
Blog criado para breves reflexões sobre: Filosofia, Metafísica; Ética, Bioética (Relações entre ciência, tecnologia e impactos éticos), Deontologia (Kant). Filosofia clássica alemã: herança kantiana. Ciência x Religião. Espiritualidade e saúde. “Problema mente-corpo" (Frontiers of the mind-brain). Memória. Subjetividade. História e Filosofia da Psicologia e da Biologia. Ênfase no estudo das obras de Immanuel Kant, Hegel, Epicteto, Kierkegaard, Schleiermacher, Jaspers; Habermas.
quinta-feira, 26 de abril de 2018
SCHLEIERMACHER SOBRE PLATÃO

quarta-feira, 25 de abril de 2018
1º SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA DAS DOENÇAS E DAS ARTES DE CURAR
Data: 28 e 29 de junho de 2018 das 14:00 às 18:00 hs.
Local: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP.
Endereço: Av. Dr. Arnaldo, 455 - Cerqueira César, São Paulo
Contato: organizacaosnhdac@gmail.co
Inscrições para apresentação de trabalho a partir do dia 01/05/2018 e para participação como ouvinte a partir do dia 01/06/2018 em link que será em breve disponibilizado.
Simpósios temáticos:
1- Artes de Curar no Brasil: terapêuticas e práticas populares
2- Epidemias e endemias: ações médico-sanitárias e políticas públicas
3- Instituições médicas e de saúde pública: organização corporativa e ações sobre o território
4- Circularidades e diálogos internacionais: debates científicos e trocas acadêmicas"
O EVENTO:
https://www.facebook.com/events/232677840644546/"
sexta-feira, 20 de abril de 2018
SOBRE "COMO" ENSINAR: UMA REFLEXÃO
Próxima leitura
segunda-feira, 16 de abril de 2018
O PROBLEMA MENTE-CÉREBRO E SUA RELEVÂNCIA PARA A PSICOLOGIA

As pré-inscrições podem ser realizadas até o dia 22/04 através do link:
https://goo.gl/NEfRiw."
domingo, 15 de abril de 2018
UMA REFLEXÃO SOBREAS FRAGILIDADES E O "BEM HUMANO"
Sua autora Martha C. Nussbaum, estudiosa reconhecida internacionalmente como especialista em temas sobre Aristóteles; Professora emérita de Direito e Ética da Universidade de Chicago.
Aqui, "examina respostas gregas para os desafios éticos de se construir uma boa vida por meio de boas escolhas, diante de ameaças do destino que ultrapassam nossa capacidade de controle e provocam crises angustiantes. Os impasses da tragédia grega, apontam, levam a dilemas em que os imperativos da práxis se impõem e exigem o cumprimento de deveres éticos na esfera pública, com o que o leitor/espectador encontra um amparo para compreender as difíceis escolhas que a vida impõe, e a eventual falta de soluções positivas."
Uma excelente reflexão sobre a bondade entendida como "Bem humano; eudaimonia".
sexta-feira, 13 de abril de 2018
DA AUFKLÄRUNG AO ROMANTISMO
Segundo os coordenadores, "trata-se, com efeito, de um momento particularmente rico e crítitico da cultura alemã setecentista, marcada pelo esgotamento da 'Aufklärung' e pela eclosão do Romantismo"
domingo, 8 de abril de 2018
HANS GEORG GADAMER: O MISTÉRIO DA SAÚDE
Gadamer, em certa medida, deu roupagens novas a alguns pressupostos: a natureza e o objeto da hermenêutica. Influenciado também, pelo diálogo socrático-platônico, pelas ideias aristotélicas sobre o conceito de phrônesis e por Martin Heidegger, em "Ser e Tempo" e "A questão da técnica" , preservando aspectos do conceito de “historicidade” hegeliano e de “mundo da vida” de Edmund Husserl.
Para ele, a hermenêutica não pode ser entendida somente como método ou técnica para interpretar ou compreender textos; deve ser tomada como postura existencial frente às nuances da vida; diante da ocorrências dos acontecimentos.
Com a sua hermenêutica filosófica, Gadamer tratou de analisar antigos temas da história da filosofia.
E, aqui, especificamente, como o meu interesse por alguns desses temas vem crescendo, decidi visitar a obra gadameriana que traz reflexões sobre a ciência, a técnica e decorrências dessa relação - um pouco do que andei pensando durante o mestrado. Percebi que Gadamer, assim como outros autores que tenho me dedicado à leitura, sempre esteve às voltas com uma certa crítica ao “cientificismo”; às vezes, aparecendo nos seus textos, um autor "anticientífico", defendendo a alta relevância das “humanidades” sobre o “tecnicismo reducionista”.
Aqui, portanto, com este seu livro “O mistério da saúde: o cuidado da saúde e a arte da medicina”, Gadamer reuniu alguns dos artigos e conferências que realizou em “ocasiões especiais”, como diz no início do prefácio, durante 25 anos de sua produção, entre 1965 e 1990, sobre o cuidado com a saúde em tempos de desenvolvimento da ciência e da técnica.
Em seu livro, Gadamer trata de compreender que a ciência, e a medicina enquanto área comprometida com a ciência, não são capazes de, sozinhas, resolverem todos os problemas humanos, trabalhando com a tese mais específica de que é a saúde, e não a doença, o grade foco a ser estudado e é nesse ponto onde reside, na verdade: o “mistério da saúde” que desenvolverá.
Perceptível que Gadamer mantem diálogo constante com pensadores como Platão, Aristóteles, alguns de seus contemporâneos e outros autores, ao longo dos capítulos do livro.
"O primeiro capítulo, “Teoria, técnica, prática” - (Stuttgart, 1972); (1993, p. 11-38), apresenta a principal questão que será desenvolvida ao longo do livro: a de que vivemos na era da ciência. Para mim, muito interessante esse tema, que me levou a pensar sobre, no mestrado, como apontei acima. E, a partir daí nota-se que Gadamer faz um percurso desde o que entendiam os gregos sobre teoria, técnica e prática e a maneira moderna com que se relaciona com a questão. Sempre presente a ideia de que é preciso trabalhar num nível de “totalidade”, num sentido de visão integral do homem. Toca, em certa medida, portanto, na questão do “naturalismo”, inclusive.
No segundo capítulo: “Apologia da arte de curar” - (Leipzig, 1965); (1993, p. 39-50), é apresentada uma importante tese que discute na obra: a de que a natureza tem o papel mais relevante sobre questões de saúde, caracterizado historicamente desde os antigos gregos, por uma compreensão da medicina como a área a se ocupar com o “equilíbrio natural”.
Em “Acerca o problema da inteligência” - (Wiesbaden, 1963 - publicado em 1964); (1993, p. 51-64), terceiro capítulo do livro, Gadamer, com a tese de que o ser humano deve ser pensado em sua totalidade, propõe discutir o conceito de “inteligência como desempenho”, como inteligência num âmbito mais integrado com o que pode entender por saúde da pessoa, destacando a importância da saúde mental, por exemplo.
Por sua vez, em “A experiência da morte” - (Heidelberg, 1983), (1993, p. 65-72), quarto capítulo, Gadamer aborda o tema da vida.
Para Gadamer, o modo como a modernidade tem tratado a questão sofreu uma transformação na medida em que cresceu a secularização causado pela racionalidade técnica amplamente presente do mundo. Tal avanço tecnológico e secularização gera, por um lado, o prolongamento artificial da vida; por outro lado, dado o limite do ser humano em relação à “morte” ganha proporções novas também, na medida em que a consciência da nossa “finitude” nos afeta com mais intensidade. Destaca a necessidade de equilíbrio entre a razão instrumental científica e os valores humanos. Mais à frente, pretendo retornar a esse tema, considerando outros referenciais.
Mais uma vez, o quinto capítulo, “Experiência e objetivização do corpo” - (publicado em 1986, s.l.); (1993, p. 73-84) , partindo dos gregos, Gadamer fala sobre a arte de curar dos gregos, destacando a unidade presente nessa entre corpo e alma. Mesmo a ciência, no estágio em que se encontra deve reconhecer tais limites por parte da ciência médica, que segundo Gadamer caracteriza por priorizar aspectos biológicos na abordagem do tema da saúde do ser humano.
E, “Entre natureza e arte” - (Heidelberg, 1987), (1993, p. 85-92), sexto capítulo, o destaque é para uma questão também fundamental sobre a saúde. Gadamer, novamente partindo das noções de “arte” entendida como techné; “o saber e o ser-capaz-de-fazer que sabe” e, discute a tarefa do médico alguém que contribui para o restabelecimento ao “estado natural” do doente.
A obra em seu sétimo capítulo: “Filosofia e medicina prática” (Berlim/Heidelberg, 1990); (1993, p. 93-100), apresenta um argumento de que: a prática médica no caso de teoria e técnica, não consistiria meramente em aplicar-se a lei e princípios específico, pois, no caso humano, cada situação é distinta de outra. E, recorre ao conceito de “medida” em Platão como algo que é “apropriado” ou adequado numa determinada situação única. Isso, leva Gadamer a ressaltar que a saúde não pode ser totalmente objetivada pela ciência médica. Aí reside o “o caráter oculto da saúde”, ora se não há como medi-la, o que deve priorizar é a busca por um estado de adequação interna das pessoas, entre alma e corpo, integralmente.
No nono capítulo: “Autoridade e liberdade crítica” (Zürich, 1983); (1993, p. 113-120), Gadamer fala sobre a autoridade da ciência, e propõe uma relação mais próxima entre autoridade e liberdade crítica, que consistiria em reconhecendo os limites próprios como ser humano. E, isso ele trata mais detalhadamente no próximo capítulo.
Como faz em toda obra, também no décimo capítulo: “Tratamento e diálogo” (Oettingen, 1989); (1993, p. 121-132), Gadamer recorre a um conceito filosófico bem conhecido e presente na obra de Platão: o de “diálogo” aplicando-o à saúde. Etimologicamente, segundo Gadamer, a palavra “tratamento” teria se originado de “apalpar”.
Gadamer, em relação ao diálogo dirá que em si mesmo, já se construiria como “tratamento” e, propõe uma associação entre diagnóstico, tratamento e o diálogo – no qual o paciente teria participação e colaboraria. A cura, destaca Gadamer, é o pleno poder da natureza, e não poder do médico.
O 11º capítulo, temos um tema que pretendo desenvolver melhor mais a frente: "Vida e alma"(Zürich, 1986); (1993, p. 133-142), ainda com os filósofos gregos analisa os conceitos de “vida” e “alma” em relação com as transformações modernas e contemporâneas.
O 12º capítulo: “A angústia e as ansiedades” (Conferência em Heidelberg, 1990); (1993, p. 143-152), tem como ponto de partida a obra de Martin Heidegger sobre a “angústia” que, no sentido heideggeriano é uma categoria existencial que possibilitaria o despertamento atravé das questões sobre o ser e o nada, deixando de ser mero desarranjo psicológico ou patologia psiquiátrica. Para Gadamer, a angústia e os medos constituiriam parte importante da “natureza humana" e, não são doenças. Um tema que pretendo desenvolver melhor mais a frente, também.
Chegando ao último capítulo, “Hermenêutica e psiquiatria” (San Francisco, 1989); (1993, p. 153-161), em que Gadamer reflete sobre a possibilidade de aproximação entre as duas por, a seu ver, estarem preocupadas com as grandes questões humanas: a saúde e a doença."
Enfim, uma grande contribuição de Gadamer para “o mistério da saúde” e a reflexão sobre o “cuidado da saúde” numa concepção integradora de corpo e alma. Uma retorno, mesmo a partir do presente, às concepções gregas sobre o tema. E, de tudo isso se infere que pretendo retornar aos temas, inclusive buscando relações com outros temas e autores que já esbocei aqui, nesse "blog."
(Em andamento...)
.............
______. Über die Verborgenheit der Gesundheit. (O mistério da saúde). In: Erfahrungsheikunde, Acta medica empirica: Zeitschrift für sie ärztliche Praxis, vol. 40, nº 11, 1991, 804-808.
______. O caráter oculto da saúde. Petrópolis: Editora Vozes; 2006. In: FRAGELLI, Thaís Branquinho Oliveira. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 23(10):2517-2522, out, 2007.
domingo, 1 de abril de 2018
EPICTETUS E A NECESSIDADE DA LÓGICA

DIATRIBE II. 25 - "Quão necessária é a LÓGICA":
– Queres, disse Epicteto, que te demonstre isso?
demonstrativo?
Quando o outro concordou, Epicteto disse:
– E como saberás se eu te apresentar um sofisma?
que sem ela não é possível saber se é necessária ou não.
sábado, 24 de março de 2018
AS "CRÍTICAS" DE KANT

...
terça-feira, 13 de março de 2018
AS FRONTEIRAS DA RELAÇÃO MENTE E CORPO

Alexander Moreira-Almeida (Editor), Franklin Santana Santos (Editor). Exploring Frontiers of the Mind-Brain Relationship. Springer 2012.
sábado, 3 de março de 2018
WILHELM WUNDT: UMA NOVA INTERPRETAÇÃO
Desde seu texto “Psicologia e neurociência: uma avaliação da perspectiva materialista no estudo dos fenômenos mentais”, em sua segunda edição revista e ampliada e, posteriormente, com a leitura deste nestes últimos dias dei-me o desafio de uma releitura e aprofundamento do tema principal, para mim: a relação mente-corpo.
Ainda na minha costumeira releitura dos bons livros que me chamaram a atenção, hoje reli este: "Projeto de uma psicologia científica em Wilhelm Wundt: uma nova interpretação", também escrito pelo Saulo. A maneira com que Wundt tratava as questões, apresentada aqui, nesta “nova interpretação”, realmente preenche uma lacuna na maneira com que se tratou a obra de Wundt posteriormente.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
ESPIRITUALIDADE E RELIGIOSIDADE EM PSIQUIATRIA - WPA
ABP http://www.abp.org.br/portal/posicionamento-da-wpa-sobre-espiritualidade-e-religiosidade-em-psiquiatria/
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
REFLEXÃO: O RECOLHIMENTO
2. Deveria ter sido, em bom tom "estóico", a reflexão matinal; deu-se à tarde, porém. A vida contemplativa deve conduzir-se em silêncio reflexivo. A luta por aperfeiçoamento é uma condição humana, que só pode ser buscada na temporalidade do pensamento próprio. O inefável, apontado por Sêneca, seus fundamentos, podem ser alcançados e apreendidos em partes, nos limites de cada um e de forma sempre fragmentada; no entanto, estes pequenos encontros dão-nos oportunidade à busca de si mesmo, a cada homem, do encontro com seu lugar no universo. São o caminhos na luta pela aquisição das virtudes.
POINCARÉ E O VALOR DA CIÊNCIA

Data do início do século sua preocupação específica com a divulgação da ciência, da qual resultou uma série de quatro livros de ensaios, logo traduzidos para todas as línguas e hoje alçados à condição de clássicos. Sobre sua importância, basta lembrar o que Abraham Pais, biógrafo de Einstein, escreveu: 'Antes de formular a teoria da relatividade, Einstein e seus amigos [da Akademie Olympia] fizeram muito mais do que passar os olhos pelos escritos de Poincaré. Solovine nos deixou uma lista detalhada dos livros que os membros da Akademie leram em conjunto. Destes, destacou um, e apenas um, 'A ciência e a hipótese', com o seguinte comentário: 'Poincaré nos impressionou profundamente e nos deixou sem respiração durante semanas e semanas'.
'O valor da ciência' desdobra e aperfeiçoa as ideias fundamentais esboçadas em 'A ciência e a hipótese'. Na primeira parte do livro, Poincaré discute a psicologia da invenção matemática, ressaltando a necessária interação da análise lógica e da intuição. Depois, num de seus ensaios precursores da teoria da relatividade, discute que convenções estão presentes na medida do tempo, demonstrando que não há simultaneidade absoluta. Passa em seguida para a noção de espaço, introduzindo o conceito de corte, questionando a tridimensionalidade e imaginando a possibilidade de uma quarta dimensão.
O quadro das ciências físicas ocupa a segunda parte do livro. Poincaré estuda o benefício recíproco da análise e da física e, em seguida, num capítulo dedicado à astronomia, dá uma imagem poderosa, encantadora e otimista de toda a ciência. Depois, em três ensaios concatenados, enfoca a física matemática, sua história, sua crise e seu futuro. Brilha então, com toda a força, o gênio visionário do autor. Ele chama atenção para as modificações trazidas por Lorentz, então recentes, nos conceitos de duração, distância e massa; antecipa que o estudo das raias dos espectros de emissão (efeito Zeeman) traria enormes surpresas teóricas; finalmente, anuncia duas inovações radicais, a seu ver necessárias: a substituição de diferenciais por leis estatísticas e o advento de uma nova mecânica, na qual, 'crescendo a inércia com a velocidade, a velocidade da luz se tornará um limite intransponível'."
São textos que me tiraram o fôlego quando os li, principalmente porque estamos lendo sobre a invenção do programa da nova física do século XX. (César Benjamin. Ed. Contraponto).”
(grifos e destaques meus)
sábado, 17 de fevereiro de 2018
RELENDO "PILARES DO TEMPO": SOBRE CIÊNCIA E RELIGIÃO
Stephen Jay Gould defende em seu livro “Pilares do tempo: ciência e
religião na plenitude da vida” a ideia de que ciência e religião pertencem
a diferentes enfoques de verdade, os MNI: magistérios
não-interferentes.
Li, em 2002, reli nos últimos dias.
Segundo Gould, a mera
observação do que se dá com eventos naturais é insuficiente para uma moral, uma
ética, observando os fenômenos por eles mesmos. Mas entrariam numa outra área,
outro MNI: magistério não interferente.
Um magistério que se ocupasse dessas
questões já existiria antes da ciência, e trataria das questões sobre moral,
valor e sentido da vida
Caberia portanto, na compreensão de Gould à áreas como a filosofia, a história, a literatura, entre outras, essa tarefa. E, à estas acrescentou a religião, presente nas sociedades humanas desde tempos imemoriais.
Nesse sentido, a obra de Gould reflete, basicamente sobre a tendência em se discutir esse tema a partir de uma dicotomia “ou isto/ou aquilo”, e adota-se os extremos, quase nunca o "meio termo" aristotélico.
Ora: com tão complexas questões em
jogo, ele admite que ciência e religião oferecem
respostas diversas.
Enfim, Gould, de família judia, recorre
às histórias de vida de Charles Darwin e Thomas H.
Huxley para, coerentemente, defender o princípio de não-interferência.
Mostra que, em momento algum, apesar de intensa dor, confundira ciência e religião.
Esse o ponto fundamental no seu livro:
a questão da pertinências das duas áreas no debate científico.
Lembro-me ainda das manhãs de domingo,
onde da banca de jornais trazia o jornal e num caderno especial (mais!), podia-se ler o debate entre Dawkins e Gould (bons
tempos).
E, com esse livro Gould, logo na abertura também trouxe a história do cético São Tomé,
apresentou-me a obra de Thomas Burnet que, à época, eu não conhecia; fala de Galileu Galilei x Maffeo Barberini (papa Urbano
VIII), apontando para a própria questão da encíclica papal Fides et
Ratio, publicada por João Paulo II.
Uma obra que me agradou tanto à época que precisei revisitá-la agora, visto que
os meus interesses não mudaram.
______.
BENTO XVI. Instrução Dignitas Personae: sobre algumas questões de Bioética. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2009.
DENNETT, Daniel C. Science and Religion: are they compatible? Oxford University Press (USA), 2010.
DIXON, Thomas; CANTOR,
Geoffrey; PUMFREY, Stephen. Science
and religion: new historical perspectives, 2011.
DIXON, Thomas. Science and Religion: a very short
introduction. Ouxford University Press, 2008.
GALILEU GALILEI. Ciência e fé: cartas de Galileu
sobre o acordo do sistema copernicano com a Bíblia. (Trad. Carlos Arthur
Ribeiro do Nascimento). 2. ed. São Paulo: Ed. Unesp, 2009.
HABERMAS, Jürgen. Dialética da secularização: sobre razão e religião. Aparecida, SP: Ideias & Letras, 2007.
HARRISON, Peter. The territories of science and religion. University
of Chicago Press, 2015.
______. (Org.) The Cambridge companion to science and
religion. Cambridge Universtity Press, 2010.
______. (Org.) Ciência e religião. São Paulo:
Ideias e Letras, 2014.
JOÃO PAULO II. Fides et ratio: sobre as relações entre fé e razão. 4. ed. São Paulo: Editora Paulus, 1998.
LINDBERG, David C;
NUMBERS, Ronald. When Science and
Christianity Meet. University of Chicago Press; Edição: Reprint 1,
2008.
NUMBERS, Ronald. Galileo goes to jail and other myths about
science and religion. Harvard University Press. 2009.
______. Terra plana, Galileu na prisão e outros
mitos sobre ciência e religião. Editora Thomas Nelson, 2020.
PLANTINGA, Alvin. Ciência, religião e naturalismo: onde
está o conflito? Vida Nova, 2018.
______. Deus, a liberdade e o mal. Vida
Nova, 2012.
VAN INVAGEN,
Perter. O problema do mal. Brasília,
DF: UNB, 2018.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
"REGRAS PARA A VIDA" E "ARQUITETURA DA CRENÇA"
1b.
2. 
Portanto, para mim, um importante modo ampliar a reflexão em várias abordagens.
sábado, 10 de fevereiro de 2018
MANUAL DE RELIGIÃO E SAÚDE MENTAL: A RELAÇÃO ENTRE ESPIRITUALIDADE, RELIGIÃO, DOENÇAS E SAÚDE MENTAL.
“A religião tem sido uma
das forças mais poderosas ao longo da história humana. No entanto, as
profissões médicas e de saúde mental geralmente não reconheceram esse poder. Na
verdade, como demonstrado pelo Dr. Koenig e pelos seus colaboradores no “Manual
de Religião e Saúde Mental”, as ligações da espiritualidade e da religião com a
doença, a saúde e a saúde mental são inevitáveis. Em vez de continuarem a
evitar, os profissionais de saúde mental precisam de estar mais bem preparados
para fazerem o melhor uso destas ligações em benefício dos pacientes. Esta
tarefa (à qual este Manual se dirige) exige que a área procure formas de
transmitir adequadamente informações relevantes, válidas e úteis aos formandos
e profissionais e expandir a base científica nesta área. No que diz respeito à
educação e aos cuidados clínicos, é claro que a avaliação de questões
religiosas e espirituais deve tornar-se uma parte esperada da avaliação do
paciente em toda a medicina e especialmente nos cuidados de saúde mental, não
diferente da consideração da família do paciente. e contexto social, o exame do
estado mental e a elucidação das preferências do paciente para opções de
tratamento específicas. É importante ressaltar que os esforços para expandir a
compreensão do papel da espiritualidade e da religião nos cuidados de saúde
devem ser feitos dentro do contexto das abordagens existentes, sob um paradigma
"ambos-e" em vez de "um ou outro", com os profissionais
mantendo o respeito pelos seus crenças dos pacientes. Quando os indivíduos são
educados sobre técnicas e abordagens específicas, é fundamental que lhes sejam
fornecidas informações completas sobre a base de evidências (ou seja, os pontos
fortes e fracos da literatura existente, os bons e os maus impactos das
intervenções). Idealmente, no desenvolvimento de directrizes ou outras
ferramentas de ensino, as evidências específicas subjacentes às recomendações
devem ser delineadas com clareza. Em essência, é necessária uma abordagem
sistémica às questões educativas – desde o desenvolvimento curricular, aos
testes de modelos, até à educação médica continuada. Este Manual fornece um
recurso muito útil para atingir esses fins.
O Manual também
deixa claro que, embora haja um grande apoio à interligação entre religião,
espiritualidade e saúde, há necessidade de aprender muito mais sobre os
mecanismos subjacentes a estas ligações, bem como sobre os resultados das
intervenções para os seus objectivos. propósitos. Por causa disso, os esforços
devem ser direcionados tanto para melhorar a metodologia para o campo como para
expandir a sua infra-estrutura: para obter uma melhor compreensão do impacto e
da especificidade dos diferentes elementos da religiosidade; determinar melhor
os ingredientes activos das abordagens baseadas na religião; e desenvolver
estruturas para investigação sobre questões religiosas e espirituais no
contexto do desenvolvimento ao longo da vida, desde a infância e adolescência
até à idade adulta e à velhice. Em resumo, este livro não só chama a atenção
para as importantes conexões entre espiritualidade, religião, saúde e saúde
mental, mas também identifica áreas importantes para desenvolvimento futuro.
Koenig e os colaboradores do Manual deixaram bem claro que qualquer pessoa
envolvida na prestação de serviços de saúde e de cuidados de saúde mental, no
estudo ou avaliação de intervenções de saúde pública, ou na tentativa de
melhorar a qualidade e a satisfação dos pacientes nos sistemas de prestação de
cuidados de saúde, não pode ignorar a importância dessas questões.”
MEDITAÇÃO RETROSPECTIVA NOTURNA CXXV: "O ESTOICISMO NÃO É O QUE VOCÊ PENSA": REFLEXÃO SOBRE A “CULTURA DA AUTOAJUDA MODERNA” (II)
Em desenvolvimento... E, hoje programando a leitura de um novo livro de Jonh Sellars. Enquanto isso, aproveitando a pausa, reli alguns trech...
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Um excelente texto, uma excelente proposta... e que "[...] investiga um dos grandes desafios da filosofia: como compreen...
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ESTUDOS EM DESENVOLVIMENTO... Mais sobre o Livro e o Link para a editora em : https://www.nobilta.com.br/destaques/livro-as-paixoes-de-desca...







