terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

ILUMINISMO ALEMÃO: WOLLF E PERÍODO PRÉ-CRÍTICO

Psicologia Empírica - Christian Wolff



"Psicologia Empírica: prefácio e prolegômenos"

"Tradução do latim de dois textos fundamentais para entrar no universo da Psicologia empírica de Christian Wolff."

Estudando o período pré-crítico, cheguei a um artigo do professor Saulo de F. Araújo; acrescentei aqui, por ser de grande ajuda nos estudos do período e à leitura da tradução da obra: "Psicologia empírica: prefácio e prolegômenos". 

Dado que Immanuel Kant foi leitor de Christian Wollf, a obra entra no conjunto de textos que tenho estudado demoradamente. Ademais, sem desvios, há decadas, meu interesse por "psicologia", naturalmente, vem crescendo (graduando).

Enfim: "A melhor maneira de situar histórica e culturalmente o pensamento de Wolff é relacioná-lo ao período que ficou conhecido como o “iluminismo alemão” (Aufklärung), que abrange praticamente todo o século XVIII. Se sua importância histórica não foi desde sempre reconhecida na literatura secundária, como mostrou Frängsmyr (1975), a idéia de que ele ocupa um lugar central nesse período da história intelectual alemã tem sido compartilhada, por outro lado, por grande parte dos historiadores tanto da filosofia quanto da cultura em geral (e.g., Beck, 1969; Bossenbrook, 1961; Cassirer, 1932/1997; Copleston, 1960/1994; Gay, 1966/1995; Hazard, 1946/1989; Paulsen, 1895; Pütz, 1978; Schöffler, 1956; Schwaiger, 2000; Wolff, 1949; Wundt, 1945/1964). (ARAUJO, S. F. 2012)"

(grifos e destaques meus)

.'.

______.
Para saber mais:

...

ARAUJO, S. F. O projeto de uma psicologia científica em Wilhelm Wundt: uma nova interpretação. Juiz de Fora: EDUFJF, 2010.

______. O lugar de Christian Wolff na história da psicologia. Universitas Psychologica, 11(3), 1013-1024, 2012

WOLLF, C. Psychologia empirica. In: J. École (Hrsg.), Christian Wolff’s Gesammelte Werke, II. Abteilung [Christian Wolff‘s Collected Works, Section II] (Band 5). Hildesheim: Olms (Erstausgabe 1732), 1964.

______. Psychologia rationalis. In: J. École (Hg.), Christian Wolff’s Gesammelte Werke, II. Abteilung. [Christian Wolff‘s Collected Works, Section II] (Band 6). Hildesheim: Olms (Erstausgabe 1734), 1966.

______. Prolegomena to empirical and rational psychology. In: R. Richards (Ed.), Christian Wolff’s prolegomena to empirical and rational psychology: Translation and commentary. Proceedings of the American Philosophical Society, 124, 227-239, 1980.

______. Vernünftige Gedanken von Gott, der Welt und der Seele des Menschen, auch allen dingen überhaupt. In: C. Corr (Hg.), Christian Wolff’s Gesammelte. Werke, I. Abteilung [Christian Wolff‘s Collected Works, Section I] (Band 2). Hildesheim: Olms (Erstausgabe 1720). Wolff, C. (2006). Einleitende Abhandlung über Philosophie im allgemeinen [Introductory essay on philosophy in general] (G. Gawlick und L. Kreimendahl, Übers. und Hgg.). Stuttgart/Bad Cannstatt: FrommannHolzboog (Erstausgabe 1728), 1983.

______. 1679-1754. Psicologia empírica: prefácio e prolegômenos. Tradução de Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Clandestina, 2018. 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

ESPAÇO E PENSAMENTO: DE LEIBNIZ À DESCOBERTA DA ESTÉTICA TRANSCENDENTAL DE KANT


Resultado de imagem para livro a escola comuna
Acrescentando novos textos e traduções aos estudos:

“Os textos reunidos neste volume tentam trazer ao leitor documentos de um momento fecundíssimo da história da filosofia, aquele que vai da tentativa leibniziana de estabelecer uma teoria não quantitativa do espaço à descoberta da estética transcendental de Kant.

“O propósito que norteou a compilação deste volume foi reunir textos significativos que dessem conta de reconstituir ao leitor o legado da Geometria da situação de Leibniz no século XVIII. A publicação póstuma da Analysis situs de Leibniz só ocorreu em 1833 e deu ensejo a importantes descobertas das matemáticas contemporâneas, como a Análise Geométrica, de Hermann Grassmann, e a Geometria de posição, de Karl von Staudt, ambas de 1847. Nos séculos XVII e XVIII, no entanto, com exceção de Christiaan Huygens quase nenhum filósofo ou matemático importante chegou a conhecer algum manuscrito que contivesse os rudimentos da nova Geometria que Leibniz pretendia instituir. Menções diversas na correspondência de Leibniz e referências na obra de Christian Wolff cingiram o projeto com a aura da curiosidade. Pode-se imaginar a atração exercida por uma invenção inacabada, anunciada por um grande cientista que se credenciara com soluções para problemas altamente complexos da Matemática, como a Quadratura do círculo e o Cálculo infinitesimal. O que mais atraía interesse era a ideia de uma Geometria que, ao contrário da Análise cartesiana, desprezava o cômputo das magnitudes. Os textos aqui reunidos tentam recontar um pouco dessa história: de que maneira, mesmo sem ser conhecida, a concepção leibniziana do espaço como posição se transformou numa heurística em Christian Wolff, Euler (que defendia uma concepção mais newtoniana de espaço e tempo), Lambert, Buffon e Kant. O espaço enquanto paradigma para se orientar no pensamento: o título do opúsculo de Kant é o mote desta pequena antologia[1].”

(Somente os grifos e destaques são meus) 

LEIBNIZ, G.W; WOLFF, C; EULER, L.P; BUFFON, G.-L; LAMBERT, J. H; KANT, I. Espaço e pensamento: textos escolhidos. Organização de Márcio Suzuki (Org.). Tradução de Márcio Suzuki e Outros. São Paulo: Editora Clandestina, 2019. 286.




[1] "Este trabalho é parcialmente resultado do projeto de pesquisa “Crítica e Representação”, coordenado por Paulo Licht dos Santos, que obteve financiamento do CNPq, pelo edital 454755/2014-7. Também é parte de um trabalho desenvolvido pelo organizador com apoio de Bolsa de Produtividade em Pesquisa do mesmo CNPq."


domingo, 16 de fevereiro de 2020

MEDITAÇÃO RETROSPECTIVA NOTURNA XXVII: AS "DOENÇAS DA ALMA"

France (nice & thX for sharing, I love this photo)! I want to be there now!!!

(IMAGEM: "Pinterest")

"Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?
“Sim, e por vezes fazendo esforços bem pequenos. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!” (LE 909)


Na Carta LXXV, Lúcio Aneu Sêneca, ao dirigir-se a Lucílio, fala sobre o “progresso moral” e ao tratar da "doença moral e do doente", utiliza-se de comparação com a Medicina. 
Tenho notado, nas leituras que faço das obras dos antigos, as aproximações que fazem entre a Medicina e a Filosofia; e, é, exatamente por isso, que tenho aproveitado as pausas na pesquisa principal para aprender com eles essa relação da filosofia com a saúde, a medicina **.

É notório, na Carta citada, que o estudante de filosofia “é um doente”, e seu professor um médico. A carta toda faz esta aproximação, comparando o filósofo com o médico. Alguém que se pretenda estudar filosofia “é um doente”, que precisa de tratamento intensivo, não  de lições de lazer. Ora:

“Um doente não chama um médico por que é eloquente; mas se acontecer que o médico que pode curá-lo também discorra elegantemente sobre o tratamento a ser seguido, o paciente vai levá-lo em bom crédito.” (LXXV : 6)

Um dos pontos principais da carta, portanto é a classificação dos que estudam a Filosofia, encerrando com uma definição, do significado que seja a Liberdade: “[...] não temer nem homens nem deuses; significa não desejar a maldade ou o excesso; significa possuir poder supremo sobre si mesmo e é um bem inestimável ser mestre de si mesmo.” (LXXV : 17)

Mas, li a carta focado nesta analogia que ele faz entre o professor de Filosofia, o estudante de Filosofia e o Médico. Claro, destaco, desta carta o que ele diz sobre as paixões, que, para mim justifica essa analogia. Por exemplo:

“Muitas vezes, já expliquei a diferença entre as doenças da mente e suas paixões. E vou lembrá-lo mais uma vez: as doenças são endurecidas e vícios crônicos, como a ganância e ambição; eles envolvem a mente em um aperto muito próximo, e começam a ser seus males permanentes. Para dar uma definição breve: por “doença” queremos dizer uma perversão persistente do julgamento, de modo que as coisas que são levemente desejáveis são consideradas altamente desejáveis. Ou, se você preferir, podemos defini-la assim: ser muito zeloso em lutar por coisas que são apenas ligeiramente desejáveis ou não desejáveis de todo, ou valorizar as coisas que devem ser valorizadas apenas ligeiramente. (LXXV : 11)

Para mim, nesse estudo, a citação abaixo, da carta, já coloca um desafio imenso, bem no sentido das reflexões que tenho feito a partir de todos autores que tenho estudado atualmente. Diz ele, a Lucílio:

“Paixões” são impulsos indesejáveis do espírito, repentinas e veementes; elas vêm tão frequentemente, e tão pouca atenção tem sido dada a elas, que causam um estado de doença; assim como um catarro, quando há apenas um caso e o catarro ainda não se tornou habitual, produz apenas tosse, mas, quando se torna regular e crônico provoca a tuberculose. Portanto, podemos dizer que aqueles que fizeram o maior progresso estão além do alcance das “doenças”; mas eles ainda sentem as “paixões”, mesmo quando muito perto da perfeição.” (LXXV : 12)

Ou seja: as paixões são o que precisamos dominar, nosso progresso moral, disso depende. E, acrescento uma última questão, para pensarmos com Sêneca e avançarmos refletindo: 

"Como se poderá determinar o limite onde as paixões deixam de ser boas para se tornarem más?

“As paixões são como um corcel, que só tem utilidade quando governado, e que se torna perigoso quando passa a governar. Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governá-la, e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos ou para outrem.” (LE 908). 
Mas, ainda assim, apesar dos esforços:

"Não haverá paixões tão vivas e irresistíveis que a vontade seja impotente para dominá-las?
“Há muitas pessoas que dizem: Quero, mas a vontade só lhes está nos lábios. Querem, porém muito satisfeitas ficam que não seja como “querem”. Quando o homem crê que não pode vencer as suas paixões, é que seu Espírito se compraz nelas, em consequência da sua inferioridade. Compreende a sua natureza espiritual aquele que as procura reprimir. Vencê-las é, para ele, uma vitória do Espírito sobre a matéria." (LE 911)


Quanto à Carta: termina, como sempre, aconselhando:

“Mantenha-se Forte. Mantenha-se Bem.”

Assim prossigamos...


(Os grifos e destaques são meus)

.'.

** As obras relacionadas na Bibliografia, todas tem, de certa forma, algo do que anotei acima. Em maior ou menor especificidade, do que tenho estudado e, com o tempo, será objetivo de organização e reelaboração futura...

______.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (col. Os Pensadores).

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

CÍCERO. On ends (The Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: 
Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

EPICTÉTE. Entretiens. Livres I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.


______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue).

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

KANT, Immanuel. Vorlesung über die philosophische Encyclopädie. In: Kant gesalmmelte Schriften, XXIX, Berlin, Akademie, 1980, pp. 8 e 12).

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime: Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 19993.

KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos. 93. Ed. 1 reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. (Q. 907-912) 

KEELING, Eva; PITTELOUD, Lucca. Psychology and Ontology in Plato. Springer, 2019.

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixão. In: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Livro II. 1).

PLATÓN. Carta VII. In: Diálogos VII (Dudosos, Apócrifos, Cartas). Madrid: Gredos, 1992.
Conflit

PRICE, A. W. Conflito mental. Campinas, SP: Ed. Papirus, 1998.

______. Mental conflict. London: Ed. Routledge, 1995

______. "Love and Friendship in Plato and Aristotle". Oxford Clarendon Press, 1989.

______. Contextuality in Practical Reason. (Oxford: Clarendon Press, 2008).

______. Virtue and Reason in Plato and Aristotle. Oxford University Press. 2011.

RICOUER, Paul. Ser, essência e substância em Platão e Aristóteles. São Paulo: Martins Fontes, 2014.



SÉNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014. (Carta LXXV)

SCHLEIERMACHER, F. D. E. Introdução aos Diálogos de Platão. Belo Horizonte, MG: Ed. UFMG, 2018.

TEIXEIRA, L. Ensaio sobre a Moral de Descartes. 1955. 222p. Tese (Cátedra) – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras. São Paulo, 1955.

ZINGANO, Marco. Aristóteles: tratado da virtude moral. São Paulo: Odysseus Editora, 2008.





sábado, 15 de fevereiro de 2020

O CASO GALILEU: REVISITANDO "FONTES"


Galileu Galilei: Pisa, 15 de fevereiro de 1564 - Florença, 8 de janeiro de 1642.

"Físico, matemático, astrônomo, filósofo e literato, Galileu Galilei foi um dos pilares do Ocidente contemporâneo. Nos textos reunidos em Ciência e fé, travamos contato com o seu pensamento revolucionário, ao desvendar as relações entre a Ciência da Natureza (chamada na época de "Filosofia Natural") e a interpretação que a tradição católica faz da revelação bíblica durante o século XVII."

O livro "Ciência e fé", de Galileu Galilei, da Editora Unesp, reúne cinco textos do astrônomo florentino: uma carta a Benedetto Castelli, duas a Piero Dini, a famosíssima carta à grã-duquesa Cristina de Lorena e as Considerações sobre a opinião copernicana. O livro ainda inclui a carta do cardeal Roberto Belarmino ao padre Antonio Foscarini

As cartas foram compiladas por Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento, mestre e doutor em Estudos Medievais e professor da PUC de São Paulo. Ele escreve um artigo introdutório e um pequeno texto final com comentários à carta à grã-duquesa Cristina."

Para saber mais: 
Link: para uma resenha sobre a obra, de 2015, época em que estudei bastante esse tema; inclusive expondo, em aulas, algumas ideias:

______.
GALILEU GALILEI. Ciência e fé: cartas de Galileu sobre o acordo do sistema copernicano com a Bíblia. (Trad. Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento). 2. ed. São Paulo: Ed. Unesp, 2009.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

MEDITAÇÃO RETROSPECTIVA NOTURNA XXVI: SOBRE O AUTODOMINIO

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"Le domaine de la philosophie est de l'ordre de biens interieurs"  (Épictète. D. I, XV : 1)

Continuo fugindo de discursos "vazios" (alguns até perniciosos), substituo-os pela leitura das poucas obras escolhidas para orientar-me os passos na caminhada, que é a tônica também desse texto que lês. 

As obras a que me dedico, entre elas a dos estoicos, tenho dito, firmaram-se há algum tempo nesse conjunto com um único objetivo: alcançar a imperturbável paz de espírito (ataraxia -  Ἀταραξία)

Por serenidade e autodomínio, seguimos nossa busca por aqui!

Esforço e o quanto seja possível, tentando a prática, constantemente, na condução dos estudos para, cada vez mais internalizar a convicção de que a real felicidade depende de uma escolha nossa, jamais de coisas externas.

Se buscamos (ataraxia - Ἀταραξία), não nos esqueçamos, de que entre os acontecimentos externos, nada está sob nosso controle, portanto, nas adversidades, sempre a disciplina a assegurar nossa prosoché, para que não nos afastemos da Lei natural.

Assim, para que haja um poder soberano sobre nós, a sensibilidade e o entendimento estando em conflito, fizeram com que o filósofo alemão Immanuel Kant, que andou pensando e ensinando sobre esse tema, refletisse sobre se o “[...] ser humano pode exercer domínio sobre si mesmo se ele quiser?”

Ele afirmou que:

"De fato, parece acontecer dessa forma, porque isso parece depender do homem.

[...]

Ora, o domínio sobre si mesmo depende da força do sentimento moral. Podemos muito bem nos autogovernar se enfraquecermos as forças opostas."

(Grifos meus)

______.

DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

EPICTETO. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

REVISITANDO A OBRA DO KANT PRÉ-CRÍTICO SEGUNDO PHILONENKO



Dias para reler "L'œuvre de Kant", escrita em 2 vols; aqui me dedico ao volume  I, retomando os temas dos anos 90, à época de "monitoria" na graduação ainda, e juntando às atuais pesquisas. 

"O objetivo da obra de Kant não pode ser medido exatamente, pois muitos filósofos que ainda nascerão serão influenciados por suas  críticas ou forçados a criticá-lo. Só se pode dar uma imagem da importância do pensamento kantiano comparando-o - como Schelling ao usar a imagem mais famosa da Crítica da Razão Pura - a revolução copernicanaKant transformou a leitura filosófica do mundo instituindo uma nova abordagem e novo método na teoria do conhecimento e em todas as questões filosóficas. Procurando as condições a priori que determinam nossos julgamentos, tanto teóricospráticos, quanto estéticosKant abriu novos caminhos para a razão humana por meio do fundamento do idealismo transcendental."

E, tenho estudado essa obra de Alexis Philonenko desde os primeiros intentos na compreensão do sistema kantiano. 

Especificamente, neste primeiro  volume, Philonenko estuda o período pré-crítico da obra kantiana.

Sigamos com os trabalhos.
_______.

PHILONENKO, Alexis. L'Oeuvre de Kant: la philosophie critique. Tome I. J. Vrin, 1996. (col. Bibliothèque d'histoire de la philosophie. 2 vols.)

domingo, 9 de fevereiro de 2020

REFLEXÃO MATINAL LXXV: ANTE AS DIFICULDADES


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Num dia como o de hoje, pela manhã chuvosa tão apazível; numa das pausas na pesquisa, relendo, um excelente artigo que toma como ponto de partida “Diatribes” de Epictetus, dei-me conta da profundidade da reflexão sobre o “Como é preciso enfrentar as dificuldades” (1.24). 

Diz Epicteto: “as dificuldades mostram o que são os homens” (1.24.1).

Está a nos aconselhar, ou seja:

“assim, da mesma forma que, no capítulo 5a do Encheirídion, Epicteto nos diz que a morte não é terrível, mas é terrível a opinião segundo a qual a morte é terrível, aqui nosso estoico nos aconselha a não ver as dificuldades da vida como coisas terríveis, mas como desafios pelos quais podemos mostrar nosso valor. (DINUCCI)”
                                      
Dado estarem algumas coisas sob nosso controle e outras nos fugirem totalmente; a maneira com que encaramos, portanto, as “dificuldades da vida” merecem atenção somente no sentido em que se elas nos aparecem como "obstáculos"; devemos transformá-los em exercícios (aplicação dos princípios) que ao nos testarem, acabam fortalecendo-nos para que os superemos.

Não lamentarmos o que nos ocorre, mas aprendermos. Eis que daí, ao repensar certas afirmações temos avançado. Muito a fazer, mas está dada a largada.

O demais, por ir além de mim, não me está ao alcance.

(Grifos e destaques meus)
______.
DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.
DINUCCI, A. Fragmentos menores de Caio Musônio Rufo; Gaius Musonius Rufus Fragmenta Minora. In: Trans/Form/Ação. vol.35 n.3 Marília, 2012.
______. Diatribes 12 e 13 de Musônio Rufo: Sobre coisas relativas a Afrodite e casamento. In: Revista Crítica Histórica, v. 7, p. 348, 2013. Disponível em: http://www.revista.ufal.br/criticahistorica/index.php?option=com_content&view=article&id=178:diatribes12e13demusoniorufo&catid=87:documentacao&Itemid=63
______. Apresentação e tradução da Diatribe 1.1 de Epicteto. In: Revista ARCHAI. As origens do pensamento ocidental, v. 13, p. 143-157, 2014. Disponível em: http://seer.bce.unb.br/index.php/archai/article/view/11000
______. Apresentação e tradução da Diatribe de Epicteto 1.8. In: Prometeus. Filosofia em Revista, v. 7, p. 289-295, 2014. Disponível em: http://seer.ufs.br/index.php/prometeus/article/view/2845
______. Tradução e comentário à Diatribe de Epicteto 1.2: como manter o caráter próprio em todas as ocasiões. In: Veredas da História, v. 5, p. 197-208, 2012. Disponível em: http://veredasdahistoria.kea.kinghost.net/edicao8/15_TRADUCAO_COMENTADA_197-208.pdf.
______. Introdução ao Manual de Epicteto. 3 ed. São Cristóvão: EdiUFS, 2012.

LEIBNIZ E A TEODICÉIA


Atualizando e inserindo uma nova tradução da obra Ensaios de teodiceia sobre a bondade de Deus, a liberdade do homem e a origem do mal, que acaba de ser publicada pela Editora Vozes.

Sinopse: Como pensar o mal sem negar a bondade divina? Nesta obra, Leibniz oferece uma resposta que transcende a teologia e alcança a metafísica. Ao conceber a criação como expressão da razão divina, o filósofo reconcilia liberdade e necessidade, contingência e ordem. Sua reflexão não busca eliminar o mistério, mas compreendê-lo à luz da razão. Neste clássico da filosofia moderna, o leitor encontra um rigoroso exercício de pensamento sobre Deus, o mundo e o sentido da existência, um texto que desafia e enriquece o debate filosófico até hoje."


A mim, como a questão do mal (bem resolvida) não tem origem no “Criador” acabou me conduzindo para alguns autores como Wolff, Baumgartem; os moralistas ingleses, Hume; Berkeley, Spinosa, Hobbes, Locke, Kant e, agora mais atentamente, retomei a releitura dessa obra de Leibniz sobre essa questão.

“Como não atribuir a Deus a responsabilidade por tudo que acontece de mal no mundo?


Segundo Leibniz, essa é uma das questões que lançam em uma espécie de labirinto aqueles que adotaram a fé cristã e não conseguem situar a suposta existência do livre-arbítrio em um mundo governado por uma entidade que tudo sabe e tudo vê. Traduzidos a partir do texto original francês, publicado pela primeira vez em 1710, os Ensaios de Teodiceia constituem um dos panoramas mais precisos de todo o sistema leibniziano, ao buscar determinar os vários caminhos desse labirinto e fornecer o "fio de Ariadne" para que se encontre, enfim, sua saída. Fruto da obra de um filósofo que contava com mais de 60 anos à época de sua elaboração, estes ensaios apresentam uma impressionante enumeração de argumentos sobre a "doutrina da justiça divina" - partindo da história da conformação entre fé e razão e chegando à crítica aos tratados de Hobbes sobre a liberdade humana -, examinados com a minúcia de um autor reconhecido por suas fundamentais contribuições para a história da matemática e da lógica.”

(grifos e destaques meus)
______.

BUTLER, J; CLARKE, S; HUTCHESON, F; MANDEVILLE, B; SHAFTESBURY, L; WOLLASTON, W. Filosofia moral britânica: Textos do Século XVIII. Campinas, SP: Ed. Unicamp, 2014.

CUNHA, Bruno. A gênese da ética em Kant: o desenvolvimento moral pré-crítico em sua relação com a teodiceia. São Paulo: Editora LiberArs, 2017.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

LEIBNIZ. G. W. Novos ensaios sobre o entendimento humano. Lisboa: Edições Colibri, 1993.

______. Ensaios de teodicéia. São Paulo: Estação Liberdade, 2013.

______. Ensaios de teodiceia sobre a bondade de Deus, a liberdade do homem e a origem do mal. Vozes: Petrópolis, RJ, 2026.


LOCKE, John. Ensaio sobre o entendimento humano. São Paulo: Martins Fontes, 2012. 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

EXISTÊNCIA E TRANSCENDÊNCIA: FILOSOFIA DA RELIGIÃO

Imagem para capa da revista

Chamada para o  Dossiê em Filosofia da Religião: Existência e Transcendência: releituras da Filosofia da Religião

...
“Existência e Transcendência: releituras da Filosofia da Religião”, da revista Estudos de Religião (A2), da Universidade Metodista de São Paulo. Segue a chamada bem como o link da revista.
Organizadores do dossiê
Prof. Dr. Eduardo Gross (Universidade Federal de Juiz de Fora)
Prof. Dr. Vitor Chaves de Souza (Universidade Metodista de São Paulo)
O ser humano e sua relação com o transcendente é uma das características de interesse do pensamento ocidental. Fruto da modernidade e das grandes transições teóricas, os séculos XX e XXI deram novas direções à filosofia da religião e suas preocupações, tais como a relação entre religião, ateísmo e agnosticismo. Por outro lado, o inacabamento da pós-modernidade, que, segundo Habermas, manteria o horizonte reflexivo aberto, conserva no centro a discussão de temas a respeito do conhecimento científico, a difusão hermenêutica, relação fé e razão, a crítica e a justificativa da religião pelos filósofos aos dias atuais. Interessa-nos o diálogo -- e releituras -- com os autores e métodos preconizados pela tradição filosófica bem como o estudo da crítica filosófica da religião, tanto em perspectiva histórica como hermenêutica, a respeito da existência, da transcendência e do valor da religião nos séculos.

Data limite: 30/06/2020:
https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/ER

REFLEXÃO MATINAL LXXIV: DISCIPLINA INTERIOR


(IMAGEM: "Pinterest")
Os estoicos adotaram, como já registrei aqui, a reflexão matinal, como uma preparação para o dia que surge e que aplica-se ao dia que se inicia e aos dias seguintes; por toda vida. O prokopton, ao levantar-se pela manhã deverá ter sempre essa meta.
E, jamais o aspirante à sabedoria, deverá ter outras coisas em mente quando o dia começa; deve ocupar-se com os tà eph’hēmîn,  ou seja, com o encargos que sejam verdadeiramente nossos.
Durante todo dia, todos os dias, a meta deverá ser a disciplina interior, meta a que deve dedicar o seu tempo, os que pretendem alcançar sabedoria. Para começar, toda manhã, ao despertar, pergunte-se o prokopton: o que, na verdade, deve ser o foco para alcançar a ataraxia?
E, nesse sentido, portanto, em meio aos afazeres que se seguirão, pensando na reflexão matinal, li uma referência de Epicteto a um certo exercício, típico da escola dos pitagóricos, em conformidade com o que Hadot chama de “exercícios espirituais”, que também já registrei aqui, a partir da leitura de um artigo e de uma apresentação do prof. Aldo Dinucci, num "Colóquio sobre Epicteto", em que discute essa expressão, que deve entendida como “O primeiro e mais necessário tópico da filosofia [...] aplicação dos princípios [...]" (Encheirídion. 52:1).

Portanto:

“Saia de casa cedo, pela manhã e não importa quem você veja ou quem você escute, examine-o e então responda como se fosse a uma pergunta. O que você viu? Um belo homem ou uma bela mulher? Aplique suas regras, isso está fora da província de sua ‘proaíresis’, ou dentro? Fora. Livre-se disso.” (Arriano. EPICTEUS, D. III. III.14-15)
______.
DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.
EPICTETO. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.
______. Epictetus Discourses. Book I. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.
______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue)
______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.
EPICTETUS. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments; Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

IDEALISMO E NOVOS ENSAIOS METAFÍSICOS



O tema geral é o "idealismo" (aqui, nesse livro, em destaque o berkeleyano e o kantiano) mas, o que me interessa bastante e me levou a ler a obra são algumas "visões metafísicas" aproximadas do tema em geral que também me interessam e estão enumeradas aqui, na sinopse abaixo e no sumário. E, estou lendo com atenção:

"Idealism is a family of metaphysical views each of which gives priority to the mental. The best-known forms of idealism in Western philosophy are Berkeleyan idealism, which gives ontological priority to the mental (minds and ideas) over the physical (bodies), and Kantian idealism, which gives a kind of explanatory priority to the mental (the structure of the understanding) over the physical (the structure of the empirical world).

Although idealism was once a dominant view in Western philosophy, it has suffered almost total neglect over the last several decades. This book rectifies this situation by bringing together seventeen essays by leading philosophers on the topic of metaphysical idealism. The various essays explain, attack, or defend a variety of idealistic theories, including not only Berkeleian and Kantian idealisms but also those developed in traditions less familiar to analytic philosophers, including Buddhism and Hassidic Judaism. Although a number of the articles draw on historical sources, all will be of interest to philosophers working in contemporary metaphysics. This volume aims to spark a revival of serious philosophical interest in metaphysical idealism."

"O idealismo é um conjunto de visões metafísicas, cada uma das quais prioriza o mental. As formas mais conhecidas de idealismo na filosofia ocidental são o idealismo de Berkeley, que dá prioridade ontológica ao mental (mentes e idéias) sobre o físico (corpos) e o idealismo kantiano, que dá uma espécie de prioridade explicativa ao mental (a estrutura do entendimento) sobre o físico (a estrutura do mundo empírico). Embora o idealismo já tenha sido uma visão dominante na filosofia ocidental, ele sofreu negligência quase total nas últimas décadas. Este livro retifica essa situação reunindo dezessete ensaios de importantes filósofos sobre o tema do idealismo metafísico. Os vários ensaios explicam, atacam ou defendem uma variedade de teorias idealistas, incluindo não apenas os idealismos berkeleyanos e kantianos, mas também aqueles desenvolvidos em tradições menos familiares aos filósofos analíticos, incluindo o budismo e o judaísmo hassídico. Embora vários artigos sejam baseados em fontes históricas, todos serão de interesse dos filósofos que trabalham na metafísica contemporânea. Este volume visa desencadear um renascimento do interesse filosófico sério no idealismo metafísico."

(Grifos e Destaques meus)
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GOLDSCHMIDT, Tyron; PEARCE, Keneth L. (Editores). Idealism: new essays in metaphysics. OUP, 2017.


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Sobre o Autor:

Tyron Goldschmidt is a visiting assistant professor in philosophy at Wake Forest University. He has journal publications in metaphysics, philosophy of religion and the history of philosophy. He co-authored Berkeley's Principles: Expanded and Explained (Routledge, 2016) and edited The Puzzle of Existence: Why Is There Something Rather Than Nothing? (Routledge, 2013). Kenneth Pearce is Ussher Assistant Professor in Berkeley Studies (Early Modern Philosophy) at Trinity College Dublin. He has journal publications in early modern philosophy, metaphysics and philosophy of religion. He is the author of Language and the Structure of Berkeley's World (OUP, 2017).

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

REFLEXÃO MATINAL LXXIII: "UM SENTIDO PARA A VIDA"

il-potere-della-mente: “ Certo marciume merita solo la porta chiusa, senza alcun possibilità di offrirgli alcun spiraglio. ”
(IMAGEM: Pinterest)
"Liberdade ameaça degenerar em arbitrariedade se não for contrabalanceada pela responsabilidade” (FRANKL, 2005, p. 95)

A partir s obras de Tolstoi: "A morte de Ivan Ilitch" e de Viktor Frankl sobre o "sentido da vida"

...

Então, enquanto lia, numa das pausas na oficina, mais uma das obras de Viktor Frankl, anotei alguns tópicos como recomendações para posteriores reflexões e exercícios:

“Por mais que se justifique que o escritor possa partilhar com o leitor seu senso de futilidade, é um cinismo irresponsável proclamar o absurdo da existência. Se o escritor não for capaz de imunizar o leitor contra o desespero, deveria ao menos abster-se de inoculá-lo.” (FRANKL, 2005, p. 94)

Um exemplo que ele apresenta:

A morte de Ivan Illitch, do Léon Tolstoy, em que um homem de sessenta anos descobre ter poucos dias de vida. Quando passa em revista sua vida e percebe quão vazia foi; o que faz? 

“[...] eleva-se acima de si mesmo, cresce para além de si e assim finalmente é capaz de retroativamente encher a própria vida com um sentido infinito.” (FRANKL, 2005, p. 95)

(Grifos e destaques meus) 

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FRANKL, Viktor. Um sentido para a vida: psicoterapia e humanismo. Aparecida, SP: Ideias e letras, 2005.
______. Em busca de sentido. 25. ed. - São Leopoldo, RS: Sinodal; Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. O Sofrimento Humano: Fundamentos antropológicos da psicoterapia. Trad. Bocarro, Karleno e Bittencourt, Renato. Prefácio, Marino, Heloísa Reis. São Paulo: É Realizações, 2019.

______. The doctor and the soul: from psycotherapy to logotherapy. New york: Bantam Books, 1955.

______. Psycotherapy and existencialism: selected papers on logotherapy. New York: Simon and Schuster, 1970.

______. Angst und Zwang. Acta  Psychotherapeutica, I, 1953, pp. 111-120.

______. Viktor. Teoria e terapia das neuroses: introdução à logoterapia e à análise existencial. São Paulo: É Realizações, 2016.

TOLSTÓI, Leon. A morte de Ivan Ilitch. Porto Alegre, RS: L&PM, 1997.


REFLEXÃO MATINAL CXL: SOBRE O SENTIDO DA VIDA (X)

    R ecentemente tive acesso ao pensamento desse autor: Rudolf Christph Eucken, estou lendo esses dois livro citados dele. Seu p ensamento ...