevemente sobre o realismo e as visões anti-realistas.

A imagem pode conter: texto

domingo, 9 de abril de 2017

As pesquisas sobre "Ansiedade e Espiritualidade"

BERNARD JANSE van RENSBURG - MD, PhD
President-elect of the South African Society of Psychiatrists (SASOP), 
Founder and director of SASOP's Spirituality and Psychiatry Special Interest Group (S&P SIG) - South Africa. Secretary of the WPA Section on Religion, Spirituality and Psychiatry.

BERNARD JANSE van RENSBURG - MD, PhD – Presidente eleito da Sociedade Sul Africana de Psiquiatras (SASOP), fundador e diretor da SASOP's 

(NUPES - UFJF)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

REVISITANDO ANTIGAS QUESTÕES

Terminei recentemente, 01 de setembro, a releitura destes e outros dois livros deste autor (as traduções). Tinha lido, num período de um ano, encerrado em 03 abril 2017. 
Não o adotei como "revelação" mas aceitei o desafio de repensar alguns argumentos de seus livros. Em anexo, uma palestra em que R. Sheldrake, apresenta alguns de seus argumentos. Para reflexão em História e Filosofia da ciência.


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Science set free

The science delusion e A new science of life:

Além dos livros, segue indicada ao final: uma palestra do autor e, "nesta palestra o biólogo Rupert Sheldrake dá uma amostra dos assuntos do seu mais novo livro Science Set Free (A Ciência Libertada), título americano, ou The Science Delusion (A Ilusão da Ciência), título britânico. No livro Sheldrake aponta 10 idéias cristalizadas e dogmáticas da ciência moderna materialista fundamentalista que podem servir de ponto de partida para uma renovação e revolução na própria ciência, expandindo os conceitos e estudos científicos. Unindo ciência, filosofia e espiritualidade, Sheldrake aponta para caminhos científicos revolucionários, sempre usando o método científico, e reavaliando as interpretações convencionais das evidências e pesquisas."

Vídeo:

Mais informações:
http://www.sheldrake.org/homepage.html

A isso tudo, adiciono as traduções abaixo, lendo outra vez, desde 29 de julho de 2019.

______.
SHELDRAKE, Rupert. Uma nova ciência da vida: hipótese da causação formativa  e os problemas não resolvidos da bilogia. São Paulo: Cultix, 2013.

______. Ciência sem dogmas: nova revolução científica e o fim do paradigma materialista. São Paulo: Cultrix, 2014.

SPIRITUALITY IN CLINICAL CARE.


Spirituality in clinical care.
Prof. Ken Pargament fala sobre a integração da
espiritualidade no tratamento clínico.





domingo, 2 de abril de 2017

RELAÇÃO MENTE-CORPO: PRIMEIROS APONTAMENTOS - II

Dando prosseguimento aos meus "primeiros apontamentos" sobre o tema "relação mente-corpo" acrescento aqui um trecho de vídeo que fará parte das minhas reflexões.
Fundamental para as minhas reflexões e futura redação dessas ideias têm sido a leitura das "Meditações metafísicas" e "As paixões da alma".

O "erro" de Damásio - Prof. João Duque



(Prof. João Duque, director adjunto da Faculdade de Teologia, Braga, faz uma crítica à perspectiva de Damásio, isto é, ao modo como este considera o que significa o si que existe no sentimento de si. Apresentando, no final da sua exposição, o que considera o si mesmo — o 'self' — dos humanos, em 'perspectiva cristã', e o modo como chegamos a sentir esse si mesmo 'self').

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“O Prof. João Manuel Duque, teólogo da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (Braga), desenvolve uma análise crítica à perspetiva de António Damásio sobre o "sentimento de si", particularmente no seu texto "Do sentimento de si ao sentimento do outro". 

A crítica centra-se no fato de Damásio situar o "si mesmo" (self) primordialmente numa base biológica e neurológica — um "si" construído a partir da regulação corpórea (o corpo como base). Duque reconhece o valor da abordagem neurobiológica, mas aponta as suas limitações teológicas e filosóficas.

Aqui está o resumo da crítica e da contraproposta de João Duque:

1. Crítica à Perspetiva de Damásio 

O "Si" Redutível ao Corpo: Para Damásio, o self é um processo contínuo de mapeamento cerebral do estado do corpo. Duque argumenta que isto limita o self a um mecanismo de sobrevivência biológica (consciência central/autobiográfica).

Falta de Abertura Transcendental: Na visão de Damásio, o "si" está voltado para dentro (auto-preservação). Duque critica a ausência de uma dimensão que explique a capacidade humana de se transcender, de ser mais do que apenas a sua biologia, ou de sentir um "si" que se encontra na relação com o Outro (especialmente o Outro Absoluto).

O Self como "Mapeamento": Duque argumenta que o self não é apenas uma representação interna do corpo, mas um sujeito relacional. 

2. O 'Si Mesmo' (Self) em Perspetiva Cristã 

João Duque apresenta o self humano não apenas como um observador biológico, mas como um "ser em relação" (comunitário e teológico):

O Si como Dom: O self cristão não é apenas recebido pela biologia, mas é um dom recebido de Deus e que se realiza no dom de si aos outros.

Abertura à Transcendência: O ser humano é, por natureza, um ser religioso, o que significa que o seu sentimento de si não se esgota no corpo, mas se completa na relação com a Trascendência (Deus).

Identidade na Alteridade: O self verdadeiro ("Eu") só se encontra quando se sai de si mesmo para o encontro com o outro ("Tu" e, consequentemente, "Deus"). 

3. Como chegamos a sentir esse 'Si Mesmo'

Ao contrário de Damásio, que foca na regulação interna, Duque propõe que o self é sentido:

Pelo "Sentimento do Outro": O sentimento de si é mediado pelo sentimento do outro. Eu só me sinto verdadeiramente como um "eu" quando reconheço um "outro" que me ama ou que precisa de mim.

Pela Ação de "Entregar-se": O homem sente o seu self mais profundamente não apenas na preservação, mas na entrega (dom) de si.

Pela Abertura à Fé: Na perspectiva cristã, o sentimento de si atinge a sua plenitude no sentimento de ser amado por Deus, o que dá uma dignidade e um sentido ao self que supera a finitude biológica.

Em suma, Duque propõe uma antropologia onde o self é um sentimento relacional e transcendente, construído na intersecção da biologia (reconhecendo a base corpórea de Damásio) com a vocação amorosa e o mistério da fé.”

4. DUQUE, João M. Do sentimento de si ao sentimento do Outro. In: THEOLOGICA, 2.ª Série, 46, 1 (2011). Disponivel em: https://www.researchgate.net/publication/289253935_Do_sentimento_de_si_ao_sentimento_do_outro  Acesso em: 12 fev. 2026.

 

terça-feira, 28 de março de 2017

UMA REFLEXÃO SOBRE O "BEM-ESTAR"

1. MINDSCAPE: Robert Cloninger, MD, "On Genetics, Personality & Wellness."

2. (NUPES-UFJF): “Is it possible to change our personality? How? / É possível mudar nossa personalidade?” – Dr.Cloninger



domingo, 26 de março de 2017

"FEELING GOOD"

Uma reflexão sobre sentir-se bem...

Com David Burns.
Palestra realizada em um evento TEDx, produzido independentemente.
Por que às vezes caímos em buracos negros de depressão, ansiedade e 'auto-dúvida'? 
E podemos mudar a maneira como nos sentimos?

"FEELING GOOD"

sábado, 25 de março de 2017

DO USO DA RAZÃO COMO PROFILAXIA...


"Devemos viver como médicos, tratando a nós mesmos com a razão, contra os males de não usá-la". (Musónio Rufo)

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(Caio Musónio Rufo - Filósofo estóico do primeiro século da “era cristã”. Nascido em Volsínios, na Etrúria. Viveu entre 25 d.C. - 95 d.C.)

PARA NÃO PERDER TEMPO...

"Não é papel do filósofo multiplicar argumentos e demonstrações. Se um argumento claro e consistente não basta, o problema está no ouvinte. Ao multiplicar as demonstrações para quem se nega a aceitar o claro e sonoro perde-se grande tempo, e se reconhece um tipo de teimosia que não deveria ser reconhecido". (Musonio)

(Caio Musónio Rufo - Filósofo estóico do primeiro século da “era cristã”. Nascido em Volsínios, na Etrúria. Viveu entre 25 d.C. - 95 d.C.)



sexta-feira, 24 de março de 2017

O LUGAR DA PESSOA NO COSMOS


"O Ian Ramsey Centre for Science and Religion, University of Oxford, e a Pontificia Universidad Católica de Chile têm o prazer de convidar jovens acadêmicos da América Latina para se candidatarem a participar do workshop O lugar da pessoa no cosmos, que será realizado em Santiago do Chile, de 20 a 22 setembro de 2017, até 15 maio de 2017 [...]"

http://www.cyral.org/pt-br/workshops/pessoa-no-cosmos/

RELAÇÃO MENTE-CORPO: PRIMEIROS APONTAMENTOS

Para Renè Descartes:



"[..] a fim de que se note que o corpo, tomado em geral, é uma substância, razão pela qual também ele não perece de modo algum; mas que o corpo humano, na medida em que difere dos outros corpos, não é formado e composto senão de certa configuração de membros e outros acidentes semelhantes; e a alma humana, ao contrário não é assim composta de quaisquer acidentes, mas é uma pura substância (...) é, no entanto, sempre a mesma alma; ao passo que o corpo humano não mais é o mesmo pelo simples fato de se encontrar mudada a figura de alguma de suas partes. Donde se segue que o corpo humano pode facilmente perecer, mas que o espírito ou a alma do homem [...] é imortal por sua natureza (DESCARTES, 1649/1983, p. 80)"*.

O texto a que dou início aqui vincula-se a um tema que já era uma das minhas motivações, antes mesmo da entrada na Graduação, quando pude ter os primeiros contatos com uma mais ampla bibliografia à época, orientado pela profa. Carmen Beatriz Milidoni (in Memoriam).
Minha perspectiva, que ainda prevalece e pretendo desenvolver aqui, é a de que Renè Descartes pode ter sido mal interpretado, por vários autores. O mote escolhido para pensar essa questão é, exatamente, a compreensão de que à medida que se aprofunda numa leitura mais sistemática da obra cartesiana, confrontando sua própria produção, pode-se notar uma leitura, de certa forma enviesada.

Daí, como ponto de partida, passarei a um exercício que considera o próprio método que Descartes usa no exame dessas ideias e toda a "visão de mundo" que o circundava.
Em seguida, após esse exame, tentar compreender as consequencias para a sua visão da medicina, dada a visão de homem que se desdobra da primeira análise. E, que o próprio Descartes discute.
Bastante significativa, e será analisado com mais rigor, o "problema da relação entre a mente e o corpo", considerando exclusivamente os seus escritos. Em que medida se deve apreender tal compreensão senão pelo exame mesmo da obra cartesiana?
Ciente de que ele, realmente, apresentou uma separação entre o corpo e a mente, considerarei o fato de que essa era uma ferramenta metodológica, de teor metafísico e que considera os elementos simples antes de examinar os elementos compostos; que examinaremos a partir da obra "As paixões da alma".
Nota-se nesse procedimento metodológico, quase que à maneira da Navalha de Ockam, o seu interesse em tentar compreender a alma e o corpo como separados entre si, para em seguida pensar sua união e todas as implicações para sua Medicina, causadas por essa junção, uma composição entre corpo e alma: O "[...] corpo humano pode facilmente perecer, [...] o espírito ou a alma do homem [...] é imortal por sua natureza" (Idem; Ibidem).

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*. Discursos do Método; Meditações; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas; introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg, Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

quarta-feira, 22 de março de 2017

DESFAZENDO MITOS

Como desde há muito tempo e nesse momento, continuo estudando o tema "história da ciência e da religião", decidi refletir sobre como a noção de conflitos entre religião e ciência não se sustenta; a menos que se justifiquem e se fundamentem em "mitos" preestabelecidos. 

Tal reflexão, anota-se aqui, permeada muitas vezes por relações de aproximaçāo e/ou conflitos. 

No entanto, os pesquisadores da Universidade do Wisconsin, EUA, Ronald L. Numbers, e da Universidade de Oxford, Inglaterra, Andrew Pinsent, estiveram na UFJF participando do III Ciclo de Conferências Internacionais em Ciência e Espiritualidade e apresentaram reflexões a desfazerem certos "mitos" fragilmente defendidos no que se refere a essa discussão.


Artigo/entrevista:
http://www.ufjf.br/revistaa3/files/2013/10/18-19.pdf

Videos
1. (Numbers)
https://www.youtube.com/watch?v=hKpvLvah0QY

2, (Pinsent)
https://www.youtube.com/watch?v=-39OweTCOLo&feature=c4-overview&list=UUBFbFwJHAdu6PAitK1_3gTw

sábado, 18 de março de 2017

KANT E A METAFÍSICA

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Ainda que se pretenda expulsá-la, ela retornará, forte e robusta; parece alertar o próprio Kant:

“A razão humana, num determinado domínio dos seus conhecimentos, possui o singular destino de se ver atormentada por questões, que não pode evitar, pois lhe são impostas pela sua natureza, mas às quais também não pode dar resposta por ultrapassarem completamente as suas possibilidades. Não é por culpa sua que cai nessa perplexidade. Parte de princípios, cujo uso é inevitável no decorrer da experiência e, ao mesmo tempo, suficientemente garantido por esta. Ajudada por estes princípios eleva-se cada vez mais alto (como de resto lho consente a natureza) para condições mais remotas. Porém, logo se apercebe de que, desta maneira, a sua tarefa há-de ficar sempre inacabada, porque as questões nunca se esgotam; vê-se obrigada, por conseguinte, a refugiar-se em princípios, que ultrapassam todo o uso possível da experiência e, não obstante, estão ao abrigo de qualquer suspeita, pois o senso comum está de acordo com eles. Assim, a razão humana cai em obscuridades e contradições, que a autorizam a concluir dever ter-se apoiado em erros, ocultos algures, sem contudo os poder descobrir. Na verdade, os princípios de que se serve, uma vez que ultrapassam os limites de toda a experiência, já não reconhecem nesta qualquer pedra de toque. O teatro destas disputas infindáveis chama-se Metafísica”.

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(KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. Trad. de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão - Introdução e notas de Alexandre Fradique Morujão. 3. ed. - A VII - Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994, p. 3).
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quinta-feira, 16 de março de 2017

PROGRAMAÇÃO DO 2º SIMPÓSIO INTERNACIONAL MENTE-CÉREBRO - 17/3/2017


"O enigma continuará a ser debatido no 2º Simpósio Internacional Mente-Cérebro, que acontece nos dias 17 e 18 de março de 2017 no Anfiteatro do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O evento é promovido por pesquisadores do Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde (NUPES) da instituição e da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP e da Universidade de Oxford (Inglaterra)."


MEDITAÇÃO RETROSPECTIVA NOTURNA CXXV: "O ESTOICISMO NÃO É O QUE VOCÊ PENSA": REFLEXÃO SOBRE A “CULTURA DA AUTOAJUDA MODERNA” (II)

Em desenvolvimento... E, hoje programando a leitura de um novo livro de Jonh Sellars. Enquanto isso, aproveitando a pausa, reli alguns trech...