domingo, 8 de janeiro de 2023

LEITURAS DE DOMINGO: "SOBRE A FORMA DA FILOSOFIA E SOBRE O EU"

 

Leituras de domingo:


Schelling antecipou muita coisa que alguns acreditam ter descoberto...

...

1. Sobre a forma da filosofia e sobre o eu.

"A natureza foi sabiamente cuidadosa com os olhos humanos ao dispor para que eles alcancem o dia pleno somente depois de passar pelo crepúsculo. Não espanta que nas regiões mais baixas reste ainda um pequeno nevoeiro enquanto as montanhas já brilham sob o sol. Mas o sol não pode faltar quando é chegada a aurora. Fazer surgir esse dia mais belo da ciência está reservado a poucos ― talvez a um único ―, mas que seja permitido ao indivíduo que pressente a chegada do novo dia alegrar-se previamente com ele. Friedrich Schelling, 1795 Sobre a possibilidade de uma forma da filosofia em geral (1794) e Sobre o eu como princípio da filosofia ou sobre o incondicionado no saber humano (1795), os dois textos traduzidos neste volume, são as credenciais com que se apresenta ao mundo filosófico alemão o jovem Friedrich Wilhelm Joseph Schelling. Então ainda estudante de teologia no Seminário em Tübingen. A Alemanha vivia uma verdadeira febre filosófica: não fazia muito tempo que Friedrich Heinrich Jacobi provocara celeuma com a publicação de suas Cartas ao senhor Moses Mendelssohn sobre a doutrina de Espinosa (1785) e que Kant dera a lume suas três obras principais (Crítica da razão pura, cuja segunda edição é de 1787, Crítica da razão prática, em 1788, e Crítica do juízo, em 1790). Figuras importantes como Salomon Maimon, Schulze e Reinhold davam também sua contribuição para a discussão sobre a viabilidade da filosofia kantiana. Em 1794, Fichte publica duas obras destinadas a levar a perspectiva transcendental a uma radicalidade inimaginada pelo próprio Kant: Sobre o conceito da doutrina-da-ciência ou da assim chamada filosofia e Fundação de toda a doutrina-da-ciência. Os dois escritos de Schelling mostram o quão sintonizado ele estava com todas essas discussões: o principal problema da filosofia kantiana é a ausência de um princípio que unifique todo o saber, o que abriu flanco às objeções céticas sobre sua sustentabilidade e às tentativas de restabelecê-la sobre novos fundamentos, propostas por Reinhold e Fichte. A discussão sobre onde se encontra o princípio filosófico que está na base de todas as ciências é complexa, visto que um dos resultados mais importantes da própria crítica kantiana está em mostrar que este princípio já não pode ser uma proposição ou tese fundamental da qual decorram todas as outras proposições, como acontecia na metafísica dogmática. É preciso, portanto, discutir a fundo o que é a forma da filosofia, capaz de expor o princípio do saber humano. Essa forma está ligada ao deslocamento da filosofia teórica à filosofia prática ou à tentativa de expor o Absoluto não mais como algo do qual se parte, mas como algo que deve ser conquistado pela ação livre de cada sujeito. Essas duas questões ― como a filosofia pode ser exposta e o significado da liberdade humana ― permanecerão no horizonte do pensamento schellingiano, recebendo inflexões diferentes em seu longevo percurso. Mas nesses dois textos de juventude elas já são tratadas com frescor e vigor. Márcio Suzuki"

2. The Dark Ground of Spirit.

“O livro, S. J. McGrath não apenas torna as ideias de Schelling acessíveis ao público em geral, como também revela o papel seminal do filósofo romântico como criador de um conceito que moldou e definiu a psicologia do final do século XIX e início do século XX: o conceito de inconsciente.

McGrath mostra como o inconsciente funcionava originalmente na filosofia de Schelling como uma ponte entre a natureza e o espírito. Antes de Freud revisar o conceito para adequá-lo à sua psicopatologia, o inconsciente era entendido em grande parte segundo as linhas de Schelling, principalmente como uma fonte de poder criativo. O esforço de toda a vida de Schelling para entender formas intuitivas e não reflexivas de inteligência na natureza, na humanidade e no divino foi revitalizado por junguianos, bem como por psicólogos arquetípicos e transpessoais. Com o novo interesse pelo inconsciente hoje, as ideias de Schelling nunca foram tão relevantes.

The Dark Ground of Spirit será, portanto, leitura essencial para aqueles envolvidos em psicanálise, psicologia analítica e filosofia, bem como qualquer pessoa interessada na história das ideias."

______.

FFYTCHE, Matt. The foundation of the unconscious: Schelling, Freud and the birth of the modern psyche. Cambridge University Press, 2011.

______. As origens do inconsciente: o nascimento da psique moderna. Cultrix; 1. ed., 2014.

McGRATH, S. J. The dark ground of spirit: Schelling and the unconscious.  Routledge; Illustrated edição, 2012.

SCHELLING, F. W. J. Investigações Filosóficas sobre a essência da liberdade humana: e os assuntos com ela relacionados. Edições 70, 2018.

______. Sobre a forma da filosofia e sobre o eu. São Paulo: Iluminuras, 2021


BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BORCH-JACOBSEN, Mikkel; SHAMDASANI, Sonu. The Freud files: an inquiry into the history of psychoanalysis. Cambridge University Press, 2012.

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______. Psicogênese das doenças mentais. 6.ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 3)

______. Freud e a psicanálise. 6. ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2011. (Obras completas, Vol. 4)

______. Presente e futuro. 6. ed. Petrópolis/RJ: Editora Vozes,2011. (Obras completas, Vol. 10/1)

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_________. Lições de Ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Feldhaus. São Paulo: Unesp, 2018.

_________. Lições sobre a Doutrina Filosófica da Religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/ São Francisco, 2019.

_________. Lições de Metafísica. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis: Vozes/São Francisco, 2021.

______. Crítica da razão prática. Tradução Valerio Rohden. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2002a. (pp. 255-256).

______. Histoire Générale de la Nature et Théorie du ciel. Trad. Pierre Kerszberg, Anne-Marie Roviello e Jean Seidengart. Vrin 1984.

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______. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

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______. Anthropology from a pragmatic point of view. Carbondale, III: Southern Illinois University Press. 1996. eBook., Base de dados: eBook Collection (EBSCOhost).

______. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Trad. Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. (Q. 400-412: “O sono e os sonhos”).

 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

A "MENTE" E O "MISTÉRIO DA CONSCIÊNCIA": MAIS UMA REFLEXÃO EM OUTRAS PERSPECTIVAS (II)

Estudando a obra de Immanuel Kant, mas, como sempre faço, à cada livro que leio ou releio, registro aqui. Isso para que fiquem armazenados os conteúdos aos quais sempre retorno, e que sempre me convidam aos estudos mais detalhados. 

Nesse caso, livro de fundamental importância: “Princípios de neurociências” (KANDELL, 2014), terminada a leitura de um dos capítulos e por me dedicar a contemplar nesta página uma ampla variedade de autores e obras, mantendo sempre um eixo temático que a mim são particularmente interessantes e que me auxiliam desde a primeira leitura, na compreensão de um determinado assunto, procuro avançar sob vários ângulos de abordagens. Os temas, sempre são de muita relevância para mim, e por terem sido ou debatidos e amplamente divulgados, acompanho as discussões e publicações a que consigo ter acesso. Tomando como ponto de partida a Filosofia, avanço por esse campo bastante diversificado da ciência.     

______.

AGOSTINHO de HIPONA (354 - 430). "Confissões". Livro X, XII e XVIII

ARAUJO, S. F. O projeto de uma psicologia científica em Wilhelm Wundt: uma nova interpretação. Juiz de Fora: EDUFJF, 2010.

______. PEREIRA, Thiago Constâncio Ribeiro, STURM, Thomas (Eds.). The force of an idea: new essays on Christian Wolff's psychology. Springer, 2021)

______. O lugar de Christian Wolff na história da psicologia. Universitas Psychologica, 11(3), 1013-1024, 2012.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

BEAR, Mark F; CONNORS, Barry W; PARADISO, Michael A. Neurociências: desvendando o sistema nervoso. 4. Ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2017.

BERGSON, Henri, 1859-1941. Matéria e memória: ensaio sobre a relação do corpo com o espírito. Trad. Paulo Neves. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. (Coleção tópicos)

______. Evolução criadora. São Paulo: Editora Unesp, 2010.

______. Ensaio sobre os dados imediatos da consciência. São Paulo: Edipro, 2020.

BUCHENAU, Stefanie (1969- ) Entre medicina e filosofia: Sulzer; Herder; Kant; Maimon. — São Paulo: Editora Clandestina, 2019. 178 p.

CALEGARO, Marco. O novo inconsciente: como a terapia cognitiva e as neurociências revolucionaram o modelo do processamento mental. Porto Alegre, RS: Artmed, 2011.

CHALMERS, David. Philosophy of mind: classical and contemporary readings. Oxford: OUP, 2002.

______. The councious mind: the conscious mind in search of a fundamental theory. Oxford: OUP, 1997. (432p.)

CHARLES, David. The undivided self. Aristotle and the ‘Mind-Body’ Problem, Oxford University Press, 2021

COELHO, Humberto Schubert. Genealogia do Espírito. Brasília, DF: 2012.

______. Filosofia perene: o modo espiritualista de pensar. São Paulo: Ed. Didier, 2014.

CURD, Martin J; COVER, J. A. Philosophy of Science: the central issues. New York, NY: W W. Norton & Company, 1998

DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 3. ed. – Porto Alegre, RS: Artmed, 2019.

______. Religião, psicopatologia e saúde mental. Porto Alegre, RS: Artmed, 2008.

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_______. Descartes: oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

______. O mundo (ou Tratado da luz) e O Homem. Apêndices, tradução e notas: César Augusto Battisti, Marisa Carneiro de Oliveira Franco Donatelli. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2009.

DICTIONNAIRE Philosophique - édition Garnier Frères (1878). Disponível em: https://fr.wikisource.org/wiki/Wikisource:Index_des_auteurs.

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LE BON, Gustave. The crowd: a study of the popular mind. An unabridged republication of a standard English translation of the work originally published in 1895 in France as La psychologie des foules. Nova York: Dover Publications, Inc., 2001.

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MASSI, C. D. Espírito e matéria: diálogos filosóficos sobre as causas primeiras. Curitiba: Kardec Books, 2020.

McGINN, Collin. Inborn knowledge: the mystery within. Cambridge, Massachussets: MIT Press, 2016.

MOREIRA-ALMEIDA, Alexander; SANTANA, Franklin Sanatan (Editor). Exploring Frontiers of the Mind-Brain Relationship. Springer 2012.

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POPPER, K. (1993). Lógica da pesquisa científica. São Paulo: Edusp.

______. O conhecimento e o problema mente-corpo. Lisboa: Edições 70, 2009.

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______. O conhecimento objetivo. Belo Horizonte, MG: Itatiaia, 1999.

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______. Conjecturas e refutações. Trad. Bath S. Brasília: UB, 1972.

PROUST, Marcel. Em busca do tempo perdido. 4.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, RJ, 2017. 3 vols.

SHAMDASANI, Sonu. Jung e a construção da psicologia moderna: o sonho de uma ciência. Aparecida, SP: Editora Idéias & Letras, 2011.

TEIXEIRA, Lívio. Ensaio sobre a moral de Descartes. 1955. 222p. Tese (Cátedra) – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras. São Paulo, 1955.

VUILLEMIN, Jules. Mathématiques et métaphisyque chez Descartes. Paris: PUF, 1960.

XAVIER, Leiserée Adriene Fritsch.  Kant a Freud: o imperativo categórico e o superego. José Ernani de Carvalho Pacheco (editor). Curitiba, PR:  Editora Juruá, 2009. 

WOLFF, F. Nossa humanidade: de Aristóteles às neurociências. Trad. Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Editora Unesp, 2012.

WOLLF, C. Psychologia empirica. In: J. École (Hrsg.), Christian Wolff’s Gesammelte Werke, II. Abteilung [Christian Wolff‘s Collected Works, Section II] (Band 5). Hildesheim: Olms (Erstausgabe 1732), 1964.

WOLFF, C. Psychologia rationalis. In: J. École (Hg.), Christian Wolff’s Gesammelte Werke, II. Abteilung. [Christian Wolff‘s Collected Works, Section II] (Band 6). Hildesheim: Olms (Erstausgabe 1734), 1966.

WOLFF, C. Prolegomena to empirical and rational psychology. In: R. Richards (Ed.), Christian Wolff’s prolegomena to empirical and rational psychology: Translation and commentary. Proceedings of the American Philosophical Society, 124, 227-239, 1980.

WOLFF, C. Vernünftige Gedanken von Gott, der Welt und der Seele des Menschen, auch allen dingen überhauptIn: C. Corr (Hg.), Christian Wolff’s Gesammelte. Werke, I. Abteilung [Christian Wolff‘s Collected Works, Section I] (Band 2). Hildesheim: Olms (Erstausgabe 1720). Wolff, C. (2006). Einleitende Abhandlung über Philosophie im allgemeinen [Introductory essay on philosophy in general] (G. Gawlick und L. Kreimendahl, Übers. und Hgg.). Stuttgart/Bad Cannstatt: FrommannHolzboog (Erstausgabe 1728), 1983.

WOLLF, Christian, 1679-1754. Psicologia empírica: prefácio e prolegômenos. Tradução de Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Clandestina, 2018. 

 


 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

REFLEXÃO MATINAL CLI: SAÚDE E DOENÇA AO LONGO DA HISTÓRIA (II)

Acabou de ser lançado!!!

Futura leitura...

Justin Begley and Benjamin Goldberg, "The medical world of Margaret Cavendish. a critical edition". Palgrave Studies in Medieval and Early Modern Medicine (PSMEMM). Springer Nature 2023.

"Margaret Lucas Cavendish, (Colchester, 1623 - Welbeck, 1673) - aristocrata, filósofa, poeta, cientista, romancista e dramaturga britânica do século XVII."

Link para a obra: https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-030-92927-5

“Este livro é a primeira transcrição e um extenso comentário sobre uma compilação de manuscritos fascinantes, mas quase inteiramente negligenciada, de receitas e cartas médicas, mantida na Universidade de Nottingham. Coletado pelo Marquês e Marquesa de Newcastle, William e Margaret Cavendish, durante as décadas de 1640 e 1650, este manuscrito apresenta cartas de conselhos, receitas e diversas reflexões filosóficas e médicas de alguns dos mais formidáveis ​​e influentes médicos, filósofos e estudiosos da corte. do início do século XVII. Estes incluem o “médico da Europa” Theodore de Mayerne, o aventureiro e cortesão Kenelm Digby, e a filósofa natural, poetisa e dramaturga Margaret Cavendish. Embora a transcrição e as anotações que o acompanham permitam que uma gama diversificada de leitores aprecie o manuscrito pela primeira vez, a introdução situa os hábitos de coleta de receitas dos Cavendish, preocupações médicas, visões filosóficas naturais e políticas dentro de seus contextos sociais, culturais e filosóficos. , e extrai algumas das implicações mais significativas deste importante documento.”

...

This book is the first transcription and extensive commentary on a fascinating but almost entirely overlooked manuscript compilation of medical recipes and letters, which is held in the University of Nottingham. Collected by the Marquess and Marchioness of Newcastle, William and Margaret Cavendish, during the 1640s and 1650s, this manuscript features letters of advice, recipes, and sundry philosophical and medical reflections by some of the most formidable and influential physicians, philosophers, and courtly scholars of the early seventeenth century. These include “Europe’s physician” Theodore de Mayerne, the adventurer and courtier Kenelm Digby, and the natural philosopher, poet, and playwright Margaret Cavendish. While the transcription and accompanying annotations will allow a diverse array of readers to appreciate the manuscript for the first time, the introduction situates the Cavendishes’ recipe collecting habits, medical preoccupations, natural philosophical views, and politics within their social, cultural, and philosophical contexts, and draws out some of the most significant implications of this important document.”

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Sobre os autores:

Justin Begley is a Humboldt Fellow at the Ludwig-Maximilians-Universität München who focuses on early modern literature and intellectual history, and particularly the histories of science, medicine, and the book. Along with publishing on Cavendish, Begley has also written on major figures including Nehemiah Grew, Pierre Gassendi, Thomas Tryon, and Kenelm Digby.

Benjamin Goldberg is a Associate Professor of Instruction at the University of South Florida in Tampa, Florida. He is a historian and philosopher of science whose work focuses on the intersection of natural philosophy and medicine in late Renaissance and early modern Europe. His work ranges from studies of medical recipe collections to explorations of the history of anatomical method in William Harvey and Descartes to the idea of seeds in Jean Fernel.

______.

BEGLEY, Justin; GOLDBERG, Benjamin. "The Medical World of Margaret Cavendish. a critical edition". Palgrave Studies in Medieval and Early Modern Medicine (PSMEMM) Springer Nature 2023.

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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

GADAMER, Hans-Georg. O mistério da saúde: o cuidado da saúde e a arte da medicina. Lisboa: Edições 70, 1993. 165p.

______. O caráter oculto da saúde. Petrópolis, RJ: Ed. Vozes, 2006.

______. Über die Verborgenheit der Gesundheit. (O mistério da saúde). In: Erfahrungsheikunde, Acta medica empirica: Zeitschrift für sie ärztliche Praxis, vol. 40, nº 11, 1991, 804-808.

______. O caráter oculto da saúde. Petrópolis: Editora Vozes; 2006. In: FRAGELLI, Thaís Branquinho Oliveira. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 23(10):2517-2522, out, 2007.

GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

______. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W . Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

______. Sobre as escolas de medicina para os iniciantes. Trad. BRITO, Rodrigo Pinto de; MATSUI, Sussumo. São Paulo: Editora Unesp, 2022.

HARRISON, Peter. The Territories of Science and Religion. University of Chicago Press, 2015.

______. (Org.) Ciência e religião. São Paulo: Ideias e Letras, 2014.

LE GOFF, Jacques. As doenças têm história. Editions du Seuil, 1985.

LINDBERG, David C; NUMBERS, Ronald. When Science and Christianity Meet. University of Chicago Press; Edição: Reprint 1, 2008.

NUMBERS, Ronald L. Galileo goes to jail: and other myths about science and religion. Harvard University Press, 2009

PINSENT, Andrew. Link: https://www.youtube.com/watch?v=-39OweTCOLo&feature=c4-overview&list=UUBFbFwJHAdu6PAitK1_3gTw

STARK, Rodney. Bearing false witness: debuking centuries of anti-catholic history. Templeton Press, 2016.

______. Why God?: explaining religious phenomena. Templeton Press, 2017.

______. For the glory of God: how monotheism led to refomations, science, witch-hunts and the end of slavery. New Jersey: Princeton University Press, 2003.

TORREY, E. Fuller; MILLER, Judy. Invisible plague: the rise of mental illness from 1750 to the presente. Rutgers University Press, 2007.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

REFLEXÃO VESPERTINA CL: SAÚDE E DOENÇA AO LONGO DA HISTÓRIA

Ainda na linha das recomendações de Ítalo Calvino, em seu “Porque ler os clássicos”, foi essa a releitura da manhã, hoje! Um opúsculo excelente! E, nos últimos dias li alguns deles, prosseguindo a pesquisa principal, claro, mas recorrendo a essas obras de conteúdos profundos, que o interesse perturbado dos dias atuais, as torna tão pouco buscadas. Muito bons textos. Brevíssimos em quantidade, profundos em qualidade e reflexão filosófica.

Esse, por exemplo, uma coletânea de Aforismos atribuídos a Hipócrates, aliás, de quem vou ler mais coisas, principalmente pela sua aproximação com o EstoicismoAproveitando o período de recesso, nos intervalos da pesquisa, para reler os clássicos. Já é prática vigente, reler nestes intervalos a obra de Machado de Assis, de Tchekov e DostoyévskiKafka, Frankl; Jung, May.

A estes, sempre acrescento mais leitura e correção das "más paixões", tenho adicionado, estes clássicos mais especificamente ligados ao Estoicismoprincipalmente. Além, é claro, pensando nas obras de TCC e da minha antiga Weltanschauung.

Nesse tema são grandes tanto Hipócrates quanto Galeno...

Aforismo, que etimologicamente significa “delimitação”, “demarcação”, é um dito breve, sentencioso e de caráter geral; designa aqui o conjunto de máximas, axiomas ou simplesmente ditos atribuídos a Hipócrates – o “pai da medicina” – pela tradição médica e filológica. Hipócrates é autor de inúmeras obras, mas foram os Aforismos que lhe garantiram notoriedade por mais de dois milênios. Desde a Antiguidade, encontram-se inúmeros comentários de filósofos e médicos que não apenas ressaltam a importância desta obra como breviário para questões de saúde, mas que ampliam seu leque de interesse. Há que ressaltar, porém, não apenas a importância histórica dos Aforismos, mas também o que deles se pode extrair de método, que em seu devido contexto esclarece o que embasa a prática médica de nossos dias.”

Para longe do discurso-falatório. Do palavreado ácido e nocivo hodierno hoje acrescento às futuras leituras, esse livro de Galeno: “Sobre as escolas de medicina para os iniciantes”

Sobre a obra:

As contribuições de Cláudio Galeno para os fundamentos epistemológicos, físicos e éticos da prática médica e suas relações com as principais tendências filosóficas de sua época influenciaram toda a ciência médica que veio em seguida. Escrito originalmente para iniciantes no ofício, o texto que o leitor tem em mãos oferece uma notável introdução aos princípios fundamentais das escolas de medicina daquele momento, contribuindo também para a compreensão do estatuto epistemológico e ético das artes e ciências do período helenístico.

(Só os Grifos e Destaques são meus)

Sigamos estudando...

______.

GADAMER, Hans-Georg. O mistério da saúde: o cuidado da saúde e a arte da medicina. Lisboa: Edições 70, 1993. 165p.

______. Über die Verborgenheit der Gesundheit. (O mistério da saúde). In: Erfahrungsheikunde, Acta medica empirica: Zeitschrift für sie ärztliche Praxis, vol. 40, nº 11, 1991, 804-808.

______. O caráter oculto da saúde. Petrópolis: Editora Vozes; 2006. In: FRAGELLI, Thaís Branquinho Oliveira. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 23(10):2517-2522, out, 2007.

GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

______. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W . Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

______. Cláudio. Sobre as escolas de medicina para os iniciantes. Trad. BRITO, Rodrigo Pinto de; MATSUI, Sussumo. São Paulo: Editora Unesp, 2022.

HARRISON, Peter. The Territories of Science and Religion. University of Chicago Press, 2015.

______. (Org.) Ciência e religião. São Paulo: Ideias e Letras, 2014.

LE GOFF, Jacques. As doenças têm história. Editions du Seuil, 1985.

LINDBERG, David C; NUMBERS, Ronald. When Science and Christianity Meet. University of Chicago Press; Edição: Reprint 1, 2008.

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PINSENT, Andrew. Link: https://www.youtube.com/watch?v=-39OweTCOLo&feature=c4-overview&list=UUBFbFwJHAdu6PAitK1_3gTw

STARK, Rodney. Bearing false witness: debuking centuries of anti-catholic history. Templeton Press, 2016.

______. Why God?: explaining religious phenomena. Templeton Press, 2017.

______. For the glory of God: how monotheism led to refomations, science, witch-hunts and the end of slavery. New Jersey: Princeton University Press, 2003.

TORREY, E. Fuller; MILLER, Judy. Invisible plague: the rise of mental illness from 1750 to the presente. Rutgers University Press, 2007.

 III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA – MEMÓRIA E FINITUDE - UFMG

Ao mesmo tempo em que estou relendo bastante sobre o tema "Finitude" em filosofia, soube da realização desse Seminário sobre ...