domingo, 13 de outubro de 2019

IMMANUEL KANT: RECEPÇÃO E REPERCUSSÃO NO IDEALISMO ALEMÃO




Uma introdução respeitável. 

"Immanuel Kant gehört zu den bedeutendsten Philosophen des Abendlandes. Klar und verständlich beschreibt Höffe Kants philosophische Entwicklung und Wirkungsgeschichte und entfaltet die Grundgedanken Kants von der Kritik der reinen Vernunft über die Ethik, Rechts- und Geschichtsphilosophie bis zur Philosophie der Religion und der Kunst. In kritischer Auseinandersetzung zeigt Höffe, warum Kants Denkentwurf auch heute noch herausfordert"

"Immanuel Kant (1724-1804). A filosofia de Kant marca tanto o fim e o ponto culminante do Esclarecimento moderno como a base e o ponto de partida das grandes concepções posteriores do Idealismo Alemão. Höffe descreve a trajetória filosófica e a influência histórica de Kant, analisando com clareza e rigor as suas ideias básicas. O êxito que o livro obteve se deve em grande parte ao seu caráter introdutório ao pensamento kantiano, inteligentemente aliado a um nível acadêmico exigente, detalhado, seguro e fundamentado no tratamento de todas as questões e conceitos centrais."

(grifos meus, nos temas em que me detive hoje. O foco sempre é o mesmo) 
______.
HÖFFE, Otfriede. Immanuel Kant. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

______. Immanuel Kant. München: C. H. Beck, 2004 (2014).

sábado, 12 de outubro de 2019

MEDITAÇÃO RETROSPECTIVA NOTURNA XIX: MEDIDAS PROFILÁTICAS

Lugares Esquecidos: Pontes lindas e esquecidas
(IMAGEM: "Pinterest")

O escritor e jurista romano Aulo Gélio, acabei de ler aqui, teria dito que:

"Se qualquer pessoa levasse duas palavras a sério e fizesse o necessário para se vigiar segundo elas, ela viveria uma vida tranquila e impecável. Essas duas palavras são: persistir e resistir."

E, nas leituras sobre Estoicismo reli, e aliás, já citei várias vezes aqui, uma conhecida "máxima" estoica que diz: "sustine et abstine", atribuída a Epicteto. As duas palavras, em português podem ser traduzidas por "suporta e abstém".

Assim, estoicaMente:

Suportemos os acontecimentos tidos, às vezes, e erroneamente, como "males" que, porventura, possam nos atingir e que não temos controle sobre eles (EPICTETO. Encheirídion I. 1-2), e abstenhamo-nos de coisas que podem nos colocar na direção desses ditos "males".

São palavras ditas por pessoas diferentes, mas que carregam o mesmo significado das que foram ditas por Aulo Gélio quando afirmou: persista e resista. Ou seja: persista durante os momentos difíceis da vida e resista aos maus impulsos.

Nos dois casos, para mim, um excelente conselho. Bastando direcionar esse conselho com princípios na direção da prática efetiva do suportar e abster.

Anéchou kai Apéchou - Suporta e Abstém-te - Sustine et Abstine

"Esse mesmo Epicteto [...] costumava dizer haver dois vícios entre todos de longe mais graves e perniciosos: a impaciência e a incontinência, quando ou não aguentamos os sofrimentos que devem ser suportados, ou não nos abstemos de coisas e desejos em relação aos quais devemos nos abster. “Assim,” diz Epicteto, “se alguém tomar a peito estas duas palavras e as velar através do governo e da observação de si mesmo, na maior parte do tempo não cometerá faltas e viverá uma vida tranquilíssima”. Estas duas palavras Epicteto dizia serem anéchou (suporta) e apéchou (abstém-te). (Aulo Gélio, Noites Áticas, XVII, XIX, 5 ss.) 


Um caminho?
Guiarmos nossas ações pelas virtudes.


Como boa medida profilática, recomenda Musonius Rufus*: 

"Devemos viver como médicos, tratando a nós mesmos com a razão, contra os males de não usá-la" 

(os grifos são meus)

______.
* (Caio Musónio Rufo - Filósofo estóico do primeiro século da “era cristã”. Nascido em Volsínios, na Etrúria. Viveu entre 25 d.C. - 95 d.C.) 

______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion de Epicteto. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012. 96 p.

BOÉCIO. (Anicius Manlius Torquatus Severinus Boetius). A consolação da filosofia. prefácio de Marc Fumaroli ; tradução do latim por Willian Li. – 2. ed. – São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012. – (Clássicos WMF).

CAMUS, Albert. O estrangeiro. 54. ed. Rio de Janeiro, RJ: Record, 1979.

COELHO, Humberto Schubert. Genealogia do Espírito. Brasília, DF: 2012.

______. Filosofia perene: o modo espiritualista de pensar. São Paulo: Ed. Didier, 2014.

DEFOE, Daniel. Um diário do ano da peste. São Paulo: Novo Século, 2021.

______. A journal of the plague year. Penguim Books, 2003.

DINUCCI, A.; JULIEN, A. O Encheiridion de Epicteto. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 2014.

EPICTETO. Entretiens. Livre I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Book I. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue)

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

EPICTETUS. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments; Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

FRANKL,Viktor. Yes to life: in spite of everything. Beacon Press, 2020.

______. Um sentido para a vida: psicoterapia e humanismo. Aparecida, SP: Ideias e letras, 2005.

GALENO. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W . Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

______. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

GAZOLLA, Rachel.  O ofício do filósofo estóico: o duplo registro do discurso da Stoa, Loyola, São Paulo, 1999.

HADOT, Pierre. The inner citadel: the meditations of Marcus Aurelius. London: Harvard University Press, 2001.

KANT, Immanuel. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). ______. O livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. (Q. 893-919: "As virtude e os vícios”; “Paixões"; “Caracteres do homem de bem”; “Conhecimento de si mesmo” e 920-933: "Felicidade"; Q. 614-648"Caracteres da Lei natural"; "Origem e conhecimento da Lei natural"; "O bem e o mal"; "Divisão da Lei natural").

LESSING, Gotthold Ephraim. Educação do gênero humano. Bragança Paulista, SP: Ed. Comenius, 2019.


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

domingo, 6 de outubro de 2019

DEFINIÇÃO DE ESPIRITUALIDADE E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE CARDIOVASCULAR


Uma reflexão:

“Definição de Espiritualidade e seus impactos na Saúde Cardiovascular”
Por: Álvaro Avezum

Link do vídeo TV Nupes/UFJF:

“Qual a definição de espiritualidade? Como a espiritualidade e a religião pode ajudar o indivíduo no enfrentamento da vida? A ciência deve investigar a espiritualidade? Qual o impacto da religiosidade na saúde cardiovascular? O Dr. Álvaro Avezum foi considerado pela consultoria Thomson Reuters (2015) como um dos quatro cientistas brasileiros com produção acadêmica de maior impacto no mundo em uma lista de 3.215 pesquisadores. É o pesquisador brasileiro da área de biomédica mais citado no mundo. É diretor da Divisão de Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo e professor do Programa de Doutorado da USP. O médico participa de várias pesquisas clínicas e epidemiológicas internacionais ligadas à área. A colaboração principal dos projetos é com a Universidade McMaster, Hamilton, no Canadá (Instituto de Pesquisa em Saúde Populacional – PHRI). Alvaro Avezum é ainda, o idealizador, fundador e vice-presidente eleito do GEMCA - Grupo de Estudos em Espiritualidade e Medicina Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia.”


Para saber mais:


REFLEXÃO MATINAL LIV: EPITOME OF STOIC ETHICS





"O fim de todas essas excelências é viver seguindo a natureza; uma delas, através das suas peculiaridades, permite ao homem atingir. Pois, por natureza, tem um ponto de partida para a descoberta da ação conveniente, para a estabilidade dos impulsos, para a persistência e para a partilha. (ÁRIO DÍDIMO. 2.7.5b3.1) "

Estudando o Estoicismo já algum tempo, nas pausas da leituras obrigatórias, recentemente deparei-me com um texto do prof. Aldo Dinucci[1] em que ele traduz “os passos 2.7.5A- 2.7.5B da Epítome de Ética Estoica, do filósofo estoico e doxógrafo alexandrino Ário Dídimo (acme 30 a.C.).” e, segundo ele, por não haver “traduções em língua moderna das obras completas de Ário Dídimo”, usou “a fixação da exposição sobre a ética estoica presente em Estobeu (Florilégio), realizada por Pomeroy (1999).” Inserido abaixo.

Comecei, imediatamente, a leitura; muito bom aos inciantes e os que tem tomado a filosofia estoica a sério!

A este, acrescentei para leitura na sequência: "Hierocles the Stoic: Elements of Ethics, Fragments, and Excerpts (2009)"

"Hiérocles foi um filósofo estóico do início da era imperial, testemunha crucial do Oriente e do Neo-estoicismo, especialmente no que diz respeito à filosofia ética estóica.
Neste livro, tudo o que sobreviveu de suas obras, são traduzidas para o inglês pela primeira vez, a partir do grego original: The Elements of Ethics, preservado em papiro, junto com todos os fragmentos e trechos do tratado Sobre os deveres, coletados por Stobaeus no século V dC e lidando principalmente com relações sociais, casamento, família e família. Além disso, o ensaio introdutório de Ramelli demonstra como Hierocles modificou suas doutrinas de acordo com o estoicismo médio e com os desenvolvimentos adicionais da filosofia e de suas opiniões pessoais.

Finalmente, o extenso comentário de Ramelli sobre as obras de Hierocles esclarece questões filosóficas levantadas pelo texto e fornece referências ricas e atualizadas à bolsa de estudos existente.”


______.
ÁRIO DÍDIMO. Epitome of stoic ethics. Tradução de Arthur J. Pomeroy. Atlanta: Society of Biblical Literature, 1999.
ESTOBEU. Florilegium. v. I e II. Ed. Augustus Meineke. Lipsiae: Taubner, 1855.
LONG, A. Arius Didymus and the exposition of stoic ethics. In: FORTENBAUGH, W. W. (Ed.). On stoic and Peripatetic ethics: the work of Arius Didymus. London: Transaction, 1983. p. 190-201.
MEINEKE, A. Zu Stobaeus. Zeitschrift für Gymnasialwesen, v. 13, p. 363-365, 1859.
PLATÃO. Laches. Protagoras. Meno. Euthydemus. Tradução de W. R. M. Lamb. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1924.
SÊNECA. Cartas 1-66. Tradução de R. M. Gummere. Harvard: https://www.loebclassics.com, 2001.
______. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014.
______. Cartas 66-92. Tradução de R. M. Gummere. Harvard: https://www.loebclassics.com, 2001.
CÍCERO. On ends (The Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.



HÖFFE: BREVE HISTORIA ILUSTRADA DA FILOSOFIA



O esperado em filosofia, segundo Otfried Höffe, nessa obra, é que esta ajude a pensar em questões fundamentais e buscar respostas igualmente fundamentais. É sabido que a filosofia lida com questões de princípio e podem se concentrar em três questões decisivas:

  1. O que é natureza e o que podemos saber sobre ela?
  2. Como devemos viver como indivíduos e como comunidade?
  3. O que devemos esperar de uma boa existência, nesta vida ou no futuro?

A essas questões são acrescentadas outras que dizem respeito a momentos específicos como a relação entre razão e revelação ou a que está relacionada à existência de algum progresso na história.

É comum a visão de que filósofos são pessoas deslocadas da vida real.

No entanto, quem examinar com mais detalhes as questões que levantam e afetam a humanidade em geral descobrirá imediatamente questões parciais ou subordinadas que não têm nada estranho à realidade:

1a. Existe uma questão original ou básica que constitui a t.otalidade? da natureza?; Isso significa a palavra "átomo" no sentido literal: um componente último e indivisível da natureza?

1. A natureza espacial e temporalmente infinita é, ao contrário, finita e, portanto, obra de um criador, de uma divindade? É possível que essas questões não tenham relevância existencial, mas não há dúvida de que as seguintes a possuem: a questão referente a 2a) ao bem e ao mal e

2. a À liberdade, especialmente a liberdade de vontade, e

2. b) Aquele que pede a justiça do direito e do Estado. Finalmente, também queremos saber

3. a) Se nosso bem-estar, felicidade, depende de nosso bom comportamento, de uma vida moralmente boa: a honestidade moral é lucrativa ou, pelo contrário, a pessoa honesta é, em suma, um tolo

3. b) E, caso a compensação não seja dada "nesta vida", há esperança para uma alma imortal, uma "vida eterna" e uma recompensa no futuro?

Um pouco do que encontrei nessa obra que acabo de ler!

______.


HÖFFE, Otfriede. Breve historia ilustrada de la filosofia: el mundo de las ideas a través de 18o imágenes . Trad. de José Luis Gil Aristu. Barcelona: Ediciones Península, 2003.


______. Kleine Geschichte der Philosophie. 3. ed. München: Verlag C. H. Beck oHG, München, 2001 (2018).

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

II ENCONTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA DA UNIFESP

Próxima parada:
Entre os dias 6 e 7 de novembro, no campus UNIFESP. 
Diz a "carta de aceite" (21.10):
"[...] comunicamos que sua inscrição no II Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da Unifesp foi aprovada. Sua apresentação está marcada para quarta-feira 06/11 às 10h30. Abaixo, a programação completa com todas as mesas e conferências [...]"

Link do evento (comunicações):
https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=140910817300797&id=105604040831475&__tn__=K-R

Resultado de imagem para II ENCONTRODE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIADA  UNIFESP

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

https://docs.google.com/document/d/1S2o5jnbCvHkanCEunZY73kmJyaMV2XGnxYwOwrNBgpk/edit






quinta-feira, 3 de outubro de 2019

CONTRIBUIÇÕES DA HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA

A imagem pode conter: texto


Leitura:
Textos sobre História e Filosofia da Ciência embasados em vários referenciais teóricos, relacionando o tema ao ensino da disciplina e às reflexões sobre o desenvolvimento das atividades de pesquisas através da história.
Objetivos humanísticos, conteúdos científicos: contribuições da história e da filosofia da ciência para o ensino de ciências. Campina Grande: EdUEPB. 

Livro, na íntegra, disponível no site da EdUEPB

Link:

IMMANUEL KANT: UMA INTRODUÇÃO


Kant: A Very Short Introduction (Very Short Introductions Book 50) (English Edition) por [Scruton, Roger]

Tenho acompanhado o trabalho de Roger Scruton, li vários textos disponíveis na rede, outros que recebo aqui, enviados por amigos, nos quais o escritor Roger Scruton apresenta suas concepções de mundo e filosofia.

Em entrevistas e apresentações disponíveis no Youtube, alguns desses vídeos usei em aulas e reuniões a que, porventura conversávamos sobre tais temas. 

Aqui, após ter lido, recentemente, um de seus livros “A alma do mundo”; iniciei a leitura de uma brevíssima introdução ao pensamento kantiano: “Kant: a very short introduction”, tinha lido a versão em português há algum tempo e, com a necessidade de me aperfeiçoar no idioma, releio agora, durante a pausa de hoje. Anotado!

______.
SCRUTON, Roger. Kant: a very short introduction. New York: Oxford University Press, 2001.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

NOS "PALÁCIOS DA MEMÓRIA"

Resultado de imagem para A memória, o esquecimento e o desejo


Cheguei a esse texto, principalmente, pelo anterior e antigo interesse que mantenho pelo tema "memória". Aqui, desde Platão ("teoria das reminiscências", passando por Agostinho, nas "Confissões" até outros autores da psicologia do seculo XIX e inícios do XX.

"Entre memória, esquecimento e desejo circula uma vinculação dinâmica cujo reconhecimento esclarece o íntimo do ser humano. Seus processos psíquicos e espirituais, seus projetos e ações, seu ir e vir, lutar ou desistir estão ali sempre implicados. Em um exame do legado de pensadores consagrados sobre o tema, particularmente Agostinho, Freud e Nietzsche, esta obra desvela uma extraordinária análise e reflexão sobre os elementos fundamentais que conjugam a surpreendente complexidade do humano. É uma contribuição altamente sugestiva para pensadores e profissionais das mais diferentes áreas. A linguagem ilustrada, que se soma à admirável clareza de expressão sobre um assunto envolvente, favorece uma leitura agradável e proveitosa.”
______.
AGOSTINHO de HIPONA (354 - 430). "Confissões". Livro X, XII e XVIII

BEAR, Mark F; CONNORS, Barry W; PARADISO, Michael A. Neurociências: desvendando o sistema nervoso. 4. Ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2017.

IZQUIERDO, Ivan. A arte de esquecer: cérebro, memória e esquecimento. 2. ed.  Rio de Janeiro: Vieira & Lent, 2010.


REFLEXÃO MATINAL LIII: O PARADOXO DO MENTIROSO


Nenhuma descrição de foto disponível.

O Facebook fez-me lembrar esta publicação de 2016. Acrescentei uma citação da Metafísica de Aristóteles e outra, do prof. O. Porchat. 

Em tempos "paradoxais", de infindo falatório, vale brincar de Lógico aqui. Tomem como exemplo o enunciado abaixo:
______.
"[...] ESTA AFIRMAÇÃO É FALSA.” (*)

A sentença do mentiroso nos leva a uma contradição quando tentamos determinar se ela é verdadeira ou não.

Vejamos:

1.      Se assumimos a sentença como verdadeira, então o que ela afirma deve ser o caso e, portanto, ela deve ser falsa!
2.      Por outro lado, se a assumimos como falsa então ela de fato expressa aquilo que é o caso, sendo portanto verdadeira!

Em qualquer uma das duas possíveis situações, somos conduzidos a uma contradição, ou seja, se a sentença é verdadeira então ela é falsa, e vice-versa. Este paradoxo é chamado de Paradoxo do mentiroso, e faz parte de uma classe chamada de paradoxos auto-referentes [...]".
______.
*(TESTA, R. - Doutor e pesquisador associado do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE-Unicamp), ligado ao grupo de Lógica Teórica e Aplicada (GTAL).

E, como dizia Aristóteles, ampliando ainda a reflexão para o contexto de uma sociedade como a nossa, que fala sobre tudo, fala e fala:

“Os que pretendem discutir devem entender-se sobre algum ponto. Se isso não ocorresse, como poderia haver discussão entre eles? Portanto, é preciso que cada um dos termos que eles usam seja-lhes compreensível e signifique algo e não muitas coisas, mas uma só (...) Se não é possível afirmar nada de verdadeiro, então também esta afirmação será falsa, isto é, será falso dizer que não existe nenhuma afirmação verdadeira.”
______.
(ARISTÓTELES. Metafísica. Livro 11, 1062a, 10 e 1062b, 10.)

Ademais, para pensar em outra frente, considere-se também que:

"Em suma, no que respeita a esse tópico, o que eu sempre quis significar a meus estudantes poderia resumir-se numas poucas palavras, tais como: "Se vocês querem realmente fazer filosofia, não acreditem em nada do que lhes digo, seja ao expor idéias filosóficas minhas, seja ao propor alguma interpretação da doutrina de algum filósofo. Mas também não acreditem em ninguém mais. Utilizem seus professores e seus livros como instrumentos eventualmente úteis para ajudá-los no trabalho de conhecer a filosofia e de filosofar. Porque aquele que acreditar no que eu disser, ou no que disser algum outro professor de filosofia, estará apenas mostrando que está longe, muito longe de saber o que é filosofia". No limite, o professor deveria dizer muito seriamente a seus alunos - e isso no princípio de cada aula: "Não se pode acreditar em nada do que eu digo". Bem sei que algum esperto filósofo analítico poderia querer ver aqui uma variante do paradoxo do mentiroso. Mas deixemos isso para lá. São divertimentos de filósofo analítico".


______.
(Cf. PORCHAT, O. "Discurso proferido quando do recebimento do título de professor emérito da FFLCH-USP". In: SMITH, P. J.; WRIGLEY, M. B. O filósofo e sua história: uma homenagem a Oswaldo Porchat. Campinas-SP, UNICAMP, 2003, p. 32).

domingo, 29 de setembro de 2019

ESTUDOS SOBRE A "PRÉ-HISTÓRIA" DO IDEALISMO. TÜBINGEN - JENA 1790-1794

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PROJETOS DE LEITURA:

"Para o aniversário do 200º aniversário de Immanuel Kant, aparece a reconstrução abrangente de Dieter Henrich da pré-história do idealismo alemão, que é um evento da historiografia filosófica: Dieter Henrich traça a recepção do pensamento kantiano no final do século XVIII, que é decisivo para o surgimento do idealismo alemão. contribuindo assim significativamente para uma das fases centrais da história da filosofia em geral. O ponto de partida e ponto de referência é o pensamento de Immanuel Kant: nas duas décadas em que Kant concluiu seu trabalho, o movimento do pensamento pós-kantiano também passou pelo seu zênite. Um grande número de projetos filosóficos completamente novos foi criado em pouco tempo. Na história do pensamento, essa criatividade não tem precedentes.
A ancoragem no ego tenta visualizar essa extraordinária produtividade teórica no contexto concreto das situações individuais da vida dos protagonistas, a partir das quais essa dinâmica é explicada. Um dos mistérios que ela renunciou há muito tempo é o fato de que a força criativa do desenvolvimento pós-kantiano se desenrolou sobretudo em dois lugares: o Tübingen Stift e a Universidade de Jena. A pesquisa revela - em grande parte a partir de documentos desconhecidos - o estado de discussão nesses locais e as conexões entre eles. Ao fazer isso, eles se concentram no pensamento e no debate dos kantianos da geração que precedeu Hegel, Hölderlin e Schelling por alguns anos. Esse processo ocorreu em um envolvimento constante com a questão de como o trabalho de Kant deve ser entendido e reformulado."
...
(grifos meus)

______
"Inhalt


Zum Jubiläum von Immanuel Kants 200. Todestag erscheint Dieter Henrichs umfassende Rekonstruktion der Vorgeschichte des Deutschen Idealismus, die ein Ereignis der Philosophiegeschichtsschreibung ist: Dieter Henrich zeichnet die für die Entstehung des Deutschen Idealismus entscheidende Rezeption des Kantischen Denkens gegen Ende des 18. Jahrhunderts nach und liefert damit einen maßgeblichen Beitrag zu einer der zentralen Phasen der Philosophiegeschichte überhaupt. Ausgangs- und Bezugspunkt ist dabei das Denken Immanuel Kants: In den beiden Jahrzehnten, in denen Kant sein Werk vollendete, durchlief auch die Bewegung des nachkantischen Denkens ihren Weg bis zum Zenit. Eine große Zahl gänzlich neuer philosophischer Entwürfe ist in kurzer Zeit entstanden. In der Geschichte des Denkens ist eine solche Kreativität ohne Beispiel.


Grundlegung aus dem Ich versucht, diese außergewöhnliche theoretische Produktivität im konkreten Zusammenhang mit den individuellen Lebenssituationen der Protagonisten zu vergegenwärtigen, aus denen sich diese Dynamik erklärt. Zu den Rätseln, welche sie seit langem aufgibt, gehört die Tatsache, daß sich die kreative Kraft der nachkantischen Entwicklung vor allem an zwei Orten entfaltete: im Tübinger Stift und an der Universität Jena. Die Untersuchungen decken – weitgehend aus unbekannten Dokumenten – die Diskussionslage an diesen Orten und die Verbindungen zwischen ihnen auf. Dabei konzentrieren sie sich auf Denkversuche und Debatten von Kantianern der Generation, die Hegel, Hölderlin und Schelling um wenige Jahre vorausging. Dieser Prozeß vollzog sich in einer ständigen Auseinandersetzung mit der Frage, wie das Werk Kants zu verstehen und neu zu formulieren sei."

______.
HENRICH, Dieter. Grundlegung aus dem Ich: Untersuchungen zur Vorgeschichte des Idealismus. Tübingen – Jena 1790–1794. Suhrkamp Auflage, 2004.

______.HENRICH, Dieter. Konstellationen: Probleme und Debatten am Ursprung der idealistischen Philosophie (1789-1795).  Klett-Cotta /J. G. Cotta'sche Buchhandlung Nachfolger, 1991.

FUNDAMENTOS METAFÍSICOS DA "DOUTRINA DA VIRTUDE"

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Lançamento, de Orfried Höffe.

Já conheço o autor por ter lido outras de suas obras. Este, recém lançado; indicado por amigo no “facebook”, já anotei para leitura próxima:

Gerade erschienen / just released: Otfried Höffe (Hrsg.): 

______.
HÖFFE, Otfried. Immanuel Kant: Metaphysische Anfangsgründe der Tugendlehre. Berlin/Boston: De Gruyter, 2019. [Klassiker auslegen, Bd. 58].


COSMOVISÃO. A HISTÓRIA DE UM CONCEITO

Worldview: The History of a Concept (English Edition) por [Naugle Jr., David K.]
Li esse livro em 2017, lançado à época, hoje retornei ao texto por ter aparecido nas lembranças lá no “facebook” e por estar trabalhando num seminário para outubro próximo. Obra de David K. Naugle, publicado no Brasil com o título: “Cosmovisão: a história de um conceito”, interessou-me de imediato por propor-se a uma reflexão com ponto de partida e de contatos com a obra Immanuel Kant (Weltanschauung): 

"[...] Neste novo livro, David Naugle fornece a melhor discussão até então da história e do uso contemporâneo da cosmovisão como uma abordagem totalizante para a fé e a vida. Este volume informativo primeiro localiza a origem da cosmovisão nos escritos de Immanuel Kant e examina a rápida proliferação de seu uso em todo o mundo de fala inglesa. Naugle então fornece o primeiro estudo jamais realizado dos insights de grandes filósofos ocidentais sobre o tema da cosmovisão e oferece uma análise original do papel que esse conceito tem desempenhado nas ciências naturais e sociais. 

Finalmente, Naugle dá a fundamentação bíblica e teológica do conceito, explorando as maneiras únicas em que a cosmovisão tem sido usada nas tradições evangélica, ortodoxa e católica. Esta apresentação clara do conceito de cosmovisão será valiosa para uma grande variedade de leitores."

“Conceiving of Christianity as a "worldview" has been one of the most significant events in the church in the last 150 years. In this new book David Naugle provides the best discussion yet of the history and contemporary use of worldview as a totalizing approach to faith and life.
This informative volume first locates the origin of worldview in the writings of Immanuel Kant and surveys the rapid proliferation of its use throughout the English-speaking world. Naugle then provides the first study ever undertaken of the insights of major Western philosophers on the subject of worldview and offers an original examination of the role this concept has played in the natural and social sciences. Finally, Naugle gives the concept biblical and theological grounding, exploring the unique ways that worldview has been used in the Evangelical, Orthodox, and Catholic traditions.
This clear presentation of the concept of worldview will be valuable to a wide range of readers.”
______.
NAUGLE, David K. Cosmovisão: história de um conceito. Brasília, DF: Monergismo, 2017.

______. Worldview: the history of a concept. Michigan (USA): Wm. B. Eerdmans Publishing, 2002.




sábado, 28 de setembro de 2019

SCRUTON: CONFRONTANDO VISÕES CONTEMPORÂNEAS "SOBRE NATUREZA HUMANA"



“Scruton argumenta que os seres humanos não podem ser entendidos simplesmente como objetos biológicos."

 

"In this short book, acclaimed writer and philosopher Roger Scruton presents an original and radical defense of human uniqueness. Confronting the views of evolutionary psychologists, utilitarian moralists, and philosophical materialists such as Richard Dawkins and Daniel Dennett, Scruton argues that human beings cannot be understood simply as biological objects. We are not only human animals; we are also persons, in essential relation with other persons, and bound to them by obligations and rights. Scruton develops and defends his account of human nature by ranging widely across intellectual history, from Plato and Averroës to Darwin and Wittgenstein. The book begins with Kant’s suggestion that we are distinguished by our ability to say “I”―by our sense of ourselves as the centers of self-conscious reflection. This fact is manifested in our emotions, interests, and relations. It is the foundation of the moral sense, as well as of the aesthetic and religious conceptions through which we shape the human world and endow it with meaning. And it lies outside the scope of modern materialist philosophy, even though it is a natural and not a supernatural fact. Ultimately, Scruton offers a new way of understanding how self-consciousness affects the question of how we should live. The result is a rich view of human nature that challenges some of today’s most fashionable ideas about our species.”

...

“Neste livro, Roger Scruton lança um olhar original sobre a natureza humana, sem deixar de ter em conta os mais sólidos resultados científicos — da biologia à ciência cognitiva e da psicologia à etologia — mas também o legado das artes e da cultura em geral. E consegue fazê-lo com elegância e concisão, sem tecnicismos nem referências gratuitas.

Ao defender que o ser humano não é apenas um animal racional, Scruton procura, de forma corajosa mas tranquila, mostrar como se pode fazer uma leitura do que as ciências têm para nos contar muito diferente da que tem sido habitual. Nesse sentido, Scruton rejeita não só as perspectivas de muitos psicólogos evolucionistas, mas também as concepções morais utilitaristas e sobretudo as abordagens materialistas da natureza humana — como as de Daniel Dennett e Richard Dawkins —, argumentando que não encontraremos a verdadeira natureza humana em animais racionais despojados dos elos essenciais que, além da biologia e da racionalidade, nos definem como seres que partilham um mesmo universo de valor. De acordo com Scruton, é neste universo de fidelidades, obrigações, direitos e relações que se descobre o eu que cada um de nós é e se revela a nossa natureza singular: a de sermos pessoas. Isto, sustenta Scruton, é algo que nenhuma categoria biológica permite compreender.

É no contexto dessa concepção da natureza humana decididamente personalista que Scruton nos fala do significado humano do riso, da sexualidade, do prazer, da culpa ou da moral, transferindo para quem o lê uma enorme bagagem literária e cultural que, mesmo quando defende pontos de vista não coincidentes com os do leitor, não deixa de ser intelectualmente gratificante.

Este é um livro que, apesar da relevância e centralidade do tema, não exige qualquer iniciação filosófica prévia, pelo que certamente interessa a qualquer pessoa culta e com os mais diversos interesses pessoais e profissionais.

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SCRUTON, Roger. Sobre a natureza humana. Lisboa: Gradiva, 2017.

E, atualizando, em 07 de maio de 2020, saiu, recentemente, uma edição "Kindle", anotada abaixo:

______. Sobre a natureza humana. Rio de Janeiro, RJ: Record, 2020.

______. A alma do mundo. Rio de Janeiro, RJ: Editora Record, 2017.

______. Kant: a very short introduction. New York: Oxford University Press, 2001.

 


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

DESAFIO PARA O DIA 30 DE OUTUBRO: REFLEXÕES SOBRE "WELTANSCHAUUNG"



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"O confronto de Edith Stein com o primeiro Heidegger."

(Esboço)

Desde a fenomenologia de Husserl, tentar entender o papel do pensamento medieval na "filosofia madura" de Edith Stein, que ela chamava "filosofia do ser". Daí, uma questão: se haveria uma reaproximação entre fenomenologia e metafísica? 
Partindo de Edmund Husserl, passando por formas medievais do pensamento, o seminário concentra-se na obra de Edith Stein, suas leituras de autores medievais, dos quais focaremos em Tomás de Aquino: um desafio! 

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STEIN, Edith. A fenomenologia e seu significado de visão mundo. In: Textos.

O confronto de E. Stein com o primeiro Heidegger. In: Diálogos
Apêndice sobre Heidegger na obra ‘Ser finito e ser eterno’ de E. Stein.

PS: Aproveitando para reler os textos para melhor compreensão do tema: 

“A PAULUS Editora publicou o segundo volume da coleção Obras de Edith Stein em língua portuguesa. A nova obra intitulada Edith Stein: Textos sobre Husserl e Tomás de Aquino, traz uma coletânea de textos em que a filosofa apresenta o pensamento Edmund Husserl e faz uma análise por meio de comparação para saber as semelhanças e diferenças com o pensamento de Tomás de Aquino.

Ao longo do livro, o leitor irá acompanhar a evolução de Edith Stein em sua própria compreensão da fenomenologia e em sua articulação com a ontologia e a metafísica, resultando em uma filosofia do ser. Os textos contidos nesta obra são datados das primeiras décadas do século XX, onde a filosofa começa a desenvolver sua interpretação da fenomenologia.

Edith Stein considerava perfeitamente possível conectar os séculos XIII e XX, unindo ideias de Tomás de Aquino e Husserl, além de outros filósofos como Scheler e Heidegger. Em suas interpretações iniciais do método fenomenológico, o leitor encontrará as hesitações a respeito do idealismo husserliano, ao passo que, nos registros de suas contribuições durante a Jornada de Estudos Tomistas, de 1932, observa-se sua posição madura, esclarecedora não apenas de suas divergências com alguns tomistas, mas também sua leitura da fenomenologia, e mesmo a solução do que antes constituía para ela uma série de impasses ligados ao idealismo transcendental.

Edith Stein nasceu em Breslávia (atual Polônia), em 12 de outubro de 1891, nas comemorações do Yom Kippur. Em 1911, iniciou os estudos de psicologia e germanística na Universidade de Breslávia. Decepcionada, porém, com o que já considerava uma falta de fundamentação nas ciências humanas, mudou-se em 1913 para Gotinga, a fim de estudar fenomenologia com Edmund Husserl. Em 1916, seguiu Husserl a Friburgo, onde defendeu a tese O problema da empatia. Converteu-se ao cristianismo em 1917. Por não ter conseguido um posto na universidade pública (em função de ser mulher), lecionou em diferentes instituições privadas, como o Instituto de Pedagogia Científica de Münster. Entrou para o Carmelo de Colônia em 1933, recebendo o nome de Teresa Benedita da Cruz. Foi capturada pela Gestapo em 1942, sendo morta por asfixia em Auschwitz no mesmo ano. É autora da filosofia do ser.”
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Textos:

ALFIERI, F. Pessoa humana e singularidade em Edith Stein. Perspectiva, 2014.

HUSSERL, Edmund, 1859-1938 Meditações cartesianos e Conferências de Paris: de acordo com o texto de Husserliana. Edmund Husserl; editado por Stephan Strasser; tradução Pedro M. S. Alves. - 1. ed. - Rio de Janeiro: Forense universitária, 2013.

MELEAU-PONTY, Maurice. Merleau Ponty na Sorbonne: resumo de cursos Filosofia e Linguagem. Campinas, SP: Editora Papirus, 1990.

­­­______. Merleau Ponty na Sorbonne: resumo de cursos de psicossociologia e filosofia. Campinas, SP: Editora Papirus, 1990.

SAVIAN FILHO, J. Fé e Razão: uma questão atual? Loyola, 2005 – Savian
Revista Teologia em Questão – Vol. 30 – TQ 

SAVIAN e MAHFOUD. Diálogos com Edith Stein. Paulus, 2005 – (Diálogos)

STEIN, Edith. Textos sobre Husserl e Tomás de Aquino. São Paulo: Paulus, 2019.

STEIN. Edith. Ser finito y ser eterno: ensayo de una ascension al sentido del ser. Fondo De Cultura Economica USA, 2004.


TEMPO DE ESTUDOS. LEITURA DE "AMOR AO BELO E AO BEM: ESTUDOS SOBRE O BANQUETE E A REPÚBLICA DE PLATÃO" (II)

 Amor ao belo e ao bem: estudos sobre o Banquete e a República de Platão “ O Amor é o anseio de imortalidade. ” ( Platão - Banquete   Termin...