terça-feira, 13 de setembro de 2022

OBSERVAÇÕES SOBRE A PRIMEIRA OBRA PRÉ-CRÍTICA DE KANT: SOBRE A MEDIDA DA FORÇA VIVA

 

Estudando...

RESENHA

Link:

https://www.mimesisedizioni.it/rassegna/rampinini-la-culture-mulino-pensieri-vera-valutazione-forze-vive-kant.pdf

KANT, Immanuel. Pensieri sulla vera valutazione delle forze vive e critica delle dimostrazioni delle quali il Signor Leibniz ed altri studiosi di Meccanica si sono avvalsi in questa controversia, insieme ad alcune considerazioni preliminari riguardanti la forza dei corpi in generale, prefazione, introduzione, traduzione, note, commentario e apparati a cura di Stefano Veneroni, 4 voll., Mimesis, Milano-Udine 2019 (“Ricercare”, XV)

terça-feira, 6 de setembro de 2022

SOBRE FILOSOFIA MORAL

 

"O que é filosofia moral? Essa é a questão com a qual este importante volume lida. Seu ponto de partida é a famosa crítica feita em 1958 por Elizabeth Anscombe, que argumentou que a filosofia moral parte de um erro: que ela está fundamentalmente errada sobre o tipo de conceito que a palavra 'moral' representa. Anscombe rejeitou a filosofia moral como era então (e principalmente agora ainda é) praticada. Em vez disso, ela ofereceu um plano para a tarefa moral que os filósofos devem abraçar se quiserem falar de forma inteligível à sociedade sobre o bem e o mal, o certo e o errado, o dever e a obrigação. Os capítulos deste livro são inspirados no texto clássico de Anscombe. Uma das vozes mais poderosas aqui, entre muitas vozes de autoridade, é a de Philippa Foot - a vida de Anscombe."

"What is moral philosophy? That is the question with which this important volume grapples. Its starting point is the famous critique made in 1958 by Elizabeth Anscombe, who argued that moral philosophy begins from a mistake: that it is fundamentally wrong about the sort of concept that the word 'moral' represents. Anscombe rejected moral philosophy as it was then (and mostly now still is) practised. She offered instead a blueprint for the task moral philosophers must embrace if they are to speak intelligibly to society about good and bad, right and wrong, duty and obligation. The chapters in this book are inspired by Anscombe's classic text. One of the most powerful voices here, among many authoritative voices, is that of Philippa Foot – Anscombe's life."

______.

FOOT, Philippa. Natural goodness. Clarendon Press, 2003.

______. Moral dilemmas: and other topics in moral philosophy. Oxford University Press, 2003)

______. Virtues and Vices: and other essays in moral philosophy. OUP Oxford; Reprint, 2003).

WISEMAN, R. Moral Philosophy (Talking Philosophy) (A. O'Hear, Ed.). Cambridge: Cambridge University Press, 2022. doi:10.1017/9781009109413


segunda-feira, 5 de setembro de 2022

IMMANUEL KANT E O IDEALISMO ALEMÃO: EIN HANDBUCH"


PARA O FERIADO

Releitura de "Immanuel Kant e o idealismo alemão: um manual"

"Wie relevant ist die Philosophie Kants und des Deutschen Idealismus für die Gegenwart? Am Anfang war Kant. Seine "Kritik der reinen Vernunft" war eine Initialzündung und eröffnete einen neuen Denkraum. Darin waren sich die drei wichtigsten Repräsentanten des Deutschen Idealismus — Fichte, Schelling und Hegel — einig. Auch Karl Leonhard Reinhold, Friedrich Schiller und Friedrich Hölderlin gingen damit konform.

Doch wie sieht das heute aus? Gehört Kant ins Museum der Philosophiegeschichte? Haben die Denker des Deutschen Idealismus, die sich auf Kant beziehen, uns noch etwas zu sagen?

- Ist Kants Philosophie noch zeitgemäß? Problemlagen und Perspektiven, die für heutige Debatten relevant sind

- Fichte, Schelling, Hegel: die Entwicklung der Philosophie nach Kant

- Betrachtungen zur Elementarphilosophie Karl Leonhard Reinholds und ihrer Folgen

- Eigenständige und originelle Zugänge zu den philosophischen Strömungen

- Ein Handbuch, das einen Einstieg in das tiefere Studium ermöglicht

Warum wir die Philosophie Kants und des Deutschen Idealismus heute noch brauchen

Das von Klaus Vieweg herausgegebene Buch stellt wichtige Aspekte von Kants Denken sowie ausgewählte Hauptstränge der fulminanten Denkbewegung nach Kant vor. Der Herausgeber ist Professor für Klassische Deutsche Philosophie und beschäftigt sich vor allem mit der Philosophie des Deutschen Idealismus, insbesondere mit Hegel, und dem Skeptizismus. Zusammen mit fünf weiteren Expert:innen eröffnet er den Leserinnen und Lesern Zugänge zu einer Epoche der Weltphilosophie, die keineswegs ins Museum gehört!"

. ' .

"Quão relevantes são a Filosofia de Kant e o Idealismo alemão para o presente?

No início havia Kant, sua "Crítica da Razão Pura" foi uma centelha inicial e abriu um novo espaço para o pensamento. Os três representantes mais importantes do idealismo alemão - Fichte, Schelling e Hegel - concordaram com isso. Karl Leonhard Reinhold, Friedrich Schiller e Friedrich Hölderlin também se conformaram com isso.

Mas como está hoje? Kant pertence ao museu da história da filosofia? Os pensadores do idealismo alemão que se referem a Kant têm mais alguma coisa a nos dizer?

  • A filosofia de Kant ainda é atual? Problemas e perspectivas são relevantes para os debates de hoje?
  • Fichte, Schelling, Hegel: o desenvolvimento da filosofia de Kant.
  • Considerações sobre a filosofia elementar de Karl Leonhard Reinhold e suas consequências.
  • Abordagens independentes e originais para correntes filosóficas.
  • Um manual que permite uma introdução a um estudo mais aprofundado.

Por que ainda precisamos da Filosofia de Kant e do Idealismo alemão hoje?

O livro publicado por Klaus Vieweg apresenta aspectos importantes do pensamento de Kant, bem como linhas principais, selecionada,s do movimento do pensamento alemão após Kant. 

O editor é professor de filosofia clássica alemã e lida principalmente com a filosofia do idealismo alemão, especialmente com Hegel, e com o ceticismo. Junto com cinco outros especialistas, ele dá aos leitores acesso a uma época da filosofia mundial que de forma alguma pertence a um museu! "

_______.

Trecho da obra:


sábado, 3 de setembro de 2022

MEDITAÇÃO RETROSPECTIVA NOTURNA XLVII: HOMENS E SOCIEDADE DA APARÊNCIA

(IMAGEM: "Pinterest")

Não é psiquiatra, não é psicólogo nem mesmo filosofa um pouquinho. Fala bastante! Mas entregam-lhe cegamente a vida. Não tenho dúvidas: isso é temeroso!

Esperar o quê, de um mundo paupérrimo que valoriza a gloríola e os que sonham com aplausos de incautos?

Que louva aparência e pouco se importa com o Ser.

Isso sempre me remete ao Encheiridion:

. ' . 

Jamais te declares filósofo. Nem, entre os homens comuns, fales frequentemente sobre princípios filosóficos, mas age de acordo com os princípios filosóficos. Por exemplo: em um banquete, não discorras sobre como se deve comer, mas come como se deve. Lembra que Sócrates, em toda parte, punha de lado as demonstrações, de tal modo que os outros o procuravam quando desejavam ser apresentados aos filósofos por ele. E ele os levava! [XLVI.2] E dessa maneira, sendo desdenhado, ele ia."

E, acrescentando um comentário do professor Aldo Dinucci, publicado hoje no Viva Vox, nosso grupo de pesquisa sobre Estoicismo na Universidade Federal de Sergipe:

“O exercício de o próprio filósofo reconhecer constantemente não possuir uma sabedoria absoluta, que vemos Sócrates seguidamente praticar, tem também caráter terapêutico, já que assim é possível estar alerta para que tal pretensão não nos invada e nos escravize, pretensão que tem como efeitos nossa surdez em relação às críticas que nos são endereçadas e nossa intolerância em relação aos que pensam diferentemente – tais efeitos demonstram empiricamente quão estúpida é essa pretensão de ser sábio. O exercício de afirmar o caráter indireto e frágil de toda sabedoria humana é dramática e belamente ilustrado por Sêneca: Não sou sábio e (para que a tua malevolência seja aplacada) não o serei. Exige de mim, portanto, não que eu seja igual aos melhores, mas unicamente melhor que os maus. Isto para mim é suficiente: remover diariamente algum de meus vícios e corrigir meus erros. (Sêneca, Da vida Feliz - 17. 3” O lugar da filosofia torna-se, portanto, não o monólogo do dono da verdade ou do escolhido, mas o diálogo.”

( Só os Grifos e Destaques são meus)

______.

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (col. Os Pensadores).

______. Ethica Nicomachea - III 9 - IV 15: As virtudes morais. Trad. Marco Zingano. São Paulo: Odysseus Editora, 2019.

FOOT, Philippa. Natural goodness. Clarendon Press, 2003.

______. Moral dilemmas: and other topics in moral philosophy. Oxford University Press, 2003)

______. Virtues and Vices: and other essays in moral philosophy. OUP Oxford; Reprint, 2003). Informações sobre a a autora: https://pt.wikipedia.org/wiki/Philippa_Foot

MACINTYRE, Alasdair. Depois da virtude: um estudo sobre teoria moral. Campinas, SP: Vide Editorial, 2021.

SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

BORGES, Maria. Borges. Razão e emoção em Kant. Pelotas, RS: Editora e Gráfica Universitária, 2012.

______. Emotion, Reason, and Action in Kant. Bloomsbury Academic, 2019.

CÍCERO. On ends (De Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.

CUNHA, Bruno. A gênese da ética em Kant. São Paulo: Editora LiberArs, 2017.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

EPICTÉTE. Entretiens. Livres I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue).

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime. Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 19993.

______. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

______. Anthropology from a pragmatic point of view. Carbondale, III: Southern Illinois University Press. 1996. eBook., Base de dados: eBook Collection (EBSCOhost).

______. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Trad. Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.

______. Crítica da razão prática. Tradução de Valério Rohden. São Paulo, Martins Fontes, 2002.

______. A metafísica dos costumes. Trad., apresentação e notas de José Lamego. 2. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2011.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. ("As virtudes e os vícios": Q. 893-906).

KIRK, Russel. The conservative mind: from Burke to Eliot. São Paulo: É Realaizaçõea, 2020.)

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixão. In: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Livro II. 1).

NUSSBAUM, Martha C. A fragilidade da bondade: fortuna e ética na tragédia e na filosofia grega. São Paulo, Martins Fontes, 2009. 486 páginas. 

PLATÓN. Carta VII. InDiálogos VII (Dudosos, Apócrifos, Cartas). Madrid: Gredos, 1992.

RICOUER, Paul. Ser, essência e substância em Platão e Aristóteles. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

SÉNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014. (Carta LXXV)

SCHLEIERMACHER, F. D. E. Introdução aos Diálogos de Platão. Belo Horizonte, MG: Ed. UFMG, 2018.

TEIXEIRA, L. Ensaio sobre a Moral de Descartes. Tese (Cátedra) – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras. São Paulo, 1955.

ZINGANO, Marco. Aristóteles: tratado da virtude moral. I.13 - III.8. São Paulo: Odysseus Editora, 2008.

 

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

TEATRO: SPINOSA

 



“Estamos em Amsterdã, ano de 1677. A Holanda fervilha culturalmente. Ali um livre pensador publica um livro onde questiona as doutrinas e dogmas religiosos e políticos. Baruch de Spinoza é chamado pelos rabinos a arrepender-se, mas não abre mão de seu pensamento. Assim passa pelo Herem, a condenação judaica, e vai viver no exílio da sua comunidade. Tem o apoio de seu amigo Jan Rieuwertsz, com quem pode desabafar e contar seus planos futuros. Um convite à reflexão e à liberdade de pensamento, que mostra como a filosofia de Spinoza está conectada com o mundo atual. O espetáculo traz uma trilha que conta também com músicas Ladinas executadas ao vivo por uma banda.”



quinta-feira, 1 de setembro de 2022

MEDITAÇÃO RETROSPECTIVA NOTURNA XLVI: SOBRE A ALMA COMO UM TEMA QUE PRECISA SER RETOMADO




"A essência não só precede à existência como ainda sobreviverá a ela." (MARQUINHOS, 2017)

Ora, como aqui, nessa página, este é um dos temas a que me dedico; estudando-o como resultante natural do persistente problema filosófico da "relação mente e corpo”. E, hoje, após estudos com o grupo de Fotaleza, estou relendo essa obra "De Anima" Aristóteles, numa época em  que o uso do conceito de alma é tão usado de forma a não manter o uso que mais agrado: a mim, por exemplo, como Espírito independente que antecede e sobrevive ao corpo. Critica-se, geralmente sem se ler os clássicos.

402a1. Supondo o conhecimento entre as coisas belas e valiosas, e um mais do que outro, seja pela exatidão, seja por ter objetos melhores e mais notáveis, por ambas as razões o estudo da alma estaria bem entre os primeiros. Há inclusive a opinião de que o conhecimento da alma contribui bastante para a verdade em geral e, sobretudo, no que concerne à natureza; pois a alma é como um princípio dos animais. Buscamos considerar e conhecer sua natureza e substância, bem como todos os seus atributos, dentre os quais uns parecem ser afecções próprias da alma, enquanto outros parecem subsistir nos animais graças a ela."

402a10 . Em todo caso e de todo modo, é dificílimo obter alguma convicção a respeito da alma. Pois sendo a investigação comum também a muitas outras coisas — quero dizer, a investigação que concerne à substância e ao que é algo — , poderia talvez parecer a alguém que existe um só método para tudo aquilo cuja substância queremos conhecer (tal como há a demonstração para os atributos próprios), de modo que seria necessário buscar este método. Mas se não há um método único e comum para saber o que é algo, a tarefa torna-se ainda mais difícil; pois será preciso compreender, em cada caso, qual é o procedimento adequado. Se for evidente que se trata de demonstração ou de divisão ou de algum outro método, restarão ainda muitos impasses e incertezas no que diz respeito ao ponto de partida da investigação: pois para coisas distintas há princípios distintos, como, por exemplo, para os números e as superfícies. (ARISTÒTELES, 2006)”

______.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (col. Os Pensadores).

______. De Anima. Apresentação, tradução e notas de Maria Cecília Gomes dos Reis. São Paulo: Ed. 34, 2006.

______. Ethica Nicomachea - III 9 - IV 15: As virtudes morais. Trad. Marco Zingano. São Paulo: Odysseus Editora, 2019.

FOOT, Philippa. Natural goodness. Clarendon Press, 2003.

______. Moral dilemmas: and other topics in moral philosophy. Oxford University Press, 2003)

______. Virtues and Vices: and other essays in moral philosophy. OUP Oxford; Reprint, 2003). Informações sobre a a autora: https://pt.wikipedia.org/wiki/Philippa_Foot

GALENO. Aforismos. São Paulo: E. Unifesp, 2010.

______. On the passions and errors of the soul. Translated by Paul W . Harkins with an introduction and interpretation by Walter Riese. Ohio State University Press, 1963.

GAZOLLA, Rachel.  O ofício do filósofo estóico: o duplo registro do discurso da Stoa, Loyola, São Paulo, 1999.

MACINTYRE, Alasdair. Depois da virtude: um estudo sobre teoria moral. Campinas, SP: Vide Editorial, 2021.

SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

BORGES, Maria. Borges. Razão e emoção em Kant. Pelotas, RS: Editora e Gráfica Universitária, 2012.

______. Emotion, Reason, and Action in Kant. Bloomsbury Academic, 2019.

CÍCERO. On ends (The Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.

CUNHA, Bruno. A gênese da ética em Kant. São Paulo: Editora LiberArs, 2017.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

EPICTÉTE. Entretiens. Livres I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue).

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Observações sobre o sentimento do Belo e do Sublime. Ensaio sobre as doenças mentais. (Trad. Vinícius Figueiredo). Campinas, SP: Ed. Papirus, 19993.

______. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

______. Lições sobre a doutrina filosófica da religião. Trad. Bruno Cunha. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

______. Anthropology from a pragmatic point of view. Carbondale, III: Southern Illinois University Press. 1996. eBook., Base de dados: eBook Collection (EBSCOhost).

______. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Trad. Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.

______. Crítica da razão prática. Tradução de Valério Rohden. São Paulo, Martins Fontes, 2002.

______. A metafísica dos costumes. Trad., apresentação e notas de José Lamego. 2. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2011.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. ("As virtudes e os vícios": Q. 893-906).

KIRK, Russel. The conservative mind: from Burke to Eliot. São Paulo: É Realaizaçõea, 2020.)

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixão. In: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Livro II. 1).

NUSSBAUM, Martha C. A fragilidade da bondade: fortuna e ética na tragédia e na filosofia grega. São Paulo, Martins Fontes, 2009. 486 páginas. 

PLATÓN. Carta VII. In: Diálogos VII (Dudosos, Apócrifos, Cartas). Madrid: Gredos, 1992.

RICOUER, Paul. Ser, essência e substância em Platão e Aristóteles. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

SÉNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014. (Carta LXXV)

SCHLEIERMACHER, F. D. E. Introdução aos Diálogos de Platão. Belo Horizonte, MG: Ed. UFMG, 2018.

TEIXEIRA, L. Ensaio sobre a Moral de Descartes. Tese (Cátedra) – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras. São Paulo, 1955.

ZINGANO, Marco. Aristóteles: tratado da virtude moral. I.13 - III.8. São Paulo: Odysseus Editora, 2008.

sábado, 20 de agosto de 2022

ÉTICA DAS VIRTUDES: AINDA SOBRE VIRTUDES E VÍCIOS E CONTROLE DAS PAIXÕES (II)

 


Sobre virtudes morais; Ética das virtudes e demais temas recorrentes por aqui:

Pois, em meio às pausas, revisitando a obra de Aristóteles: Ética a Nicômaco que serviu como o “manual” de filosofia moral por mais de um milênio. Aristóteles e sua “ética da virtude”, ainda hoje estudada. De minha parte, bastante fundamental a correlação com o que venho estuando, recentemente.

É fundamental a manutenção do “princípio diretor”!

"Apaga a imaginação; acalma o impulso; extingue o desejo: domina a tua alma." (MARCO AURÉLIO. Meditações. IX : 7)

Como escrevi em outa postagem, nesse mesmo blog, apesar da crítica de vários filósofos, como a de Pascal, por exemplo, que considerava bastante difícil estabelecer um perfeito controle das paixões, visto que isso não levaria em conta fatores sobre a ação e sobre o próprio pensamento. Por isso, teria afirmado que “o coração tem razões que a própria razão desconhece

Ora, como aqui, nessa página, este é um dos temas a que me dedico; estudando-o como resultante natural do persistente problema filosófico da "relação mente e corpo”, reli, em Descartes, numa carta que ele encaminhou à Elisabeth, rainha da Suécia:

Parece-me que a diferença existente entre as grandes almas e aquelas que são baixas e vulgares consiste, principalmente, no fato de que as almas vulgares deixam-se levar por suas paixões e são felizes ou infelizes se as coisas que lhes acontecem são agradáveis ou desagradáveis. Em vez disso, as outras almas [as grandes] têm pensamentos tão fortes e tão potentes que, embora também tenham paixões, e mesmo frequentemente mais violentas do que as paixões do homem comum, sua razão permanece sempre sua mestra e faz que as aflições até lhes sirvam e contribuam para a perfeita felicidade de que eles, as grandes almas, tiram proveito”.

....

"Mantenha-se forte; mantenha-se Bem!"

Aqui, acrescento "Obra importante na construção de uma Ética das Virtudes: "Este volume reúne uma seleção de ensaios de Rosalind Hursthouse sobre Aristóteles, ética da virtude e filosofia social. Esses artigos fornecem contexto e esclarecimentos valiosos para muitos de seus trabalhos mais famosos, ao mesmo tempo em que chamam a atenção para novos caminhos de investigação filosófica que Hursthouse buscou"

Virtue and Action: selected papers

“Rosalind Hursthouse

Edited by Julia Annas and Jeremy Reid

A collection of Rosalind Hursthouse's most influential essays on Aristotle, virtue ethics, and social philosophy

Provides valuable context for her famous work while highlighting new avenues of philosophical investigation that Hursthouse pursued

Covers a range of topics from the development of virtue in children, animlal ethics, environmental ethics, and how human nature and ethical naturalism could provide the foundation for a virtue ethical system”

 Link: (com sugestões de obras, em certa medida relacionadas ao tema) https://global.oup.com/academic/product/virtue-and-action-9780192895844?cc=us&lang=en&&fbclid=IwAR0vyr50QqtE72avKPTXN2whPMDAtba_oadXA0fFIR6cXIsWpVH48Gw11ZM

______.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (col. Os Pensadores).

______. Ethica Nicomachea - III 9 - IV 15: As virtudes morais. Trad. Marco Zingano. São Paulo: Odysseus Editora, 2019.

FOOT, Philippa. Natural goodness. Clarendon Press, 2003.

______. Moral dilemmas: and other topics in moral philosophy. Oxford University Press, 2003)

______. Virtues and Vices: and other essays in moral philosophy. OUP Oxford; Reprint, 2003). Informações sobre a a autora: https://pt.wikipedia.org/wiki/Philippa_Foot

MACINTYRE, Alasdair. Depois da virtude: um estudo sobre teoria moral. Campinas, SP: Vide Editorial, 2021.

SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

ARRIANO FLÁVIO. O Encheirídion. Edição Bilíngue. Tradução do texto grego e notas Aldo Dinucci; Alfredo Julien. Textos e notas de Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, 2012).

BORGES, Maria. Borges. Razão e emoção em Kant. Pelotas, RS: Editora e Gráfica Universitária, 2012.

______. Emotion, Reason, and Action in Kant. Bloomsbury Academic, 2019.

CÍCERO. On ends (The Finibus). Tradução de H. Rackham. Harvard: https://www.loebclassics.com, 1914.

CUNHA, Bruno. A gênese da ética em Kant. São Paulo: Editora LiberArs, 2017.

DESCARTES, R. Oeuvres. Org. C. Adam e P. Tannery. Paris: Vrin, 1996. 11v. [indicadas no texto como Ad & Tan]

_______. Oeuvres et lettres. Org. André Bidoux. Paris: Gallimard, 1953. (Pléiade).

______. Discursos do Método; Meditações metafísicas; Objeções e Respostas; As Paixões da Alma; Cartas. (Introdução de Gilles-Gaston Granger; prefácio e notas de Gerard Lebrun; Trad. de J. Guinsberg), Bento Prado J. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).

EPICTÉTE. Entretiens. Livres I, II, III, IV. Trad. Joseph Souilhé. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

______. Epictetus Discourses. Trad. Dobbin. Oxford: Clarendon, 2008.

______. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2012. (Edição Bilíngue).

______. Testemunhos e Fragmentos. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão: EdiUFS, 2008.

______. The Discourses of Epictetus as reported by Arrian; fragments: Encheiridion. Trad. Oldfather. Harvard: Loeb, 1928.  https://www.loebclassics.com/

HANH, Thich Nhat. Meditação andando: guia para a paz interior. 21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

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______. Lições de ética. Trad. Bruno Cunha e Charles Fedhaus. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

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______. Anthropology from a pragmatic point of view. Carbondale, III: Southern Illinois University Press. 1996. eBook., Base de dados: eBook Collection (EBSCOhost).

______. Antropologia de um ponto de vista pragmático. Trad. Clélia Aparecida Martins. São Paulo: Iluminuras, 2006.

______. Crítica da razão prática. Tradução de Valério Rohden. São Paulo, Martins Fontes, 2002.

______. A metafísica dos costumes. Trad., apresentação e notas de José Lamego. 2. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2011.

KARDEC, A. Le Livre des Esprits. Paris, Dervy-Livres, s.d. (dépôt légal 1985). (O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, ______. O livro dos Espíritos. 93. ed. - 1. reimpressão (edição histórica). Brasília, DF: Feb, 2013. ("As virtudes e os vícios": Q. 893-906).

KIRK, Russel. The conservative mind: from Burke to Eliot. São Paulo: É Realaizaçõea, 2020.)

LEBRUN, Gérard. O conceito de paixão. In: NOVAES, Adauto (org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Livro II. 1).

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SANTOS, Bruno Aislã Gonçalves dos (Org.) Textos selecionados de filosofia das virtudes. [recurso eletrônico] Pelotas, RS: NEPFIL Online, 2022. 244p. - (Série Investigação Filosófica).

RICOUER, Paul. Ser, essência e substância em Platão e Aristóteles. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

SÉNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2014. (Carta LXXV)

SCHLEIERMACHER, F. D. E. Introdução aos Diálogos de Platão. Belo Horizonte, MG: Ed. UFMG, 2018.

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ZINGANO, Marco. Aristóteles: tratado da virtude moral. I.13 - III.8. São Paulo: Odysseus Editora, 2008.

sábado, 13 de agosto de 2022

 


Meu desafio será apresentar um trabalho em 28 de setembro sobre "Sangue de Volsungos". In: MANN, Thomas. Contos. Companhia das Letras, 2020.
______.

IVALDO Marco. Sul male: Kant, Fichte, Schelling, Hegel. Edizioni ETS, 2021.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.

LEIBNIZ. Ensaios de teodicéia. São Paulo: Estação Liberdade, 2013.

MANN, Thomas. Contos. Companhia das Letras, 2020.

______; WOLFF, C; EULER, L.P; BUFFON, G.-L; LAMBERT, J. H; KANT, I. Espaço e pensamento: textos escolhidos. Organização de Márcio Suzuki (Org.). Tradução de Márcio Suzuki e Outr

MENDELSSOHN, tr. A. Arkush, intr. A. Altmann - Jerusalem, or, on religious power and Judaism. 1983. ISBN 0-87451-263-8

PINKARD, Terry. German philosophy 1760-1780: the lagacy of Idealism. Cambridge University Press.

HEINRICH HEINE E A QUESTÃO JUDAICA NA ALEMANHA

                                                                                                                  


Relendo, entre outros de Heine e sobre o assunto, o volume "História da Religião e da Filosofia na Alemanha" apresenta uma visão geral da história intelectual da Alemanha feita por uma figura central em seu desenvolvimento - Heinrich Heine (1797-1856). Ele discute a história da religião, da filosofia e da literatura de seu tempo, vista de sua perspectiva. Este trabalho é apresentado aqui baseado em uma nova tradução de Howard Pollack-Milgate. A obra também apresenta alguns apontamentos que pretendo usar na "comunicação" do Evento do Grupo de Pesquisas: "Heinrich Heine e a questão judaica na Alemanha"

Inscrições: labo@pucsp.br


 

______.

IVALDO Marco. Sul male: Kant, Fichte, Schelling, Hegel. Edizioni ETS, 2021.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. Guido A. de. São Paulo: Discurso editoria: Barcarola, 2009.

______. Textos pré-críticos. São Paulo: Editora Unesp, 2005.

______. Textos seletos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

______. Investigação sobre a clareza dos princípios da teologia e da moral. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 2007.

LEIBNIZ. Ensaios de teodicéia. São Paulo: Estação Liberdade, 2013.

MANN, Thomas. Contos. Companhia das Letras, 2020.

______; WOLFF, C; EULER, L.P; BUFFON, G.-L; LAMBERT, J. H; KANT, I. Espaço e pensamento: textos escolhidos. Organização de Márcio Suzuki (Org.). Tradução de Márcio Suzuki e Outr

MENDELSSOHN, tr. A. Arkush, intr. A. Altmann - Jerusalem, or, on religious power and Judaism. 1983. ISBN 0-87451-263-8

PINKARD, Terry. German philosophy 1760-1780: the lagacy of Idealism. Cambridge University Press.


segunda-feira, 8 de agosto de 2022

REFLEXÃO MATINAL CXXXIII: SEGUIR A LEI



A tal "sociedade" é tal qual se apresenta. Não me admira, portanto, o não se desejar serem os "últimos". Por outro lado, ser "primeiro", destacar-se nesse contexto, nesse mundinho, para quê? 
(Marquinhos, 2017)
. ' .
Consequência:

Fogem do mais difícil, mas é o que deveria ser o mais fundamental, pois:

"Diferente é o propósito dos declamadores que pretendem ganhar o aplauso da assistência, diferente é também o dos conferencistas que atraem a atenção dos jovens e dos ociosos pela variedade dos temas ou pela elegância da exposição; a filosofia, essa, ensina a agir, não a falar, exige de cada qual que viva segundo as suas leis, de modo que a vida não contradiga as palavras, nem sequer se contradiga a si mesma; importa que todas as nossas ações sejam do mesmo teor. O maior dever — e também o melhor sintoma — da sabedoria é a concordância entre as palavras e os atos, o sábio será em todas as circunstâncias igual a si próprio. “Mas quem será capaz de atingir um tal nível?. 'Poucos, decerto, mas mesmo assim alguns'."
______.
(SÊNECA. Cartas a Lucílio. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian. 2014. Carta XX: 2)
(IMAGEM: "Pinterest")

domingo, 7 de agosto de 2022

A LEI , O IMPERATIVO CATEGÓRICO E ALGUNS DESDOBRAMENTOS

PROSSEGUINDO, RELENDO UMA PESQUISA SOBRE "AS ORIGENS DO INCONSCIENTE E DA PSIQUE MODERNA"

  1. Acrescentando “imperativo categórico” e “superego”. 
  2. A Lei. 
  3. Formulação da lei como imperativo categórico e outras perspectivas.

Li, reli e estudo juntamente com autores e pesquisadores listado abaixo, o livro, resultasdo da pesquisa de Matt Ffytche, em 2012, traduzido em 2014. Estou, numa das pausas de hoje, relendo alguns de seus capítulos, a partir de pontos de contato com as minhas pesquisas costumeiras. Guardo sempre dessas releituras a formação e adequação às pesquisas que, em certa medida, demonstram muitas vezes, as verdadeiras origens de determinados "conceitos", como é este o caso!

Acrescentei, mais recentemente, claro, tenho adotado há anos uma outra "visão de mundo" sobre sono e sonhos, e outros conceitos que aparecem nesse tipo de pesquisa e publicações, sempre lendo, relendo mas mantendo-me distante das costumeiras visões materialistas, (ue, mais não são que apenas mais uma outra "visão metafísica da realidade"). Fujo também de "visões" pessimistas ou céticas radicais.

Aqui destaco do que tenho lido e estudado atentamente, entre outros: "inconsciente", "superego", "alma", "psique", "imperativo categórico", "Lei moral".

“The unconscious, cornerstone of psychoanalysis, was a key twentieth-century concept and retains an enormous influence on psychological and cultural theory. Yet there is a surprising lack of investigation into its roots in the critical philosophy and Romantic psychology of the early nineteenth century, long before Freud. Why did the unconscious emerge as such a powerful idea? And why at that point? This interdisciplinary study traces the emergence of the unconscious through the work of philosopher Friedrich Schelling, examining his association with Romantic psychologists, anthropologists and theorists of nature. It sets out the beginnings of a neglected tradition of the unconscious psyche and proposes a compelling new argument: that the unconscious develops from the modern need to theorise individual independence. The book assesses the impact of this tradition on psychoanalysis itself, re-reading Freud's The Interpretation of Dreams in the light of broader post-Enlightenment attempts to theorise individuality.”

“Há muito tempo se reconhece que Freud não descobriu o inconsciente e que o conceito moderno se originou na filosofia e não na psicologia. Mas, até hoje, não existia uma pesquisa sobre suas raízes no início do século XIX. Por que o inconsciente surgiu como uma ideia tão poderosa? E por que naquele momento? Neste meticuloso trabalho interdisciplinar, o autor encontra novos caminhos ao investigar o surgimento do inconsciente por meio da obra do filósofo Friedrich Schelling, examinando sua associação com psicólogos românticos, antropólogos e teóricos da natureza. Ele esquematiza os primórdios de uma tradição negligenciada da psique inconsciente e avalia o impacto dessa tradição na própria psicanálise, reinterpretando o clássico A Interpretação dos Sonhos, de Freud.”

E, hoje 07 de agosto de 2022, iniciando e acrescentando esta obra citada abaixo nas referências “Kant a Freud: o imperativo categórico e o superego”, escrito por: Leyserée Adriene Fritsch Xavier, busco ampliar as reflexões para o artigo que já vai ganhando forma.


“SINOPSE

O imperativo categórico como expressão de uma lei moral objetiva e incondicionada foi formulado por Immanuel Kant no contexto de sua filosofia prática. Mais tarde, Sigmund Freud fez referência em sua obra ao imperativo kantiano, relacionando-o ao conceito psicanalítico de superego que então nascia, inserido na estrutura do aparelho psíquico junto ao ego e ao id. Porém, o tratamento dado ao conceito filosófico pela psicanálise destaca um aspecto destrutivo e sádico da lei, aspecto esse que na filosofia prática se enquadra no âmbito da heteronomia, distanciando-se, desta forma, da lei moral kantiana.

O objetivo deste trabalho é refletir sobre o sentido da apropriação do conceito kantiano de imperativo categórico na formulação do superego freudiano. Desta forma, pretende-se apontar para o deslizamento semântico que ocorre quando o imperativo categórico deixa de ter um sentido específico dentro de uma cadeia de significação e passa a se localizar fora dessa cadeia, tornando-se um significante isolado. Além de sair da dimensão consciente e racional para se localizar no plano inconsciente, o imperativo adquire um novo estatuto, isto é, o conceito passa do plano de uma lei que determina objetivamente a máxima moral para um ordenamento de gozo cego e destrutivo.
É importante ter em mente que se trata da instância psicanalítica e da fórmula imperativa, dois conceitos concebidos em diferentes âmbitos do saber, um pesquisando o inconsciente e o outro buscando a autonomia da razão. Quer dizer, residem em diferentes áreas semânticas com significados próprios e interpretações distintas. Estas distinções devem estar presentes todo o tempo ao estudioso, considerando que inconsciente e razão não são equivalentes, tendo cada qual seus próprios princípios de funcionamento.”

AUTOR

Leyserée Adriene Fritsch Xavier é Psicóloga, Mestre em Filosofia pela PUCPR; e Especialista em Psicologia Clínica – Abordagem Psicanalítica pela PUCPR, membro correspondente da Escola Brasileira de Psicanálise – Delegação Paraná.

______.

ALLERS, Rudolf. O que há de errado com Freud? ‎ Rio de Janeiro, RJ: Editora CDB, 2023.

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III CONGRESS BRASILEIRO CHRISTIAN WOLFF - X SIMPÓSIO DO NÚCLEO DE FILOSOFIA KANTIANA

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